Game Show francês simula o experimento de Milgram: O ser humano não muda

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Um documentário a ser exibido hoje na televisão na França trará uma reformulação de um teste ético. Nele, os participantes de um game show foram colocados numa situação tal que deveriam torturar seus rivais no programa, por meio de alavancas que “eletroculariam” os oponentes em cadeiras elétricas falsas. Os “oponentes”, na verdade, eram atores. O resultado? Mais do que previsível: o ser humano é tão ético quanto a minha estante da sala.

O game show foi criado especialmente para o documentário “Jusqu’où va la télé?” (“Até onde vai a TV?”, em português), e será exibido pelo canal estatal France 2. Segundo os produtores do documentário, o objetivo do game show é mostrar como as pessoas podem se comportar de forma inaceitável em “reality shows”. Ele recria um experimento da década de 1960 que propunha testar os limites do senso ético das pessoas e ficou conhecido como Experimento de Stanley Milgram.

Similar ao experimento criado pelo psicólogo Stanley Milgram, o falso game show induz os participantes a puxar alavancas para aplicar choques elétricos – e aumentar a voltagem continuamente – em seus rivais, que ficam amarrados em cadeiras elétricas. Este tipo de experimento é chamado “Mono-Cego”, pois os participantes não são informados de que seus oponentes, que estão amarrados nas cadeiras elétricas, são na verdade atores, e que não há choque nenhum sendo aplicado.

O objetivo do teste é avaliar quantos participantes em um ambiente de TV concordam em agir contra seus próprios códigos e princípios morais quando orientados a fazer algo extremo. Obviamente, partindo do pressuposto que os participantes tenham algum senso de ética e princípios morais, é claro.

O resultado foi bem de acordo com o que Milgram fizera, pois 82% dos participantes concordaram em puxar a alavanca, acreditando que estavam aumentando a dor nos seus rivais. Como toda a atmosfera tem que ser o mais real possível para os débeis mentais, digo, as cobaias não perceberem que eles estavam sendo estudados, criaram um pano de fundo bem semelhante a um game show real, com uma plateia berrando “punição!” e uma apresentadora, com atributos físicos bem adequados à situação (aka, gostosa), encorajando os participantes a aumentarem a voltagem, de modo a ganhar os prêmios.

Como pode-se ver, o ser humano continua o mesmo sádico de sempre, e completamente de acordo em fazer qualquer coisa para meter a mão numa grana. O resultado impressionou os produtores do documentário por ver que os psicóticos participantes obedeciam cegamente às ordens sádicas da apresentadora, embora que eu não veja como pode se impressionar com tão pouco.

Pouco? Sim, pouco. Muito pouco. Vamos lembrar que muitos se matam, explodindo um bairro inteiro em atentados, a troco de que? Dinheiro? Não, só para ser considerado “grande” perante um deus qualquer, a título de Guerra Santa.

Guerras não fazem ninguém ser grande!
– Mestre Yoda

Vemos em experimentos assim que o ser humano não tem ética, pois Ética é apenas um conceito, e conceitos não existem no mundo real. Nós apenas o idealizamos, mas ele não aparece quando a pessoa precisa (ou acha que precisa) passar por certos detalhes (como o sofrimento alheio) para conseguir o que quer. Isso mostra o porque das atrocidades em nome da Fé ou até mesmo de débeis mentais que ficam se digladiando por causa de time de futebol.

O Guz perguntou se o que ocorre no Oriente Médio é culpa das religiões. Não necessariamente DAS religiões. As religiões foram criadas por pessoas como os idiotas como os que eletrocutam (de verdade ou mentira, não importa). Estão baseados no mesmo senso ético que inexiste neles. Fazem o que autoridades mandam, só isso. As mesmas autoridades que criaram livros loucos e sanguinários, que mandam odiar os pais e exterminar quem não se submeter à sua religião (infelizmente, não é só a Bíblia que ordena isso). Então, quem somos nós? Como pudemos sobreviver enquanto sociedade todos esses milhares de anos? Não sei, não há resposta. Estamos aqui ainda por mero acaso, mas em muitas oportunidades estivemos de nos aniquilar mutuamente.

Se um deus projetou o ser humano assim, este deus tem sérios problemas com definições sobre o que é certo e errado.


Fonte: BBC Brasil

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Sobre André Carvalho

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