Pediatras colocam cabeça na boca e esperam ela sair (cabeça de Lego!)

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Quem tem filhos pequenos sabe que aquelas criaturinhas são minúsculos avestruzes que engolem de tudo. Não podem ver nada que colocam na boca. Se bem que certas moças que eu conheço também, mas deixemos isso de lado. Assim, criança não pode ver nenhum brinquedinho que – GLUP! – coloca na boca e engole. E quem é campeão nisso? Legos, obviamente!

Bem, pediatras, ciosos dos seus deveres de ajudar criancinhas, resolveram testar o que acontece quando se ingere cabeças de bonequinhos legos e ficaram cuidadosamente tomando nota do que acontece depois.

Eu acho que vai para o IgNobel. De certeza mesmo eu tenho que esta é a sua SEXTA INSANA!

A drª Tessa Davis é médica, cientista. Ela trabalha como consultora em Medicina de Emergência Pediátrica na Barts Health NHS Trust. Junto com outros pediatras, ela resolveu perguntar: “O que diabos acontece quando a gente engole uma cabeça de personagem de Lego?”. Bem, só há uma forma de descobrir, certo? Mas ciência não é bagunça, isso gerou o paper no Journal of Pediatrics and Child Health.

MÉTODO

Seis pediatra foram recrutados para engolir uma cabeça de Lego (não a mesma cabeça. Cada um teve a sua). As cobaias, digo, pesquisadores escolhidos entre aqueles que não tinham passado por cirurgia gastrointestinal anterior, não eram incapazes de ingerir objetos estranhos e nem tinha nojinho de cavucar fezes. O hábito intestinal pré-ingestão foi padronizado pelo escore de dureza e trânsito de fezes (Stool Hardness and Transit – SHAT). Os participantes ingeriram uma cabeça de Lego, e o tempo gasto para o objeto ser encontrado nas fezes dos participantes foi registrado. O resultado primário foi a pontuação do Tempo Encontrado e Recuperado (Found and Retrieved Time – FART).

Só pra lembrar. Isso tá no paper. Eu não estou inventando nem é 1º de abril.

RESULTADOS

O escore do FART foi em média de 1,71 dias. Houve alguma evidência de que as fêmeas podem ser mais capazes de pesquisar através das fezes do que os homens, mas isso não pode ser estatisticamente validado.

CONCLUSÕES

Um objeto de brinquedo passa rapidamente por sujeitos adultos sem complicações. Isso tranquilizará os pais, e os autores advogam que nenhum pai deve procurar nas fezes de seus filhos para comprovar a recuperação de objetos.

E não, gente. Eu apenas traduzi o paper. Se é zueira, é zueira da Tess, mas eu aposto que é paper a sério. Sim, o resumo é que os pediatras engoliram, cagaram e foram fuçar a pecinha lá no cocô. Depois vocês acham que vida de pesquisador é fácil, mas a verdade é que é uma merda!

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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