Precisando de ajudinha pra comer? Chame o MaNuEL

Mitos que são verdade
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Envelhecer não é legal. Esse negócio que se sente melhor, a vida começa aos 50 blábláblá é ótimo, mas quando seu plano de saúde é ótimo e você tem gente cuidando de você. No mais, é uma droga. E se você é daqueles que é solteiro, divorciado, separado, viúvo e mora sozinho, a tendência de sofrer de desnutrição é altíssima. Mais e mais pessoas idosas sofrem de desnutrição.

Mas espere! Uma pesquisa mostra que pessoas (tanto homens quanto mulheres) são casados tendem a cuidar melhor de si mesmos, assim como aqueles que têm dificuldade em andar e/ou subir escadas, ou que acabaram de voltar do hospital, também são mais propensos a sofrer de desnutrição do que outros da mesma idade.

A drª. Dorothee Volkert é pesquisadora do Instituto de Biomedicina do Envelhecimento na Friedrich-Alexander-Universität Erlangen-Nürnberg. A drª Volkert pesquisa a situação de idoisos e o que acontece no decorrer de suas vidas.

Segundo Volkert, idosos com mais de 65 anos têm maior propensão à desnutrição, graças a uma redução severa na quantidade de comida ingerida nas refeições. Como isso varia muito de pessoa para pessoa, o estudo da boa doutora pesquisa situações como perda de peso, sistema imunológico enfraquecido e/ou comprometimento funcional dos músculos e de todos os órgãos. Entra aí o Manuel.

MaNuEL é acrônimo de “Malnutrition in the Elderly” (má nutrição na velhice), um projeto colaborativo que reúne 22 grupos de pesquisa na França, Alemanha, Irlanda, Espanha, Holanda e Nova Zelândia, tendo sido lançado em março de 2016, com um financiamento de cerca de 1,9 milhões de euros do Ministério Federal da Alimentação e Agricultura da Alemanha, já que lá não é Brasil, que deixa museus queimarem até não sobrar nada, além de ter tido a capacidade de perder uma estação de pesquisa no meio da Antártida para um incêndio também. Outras organizações nacionais de financiamento na Áustria, Irlanda e Holanda, bem como organizações não governamentais contribuíram com a pesquisa, pois não tem funcionalismo público brasileiro lá para sugar todos os recursos.

Volkert e seu pessoal começaram a explorar quais de um total de 23 variáveis ??– variando de aspectos como mastigação e deglutição ou deficiências cognitivas à solidão e depressão ou se mudando para um lar – foram decisivas para a desnutrição.

Seis conjuntos de dados existentes de estudos sobre idosos com mais de 65 anos foram catalogados e tabulados para serem reavaliados. A má nutrição nos idosos pareceu ser causada por uma gama de fatores surpreendentemente estreita. Apenas a idade, o estado civil, as dificuldades de caminhar e lidar com escadas e permanecer no hospital tiveram um papel significativo. A falta de apetite, que muitas vezes é percebida como uma das principais causas de desnutrição, não era relevante.

A idade média dos 4.844 participantes nos seis estudos em que os resultados se baseiam foi entre 72 e 85. Todos os entrevistados viviam em casas particulares na Alemanha, Irlanda, Holanda e Nova Zelândia. Entre 4,6 e 17,% dos participantes desenvolveram desnutrição ao longo dos estudos.

Os pesquisadores concluíram até agora que no caso de adultos idosos, a idade, estado civil, limitações de andar e subir escadas e hospitalização, foram identificados como determinantes da desnutrição incidente. Descobriram ainda que as pessoas que são casadas ou estão com companhia em casa possuem melhor alimentação do que as que moram sozinhas.

Até que ponto ter alguém em casa modifica o quadro alimentar do idoso? Isso os pesquisadores ainda não sabem, apesar de parecer meio óbvio que quando você fica sozinho, fica muito relaxado, o que pode ter como origem quadros de depressão. Ter alguém em casa lhe obriga a comer direito, em termos de qualidade dos alimentos, cuidado com preparo e hora bem determinada. Mais do que isso, ainda não se tem melhores informações, com os cientistas ainda dando prosseguimento no estudo.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of the American Geriatrics Society

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Sobre André Carvalho

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