Casais gays apresentam mesmo grau de violência domestica que casais héteros

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Como qualquer pessoa que mora nas grandes cidades, eu sofro com uma praga chamada “vizinhos”. Sabem aquele lance “antigamente era melhor”? Se for com relação a você morando num lugar e o vizinho morando a 1 dia de cavalo de distância, sim. Volta e meia tenho que ouvir umas DR. E sim, já rolou DR de um casal homossexual que morava no apartamento ao lado. Rolou até um “Eu vou voltar pra casa da mamãe!”. Isso acabou em uma discussão no meu próprio domicílio (normalmente, eu falo “casa”, no sentido de “lar”, mas sempre tem um chato perguntando se eu não moro em apartamento). Minha mulher ralhou feio comigo. Só porque eu tinha pego uma cadeira para sentar na área, com uma cerveja aberta, apreciando a discussão.

Você pode pensar que casais homossexuais levam uma vida conjugal mais calma e tranquila que casais héteros, mas uma pesquisa mostra que muito pelo contrário. Uma recente pesquisa mostra que casais homossexuais masculinos tem seus percentuais de violência e abuso (psicológico e até mesmo sexual). E você achou que o mundo dos casais gays era um imenso filme do Wong Fu, obrigado por tudo.

O dr. Rob Stephenson é demógrafo, médico epidemiologista e professor de Enfermagem da Universidade do Michigan. Ele analisou os casos de violência doméstica entre casais homossexuais masculinos, mas enfocando ambos os lados: agressor e vítima. A pesquisa apontou que, além dos famosos estressores universais (falta de grana, desemprego, abuso de drogas – lícitas e ilícitas etc) que acabam sendo o gatilho para que casais heterossexuais saiam na porrada, casais do mesmo sexo também apresentam estes estressores, além de alguns bem próprios. A pesquisa aponta até que um dos fatores seria… Homofobia internalizada!

Se o cara não estava pagando de lacrador e é realmente isso o que acontece, temos algo bem mais bizarro que o cara meter a porrada na mulher porque ela usou a saia curta que ele mesmo deu pra ela.

Não, péra. Não é mais bizarro. Um babaca que bate na mulher por causa de uma roupa merece ganhar gratuitamente uma sessão de exame de próstata aplicada pelo dr. Kid Bengala. Dr. Bengala não usará bem o dedo para isso.

Normalmente, os estudos sobre violência doméstica examinam vítimas femininas em casais heterossexuais ou apenas faz perguntas a um membro (ops!) de um casal masculino. A pesquisa do dr. Stevenson abordou tanto o agredido quanto o agressor. Os dados de violência doméstica que mulheres perpetram em homens ainda é um tabu, mas é praticamente o mesmo percentual. O problema é que homens dificilmente prestam queixas, já que eles seriam ridicularizados por apanhar de mulher. Eu sei de casos (sim, evento anedótico, mas não faz parte do ponto principal deste artigo, então vai assim mesmo) de homens que apanharam de suas parceiras e foram prestar queixas na delegacia da mulher. No caso de casais homossexuais, as pesquisas até agora ficavam confusas com a parte “qual dos dois é a mulher da relação?” (sim, ainda tem gente idiota que faz este tipo de pergunta imbecil).

Stevenson entrevistou 160 casais homossexuais. Destes, 46% das pessoas envolvidas relataram ter experimentado alguma forma de violência por parceiro íntimo no último ano. No caso, violência física e sexual, abuso emocional e comportamento de controle. No caso de violência física e sexual, casais gays do sexo masculino apresentam uma ocorrência de 25 a 30%, quase o mesmo que mulheres sofrem no caso de casais heterossexuais. Vão alegar que foi por causo de machos héteros pirocos-opressores?

Mas calma. Calma que piora!

Na pesquisa ficou até evidente casos de violência doméstica com relação à prevenção da AIDS, com parceiros não querendo usar camisinha, pois o abusador da relação (lembrando que estamos falando de uma relação homoafetiva entre dois homens) se recusam a negociar o uso do preservativo ou mesmo quando e como eles fazem sexo, e nem mesmo se tem uma boa conversa sobre o status do HIV de cada um deles, quando estão vivendo um relacionamento abusivo.

O que eu achei de curioso a estranho é que Stephenson atribui este comportamento ao que ele chama de “homofobia internalizada”. Tipo, o cara é gay, não quer se assumir gay, acaba tentando convencer a si mesmo que é machão, então mete a porrada no outro. Aí volta, depois mete a porrada… tipo: isso não faz sentido. Se o cara não quisesse se assumir gay, ele não iria morar com outro homem. O que me pareceu, é que Stephenson não quis atribuir a uma solução mais simples (e Ockham diz que a solução mais simples para um problema, normalmente é a mais acertada): Seres humanos podem ser bons e maus, independente da orientação sexual. Se fosse o caso de alguns sujeitos terem essa “homofobia internalizada”, os percentuais de violência entre casais gays e héteros não seriam similares, não é mesmo?

Bem, que tal você ter as suas próprias conclusões? A pesquisa foi publicada no periódico American Journal of Men’s Health e você poderá lê-la lá.

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Sobre André Carvalho

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