Turbinas eolicas atrapalham o meio-ambiente e detonam com cadeias alimentares

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O mundo caminha… ou melhor, CORRE para obter sistemas de geração de energia mais sustentáveis e com menor impacto ambiental. O problema é que isso ainda é impossível. SEMPRE temos impactos. Mas, como eu disse, a corrida é para o que tem menores impactos. Usinas solares precisam de um imenso sistema de células solares ou espelhos que concentram a energia do Sol numa torre que é basicamente uma usina termelétrica. Isso faz com que o gradiente de calor local aumente. Não vou nem mencionar hidrelétricas e muito menos termelétricas. Usinas nucleares são tabu, ainda mais com Fukushima, a usina perigosíssima. O fato de Fukushima ter tomado um tsunami de 30 metros de altura sempre é esquecido. A saída então? Usinas eólicas seria uma boa. O fato de matar aves e morcegos passa desapercebido. Mas isso é o mínimo que pode acontecer, não é mesmo?

Não, é pior ainda. Mas você já imaginava só pelo título (você leu o título, não leu?)

A drª Maria Thaker é professora-assistente do Centro de Ciências Ecológicas do Instituto Indiano de Ciências. É um instituto que trata de ciências que fica na Índia. Sua especialidade (a de Maria, não da Índia) são predadores e como essas criaturinhas malvadonas mantém um equilíbrio ecológico em determinada região. O que Maria descobriu foi que turbinas acaba afetando o sistema ecológico em escala muito maior: elas afetam a cadeia alimentar da região. Motivo? As aves predatórias estão indo pro saco. Daí, começou a haver desequilíbrio ecológico. Parabéns, pessoal!

A pesquisa de Thaker mostrou como a instalação de parques eólicos numa região com uma cadeia de montanhas e florestas ao longo da costa oeste da Índia, operando ininterruptamente por cerca de 20 anos, afetou como aves de rapina e abutres, fazendo com que estes animais fossem quatro vezes mais raros perto das turbinas eólicas do que em áreas sem as referidas turbinas. O resultado foi que as presas, como pássaros e lagartos, sem o predador natural para conter suas populações, explodiram em densidade. E isso afeta o próprio nicho ecológico. Foi um grande jogo de dominó com tudo desencadeando uma grande catástrofe em termos de equilíbrio ecológico.

Os lagartos, não tendo que se preocupar tanto em ser mais atacados, eram menos vigilantes. Não estavam mais nem aí se tinha alguns humanos perambulando ao lado deles. Danem-se esses sacos de água sem escamas! Não só isso, esses lagartos também tinham menos do hormônio do estresse, a corticosterona, no sangue.

Se há um excesso de determinado ser vivo num local, sua fonte de alimentação tende a escassear. Daí, este excesso de animais irá migrar para outros lugares, desequilibrando tudo ao redor. Lembram do dominó? Pois é. Fisiologia, comportamento e morfologia são alterados completamente, desviando o curso normal da Natureza e isso irá acabar em outros impactos.

Fica a lição: SEMPRE TEM IMPACTOS. Alguns menores, outros maiores. Não é uma questão de banir as usinas eólicas, mas arrumar um jeito que elas não afetem tanto assim o ambiente,e foi por isso que a Dinamarca criou ilhas artificiais para afastar ao máximo as turbinas da costa. Porque não só isso é uma assassina de aves e morcegos, como essas turbinas fazem um barulho dos diabos.

Vai acreditando que é energia 100% limpinha, vai.

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Ecology and Evolution

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Sobre André Carvalho

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