Robôs deixam trabalhadores desempregados completamente irritados

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Imagine que você monte um timinho de futebol de várzea. Aí, você é posto para jogar contra o Real Madrid, descontando o fato que seus colegas de time partirão para quebrar a perna do primeiro jogador do time adversário na primeira oportunidade, é bem provável que você perca. E perca feio. Isso não é legal. Isso mexe com as pessoas. Antigamente, os Harlem Globetrotters faziam suas apresentações nos países, jogando contra o time local. Era algo como Galactus enfrentando o Tucão (esta relação eu kibei do Cardoso. Me processem!). Tipo… São os Motherfuckin’ Globetrotters. Você SABE que vai perder de forma vergonhosa! Aceita e curta o espetáculo. Já a torcida não entendia isso e levou a hostilizarem os Globetrotter, motivo pelo qual os Viajantes pelo Globo agora levam a própria equipe adversária.

Agora, leve em conta os avanços tecnológicos em sistemas de produção, robôs não se cansam, não cometem erros, são mais precisos, mais rápidos e mais fortes. Sim, senhores, temos a tecnologia! O problema é que os trabalhadores humanos estão se sentindo menos competentes e desmotivados. Ficar obsoleto realmente não deve ser nada agradável.

O dr. Guy Hoffman é professor-assistente na Faculdade Sibley de Engenharia Mecânica e Aeroespacial e tem Twitter. O dr. Ori Heffetz é professor-adjunto de Economia na Faculdade de Administração Samuel Curtis Johnson. Juntos eles pesquisaram como o desempenho de um robô afeta o comportamento e as reações dos humanos quando eles competem uns contra os outros simultaneamente, tendo dinheiro envolvido. E nenhuma competição que tenha dinheiro envolvido acaba bem.

Nisso, temos o conceito de aversão à perda. Trata-se de um conceito Economia Comportamental que estabelece que perdas crescem num ritmo maior do que ganhos. Isso leva a um estado psicológico que a pessoa praticamente sente uma dor de perder que é maior que a satisfação de ganhar. A aversão à perda faz com que as pessoas que por algum motivo tenham perdido algo (do ponto de vista financeiro) crie uma aversão a tudo que a fez perder. No caso dos robôs, os trabalhadores que não conseguem um desempenho superior interiorizam que eles perderam para uma máquina. Se perder para um humano j[á não deixa ninguém feliz, perder para um robô realmente deixa todo mundo muito puto. Ainda mais quando isso implicará na substituição de humanos por robôs.

A aversão à perda fará com que as pessoas participantes de uma competição – estando numa clara posição de inferioridade – não se sentirão motivadas a fazer nada e trocarão o empenho que julgarão ser inútil por um ódio patológico contra o competidor superior. A saída seria o que? Acabar as máquinas e voltarmos aos teares mecânicos? Capacitar melhor as pessoas? Não terá lugar para todo mundo, mas aí elas teriam que buscar recolocação no mercado. Entretanto, como dito, por causa da aversão à perda, elas resistem a isso, preferindo xingar muito no Twitter ou no sindicato, e este tentará impedir avanço tecnológico no setor produtivo, o que acabará encarecendo os produtos que os próprios trabalhadores compram.

O que se faz então? Cria-se um ambiente feliz numa empresa, com funcionários humanos de um lado, robôs escondidos? Desinventa-se a tecnologia? Vende os robôs para colégios para que estes fiquem no lugar de pedagogas (por favor!)?

É. O lance é ter que colocar o orgulho de lado e entender que ninguém mais vai contratar um copista para escrever livro-razão e mais livros, e mais livros, quando hoje está tudo automatizado em planilhas e bancos de dados. O mundo evolui e você ficar que nem personagem dos livros do Asimov chilicando por causa de robôs vai fazer de você um chato, um chato desempregado, um chato desempregado que vai pentelhar na porta de fábricas ao invés de se qualificar melhor. Por exemplo, estudando para ser projetista de robôs, quem sabe?

A pesquisa foi apresentada na 14ª Conferência Internacional ACM / IEEE sobre Interação Homem-Robô

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Sobre André Carvalho

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