Faça do seu filho um pequeno cientista. Me agradeça depois

Science Hack: Vídeos sobre Ciência
Galileu, fofocas e corpos que caem

Eu sempre quis ter uma coisa, mas nunca tive quando pequeno: um kit de pequeno cientista. Era uma coisa tão mágica para mim que devia ser a verdade suprema trazida por Moisés (na época que acreditava em Moisés, Noé e outros contos de fada). Não ganhei um kit daqueles, mas ganhei um Falcon. Eu matei muitos exércitos inimigos com meu Falcon, antes que psicopedarretardadas decidirem que isso poderia me transformar num psicopata. Não transformou. Virei um psicopata por outros motivos. Tempo passou e acabei me esquecendo daquilo. A gente entra naquele período em que alcança a Sabedoria Suprema e acha que sabe tudo – período que chamam de "adolescência". Na faculdade eu vi como a Química ensinada no Ensino Médio era a coisa mais ridiculamente inútil, chata, incômoda e totalmente sem o menor sentido. Não tinha percebido que a Química poderia ser muito mais, já que eu não tinha brincado com kits de Química (meus kits eram improvisados com xampus, cremes, detergente, óleo etc, tendo meu cachorro como cobaia. Me divertia um bocado antes de ganhar minha merecida surra).

Mas e hoje? O que temos?

Esta postagem de hoje veio à mente quando o Leandro Leandrus Félix perguntou se ainda havia aqueles kits. Ge-Zuis! Como eu podia ter me esquecido daquilo? Como não ter em mais alta conta um brinquedo educativo como aqueles? Havia muitos kits do tipo Pequeno Cientista. Desde a década de 60 eles são vendidos (se alguém sabe se existiam estes kits na década de 50 ou antes, favor avisar). Na década de 60 era o Pequeno Químico, que vinha com estante, tubinhos e alguns reagentes. A foto da caixa é um menino nerd, com óculos grossos, guarda-pó e cara de feliz. Hoje, ser nerd é tradução de imbecilóides que são incapazes de dar "oi" para seres humanos dotados de seios e ancas largas.

Não, não se parece comigo. Meu óculos é retangular.

A empresa que fabricava este kit é a Guaporé que, pelo que percebi, não existe mais. No site Brinquedos Raros, podemos ver outros brinquedos produzidos por eles. Como podem ver, havia outros kits de Química, antes que retardados pensassem que toda criança poderia se tornar um traficante de drogas. Hoje não se pode nem comprar acetona para tirar o esmalte da unha; mesmo porque, imagino uma legião de traficantes comprando caminhões e mais caminhões repletos de frasco contendo uma solução a 1% (UM POR CENTO!) de acetona só para destilar e produzir cocaína.

Levando em conta que carros do BOPE induzem à violência, temos que ter cuidado mesmo. Daqui a pouco, pais serão presos por brincar de polícia e ladrão com seus filhos; ou, pior ainda, sociólogos irão sugerir que se brinque de polícia e indivíduos pobres à margem da sociedade que devem ser entendidos, mesmo quando apontarem uma arma para você. Embora que, armas são brinquedos violentos. Elas serão substituídas por garrafas de água, mas então eco-chatos dirão que a água do planeta está acabando e temos que guardar o precioso líquido para as gerações futuras.

Mas e atualmente? Temos como comprar desses kits?

Sim, temos. Um deles é o Alquimia, fabricado pela Grow e que pode ser encontrado na Americanas.com e na Walmart. Entretanto, tenho uma ressalva.

Senhores designers de brinquedo da Grow. 13 elementos químicos diferentes é O CACETE! No máximo, são 13 reagentes.

RE-A-GEN-TES!

E sim, eu também achei meio caro. O que será que eu encontro em sites do exterior? Pèsquisando na Amazon eu encontrei… ISTO! Maravilhoso, não? Infelizmente, as leis idiotas daqui do Brasil impedem que você compre brinquedos, pois eles precisam de aprovações específicas por membros escolhidos para comissões compostas por idiotas. Desta seleção da Amazon, o que eu mais gostei foi este:

Infelizmente, nossos floquinhos de neve jamais poderiam usar tantos reagentes e nem uma lamparina de álcool. Nossas criaturinhas delicadinhas precisam ser proibidas de chegar perto de qualquer coisa que precise de um adulto por perto, pois este estará muito ocupado vendo futebol ou novela ou BBB ou alguma merda inútil na TV. Mais fácil dar um computador, internet e um iDroga. Eles ficam pendurados nos orkuts, escrevendo merda nos tuíteres da vida, se exibindo na WebCam ou puxando briga comigo.

É assim que se estimula o aprendizado, melhora-se o ensino, desperta-se a curiosidade. Crianças com atividades práticas são capazes de executar trabalhos maravilhosos, como publicar em periódicos indexados ou mesmo melhorando o desempenho de células solares.

É legal quando um comentário me leva a pesquisar coisas um tanto esquecidas e mais legal ainda quando eu descubro que muitas dessas coisas ainda existem, apesar de me entristecer que 99,999% não irá se interessar. De qualquer forma, foi uma boa lembrança e uma boa (re)descoberta.

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • alopes

    Pô cara, muito legal o seu post. Também era louco por brinquedos assim, mas nunca tive um. Aliás, meus pais não se importariam em me dar qualquer coisa dessa natureza, ainda que tivessem grana para isso, pois para eles não faria a menor diferença: eles sequer sabiam do que se tratavam tais “brinquedos”.
    Lembro-me de uma vez, com 4 ou 5 anos de idade, que derramei o “Leite de Rosas” da minha mãe num jarro de flores. Dá para deduzir o que eu pensei naquele dia (queria ver se nasciam rosas), e o que sofri em consequência…
    Certa ocasião, com um pouco mais de idade, ganhei um kit velho de laboratório de eletricista (alguns fios, pilhas e conexões), mas devido à minha ignorância, só conseguia fazer circuitos que esquentavam a pilha. Aliás, isso para mim foi muito bom, pois comecei a entender que havia alguma coisa errada por trás daquele arranjo elétrico, mas não sabia o porquê, àquela época.
    Hoje sou fascinado por esses Legos com atuadores, motores, engrenagens etc. Talvez quando eu tiver filhos, eles possam desfrutar de algo assim. Acho que brincarei mais que eles…
    Abç.
    http://mentes-brilhantes.com/
    http://goo.gl/Z9SfG
    http://goo.gl/wAkwX

  • Altair5

    Lembro que queria muito um desses mas a grana do meu pai não era lá essas coisas . Nessa semana ao visitar um blog foram mostrados dois desses que eram realmente perigosos:Gilbert Chemistry Set e Atomic Energy Lab kit ,mas eram exceções.Com certeza a sua recomendação é um ótimo começo. 🙂
    .

  • No meu aniversário de 12 anos minha vó perguntou o que eu queria de presente. Foi quando ganhei meu microscópio de brinquedo. Tinha três lentes e vinha com um kit de quatro lâminas virgens, quatro lâminas com espécimes já fixados para observação (uma drosófila, uma alga, um fungo etc.) um fraquinho com contraste, agulha, duas pinças e uma pipeta. Porra, como eu amava aquilo. Acho que tive até meus 16 anos. Daí, por influência da minha mãe, dei para meu priminho na mesma idade que eu tinha quando ganhei o microscópio… que conseguiu quebrar a parada em menos de uma semana. 🙁 Bateu saudade.

  • Oliver Rush

    Saudade…

    Quando eu era pequeno tive dois kits desses. Um de química outro de biologia. Isso acompanhado de eu ser fã do Beakman, fez com que eu tomasse posse de um espaço de criação de coelhos da minha família para montar meu laboratório. Comecei a ir atrás de tarântulas e escorpiões para observar, e tentar descobrir de onde vinha o veneno (caraca, como eu sobrevivi??), e como eu morava em um sítio na época, achei com certa facilidade esses bichos.

    Tudo isso me incentivou a estudar ciência, e hoje sou formado em ciência da computação (não confundir com informática), fazendo agora um mestrado, ajudando a levar pra frente a ciência. Esses kits tiveram um papel importantíssimo na minha formação (apesar de eu ainda achar que química é um tipo de bruxaria, já que nunca fui nenhum exemplo nessa matéria), e pra mim foi uma péssima notícia descobrir que eles não estão mais sendo vendidos como eram antigamente!

    André, valeu por esse post! Me fez lembrar o quanto aquela base, aquela “brincadeira” foi importante. Quando tiver um filho, tenho que lembrar de montar pra ele um laboratório, nem que eu mesmo tenha que comprar os elementos um a um.

  • Leandrus Felix

    O que eu tive fazia parte de uma série, se bem me lembro. Eram divididos por números, e estes representavam os graus de complexidade dos experimentos. Era muito bom.

    André, só corrigindo, é Leandrus. Valeu

    Administrador André respondeu:

    My bad. 😳

  • Wallacy

    Ainda tenho “partes” do meu kit aqui em casa.

    Lembro-me que por uns 2 anos eu REALMENTE acreditava que tinha criado vida ao misturar um pouco de terra e água (Se bem que na bíblia é dessa forma). Lembro-me de olhar no microscópio e ver coisas se mexendo, e o melhor, essas coisas “se comiam” no final sobrou só uma, que morreu de fome.

    Passei muito, muito tempo tentando recriar o experimento… Mas não adiantava, nunca acertei a proporção de terra e água (leia-se: Não dei sorte de ter “bichinhos” bacanas contaminando meu experimento).

    De fato passei o resto da vida fascinado pela Ciência.

  • Breno Bernardes

    Eu tive um “O pequeno químico” quando criança. Minha tia que deu. Hoje sou Químico. rsrsrsrsrs

  • Eu também fui um dos que queria um desses kits na infância. O máximo que fiz foi montar um pseudo-laboratório na cozinha onde derretia chumbo que meu avô usa na vara de pescar ou quebrava copos usando choque térmico. E claro, levava a merecida surra também. Mas esse artigo me deu uma excelente idéia, André. Vou procurar isso aqui no Japão. 😀 Microscópio e telescópio a gente encontra, mas não lembrei de procurar um kit desses.

    Obrigado pelo excelente artigo.

    Administrador André respondeu:

    Japão é um lugar tão estranho que se encontra até mesmo japonês. Kit de química deve ser mole de encontrar.

    Nihil Lemos respondeu:

    @André, Assim espero 🙂 Bem, hoje não dá porque morar no interior é difícil. 🙁

    alopes respondeu:

    @Nihil Lemos,
    Caraca, derreter chumbo era maneiro. Inalar os gases então, muito saudável!

    Nihil Lemos respondeu:

    @alopes, Eu os derretia na colher ainda. Depois despejava na água fria. Já derreti até latas de refrigerante na fogueira.

    Leandrus Felix respondeu:

    @alopes,

    Eu também experimentei derreter chumbo, porém com motivos mais mundanos: moldar fichas de fliperama. rsrsrsrsrs

    Administrador André respondeu:

    É assim que se começa uma vida de crimes (eu peguei ficha de telefone para fazer ficha de fliperama. Qto tempo este crime prescreve?)

    Leandrus Felix respondeu:

    @André,

    Os minutos suados de uma jogada. Fique tranquilo, que desta vez você está livre de pagar propina pra tira sem-vergonha. Uma vez o dono do fliperama (na verdade, o filho leão-de-chácara deste), me surpreendeu com minhas fichas ordinárias de chumbo. Nunca levei tanta porrada na minha vida.

    Melhor paro com o desvio de assunto, antes que Deus me amaldiçoe com uma revoada de gafanhotos famintos….

    Administrador André respondeu:

    A sessão de porrada foi suficiente para perdoá-lo, meu filho.

    alopes respondeu:

    @Leandrus Felix,
    Fichas “Hawaii” dos fliperamas Taito? Sei, sei… rsrsrsr
    Eu derretia para conformar o chumbo em um tubo de aço, e depois botar bombas dentro para ver até onde o “projétil” ia.

  • mike.9010

    Ainda bem que existe ainda esses brinquedos.

    Nunca tive um desses kits, infelizmente, mas nem por isso deixei de fazer minhas loucuras.

    Tudo era bem caseiro mesmo.
    Às vezes pegava um copo grande e colocava coca-cola, misturava com vinagre, frutas, insetos, etc, só para ver no que dava…
    Nem quero imaginar no que isso resultaria se eu utilizasse algum dos kits citados pelo Altair5…

  • Breno Bernardes

    Teve uma vez que eu tentei derreter moedas antigas com uma fogueira de papéis e madeiras. kkkkkkkk Outra vez, matei uma minhoca e tentei ressucitá-la com choques. Também tentei fazer um robô usando um cérebro de galinha. Já tentei derreter grafite para fazer diamante, já fiz esquemas de motores perpétuos movidos a gás comprimido, motores movidos água através da eletrólise, máquinas do tempo, asas parecidas com as de aves para voar com a própria força, telescópio refletor, uma arma a laser e etc. Poderia escrever aqui linhas e mais linhas das doideras que já fiz. Será que alguém aqui já fez doideiras parecidas com a minha? hahahahahahaha

    Administrador André respondeu:

    Uma vez eu tive a brilhante ideia de usar um motor elétrico para fazer uma bicicleta andar (U-AU! Tinha inventado a mobilete!). A diferença é que este motor faria um dínamo girar e produzir energia, a qual alimentaria o motor.

    Meu pai acabou com a graça me explicando sobre as leis da Termodinâmica. 🙁

    Breno Bernardes respondeu:

    @André, maldita lei. Lembro que vc já tinha falado dela comigo.

  • Breno Bernardes

    Também já quebrei vários termômetros para mexer no mercúrio. Como eu era criança, não sabia do perigo; 😳

  • Hueber

    Já que você esta falando de coisas esquecidas…e o Guia dos Curiosos? Ganhei um quando tinha 7 anos, e numa época sem internet, tirava muitas duvidas que eu tinha, mas que ninguém conseguia me responder.

    Administrador André respondeu:

    Pois é. Pena que tem muita coisa errada lá.

  • Oliveira

    Lembro das vezes que apanhei da minha mãe por fazer experimentos um tanto… perigosos, como quando deixei o plugue do rádio quase desconectado da tomada e liguei os dois pinos com uma faca, tudo pra ver o que era o tal do curto-circuito… Minha mãe guarda até hoje a faca com as marcas de derretimento.

    Mas a maioria das experiências não passavam de coisas inofensivas como eletrólise e baterias de limão, replicadas ao assistir programas como Beakman, O Professor, De Volta para o Futuro (desenho), etc… Imagino tudo que poderia ter aprendido a mais, caso tivesse ganho um kit desses!

    Aliás, será que a TV Cultura ainda passa esse tipo de programação? O que mais me fascinava era o Olho Vivo, sobre história natural. Tanto que hoje chega a me dar nervoso quando alguém nega evolução… Eu com 11 anos já conseguia “entender”!

  • Apocalyptica

    Lá pelos meus 10 anos coloquei em um relógio de pulso uma pilha de maior potência que a solicitada, o que fazia o tempo correr mais rápido. Tive a brilhante idéia de ligá-lo na tomada…nem deu tempo de ver o resultado, só foi ligar na tomada que o relógio explodiu e foi bater no teto da cozinha…Também fiz a experiência de fazer um barco a vapor. Com lata de tomate e uma vela nunca funcionava, então experimentei lata de óleo e carvão… Pow… aquilo voou a mais de 05 metros de altura. Meu descendente (nem sei qual o sexo, a gravidez foi detectada na quinta) com certeza vai ganhar muitas dessas bugigangas e sempre vai ter o incentivo e a vigilãncia do pai… vai ele/ela tente essas coisas que eu fiz…

  • SandroCeara

    Esse texto desenterrou boas lembranças aqui.

    CARAMBA! Eu tive um desse: http://www.brinquedosraros.com.br/pdetail.php?id=4868

    Lembro de tudo! Do balão de ensaio, do fogareiro á álcool (Sim, eu sei!), do “pregador de roupas” com uma perna beeeem mais comprida que a outra, que era usado para segurar os tubos de ensaio.

    Muito sabiamente, ele não vinha com uma pipeta.

    A “experiência” preferida era “fabricar sangue falso” usando fenolfetleína e mais outra substância. Aí, você jogava na roupa das tias e via a mágica acontecer: O “sangue” sumia.

    Se bem que o “sangue” era de um rosa apagado, mas eu tinha uns 10 anos…

    @Rodrigo Souza a.k.a. Sargento, também tive um desses. Lembro de quebrar uma lâmina ao dar um zoom em uma asa de inseto.

    @André, meu Falcon navegou muito no tanque de lavar roupas, usando seu (dele) bote inflável.

    Administrador André respondeu:

    A “experiência” preferida era “fabricar sangue falso” usando fenolfetleína e mais outra substância. Aí, você jogava na roupa das tias e via a mágica acontecer: O “sangue” sumia.

    Sangue do Diabo: Água, fenolftaleína e amônia. A amônia evapora e a fenolftaleína (um indicador de bases) fica incolor

    meu Falcon navegou muito no tanque de lavar roupas, usando seu (dele) bote inflável.

    Você não tem a menor chance, Torak. RENDA-SE!

    SandroCeara respondeu:

    @André,

    Isso mesmo! Sangue do Diabo!

    Só falta você dizer que teve um Manual do Escoteiro Mirim e conseguiu fazer todos os nós… 😥

    Administrador André respondeu:

    Não. Para minha vergonha, não tive. 🙁

    Breno Bernardes respondeu:

    @André, lembro exatamento do sangue do diabo. Era um dos destaques do kit. Ficava impressionado pelo tubo de ensaio não quebrar no fogo. Ê época boaaa!

  • bvv

    Eu tive um desse: http://www.brinquedosraros.com.br/pdetail.php?id=4868

    Mas meu sonho mesmo era produzir um motor perpétuo..

    Cheguei muito perto de conseguir (na minha cabeça) hahah!

  • batled

    Eu tive um desses. Uau, também não lembrava mais. Tenho que lembrar de comprar pra minha filha quando ela for maior (está com 10 meses apenas). Vc tá certo André. Eu vou tentar fazer com que ela se interesse por estas coisas: “Quer tuitar (ou seja lá o que for moda daqui uns anos) tudo bem, mas antes faz tal experiência com seu kit de química.” 😉
    Valeu pela lembrança.

  • Thiago

    Esse artigo é uma tremenda nostalgia. :mrgreen:
    Eu tinha um desses kits de química básica quando mais novo, e adorava brincar com ele. Até hoje, tenho ele guardado no armário.

    Até pensava em seguir carreira na área de exatas, mas acabei vendo que minha vocação era outra. O tempo passou e acabei virando historiador. 😎

  • A coleção que me iniciou no mundo da Ciência foi “Os Cientistas”, uma parceria entre a Ed. Abril e a FUNBEC (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento do Ensino de Ciência). Era dividida em kits, caixas de isopor que vinham com o material para as experiências, manual e uma mini revista, com a ótima qualidade que caracterizava as publicações da Abril, na época. Cada kit versava sobre um cientista diferente, como Newton, Galileu, Lavoisier, Faraday, Schleiden, Einstein, etc. e os assuntos iam de Física a Biologia, passando por Química e Eletricidade. As experiências eram muito bem elaboradas e nos primeiros kits vinham peças para montar um pequeno microscópio, com resolução máxima de 300x mas que era muito legal de se usar, além de uma caixinha com um jogo de lâminas pré-prontas e lamínulas. Ainda hoje guardo parte do material que sobreviveu às mãos dos meus primos e irmãs, inclusive o querido microscópio.
    Tal como os jogos descritos nos outros comentários, algumas das experiências poderiam ser consideradas arriscadas demais para os padrões excessivamente cautelosos de hoje em dia, mas, com certeza, ajudaram a preparar o caminho de muitos jovens que resolveram se dedicar à Ciência.

  • alopes

    “Esperava-se que minha opção fosse pela Física. Sabe qual era o motivo da certeza? Eu tinha um laboratório quando criança e me habituei a brincar ali. Costumava dizer que fazia experiências, mas na verdade só quando entrei para a faculdade é que fui compreender o que era isso realmente.” – Richard “Dick” Feynman.
    O Arco-íris de Feynman – Leonard Mlodinow (p. 124)

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  • Davide

    Muito bom o texto, parabéns!

  • Guilherme H

    Não tão inofensivo quanto os brinquedos apresentados no texto, existe o “Atomic Energy Lab”, um brinquedinho que contava com elementos como rádio e urânio. Também vinha com um medidor de radiação. 😉

    http://edoug.com/wp-content/uploads/2010/09/GilbertAtomicOpentrimmed1.jpg

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  • Eduardo2013

    Meu pai comprava esta coleção das caixinhas de isopor.
    Me lembro claramente de passar várias horas montando os experimentos.
    Infelizmente um “CÚ”nhado acabou jogando toda a coleção no lixo para limpar a garagem. Hj não posso compartilhar os experimentos com meus filhos e busco uma forma de não deixá-los às cegas dentro do atual contexto de cegueira generalizada.
    Me formei em Biologia e posteriormente em Odontologia, e minha busca por conhecimento nunca mais parou depois das benditas caixinhas de isopor.
    Seria muito válido montar um fórum de experimentos para aplicar de maneira fácil as funções básicas de química, biologia e física para a gurizada.
    E deixo uma pequena contribuição que aprendi num canal de tv fechado;
    Usar suco de flor de Hibiscus como marcador de PH. Assim pode-se montar uma ótima experiência mostrando diferenças de ácidos bases do nosso cotidiano para que os pequenos despertem essa curiosidade.

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  • Ale

    Queria muito que minha filha se interessasse por ciência.Comprei em uma loja de brinquedos um kit telescópio/microscópio que funciona até relativamente bem,mas este já está encostado em algum canto.Assinei também a revista Ciência Hoje das Crianças,mas ela prefere ler outras revistas inúteis.Mostrei a ela o site Manual do Mundo,com um monte de experiências legais para fazermos juntos,mas sempre tem alguma outra coisa mais interessante para fazer.Estava pensando em comprar o “Alquimia”,ainda na esperança de conseguir o meu objetivo.

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  • Andiara Daher

    Concordo do início ao fim com esta publicação! Realmente o mercado está escasso de brinquedos educativos, os quais me interesso muito em comprar para presentear, hoje estou procurando um desse gênero químico/científico para dar para um priminho meu que quer ser cientista quando crescer- diz ele. Além de ser um menino de 8 anos mentalmente mais evoluído que os outros, sua inteligência e vontade/capacidade de aprender rápido é admirável. Por conta própria pegou uma pequena maleta de ferramentas vazia colocou uns tubetes, vidrinhos, detergentes, corantes etc, para brincar de fazer experiências como um cientista, observando isso, gostaria muito de presenteá-lo com algo mais real, em que ele possa fazer suas misturas e de fato ver os resultados de suas experiências. Porém, está muito difícil encontrar por aqui brinquedos como estes, continuarei à procura pela internet!
    Continue com suas críticas, gostei muito da opinião, me identifico!

  • Dih Borba

    Se eu comprar este kit, será barrado? Que acinte!

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  • Fernando Augusto Silva

    Acho absolutamente triste que um site de ceticismo zombe de avanços nas áreas de ciências. Essa reprodução simplista do preconceito mais torpe é a marca dos obscuros e não dos que tem a generosidade e o olhar infantil tão necessário a ciência.