Saiu Nobel de Química. O trabalho envolve Evolução. Chorem, criacionistas

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Saiu os laureados do Nobel. O de Química (que e o que realmente interessa, pois os outros são coadjuvantes) acabou indo para 3 cientistas. O trabalho visava estudar melhor as enzimas e, para isso, usaram ela: a Evolução, mais do que comprovada na Natureza, em tubo de ensaio e em nível molecular. Com os poderes investidos da Evolução, os pesquisadores conseguiram produzir uma proteína com o auxílio de seguidas mutações de uma enzima, resultando numa proteína 256 vezes melhor e mais eficiente que a original. Chupa, Biologia! Químicos fazem melhor!

A drª Frances H. Arnold é química (com ela a oração e a paz) e trabalha como professora de Engenharia Química, Bioengenharia e Bioquímica no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Já o dr. George P. Smith é professor de Ciências Biológicas (ninguém é perfeito, só químicos) da Universidade do Missouri. Sir Gregory P. Winter (para que ser doutor se você pode ser cavaleiro do Império Britânico?) é bioquímico do Laboratório MRC de Biologia Molecular e professor emérito da Universidade Cambridge. Juntos eles juntaram o poder dos seus anéis as suas pesquisas e dividiram o prêmio de 9 milhões de coroas suecas (o que, em dinheiro de país de pobre, dá 4 milhões de reais).

Os pesquisadores resolveram que esse lance de Evolução por Seleção Natural é muito lento e que biólogos são muito acomodados (desculpe, dr. Smith. Eu sei que com o senhor não tem problema). Assim eles resolveram fazer as próprias enzimas deles. Enzimas essas que foram produzidas através da evolução dirigida.

A evolução dirigida é um método cíclico que imita a evolução natural e se demonstrou eficaz para melhorar ou alterar a atividade de biomoléculas para fins industriais, de pesquisa e terapêuticos (é o que diz a BBC). Ele é usado na engenharia de proteínas e submete genes a rodadas sucessivas de mutações, seleção e amplificação, realizadas in vivo ou in vitro, para fazer com que proteínas ou ácidos nucleicos tenham propriedades e cumpram objetivos específicos.

Vamos de uma forma que você realmente entenda. Isso aqui são variedades de milho:

Da esquerda é o milho como ele realmente é (ou deveria ser). O extremo direito é como o conhecemos. Conseguimos isso por meio de cruzamentos, e isso é feito desde muito, muito tempo, quando começou a agricultura. Outro exemplo?

Isso e banana antes que obtivéssemos o que temos hoje. Conseguimos obter animais, domesticá-los, conseguir gado com mais lã e mais carne, árvores com frutos mais nutritivos etc. isso direcionando a Evolução, escolhendo, selecionando, fazendo cruzamentos etc. Conseguimos espécies que nunca existiram.

Agora pense que os pesquisadores fizeram a mesma coisa, só que em nível molecular, selecionando e produzindo sistemas que montassem proteínas melhores, bastando para isso criar enzimas mais eficientes, que direcionassem a montagem de aminoácidos de forma que eu pudesse ter as proteínas que eu quiser. Com isso, eu terei enzimas que possam dar condições de ter sistemas que melhorem produções industriais de polímeros e até para produzir remédios para combater alguns tipos de câncer. Show, né?

A drª Arnold foi a primeira a usar a técnica de sintetizar enzimas e melhorá-las cada vez mais por meio de agentes biológicos. Afinal, sintetizar na base da sunbstância é moleza, mas acaba sendo caro. Se a Natureza pode dar uma mãozinha, tanto melhor, não é mesmo? Smith e Winter usaram outro tipo de técnica de Evolução Dirigida, de forma a obter proteínas que mantenham um índice evolutivo contínuo. Assim como um jogador de tênis, quanto mais as proteínas trabalham, melhores ficam. Daí, por meio de replicação, consegue-se proteínas mais eficientes. No caso, eles usaram vírus do tipo bacteriófagos – uns vírus desgramentos que infectam bactérias – para gerar novos anticorpos, que em última análise são proteínas que são usadas pelo sistema imunológico para neutralizar bactérias e vírus nocivos. Dando uma mexidinha no código genético do vírus, os bacteriófagos começam a mudar cada vez mais, gerando outros bacteriófagos. Direcionando o vírus, pode-se fazer com que ele produza mais e melhores anticorpos, de forma que esses possam ser usados na Medicina para combater doenças.

Tecnicamente, a pesquisa da drª Arnold não é diretamente relacionada com a do dr. Smith e da odiosa lata de sardinha do dr. Winter. Mas o princípio abordado é o mesmo, e os três andam trabalhando no mesmo modelo há muito, muito tempo. Agora, os frutos de suas pesquisas – que existiriam se Evolução fosse fato, né? –, melhorando o que temos hoje; e tais técnicas são muito promissores já hoje, com excelentes resultados.

Quando perguntarem para que servem químicos, você já sabe. Eu ainda sigo na batalha de descobrir para que serve Sociologia.


Fonte: Press Release da Comissão do Prêmio Nobel

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Sobre André Carvalho

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