Elemento 117 é criado pela primeira vez em laboratório

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Há pouco tempo, cientistas conseguiram sintetizar pela primeira vez átomos do elemento químico de número 117, que não existe na natureza. A informação foi divulgada pelo Laboratório Nacional Oak Ridge, dos Estados Unidos.

O experimento que produziu o elemento 117, que ainda está sem nome, foi realizado por uma equipe do Instituto de Pesquisa Nuclear da Rússia, em colaboração com cientistas americanos. Por meio da colisão entre átomos de outros elementos, foram produzidos dois isótopos do 117. Ambos contam com 117 prótons, mas um tem 176 nêutrons e o outro, 177.

O nome elemento se encaixa, na tabela periódica, entre o 116 e o 118, ambos já descobertos, mas também ainda sem nome oficial: o último elemento a ser batizado foi o 112, chamado copernício.

Mendelev ficaria bastante orgulhoso desta nova descoberta científica, pois o mesmo previra que diversas lacunas presentes em sua criação, a Tabela Periódica, seriam preenchidas no futuro com a descoberta ou identificação de novos elementos, que eram completamente desconhecidos no século XIX. Muitas vezes, não havia como descobri-los por falta de equipamentos adequados e nem mesmo tecnologia como a microscopia de varredura eletrônica, por exemplo.

Para conhecer um pouco mais sobre os elementos químicos, eu recomendaria que assistissem a um documentário da BBC chamado A História da Química “Química, uma História Volátil”, que pode ser encontrado nos eMules da vida.

Mas voltando ao assunto, os chamados elementos sintéticos superpesados são geralmente muito radioativos e os núcleo de seus átomos decaem quase instantaneamente. Mas muitos cientistas acreditam que elementos ainda mais pesados possam ocupar uma “ilha de estabilidade”, na qual átomos superpesados poderiam se manter íntegros por longos períodos.

Até porque muitos dos elementos que foram criados em laboratório se mantem por curtos períodos de tempo, não sendo possível armazená-los em recipientes por exemplo, ou mesmo observar como seriam esses elementos em suas formas líquidas, gasosas ou metálicas, e desvendar as suas propriedades (cor, cheiro, densidade do material, interação com outros elementos, maleabilidade, reações, etc) e com isso sintetizar novos compostos, novas ligas metálicas, ou quem sabe até mesmo algo revolucionário para a Química. Mas por ora, através de modelos computadorizados, as propriedades dos novos elementos criados são analisadas, hipoteticamente já que não é possível uma amostra em boa quantidade e que seja estável por um bom período de tempo.

O pesquisador russo Yuri Obanessian diz que a descoberta do 117 é mais um passo a caminho dessa “ilha”. “Esta é a culminação de uma busca de uma década para ampliar a tabela periódica e escrever um novo capítulo na história dos elementos superpesados”, afirmou.

A análise do decaimento do 117 “representa uma verificação experimental da existência da esperada ilha de estabilidade”, disse a equipe de Oganessian.

Se tal ilha de estabilidade for alcançada, e novos elementos puderem ser criados e com a sintetização de novos compostos, podemos imaginar as revoluções que se seguiriam na Química e na Física, com aplicações na metalurgia, tecnologia, nanotecnologia, indústria informática e aeroespacial ou até mesmo com aplicações militares (como foi o caso do plutônio em 1944).

Os pesquisadores detectaram a presença do elemento 117 durante duas rodadas de colisões de 70 dias cada. O decaimento do isótopo mais pesado ocorreu com uma meia-vida de 78 milissegundos e o do isótopo mais leve, com 14 milissegundos.

Fonte: Estado de São Paulo

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