Em 50 anos, seres humanos passarão o cerol em quase 2 mil espécies. Somos maus, não somos?

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Indo direto ao ponto, estimativas apontam que lá pro ano 2070, seres humanos terão extinguido (ou quase) cerca de 1.700 espécies entre anfíbios, aves e mamíferos em maior risco de extinção. Sim, seres humanos, esses maníacos psicopatas que estão passando o rodo em geral. Mas ninguém para para pensar (merda de acordo ortográfico!) num pequeno detalhe: não somos tão especiais assim, e o ser humano ainda é parte do mundo natural.

Eu preciso explicar o que isso significa, não preciso?

Bem, de acordo com o dr. Walter Jetz, professor de Ecologia e Biologia Evolutiva e Estudos Florestais e Ambientais da universidade Yale, levantamentos estatísticos sobre a distribuição geográfica de 19.400 espécies em todo mundo apontam que a ação humana vai levar uma bela porção de seres vivos pra vala evolutiva. Isso é importante, pois assim poderíamos pensar em desenvolvimentos futuros em termos de sociedade, demografia e ecologia etc. eu gosto dessas pesquisas que mostram como seres humanos não são o elo mais importante da grande cadeia de seres vivos, mas mesmo assim é importante pois precisamos proteger os demais seres vivos, o que nos faz especiais, sim, mas muito amados. Ou nem tanto.

É estranho pensar que seres humanos são tão poderosos assim ao acabarem com quase 2 mil espécies de seres vivos em 50 anos, quando uma pedrada mandou pra vala quase o planeta todo, e nem vou mencionar quando uns vulcões quase aniquilaram tudo o que estava vivo. Aliás, todas as grandes extinções quase limaram este planeta e por muita sorte isso aqui não virou um deserto árido sem nada mais umas pedras. Providência divina? Deus é bem entediado pra ficar tentando aniquilar tudo num planeta, só para deixar uns macacos pelados aparecerem. Nunca entendi por que ele não colocou uma piscina para depois tirar a escada, logo de uma vez.

Uma vez eu fiz a seguinte pergunta: O ser humano pode ser tido como parte do ecossistema terrestre, certo? Sendo assim, tudo o que ele faz deveria ser tido como um fenômeno natural. O que nos faz diferente de… sei lá, um vulcão gigantão?

Me responderam que seria nossa capacidade de raciocínio. Só isso nos diferia dos outros seres vivos e isso nos faz responsáveis. Eu apontei que isso significava que éramos melhores que todos os demais seres vivos. Me disseram que não. Então, se eu não sou melhor que um castor, que faz barragem e acaba com o ecossistema local, porque eu deveria ser mais responsável que o respectivo castor?

Não há resposta.

Extinção de animais não é algo bonito, mas muito pior é fazer de tudo para mantê-los. Acabamos por ter um panda, cuja única função da Natureza é nada. Este bicho inútil não faz força para procriação, só come um tipo de alimento e não estabelece nenhuma cadeia trófica expressiva. É apenas um bicho cuja única vantagem evolutiva é ser fofinho e, por isso, salvo pelos humanos malvados destruidores do planeta.

Chegamos no dilema. Seres humanos são ou não parte do mundo natural? Se somos, é natural o que fazemos, pois muito pior a natureza já fez consigo mesma. Se não somos, somos seres acima da Natureza, o que nos torna muito mais nobres e poderosos. Como falei, não há resposta senão o chilique “temos que fazer alguma coisa”, quando qualquer ação causa impacto e, às vezes, pior do que seria se não tivéssemos feito nada.

A pesquisa do dr. Jetz foi publicada no periódico Nature Climate Change

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Sobre André Carvalho

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