Os danos à saúde causados pela religião

Chega de migalhas
Casais católicos são incentivados a orar juntos antes de terem relações sexuais

O assunto deste artigo é algo muito sério. Claro que esta poderia ser mais uma apresentação da Sexta Insana, mas prefiro pensar de outra maneira dessa vez, porque em minha opinião possui uma gravidade, que pode afetar as pessoas, em maior ou menor grau. O que iremos abordar é a relação entre a religiosidade e a saúde das pessoas, e em que medida a religião afeta o modo como as pessoas cuidam de sua saúde, dependendo da doutrinação recebida e a fé com que a pessoa a recebe.

Soubemos, por intermédio de uma noticia publicada no Correio de Minas, no dia 02 de setembro, reproduzida em sua íntegra, para que vocês tenham uma noção do ocorrido. Além disso, também nos foi trazida por Joseph uma outra notícia relacionada com o assunto. Iremos mostra-la também.

Antes de começarmos a comentar, deixem-me discorrer sobre o papel da religião na saúde das pessoas, antes do advento da medicina moderna. Antigamente, em uma época onde não existiam medicamentos como os que temos hoje, não haviam vacinas, não haviam tratamentos, não haviam muitas esperanças de uma vida longa e próspera (não confundam com o adágio de Spock), as pessoas possuíam curtas expectativas de vida que não ultrapassavam os 40 anos, e tinham inúmeros filhos (pois a maioria morria antes mesmo de completarem os 5 anos de idade) para que pudessem ter ajuda em sua “velhice”, ter alguém para cuidar dos campos e fazendas, herdar o nome paterno, colaborar no sustento das famílias, pois não era uma vida individual como a que temos hoje, em que uma vez alcançada a maioridade, saem da casa dos pais para viverem por si mesmos e terem as suas próprias famílias. Naquela época, a maioria vivia junto com os seus pais e irmãos por um longo tempo em uma mesma casa.

E essas pessoas nada sabiam do mundo em que viviam, as causas das doenças que as acometiam, e viviam sob o terror constante da morte que poderia sobrevir a qualquer momento (através de pragas, pestes, guerras constantes, contaminação alimentar, ferimentos que não cicatrizavam, infecções, ma nutrição, precariedade das condições de vida, condições insalubres de higiene, etc), e juntamente com esse terror, vinham as superstições e crenças, fomentadas pelas religiões, de que o agente causador dessas mortes era quase sempre o diabo e seus demônios, das conseqüências dos pecados, iras divinas, punições por causa de alguma coisa que alguma personalidade importante fez, presságios agourentos, o fatalismo milenarista, conformismo passivo, etc.

E para tanto, tanto recorriam à religião para explicar de certa forma o sofrimento pelo qual passavam, as mortes terríveis que as pessoas tinham, encontrar o agente causador. Mas nada sabiam sobre os chamados micróbios e microorganismos (que chamamos de vírus, bactérias, protozoários, etc) que eram os causadores dessas doenças, nada sabiam sobre a necessidade de manter uma boa higiene pessoal (lavar-se, escovar os dentes, evitar contato com sujeira ou água suja e infectada por coliformes, troca de roupas para evitar as pulgas e carrapatos, cozimento adequado dos alimentos, distancia de animais que pudessem passar doenças, etc). Hoje dispomos desse conhecimento.

E em alguns casos, as pessoas que se encontravam doentes também encontravam conforto nas palavras que os religiosos lhes transmitiam, com as suas promessas de redenção, de perdão pelos seus pecados, da promessa de uma vida eterna e feliz ao lado de seus amigos imaginários, que iriam escapar dos tormentos de um inferno implacável e da fúria de um demônio assaz sádico e masoquista, e com isso encontrarem uma morte mais serena. Mas havia também o poder da crença que servia como um efeito placebo (pois não dispunham de muitas opções de tratamento, fora os métodos tradicionais de sangrias, misturas medicinais de diversas ervas, aplicação de clísteres, sopas e alimentos feitos de diversos ingredientes – dependendo da imaginação do médico ou barbeiro – e muita, muita oração). Em alguns casos, o efeito placebo funcionava e a pessoa se curava. Mas sabemos que são pouquíssimos os casos, sendo que a esmagadora maioria encontrava o seu inevitável fim. E aqueles que se curaram, atribuíam as suas curas à ação divina, de anjos, de uma misericórdia, e assim por diante. Alguns outros, viam as suas curas como uma chance de uma redenção e se dedicavam a vidas monásticas, alguns outros mudavam radicalmente de vidas, e outros tantos se transformavam em guerreiros por uma causa. A densidade demográfica não era medida em bilhões, como hoje, e sim em milhões; mas se formos recuar um pouquinho mais, era medida em milhares mesmo. Conseguem adivinhar como chegamos aos bilhões de seres humanos de hoje?

Enfim, em uma época onde não havia conhecimento, cultura, lazer, atividades, integração social e diversidade de idéias e pensamentos (quer dizer, havia sim, mas só para os abonados. Os camponeses não tinham acesso a nada disso); não havia o que fazer, senão viver uma vida laboriosa e árdua, sendo pressionado por classes sociais dominantes que faziam o que bem quisessem, não possuíam direitos, não possuíam vozes, não podiam fazer nada para mudar as suas condições de vida. Tudo o que lhes restava era o conformismo e as suas crenças e superstições, que lhes permeava em tudo nas suas vidas.

Mas hoje a situação é completamente diferente. Desde o advento da medicina moderna, que teve os seus primórdios com os primeiros estudos da anatomia humana (iniciados por Leonardo da Vinci, com os seus clássicos desenhos hoje famosos, e depois por médicos nas universidades européias, que depois tiveram de prosseguir na clandestinidade por causa da oposição da Igreja Católica), e depois com Van deer Leuwennhoek e Louis Pasteur, que descobriram as causas e os princípios das doenças, além dos primeiros remédios como a quinina e a descoberta acidental da penicilina por Alexander Fleming, e desde então, a medicina evoluiu e muito, a ponto de oferecer tratamento a centenas de milhões de pessoas pelo mundo, com base nas observações empíricas da ciência médica (mesmo com elevado custo de centenas de milhões de dólares no desenvolvimento de princípios ativos para a elaboração de princípios ativos para a elaboração de novos medicamentos e tratamentos), milhões de pessoas são curadas em hospitais e tratamentos (se seguidos à risca e com orientação medica adequada). E continua evoluindo, velozmente. Apesar dos religiosos procurarem limitar os avanços, com os seus protestos contra os tratamentos que podem surgir através das pesquisas com células-tronco, que podem abrir novas e vastas fronteiras no tratamento das doenças que afligem os seres humanos.

Porém, ainda assim, persiste o obscurantismo religioso, que causa o mal às pessoas, e em boa parte das vezes, traz a morte. Vejamos agora as noticias que nos foram trazidas, para que os nossos leitores se inteirem dos casos.

A sabedoria popular defende que a fé remove até montanhas. No caso do desempregado Gilson de Oliveira Silva, 44 anos, a fé não foi suficiente para livrá-lo dos efeitos do vírus HIV. Depois de frequentar a Igreja Ministério do Fogo por um ano e ter ouvido uma revelação de que estaria curado, Gilson suspendeu por seis meses o tratamento com coquetéis.

Na segunda-feira (31), foi sepultado no Cemitério Quinta dos Lázaros. Segundo Simone Oliveira Silva, irmã de Gilson, ele sofria muito em virtude do HIV e de um câncer que teve na face. “Ele estava desesperado. A fé nessas revelações cegaram meu irmão”, afirma Simone, que ainda quer detalhes sobre o que teria levado Gilson a abandonar os medicamentos.

Ela contou que foi agredida pelos membros da igreja e pela própria pastora e promete levar o caso à Justiça. A sede da Igreja Ministério do Fogo fica numa transversal da Avenida Jorge Amado, no Imbuí. A casa, sem identificação, estava fechada na manhã de segunda-feira (31).

Vizinhos que não quiseram se identificar disseram que a igreja é uma chaga no local.Uma senhora garantiu que a líder religiosa manipula os fiéis. “Se uma mulher é casada e o marido não vai ao culto, ela inventa histórias pra a pessoa ficar impressionada até arranjar outro”, contou.

Uma moradora da rua onde está a igreja afirma que o local é sempre palco de confusões e muito barulho. “Eles enganam as pessoas dizendo que são de Cristo. Fizeram a maior confusão quando a família do rapaz (Gilson) chegou”, diz a moradora, garantindo que não é a primeira vez que a pastora faz promessas de cura.

Segundo o criminalista Sérgio Reis, abusos de pessoas que se dizem agentes da fé ou enviados de Deus podem ser denunciados à polícia e ao Ministério Público, pois tais cultos geram prejuízos à comunidade. “Nesse caso específico, enquanto acreditava estar curado, o rapaz pode ter até transmitido o vírus para outras pessoas. É preciso que em situações assim haja a interferência dos poderes públicos”, defende.

Gilson recebia os coquetéis contra o HIV no Hospital das Clínicas. O infectologista Eduardo Martins Neto não confirmou se ele deixou de pegar os medicamentos, mas contou que os pacientes são orientados sobre a necessidade de manter o tratamento. “Algumas vezes, fazemos contato com pacientes faltosos, mas não há como controlar toda a demanda”, disse.

Nesta notícia, podemos perceber o absurdo e o extremo perigo que foi trazido à tona por causa das atitudes do pastor evangélico, que insistia com o pobre paciente de que este obteria uma cura divina se tivesse fé de que “Deus iria curá-lo” da AIDS. Mas podemos ver muito bem que este não foi o caso. Alias, ninguém jamais foi curado da AIDS ate hoje, com base na fé e na crença religiosa.

É muito comum ouvirmos de crentes sobre as supostas curas milagrosas de AIDS e câncer, mas a verdade é que só ouviram falar de alguém que ouviu de outra pessoa. E em algumas ocasiões, supostamente presenciaram essas “curas” no palco armado nas igrejas. Mas provar que realmente ocorreram essas curas?  Não, não possuem nenhuma prova, nenhuma evidencia, nenhum laudo médico imparcial.

E esses crentes alguma vez chegaram a verificar se essas supostas curas eram reais? Se deram ao trabalho de verificar se essas pessoas realmente estavam doentes? Verificaram os exames médicos? Conferiram o CRM dos médicos? Fizeram avaliações independentes? Checaram as datas dos laudos médicos e se correspondiam às pessoas “curadas”? E essas mesmas “curas” foram pesquisadas e relatadas em periódicos científicos? E alguma vez, foram publicadas? Foram alguma vez noticiadas por jornais imparciais? E também, se deram ao trabalho de conferir o destino dessas pessoas, após as supostas “curas” na igreja, saber pelo menos o nome dessas pessoas, onde moravam, como andava a saúde dessas pessoas, se fizeram exames periódicos? E por ai vai.

Não, nada disso. Em todas as vezes em que tive contato com os religiosos que me relatavam essas coisas, nenhum deles jamais soube comprovar a veracidade de suas afirmações. A quase totalidade não forneceu nenhuma prova, nenhuma evidencia, e nem mesmo sabiam os nomes dessas pessoas “curadas” e não faziam a menor idéia do destino dessas pessoas. Tudo o que diziam é que eram milagres divinos, que precisamos ter fé e acreditar nas historias deles, mesmo na ausência completa de evidencias.

Não tem como acreditar nessas histórias. Nem mesmo levá-las a sério. Já publicamos aqui um artigo que falava sobre o “poder das orações” e também sobre o comportamento dos religiosos em enfrentar a morte em seus estados terminais.

E há um lado negro nisso tudo. Infelizmente, as pessoas não possuem suficiente bom senso em aplicar um pouco de ceticismo e colocarem um pé atrás, diante dessas coisas, e se fazerem perguntas e se questionarem se essas coisas realmente acontecem. Mas isso não ocorre. Simplesmente acreditam por acreditar. E essa mesma crença, sem dar o beneficio da duvida, já implica em riscos para esses mesmos religiosos, que correm o risco de adoecerem e recusarem tratamentos médicos, confiando em uma providencia divina de que serão curadas, se tiverem fé o bastante.

E com isso, acabam correndo sérios riscos de vida, ao comprometerem as suas saúdes, e a saúde dos outros, com o risco de contagio e infecções oportunistas (em suas relações sexuais, contato com as secreções corporais etc), limitando as suas vidas e aumentando o sofrimento humano.

Curas divinas de AIDS são particularmente perigosíssimas, porque induzem o “curado” a achar que esta livre da carga viral, e passa a fazer sexo regularmente com o seu conjugue ou parceiros sexuais, passando adiante o vírus da AIDS, estabelecendo uma cadeia de transmissão, e com isso, aumentando os casos de infectados, que passam a infectar varias outras pessoas sem saberem. E no fim, só resulta em pobreza, devastação psicológica, ruína da saudade, elevados custos dos tratamentos que são custeados pela cobrança de impostos da população brasileira.

E o que dizer de várias outras doenças, potencialmente perigosas, que também podem trazer estragos sérios? Não faz muito tempo que publicamos também um artigo sobre as precauções tomadas pelos religiosos do mundo inteiro em prevenir o contágio pela gripe suína (o vírus H1N1), e podemos fazer uma constatação interessante: os homens de boa-fe não possuem fé na ação divina, de forma implícita, de que estarão a salvo desses mesmos microorganismos que a ciência descobriu, apesar dos obstáculos que a religião lhes impôs. E para variar, ontem mesmo foi publicada uma noticia de um egípcio que foi infectado com dois vírus diferentes ao mesmo tempo (a gripe suína e a gripe aviaria – o que pode resultar em uma mutação para uma forma mais letal no futuro) e este mesmo egípcio voltava de uma peregrinação em Meca… Será que Alá não protege os seus camelinhos ?

Enfim, práticas como essas, de pastores induzindo os seus fieis a abandonarem os seus tratamentos deveria ser tratado como um crime contra a saúde publica, crime contra a vida humana, estelionato baseado em falsas promessas, alem de dolo e dano moral contra os familiares das vitimas. Sem contar a extorsão financeira cobrada dos doentes pela “cura” obtida.

Tem sido bem comum a ação de pastores evangélicos (que possuem a liberdade de irem aos hospitais, fora dos horários de visitas e sem a permissão dos pacientes e dos familiares destes) em praticar estes atos criminosos. Mas é quase raro os casos de padres católicos fazerem essas coisas, ou rabinos, monges budistas, mulás islâmicos etc. aqui no Brasil.

Devemos nos perguntar por que é que só os pastores evangélicos é que fazem isso.. temos relatos de inúmeros casos envolvendo essa religião em particular.

Acredito que deveria haver uma lei federal proibindo de forma definitiva a presença de religiosos em hospitais, clinicas medicas, pronto-socorros, postos de saúde etc., de modo a coibir o proselitismo religioso, impedir práticas de curandeirismo e charlatanismo que prejudiquem os pacientes que se encontram em estado de fragilidade física e emocional, conversões sob pressão psicológica e emocional, e assim por diante. Os religiosos devem permanecer nos lugares onde a presença é mais apropriada: os locais de culto (igrejas, templos, mesquitas, sinagogas, etc). Uma coisa é ir até um doente quando ele solicita a presença do sacerdote de sua fé, outra é ter o quarto invadido por esse pessoal. E devemos lembrar que curandeirismo e charlatanismo são crimes previstos no Código Penal (artigos 283 e 284).

Um exemplo famoso é o caso de Sandra, a filha de Pelé, que abandonou o tratamento por aconselhamento de um pastor evangélico, e esta crente de que estava curada de seu estado terminal, acabou morrendo dias depois, gerando comoção nacional por causa de seu sobrenome famoso e as circunstancias de sua morte. Agora, podemos citar um outro caso, relatado abaixo:

Policiais da 59ª DP (Duque de Caxias) investigam a denúncia de que a dona de casa Maria das Graças Oliveira Daniel, 53 anos, moradora do bairro Parque Lafayete, morreu após ter sido induzida há 15 dias por um pastor evangélico a largar o medicamento que usava para controlar a diabetes. Ela passou mal na sexta-feira passada, foi socorrida no Hospital Municipal Moacyr do Carmo, em Caxias, mas não resistiu e morreu no sábado.

O delegado Antônio Silvino, da 59ª DP, abriu inquérito por denúncia de charlatanismo e homicídio culposo contra o pastor de uma igreja evangélica no bairro Itatiaia, em Caxias. Segundo parentes, ela foi orientada pelo pastor a jogar fora o remédio que usava porque bastaria ter fé para ser curada.

“Minha mãe saiu carregada nos braços”, se queixou Anderson Oliveira Daniel, 28 anos, filho de Maria das Graças. O pastor negou as acusações. Disse que não conhece a mulher e estranhou o fato de a família não procurá-lo antes.

Viúvo acredita que mulher foi vítima de curandeirismo

Para o viúvo de Maria das Graças, o auxiliar de serviços gerais Pedro Daniel Filho, 49 anos, sua mulher foi enganada pelo pastor durante uma cerimônia de curandeirismo. Já a irmã da dona de casa, Rachel Ferreira de Oliveira, 31, o pastor teria pedido à Maria das Graças que fizesse exame uma semana após a suspensão do medicamento para que pudesse comprovar o que dizia. “Minha irmã jogou tudo fora e deu no que deu”, disse.

O endocrinologista Sérgio Blumenberg, do Hospital dos Servidores do Estado, explicou que são comuns casos em que pacientes suspendem medicamentos sem orientação médica. “Muitas vezes, as pessoas têm que tomar três medicamentos e tomam só um, achando que é o suficiente”, revela. Segundo o médico, em alguns casos, a decisão pode resultar na morte do paciente.

E quantas pesquisas realizadas ja atestaram a ineficácia das orações na cura das doenças (pesquisas já foram feitas, e confirmando que elas realmente não funcionam – uma delas ate mesmo constatou que pessoas que sabiam que haviam orações por elas, tiveram uma recuperação pior do que aquelas que não receberam preces) e assim por diante. E também, de que crentes são os que mais se sentem atormentados com a proximidade da morte do que aqueles que não possuem uma ligação mais forte com a religião. Sem contar que a boa parte dos que sofrem doenças mentais, teve como causa a religião.

Há inúmeros exemplos que podem ser citados aqui.

E depois publicam nas revistas como Isto é ou Época, de que a crença religiosa faz as pessoas “viverem mais e melhor” e terem “qualidade de vida”. É claro que ninguém foi conferir nos paises do Terceiro Mundo para ter uma amostragem melhor ou ate mesmo ir nos estados mais pobres no Brasil para ver a diferença, que derrubaria os dados da pesquisa no chão. E ninguém nem mesmo lembrou os últimos milênios, onde as religiões eram mais onipresentes na vida das pessoas, no qual nem chegavam à metade da expectativa da vida atual e ainda por cima viviam muito mal. Sem contar as brutalidades e os crimes feitos em nome da fé, com o lastimável resultado de centenas de milhões de mortos. É impossível levar a serio esses dados trazidos por essas revistas. Podemos dizer que esses “dados” já nasceram viciados.

Como podemos ver, a ação da religião na saúde das pessoas, nos últimos tempos tem sido desastrosa. Fora as alegações de curas divinas, indução em pacientes para que abandonem os tratamentos, tratar as doenças com orações e preces, como o caso de uma menina americana que acabou morrendo, depois de muitas orações dos pais, que recusaram a procurar tratamentos médico – semelhante a outros casos que noticiamos aqui, a rejeição às vacinas, a oposição do Vaticano ao uso dos preservativos (com elevado custo de vidas na África), a oposição religiosa contra o desenvolvimento de pesquisas em células-tronco (que poderiam resultar em novos tratamentos e remédios contras inúmeras doenças em um futuro próximo), a doutrinação religiosa de que sofrer é bom e necessário, o desejo de que as novas doenças sejam castigos divinos contra os infiéis e descrentes (há uma comunidade no Orkut que vê a gripe suína como um castigo contra os outros que não compartilham das mesmas crenças religiosas), ou que a AIDS é um flagelo divino contra os homossexuais (Madre Teresa afirmou isso, lembram-se?), o uso de curandeirismo (tal como o estupro de meninas virgens na África por infectados da AIDS para serem curados), a ineficácia das orações na cura das doenças (pesquisas já foram feitas, e atestaram que elas realmente não funcionam – uma delas até mesmo constatou que pessoas que sabiam que haviam orações por elas, tiveram uma recuperação pior do que aquelas que não receberam preces) e assim por diante. Sem contar que a boa parte dos que sofrem doenças mentais, teve como causa a religião. Há inúmeros exemplos que podem ser citados aqui.

Podemos concluir, diante disso tudo, que a religião faz mais mal do que bem.


Fontes das notícias: Correio e IG

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