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Parte 07 – Paleontologia I

PAL-01: Onde estão os elos perdidos?

Alegação:

Não existem elos perdidos. Onde estão? Ninguém os achou. Tudo o que vemos são lacunas entre os fósseis, e animais surgindo de repente.

Resposta:

“Elo perdido” é um termo popular, e não é utilizado em ciência. O termo correto é fóssil transicional. Isso porque de fato todos os seres vivos que procriaram e já morreram são “elos perdidos” entre um ser vivo e outro.

E existem muitos transicionais, e todos os dias surgem mais. A desculpa para alguém dizer que não existem transicionais é o total desconhecimento deles. E desconhecer uma evidência não significa que ela não exista.

Esses são alguns exemplos de transicionais entre espécie e gênero:

·    Ancestralidade humana ( PAL 02) Existem muitos fósseis ancestrais humanos. São cerca de vinte espécies, com centenas de fósseis cada um. E as diferenças vão ocorrendo aos poucos, desde o Australopithecus afarensis até o Homo sapiens.

·    Os chifres dos titanotheres (mamíferos extintos do Cenozóico) surgem nas camadas geológicas em tamanhos cada vez maiores, desde o zero. Outros atributos do pescoço e cabeça também evoluíram. Essas adaptações são análogas ao das ovelhas (Stanley 1974).

·    Uma seqüência transicional fóssil gradual conecta o foraminífero Globigerinoides trilobus e o Orbulina universa (Pearson et al. 1997). As evidências mostram características sendo adquiridas ao longo do tempo e podem ser vistas nos leitos de todos os oceanos tropicais. Várias morfoespécies intermediárias conectam as duas espécies, que podem ser vistas na figura em Lindsay (1997).

·    O registro fóssil mostra transicionais entre os trilobitas Phacops (Eldredge 1972; 1974; Strapple 1978).

·    Foranimíferos planctônicos (Malmgren et al. 1984). Esse é um exemplo de gradualismo pontuado. Um registro fóssil de dez milhões de anos mostra longos períodos de êxtase evolutiva, junto com outros períodos de mudanças morfológicas relativamente rápidas, mas ainda assim graduais.

·    Fósseis de diatomáceas Rhizosolenia são bastante comuns e mostram mudanças ao longo de quase dois milhões de anos, que incluem um caso de especiação (Miller 1999, 44-45).

·    Moluscos do Lago Turkana (Miller 1999, 44-45).

·    Ostracodes marinhos do Cenozóico (Cronin 1985).

·    O primata do Eoceno do gênero Cantius (Gingerich 1976, 1980, 1983).

·    Ostras do gênero Chesapecten mostram mudanças em suas conchas ao longo de 13 milhões de anos (Pojeta and Springer 2001; Ward and Blackwelder 1975).

·    Ostras do gênero Gryphaea se tornam maiores e mais largas, porém mais finas e chatas durante o início do Jurássico (Hallam 1968).

Esses são alguns transicionais entre famílias, ordens e classes:

·    Ancestralidade humana (PAL 02). O Australopithecus, apesar de suas pernas e pélvis indicarem que ele andava em pé, possuía estrutura óssea no antebraço, provavelmente vestigial, que indica que ele um dia andou se apoiando sobre as mãos (Richmond and Strait 2000).

·    Transicionais entre invertebrados e vertebrados ( PAL 03)

·    Transicionais entre dinos e aves ( PAL 06).

·    Haasiophis terrasanctus é uma cobra primitiva com membros bem desenvolvidos, mostrando um relacionamento com outros ancestrais com patas (Tchernov et al. 2000). Pachyrhachis é outra cobra com patas que é relacionada com a Haasiophis (Caldwell and Lee 1997).

·    As mandíbulas dos mosassauros são intermediárias entre cobras e lagartos. Possuíam a mandíbula inferior como a das cobras, flexível e capaz de se esticar. Mas, diferente das cobras, a mandíbula superior não era flexível. Outras características do crânio também são intermediários entre cobras e lagartos primitivos (Caldwell and Lee 1997; Lee et al. 1999; Tchernov et al. 2000).

·    Transicionais entre mamíferos e baleias ( PAL 07).

·    Transicionais entre peixes e tetrápodes ( PAL 04)

·    Transicionais entre condilartos (uma espécie de mamífero terrestre) e os manatis atuais (Domning 2001a, 2001b).

·    Runcaria, uma planta do Médio Devoniano, foi o precusor das plantas com semente. Possuía todas as qualidades das sementes, exceto um envoltório sólido para elas, e um sistema para guiar o pólen até a semente (Gerrienne et al. 2004).

·    A abelha Melittosphex burmensis, preservada em ambar do Cretácio Inferior, possui características primitivas transicionais entre vespas e abelhas (Poinar and Danforth 2006).

Esses são alguns transicionais entre reino e filo:

·    Os fósseis do Cambriano Halkiera e Wiwaxia possuem características que os ligam um ao outro e aos filos modernos Mollusca, Brachiopoda, e Annelida (Conway Morris 1998, 185-195).

·    Os fósseis Anomalocaris e Opabinia, do Cambriano e Pré-cambriano, são transicionais entre artrópodes e lobópodes.

·    Um ancestral dos equinodermos foi encontrado, que é um intermediário entre os equinodermos modernos e os deuterostomas (Shu et al. 2004).

·    Recentemente descoberto, um fóssil transicional une sozinho três grandes filos: anelídeos, moluscos e braquiópodes. Consultar em:  http://arstechnica.com/journals/science.ars/2007/3/1/7278

Referências:

Caldwell, M. W. and M. S. Y. Lee, 1997. A snake with legs from the marine Cretaceous of the Middle East. Nature 386: 705-709.

Conway Morris, Simon, 1998. The Crucible of Creation, Oxford University Press.

Cronin, T. M., 1985. Speciation and stasis in marine ostracoda: climatic modulation of evolution. Science 227: 60-63.

Domning, Daryl P., 2001a. The earliest known fully quadupedal sirenian. Nature 413: 625-627.

Domning, Daryl P., 2001b. New “intermediate form” ties seacows firmly to land. Reports of the National Center for Science Education 21(5-6): 38-42.

Eldredge, Niles, 1972. Systematics and evolution of Phacops rana (Green, 1832) and Phacops iowensis Delo, 1935 (Trilobita) from the Middle Devonian of North America.

Bulletin of the American Museum of Natural History 147(2): 45-114.

Eldredge, Niles, 1974. Stability, diversity, and speciation in Paleozoic epeiric seas. Journal of Paleontology 48(3): 540-548.

Gerrienne, P. et al. 2004. Runcaria, a Middle Devonian seed plant precursor. Science 306: 856-858.

Gingerich, P. D., 1976. Paleontology and phylogeny: Patterns of evolution of the species level in early Tertiary mammals. American Journal of Science 276(1): 1-28.

Gingerich, P. D., 1980. Evolutionary patterns in early Cenozoic mammals. Annual Review of Earth and Planetary Sciences 8: 407-424.

Gingerich, P. D., 1983. Evidence for evolution from the vertebrate fossil record. Journal of Geological Education 31: 140-144.

Hallam, A., 1968. Morphology, palaeoecology and evolution of the genus Gryphaea in the British Lias. Philosophical Transactions of the Royal Society of London B 254: 91-128.

Lee, Michael S. Y., Gorden L. Bell Jr. and Michael W. Caldwell, 1999. The origin of snake feeding. Nature 400: 655-659.

Lewin, R., 1981. No gap here in the fossil record. Science 214: 645-646.

Lindsay, Don, 1997. A smooth fossil transition: Orbulina, a foram. http://www.don-lindsay-archive.org/creation/orbulina.html

Malmgren, B. A., W. A. Berggren and G. P. Lohmann, 1984. Species formation through punctuated gradualism in planktonic foraminifera. Science 225: 317-319.

Miller, Kenneth R., 1999. Finding Darwin’s God. New York: HarperCollins.

Pearson, P. N., N. J. Shackleton and M. A. Hall. 1997. Stable isotopic evidence for the sympatric divergence of Globigerinoides trilobus and Orbulina universa (planktonic foraminifera). Journal of the Geological Society, London 154: 295-302.

Poinar, G. O. Jr. and B. N. Danforth. 2006. A fossil bee from Early Cretaceous Burmese amber. Science 314: 614.

Richmond B. G. and D. S. Strait, 2000. Evidence that humans evolved from a knuckle-walking ancestor. Nature 404: 382-385. See also Collard, M. and L. C. Aiello, 2000. From forelimbs to two legs. Nature 404: 339-340.

Shu, D.-G. et al., 2004. Ancestral echinoderms from the Chengjiang deposits of China. Nature 430: 422-428.

Stanley, Steven M., 1974. Relative growth of the titanothere horn: A new approach to an old problem. Evolution 28: 447-457.

Strapple, R. R., 1978. Tracing three trilobites. Earth Science 31(4): 149-152.

Tchernov, E. et al., 2000. A fossil snake with limbs. Science 287: 2010-2012. See also Greene, H. W. and D. Cundall, 2000. Limbless tetrapods and snakes with legs. Science 287: 1939-1941.

Ward, L. W. and B. W. Blackwelder, 1975. Chesapecten, A new genus of Pectinidae (Mollusca: Bivalvia) from the Miocene and Pliocene of eastern North America. U.S. Geological Survey Professional Paper 861.

Mais informações:

Hunt, Kathleen. 1994-1997. Transitional vertebrate fossils. FAQ. http://www.talkorigins.org/faqs/faq-transitional.html

Miller, Keith B. n.d. Taxonomy, transitional forms, and the fossil record. http://www.asa3.org/ASA/resources/Miller.html

Patterson, Bob. 2002. Transitional fossil species and modes of speciation. http://www.origins.tv/darwin/transitionals.htm

Thompson, Tim. 1999. On creation science and transitional fossils. http://www.tim-thompson.com/trans-fossils.html

Cohn, Martin J. and Cheryll Tickle. 1999. Developmental basis of limblessness and axial patterning in snakes. Nature 399: 474-479. (technical)

Cuffey, Clifford A. 2001. The fossil record: Evolution or “scientific creation”. http://www.gcssepm.org/special/cuffey_00.htm or http://www.nogs.org/cuffeyart.html

Elsberry, Wesley R. 1995. Transitional fossil challenge. http://www.rtis.com/nat/user/elsberry/evobio/evc/argresp/tranform.html

Godfrey, L. R. 1983. Creationism and gaps in the fossil record. In: Godfrey, L. R. (ed.), Scientists Confront Creationism, New York: W. W. Norton, pp. 193-218.

Morton, Glenn R. 2000. Phylum level evolution. http://home.entouch.net/dmd/cambevol.htm

Pojeta, John Jr. and Dale A. Springer. 2001. Evolution and the Fossil Record, Alexandria, VA: American Geological Institute, http://www.agiweb.org/news/spot_06apr01_evolutionbk.htm , http://www.agiweb.org/news/evolution.pdf, pg. 2.

Strahler, Arthur N. 1987. Science and Earth History, Buffalo, NY: Prometheus Books, pp. 398-400.

Zimmer, Carl. 2000. In search of vertebrate origins: Beyond brain and bone. Science 287: 1576-1579.

Ainda mais informações:

Golfinhos com resquício de patas traseiras

Fóssil descoberto no RS é considerado marco evolutivo

Ancestral do búfalo moderno

Transicional peixe-anfíbio

Serpentes com patas

Evolução do cavalo

Pássaros exibem seleção natural em tempo real

Transicional entre vespas e abelhas

Transicional das siriemas

A chave da evolução humana

A “filha” de Lucy

Transicional Dino-ave

Mais um

Centenas de fósseis

Ainda mais transicionais

Ainda muito mais transicionais

Depois que os criacionistas lerem todos os trabalhos desses cientistas (e muitos outros), e os refutarem no âmbito da ciência, ou seja, com pesquisas científicas, teses e publicações com peer review, aí sim eles podem dizer que não existem transicionais. Antes disso é pura cegueira e teimosia.


PAL-02: Hominídeos são 100% homens ou 100% macacos

Alegação:

Os fósseis hominídeos são na verdade totalmente humanos ou totalmente macacos.

Resposta:

Não é verdade. Há uma fina transição entre os fósseis de hominídeos, onde não é possível estabelecer claramente uma linha onde o fóssil deixa de ser humano. Tanto que os próprios criacionistas divergem entre eles sobre o que eles consideram humano e o que eles consideram macaco (Foley 2002).

O fato é que a maioria dos criacionistas que dizem isso sequer seguraram um crânio de algum hominídeo na vida. Ou seja, falam apenas por convicção pessoal, aquilo que eles acham ou esperam que seja, sem se importar se é verdade ou não.

Para exemplificar isso, exemplos de transicionais humanos nos mostram que:

·    Australopithecus afarensis, que viveu entre 3,9 a 3,0 milhões de anos atrás, possui o crânio parecido com os chimpanzés atuais, mas com os dentes mais humanos. A maioria (provavelmente todos) dos criacionistas diriam que era um macaco, apesar de ser bípede;

·    Australopithecus africanus (3 a 2 milhões de anos), com um cérebro entre 420 a 500 centímetros cúbicos, um pouco maior que o A. afarensis, e com dentes ainda mais humanos;

·    Homo habilis (2,4 a 1,5 milhões de anos), parecido com os australopithecus, mas usava ferramentas e tinha um cérebro maior (650 centímetros cúbicos em média) e um rosto menos projetado, mais humano;

·    Homo erectus (1,8 a 0,3 milhões de anos); cérebro entre 900 cm³ nos primeiros H. erectus e 1.100 cm³ nos últimos. (O cérebro moderno possui em média 1.350 cm³;

·    O Homo sapiens do Pleistoceno era “morfologicamente e cronologicamente intermediário entre fósseis arcaicos africanos e os anatomicamente mais modernos fósseis do Pleistoceno superior” (White et al. 2003, 742).

A imagem neste link abaixo mostra claramente a evolução humana ao longo do tempo:

http://anthropologynet.files.wordpress.com/2007/06/fossil-hominid-skulls.jpg

(A) Pan troglodytes, chimpanzé moderno. Está ali apenas para comparação. Não faz parte da evolução humana.
(B) Australopithecus africanus
(C) Australopithecus africanus
(D) Homo habilis
(E) Homo habilis
(F) Homo rudolfensis
(G) Homo erectus
(H) Homo ergaster
(I) Homo heidelbergensis
(J) Homo sapiens neanderthalensis (não faz parte da evolução humana)
(K) Homo sapiens neanderthalensis
(L) Homo sapiens neanderthalensis
(M) Homo sapiens sapiens, Cro-Magnon I
(N) Homo sapiens sapiens, homem moderno

Referências:

Avarello, R., A. Pedicini, A. Caiulo, O. Zuffardi, M. Fraccaro, 1992. Evidence for an ancestral alphoid domain on the long arm of human chromosome 2. Hum Genet 89(2): 247-249.

Bermudez de Castro, J. M. et al., 1997. A hominid from the Lower Pleistocene of Atapuerca, Spain: Possible ancestor to Neandertals and modern humans. Science 276: 1392-1395.

Foley, Jim, 1996-2003. (see above)

Foley, Jim, 2002. Comparison of all skulls, http://www.talkorigins.org/faqs/homs/compare.html

IJdo, J. W., A. Baldini, D. C. Ward, S. T. Reeders and R. A. Wells, 1991. Origin of human chromosome 2: an ancestral telomere-telomere fusion. Proceedings of the National Academy of Science USA 88(20): 9051-9055.http://www.pnas.org/cgi/reprint/88/20/9051.pdf

Max, Edward E., 2003. Plagiarized errors and molecular genetics. http://www.talkorigins.org/faqs/molgen/

Taylor, D. M. 2003. Alignment of Chimp_rp43-42n4 against human chromosome 15. http://www-personal.umich.edu/~lilyth/erv/ See also Taylor, D. M. 2003 (Jun 3). Re: Evolutionary Misconceptions on Evolution. http://www.google.com/groups?as_umsgid=75200cbc.0306031846.50b2bda5%40posting.google.com

White, Tim D. et al., 2003. Pleistocene Homo sapiens from Middle Awash, Ethiopia. Nature 423: 742-747.

Yunis, J. J. and O. Prakash, 1982. The origin of man: a chromosomal pictorial legacy. Science 215: 1525-1530.

Foley, Jim. 1996-2004. Fossil hominids: The evidence for human evolution. http://www.talkorigins.org/faqs/homs/

Drews, Carl, 2002. Transitional fossils of hominid skulls. http://www.theistic-evolution.com/transitional.html

Johanson, D. C., and B. Edgar, 1996. From Lucy to Language. New York: Simon and Schuster.

Leakey, M. and A. Walker, 1997. Early hominid fossils from Africa. Scientific American 276(6) (June): 74-79.

Tattersall, Ian, 1995. The Fossil Trail. New York: Oxford.

http://www.talkorigins.org/faqs/comdesc/hominids.html


PAL-03: Fósseis entre vertebrados e invertebrados?

Alegação:

Não existem fósseis transicionais entre vertebrados e invertebrados.

Resposta:

Os seguintes fósseis do Cambriano são transicionais entre vertebrados e invertebrados:

·    Pikaia, um cordado invertebrado primordial. Inicialmente foi interpretado como um verme segmentado, até que novas análises mostraram que ele possuía notocorda;

·    Yunnanozoon, outro cordado primordial;

·    Haikouella, um cordado similar ao Yunnanozoon, mas com características adicionais, como um coração e um cérebro relativamente maiores (Chen et al. 1999);

·    Conodontes possuíam dentes ósseos, mas o resto do seu corpo era mole. Eles também possuíam notocorda (Briggs et al. 1983; Sansom et al. 1992);

·    Cathaymyrus diadexus, o mais antigo cordado conhecido, 535 milhões de anos (Shu et al. 1996);

·    Myllokunmingia e Haikouichthys, dois vertebrados primitivos que ainda não tinham uma cabeça, estrutura óssea e dentes plenamente definidos. Eles diferem de invertebrados mais antigos por terem um arranjo dos músculos segmentados em zigue-zague (Monastersky 1999).

Existem alguns animais vivos hoje que são “quase-vertebrados”, e podem ser considerados formas intermediárias, como o anfioxo e as lampreias. O estudo desses animais pode revelar muito sobre a origem dos vertebrados.

Referências:

Briggs, D. E. G., E. N. K. Clarkson and R. J. Aldridge, 1983. The conodont animal. Lethaia 16: 1-14.

Chen, J.-Y., D.-Y. Huang and C.-W. Li, 1999. An early Cambrian craniate-like chordate. Nature 402: 518-522.http://www.nature.com/cgi-taf/DynaPage.taf?file=/nature/journal/v402/n6761/full/402518a0_r.html

Monastersky, Richard, 1999. Waking up to the dawn of vertebrates. Science News 156: 292.http://www.sciencenews.org/sn_arc99/11_6_99/fob1.htm

Sansom, I. J., M. P. Smith, H. A. Armstrong and M. M. Smith, 1992. Presence of the earliest vertebrate hard tissues in conodonts. Science 256: 1308-1311.

Shu, D.-G., S. Conway Morris and X.-L. Zhang, 1996. A Pikaia-like chordate from the Lower Cambrian of China. Nature 384: 157-158.

Mais informações:

Speer, B. R. 2000. Introduction to the Deuterostomia. http://www.ucmp.berkeley.edu/phyla/deuterostomia.html

# Waggoner, Ben. 1996. Introduction to the Cephalochordata. http://www.ucmp.berkeley.edu/chordata/cephalo.html


PAL-04: Fósseis entre peixes e anfíbios?

Alegação:

Não existem transicionais entre peixes e tetrápodes.

Resposta:

Existem vários bons transicionais:

·    A maioria dos peixes possuem aberturas nasais externas anteriores e posteriores. Nos tetrápodes, a abertura nasal posterior é substituída pelo coano (choana), orifícios das fossas nasais que se abrem na rinofaringe, e que nenhum peixe possui. Kenichthys, um fóssil de 395 milhões de anos da China, é um intermediário exato entre os dois (Zhu and Ahlberg 2004).

·    Um fóssil mostra oito dedos ósseos em sua barbatana frontal, mostrando que os dedos surgiram antes dos tetrápodes saírem da água (Daeschler and Shubin 1998).

·    Um úmero do Devoniano tem características que mostram que pertenceu a um tetrápode aquático que conseguia se impulsionar para frente com seus membros superiores, mas não era capaz de mover os inferiores para frente e para trás para caminhar (Shubin et al. 2004).

·    Acanthostega, outro fóssil do Devoniano, com cerca de 60 cm, e que provavelmente viveu em rios (Coates 1996). Tinha polidactia em seus membros, mas sem ligamentos dos pulsos ou tornozelos (Coates e Clack 1990). Era predominantemente, se não totalmente, aquático. Tinha guelras como os peixes (Coates e Clack 1991), e seus membros e coluna não conseguiam suportar muito peso.

·    Ichthyostega, mais um tetrápode do Devoniano, tinha cerca de 1,5 m e provavelmente era anfíbio. Tinha sete dedos nas patas traseiras (patas dianteriras são desconhecidas). Seus membros e coluna eram mais robustos que oAcanthostega. Tinha espinha parecida com peixe em sua cauda, mas eram menores que as do Acanthostega. Seu crânio apresenta várias características de peixes primitivos, mas sem guelras (Murphy 2002).

·    Tulerpeton, de depósitos estuários mais ou menos da mesma época que o Acanthostega e o Ichthyostega, tinha seis dedos nos membros frontais e sete nos traseiros. Seus ombros eram mais robustos que o Acanthostega, sugerindo que eram um pouco menos aquáticos, e seu crânio era mais parecido com anfíbios do Carbonífero Superior do que com o Acanthostega ou o Ichthyostega.

Referências:

Coates, M. I. 1996. The Devonian tetrapod Acanthostega gunnari Jarvik: postcranial anatomy, basal tetrapod interrelationships and patterns of skeletal evolution. Transactions of the Royal Society of Edinburgh: Earth Sciences 87: 363-421.

Coates, M. I. and J. A. Clack, 1990. Polydactyly in the earliest known tetrapod limbs. Nature 347: 66-69.

Coates, M. I. and J. A. Clack, 1991. Fish-like gills and breathing in the earliest known tetrapod. Nature 352: 234-236.

Daeschler, Edward B. and Neil Shubin, 1998. Fish with fingers? Nature 391: 133.

Murphy, Dennis C., 2002. Devonian times: Ichthyostega stensioei. http://www.mdgekko.com/devonian/Order/re-ichthyostega.html

Shubin, N. H., E. B. Daeschler and M. I. Coates, 2004. The early evolution of the tetrapod humerus. Science 304: 90-93. See also: Clack, J. A., 2004. From fins to fingers. Science 304: 57-58.

Zhu, Min and Per E. Ahlberg, 2004. The origin of the internal nostril of tetrapods. Nature 432: 94-97. See also: Janvier, Philippe, 2004. Wandering nostrils. Nature 432: 23-24.

Mais informações:

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=184959&tid=2453223899302182571


PAL-05: Fósseis entre anfíbios e répteis?

Alegação:

Não há fósseis entre anfíbios e répteis.

Resposta:

A principal diferença entre os anfíbios (tetrápodes primitivos) e os répteis (amniotas) é a presença do âmnion, que não fossiliza. Por isso é extremamente difícil diferenciar um do outro, até porque suas estruturas ósseas são muito parecidas.

No entanto essa incerteza não nos dá o direito de dizer categoricamente que não existem transicionais entre eles. Existem vários fósseis de criaturas do Permiano, alguns são amniotas primitivos, outros provavelmente não são.

Esses são alguns exemplos de transicionais entre anfíbios e répteis:

·    Reptilomorfos, como o Eogyrinus e o Diadectes

·    Archaeothyris, um amniota primitivo do Carbonífero basal

·    Batrachosauria, também do Carbonífero

Mais informações:

http://www.palaeos.com/Vertebrates/Units/190Reptilomorpha/190.100.html


PAL-06: Fósseis entre dinos e aves?

Alegação:

Não há fósseis entre dinossauros e aves.

Resposta:

Muitos fósseis de aves foram descobertos nas últimas décadas, vários deles revelaram serem intermediários entre dinossauros (como os Allosauros) e aves modernas:

·    Sinosauropteryx prima, um dinossauro coberto por penas primitivas, mas estruturalmente similar aos dinossauros sem penas Ornitholestes e Compsognathus (Chen et al. 1998; Currie and Chen 2001).;

·    Ornitomimossauros, therizinossauros e oviraptorssauros. O oviraptorosauro Caudipteryx tinha o corpo coberto com tufos de penas (Ji et al. 1998). Também possuía penas o therizinosauro chamado Beipiaosaurus (Xu et al. 1999a). Várias outras características de aves são encontradas nesses dinossauros, como crânio e vértebras altamente pneumatizados, e longas asas. Oviraptórides também tinham ovos similares aos das aves, e inclusive os chocavam (Clark et al. 1999);

·    Deinonychosauros (troodontides e dromaeosauros). Esses são os dinossauros mais próximos das aves. Sinovenator, o mais primitivo troodontide, é bastante similar ao Archaeopteryx (Xu et al. 2002). Byronosauro, outro troodontide, possuía dentes praticamente idênticos às aves primitivas (Makovicky et al. 2003). Microraptor, o mais primitivo dromaeosaur, é também o mais parecido com ave; espécimes foram encontrados com irrefutáveis penas em suas asas, pernas e cauda (Hwang et al. 2002; Xu et al. 2003). Sinornithosauro também era coberto por uma variedade de penas e um crânio mais parecido com aves do que os dromaeosauros mais antigos (Xu, Wang, and Wu 1999; Xu and Wu 2001; Xu et al. 2001);

·    Protarchaeopteryx, alvarezsaurídeos, Yixianosaurus e Avimimus. Esses são dinossauros de locais incertos, cada um potencialmente mais próximo das aves do que os deinonychosauros. Protarchaeopteryx tem penas na cauda, e asas/patas alongadas (Ji et al. 1998). Yixianosaurus possui uma distinta plumagem nas asas/patas proporcional às aves (Xu and Wang 2003). Alvarezsaurídeos (Chiappe et al. 2002) e Avimimus (Vickers-Rich et al. 2002) possuem outras características de aves;

·    Archaeopteryx. Esse famoso fóssil está classificado com ave, mas ele possui mais características de dinossauros do que alguns dos citados acima.(Paul 2002; Maryanska et al. 2002);

·    Shenzhouraptor (Zhou and Zhang 2002), Rahonavis (Forster et al. 1998), Yandangornis e Jixiangornis. Todas essas aves eram ligeiramente mais avançados que o Archaeopteryx, especialmente nas vértebras, esterno e ossos das asas;

·    Sapeornis (Zhou and Zhang 2003), Omnivoropteryx e confuciusornithids (ex., Confuciusornis e Changchengornis; Chiappe et al. 1999). Esses são as primeiras aves a possuírem grandes ossos formados por vértebras da cauda fusionados (chamados pigostilos);

·    Enantiornitinos, incluindo pelo menos dezenove espécies de aves primitivas, como o Sinornis (Sereno and Rao 1992; Sereno et al. 2002), Gobipteryx (Chiappe et al. 2001), e Protopteryx (Zhang and Zhou 2000). Várias novas características de aves aparecem, incluindo doze ou menos vértebras dorsais, fúrcula estreita em forma de V (o chamado osso da sorte), e redução nos ossos digitais das asas;

·    Patagopteryx, Apsaravis, e yanornithids (Chiappe 2002; Clarke and Norell 2002). Mais características de aves aparecem nesses grupos, incluindo mudanças nas vertebras desenvolvimento de quilha, expansão do osso esterno, onde se prendem os músculos das asas;~

·    Hesperornis, Ichthyornis, Gansus, e Limenavis. Essas aves são quase tão avançadas quanto aves modernas. Novas características incluem perda de quase todos os dentes, e mudanças nos ossos das pernas;

·    Finalmente, aves modernas.

Referências:

Chen, P., Z. Dong and S. Zhen, 1998. An exceptionally well-preserved theropod dinosaur from the Yixian Formation of China. Nature 391: 147-152.

Chiappe, L. M., 2002. Osteology of the flightless Patagopteryx deferrariisi from the Late Cretaceous of Patagonia (Argentina). In Chiappe and Witmer, pp. 281-316.

Chiappe, L. M. and L. M. Witmer (eds.), Mesozoic Birds: Above the Heads of Dinosaurs. Berkeley: Univ. of California Press.

Chiappe, L. M., M. A. Norell and J. M. Clark, 2001. A new skull of Gobipteryx minuta (Aves: Enantiornithes) from the Cretaceous of the Gobi Desert. American Museum Novitates 3346: 1-15. http://diglib1.amnh.org/novitates/i0003-0082-346-01-0001.pdf

Chiappe, L. M., M. A. Norell and J. M. Clark, 2002. The Cretaceous, short-armed Alvarezsauridae. In: Chiappe and Witmer, pp. 87-120.

Chiappe, L. M., S. Ji, Q. Ji and M. A. Norell, 1999. Anatomy and systematics of the Confuciusornithidae (Theropoda: Aves) from the Late Mesozoic of northeastern China. Bulletin of the American Museum of Natural History 242: 1-89.http://diglib1.amnh.org/bulletins/i0003-0090-242-01-0001.pdf

Clark, J. M., M. A. Norell and L. M. Chiappe, 1999. An oviraptorid skeleton from the Late Cretaceous of Ukhaa Tolgod, Mongolia, preserved in an avianlike brooding position over an oviraptorid nest. American Museum Novitates 3265: 1-36.

Clarke, J. A. and M. A. Norell, 2002. The morphology and phylogenetic position of Apsaravis ukhaana from the late Cretaceous of Mongolia. American Museum Novitates 3387: 1-46. http://diglib1.amnh.org/novitates/i0003-0082-3387-01-0001.pdf

Currie, P. J. and P. Chen, 2001. Anatomy of Sinosauropteryx prima from Liaoning, northeastern China. Canadian Journal of Earth Sciences 38: 1705-1727.

Forster, C. A., S. D. Sampson, L. M. Chiappe and D. W. Krause, 1998. The theropod ancestry of birds: New evidence from the Late Cretaceous of Madagascar. Science 279: 1915-1919.

Hwang, S. H., M. A. Norell, Ji Q. and Gao K., 2002. New specimens of Microraptor zhaoianus (Theropoda: Dromaeosauridae) from northeastern China. American Museum Novitates 3381: 1-44.http://research.amnh.org/users/sunny/hwang.et.al.2002.pdf

Ji, Q., P. Currie, M. A. Norell and S-A. Ji, 1998. Two feathered dinosaurs from northeastern China. Nature 393: 753-761.

Makovicky, P. J., M. A. Norell, J. M. Clark and T. Rowe, 2003. Osteology and relationships of Byronosaurus jaffei (Theropoda: Troodontidae). American Museum Novitates 3402, 1-32. http://diglib1.amnh.org/novitates/i0003-0082-3402-01-0001.pdf

Maryanska, T., H. Osmólska and M. Wolsan, 2002. Avialan status for oviraptorosauria. Acta Palaeontologica Polonica 47(1): 97-116. http://app.pan.pl/acta47/app47-097.pdf

Paul, Gregory S., 2002. Dinosaurs of the Air. Baltimore: Johns Hopkins University Press.

Sereno, P. C. and C. Rao, 1992. Early evolution of avian flight and perching: New evidence from the Lower Creates of China. Science 255: 845-848.

Sereno, P. C., C. Rao and J. Li, 2002. Sinornis santensis (Aves: Enantiornithes) from the Early Cretaceous of Northeastern China. In: Chiappe and Witmer, pp. 184-208.

Vickers-Rich, P., L. M. Chiappe and S. Kurzanov, 2002. The enigmatic birdlike dinosaur Avimimus portentosus. In: Chiappe and Witmer, pp. 65-86.

Xu, X. and X. Wang, 2003. A new maniraptorian dinosaur from the Early Cretaceous Yixian Formation of Western Liaoning. Vertebrate Palasiatica 41(3): 195-202.

Pojeta, John Jr. and Springer, Dale A., 2001. Evolution and the Fossil Record, American Geological Institute, Alexandria, VA. http://www.agiweb.org/news/spot_06apr01_evolutionbk.htm ,http://www.agiweb.org/news/evolution.pdf .

Prum, Richard O. and Alan H. Brush, 2003. Which came first, the feather or the bird? Scientific American 288(3) (Mar.): 84-93.

Wang, Justin, 1998. Scientists flock to explore China’s ‘site of the century’. Science 279: 1626-1627.


PAL-07: Fósseis entre mamíferos e cetáceos?

Alegação:

Não existem fósseis entre mamíferos e baleias.

Resposta:

Existem vários transicionais que provam que as baleias e os golfinhos se originaram de mamíferos terrestres. Babinski (2003) e Zimmer (1998) apresentam várias figuras para os seguintes:

·    Pakicetus inachus: do final do Eoceno primário (Gingerich et al. 1983; Thewissen and Hussain 1993);

·    Ambulocetus natans: Do início ao médio Eoceno. Tinha pequenos membros frontais e patas traseiras adaptadas ao nado. Sua coluna ondulava para cima e para baixo, facilitando o nado. Aparentemente podia andar em terra tão bem quando nadir (Thewissen et al. 1994);

·    Indocetus ramani: início do médio Eoceno (Gingerich et al. 1993);

·    Dorudon: o cetáceo dominante do final do Eocene. Os seus pequenos membros traseiros não serviam para locomoção;

·    Basilosaurus: Médio Eoceno. Uma baleia aquática completa com pernas plenamente estruturadas (Gingerich et al. 1990);

·    Uma baleia primitive com seu respire muito mais à frente e algumas outras estruturas encontradas em animais terrestres, mas não em baleias mais recentes (Stricherz 1998).

Os parentes vivos mais próximos das baleias são os hipopótamos. Um grupo fóssil conhecido como anthracotheres liga os hipopótamos às baleias (Boisserie et al. 2005).

A evolução das baleias é nítida também no crânio desses animais. Os mais primitivos possuíam ouvidos ótimos para escutar fora d’água, mas ruins dentro dela. À medida que eles iam se adaptando para os ambientes marinhos, seus ouvidos iam melhorando para escutar dentro d’água, e piorando para escutar fora dela, até que atualmente os ouvidos das baleias são excelentes para dentro d’água, e ruins para escutar fora.

Referências:

Boisserie, Jean-Renaud, Fabrice Lihoreau and Michel Brunet. 2005. The position of Hippopotamidae within Cetartiodactyla. Proceedings of the National Academy of Science USA 102(5): 1537-1541.

Gingerich, P. D. et al., 1983. Origin of whales in epicontinental remnant seas: New evidence from the Early Eocene of Pakistan. Science 220: 403-406.

Gingerich, P. D., B. H. Smith, and E. L. Simons, 1990. Hind limb of Eocene Basilosaurus: Evidence of feet in whales. Science 249: 154-157.

Gingerich, P. D. et al., 1993. Partial skeletons of Indocetus ramani [Mammalia, Cetacea] from the Lower Middle Eocene Domanda Shale in the Sulaiman Range of Punjab [Pakistan]. Contributions from the Museum of Paleontology of the University of Michigan 28: 393-416.

Gingerich, P. D. et al., 1994. New whale from the Eocene of Pakistan and the origin of cetacean swimming. Nature 368: 844-847.

Gingerich, P. D. et al. 2001. Origin of whales from early artiodactyls: Hands and feet of Eocene Protocetidae from Pakistan. Science 293: 2239-2242. See also: Rose, K. D. 2001. The ancestry of whales. Science 293: 2216-2217.

Thewissen, J. G. M. and S. T. Hussain, 1993. Origin of underwater hearing in whales. Nature 361: 444-445.

Thewissen, J. G. M., S. T. Hussain and M. Arif, 1994. Fossil evidence for the origin of aquatic locomotion in archaeocete whales. Science 263: 210-212. See also Berta, A., 1994. What is a whale? Science 263: 180-181.

Stricherz, Vince, 1998 (10 Oct.). Burke displays fossil of toothless whale. http://depts.washington.edu/uweek/archives/1998.10.OCT_29/_article2.html See also http://more.abcnews.go.com/sections/science/DailyNews/baleen980916.html

Babinski, E. T., 2003. Cetacean evolution (whales, dolphins, porpoises) http://www.edwardtbabinski.us/babinski/whale_evolution.html

Sutera, Raymond, 2001. The origin of whales and the power of independent evidence. Reports of the National Center for Science Education 20(5): 33-41. http://www.talkorigins.org/features/whales/

Gould, S. J. 1995. Hooking leviathan by its past. In: Dinosaur in a Haystack. New York: Harmony Books, pp. 359-376.

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Thewissen, J. G. M. (ed.). 1998. The Emergence of Whales: evolutionary patterns in the origin of Cetacea. New York: Plenum. (technical)

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Thewissen, J. G. M. and E. M. Williams. 2002. The early radiations of Cetacea (Mammalia): Evolutionary pattern and developmental correlations. Annual Review of Ecology and Systematics 33: 73-90. (technical)

Zimmer, Carl. 1995. Back to the sea. Discover 16(1) (Jan.): 82-84.

Zimmer, Carl. 1998. At the Water’s Edge. New York: Touchstone, ch. 6-10.

Pagina 1 2

  • dsc

    O termo “stasis” é corretamente traduzido como “estase” (um sinônimo de estagnação, com o mesmo radical também de estático), e não como “êxtase”, que em inglês é “extasy”, e não tem o mesmo significado de estagnação, simplesmente é inaplicavel a esse contexto.

  • Nossa, muito bacana a matéria. Deve ter dado um trabalhão, principalmente com todas essas referências. Parabéns! Não é algo que se vê todo dia por aí, principalmente na internet.

    Eu acredito que o ornitorrinco seja um ótimo exemplo da evolução. Assim como o inútil apêndice humano. O ser humano também tem outros órgãos inúteis de que não me lembro no momento.

    Administrador André respondeu:

    O apêndice não é tão inútil quanto vc pensa.

  • andre0

    “Não existem fósseis entre mamíferos e baleias.”

    Mas, baleias não são mamíferos?