Misturar bebidas destiladas e fermentadas aumenta a ressaca?

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/bebidas.gif&#8221; alt=”bebidas.gif” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>Por <a href=”http://www.projetoockham.org/div_quem.html#ana”>Ana Luiza Barbosa de Oliveira</a></em>

A sabedoria etílica popular afirma que não devemos misturar bebidas fermentadas e destiladas se quisermos evitar uma ressaca daquelas em que até o barulho da grama crescendo é insuportável.<!–more–>

Antes de tudo, o que é ressaca? O assunto é controverso mesmo entre especialistas. Aquele mal-estar após a ingestão de (muita) bebida alcoólica possui um nome técnico: veisalgia, do norueguês kveis, mal-estar após orgia, e do grego algia, dor. Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas e em igual intensidade, mas os sintomas a seguir costumam ser relatados: fadiga, fraqueza e sede, dores de cabeça e musculares, náuseas, vômitos e dor de estômago, tontura e sensibilidade a luz e som, tremores, suor em excesso e pulso acelerado e aumento da pressão cardíaca, vertigens (aquela sensação de o quarto estar rodando). Estes sintomas aparecem quando a concentração de álcool no sangue está diminuindo e atingem seu pico quando esta se encontra próxima a zero, como bem sabe todo bebum que continua bebendo para evitar a ressaca.

Ninguém conhece muito bem as causas da ressaca, mas sabe-se que a intensidade dos sintomas depende do tipo e quantidade de bebida ingerida e, é claro, também de fatores individuais. Antes de analisarmos o papel da mistura entre fermentados e destilados, vamos dar uma olhada nas outras causas da ressaca…

<strong>Desidratação e desequilíbrio eletrolítico</strong>

O etanol faz com que o corpo perca muita água através da urina, ou seja, ele age como diurético, o que pode desidratá-lo. Só para você ter idéia, a ingestão de 50g de álcool em 250mL de água, faz com que sejam eliminados de 600mL a 1 litro de água no decorrer de várias horas. Já o desequilíbrio eletrolítico é algo que ocorre quando a pessoa perde muito líquido na forma de urina, suor e vômitos, de maneira que a concentração de sais no sangue fica muito baixa. Isso é o que leva a típica secura da boca (e outras mucosas), sede e tontura típicas do famigerado “dia seguinte”

<strong>Distúrbios do sistema digestivo</strong>

O álcool irrita a parede do estômago e dos intestinos, causando gastrite e retardo no esvaziamento do estômago. Como se não bastasse também causa o acúmulo de gorduras no fígado (maldita comida de botequim: contribui mais ainda para a nossa ressaca…) e aumento da produção dos sucos gástrico e pancreático e secreções intestinais. Tudo isso leva à náusea, mal-estar, dor no estômago, vômitos…

<strong>Distúrbios do sono e biorritmos</strong>

Apesar do álcool ter aquele efeito sedativo capaz de fazer o pinguço dormir em qualquer lugar (calçadas costumam ser as preferidas) a qualidade do sono é muito ruim: há uma diminuição da fase de sono profundo e das horas totais de sono. Uma noite de sono alcoolizado não é exatamente do tipo que faz alguém acordar bem disposto no dia seguinte.

<strong>Dor de cabeça</strong>

Apesar de ser um dos sintomas mais comuns da ressaca, ainda não foi possível determinar sua ligação como a ingestão de álcool. Pode ser devido à vasodilatação e também a alterações provocadas em vários hormônios e neurotransmissores associados com a incidência de dor de cabeça.

<strong>Efeitos da síndrome de abstinência</strong>

Mais uma área controversa. O álcool etílico é um depressor do sistema nervoso central, ou seja, uma droga como qualquer outra. Após uma noitada bebendo, seu organismo “sente falta” da droga usada. No caso do álcool, esta síndrome de abstinência só se manifesta de forma completa após longos períodos de bebedeira, algo como dois ou três dias. No entanto, muitos dos sintomas de ressaca, que pode ter início mesmo com poucas doses de etanol, são similares aos da síndrome de abstinência.

<strong>Metabólitos do álcool</strong>

O álcool é metabolizado em dois passos: primeiro convertido a acetaldeído, através da enzima álcool-desidrogenase (ADH) (a tal enzima que os homens têm em maior proporção e que por isso podem beber mais que as mulheres), e depois a acetato, através da aldeído-desidrogenase (ALDH). Esta última enzima não permite que o acetaldeído se acumule no sangue. Seus efeitos tóxicos incluem pulso acelerado, suor excessivo, fluxo de sangue para a pele (aquele famoso nariz vermelho dos pinguços), náuseas e vômitos. Apesar da concentração de acetaldeído no sangue ser praticamente zero quando a ressaca atinge seu pico, ou seja, quando a concentração de álcool também é quase zero, acredita-se que os efeitos do acetaldeído perdurem por algum tempo após sua eliminação. Além disso, algumas pessoas possuem variantes genéticas da ALDH que permitem o acúmulo de acetaldeído. Estas pessoas passam mal com pequenas quantidades de álcool ingeridas.

<strong>Congêneres</strong>

Os congêneres são substâncias produzidas em pequenas quantidades durante a fermentação ou geradas durante o envelhecimento ou processamento da bebida, através da degradação (modificação) de substâncias orgânicas. Também podem ser adicionadas. Elas são responsáveis pelo sabor e aroma das bebidas e também se você vai prometer (em vão) nunca mais beber no dia seguinte. Elas incluem álcoois de cadeia longa (substâncias parecidas com etanol, porém com mais átomos de carbono em seu esqueleto), ésteres e compostos carbonilados. As bebidas fermentadas (vinho, cerveja etc) possuem mais destes compostos que as destiladas, e estas possuem tanto mais congêneres quanto mais escuras são. Em outras palavras, vodca contém muito menos congêneres que um uísque, por exemplo. Estudos mostram que bebidas com menos congêneres causam menos ressaca. Porém não se esqueça que mesmo álcool puro também causa ressaca.
O fígado é responsável por metabolizar o álcool. Nosso corpo considera o etanol um veneno que deve ser expelido, pois pode, entre outros danos, causar danos permanentes no cérebro. Os congêneres também são metabolizados no fígado, portanto quanto mais congêneres, mais sobrecarregado seu fígado e mais sintomas de intoxicação você terá.
O metanol, uma substância semelhante ao álcool etílico, a não ser por um átomo de carbono a menos, parece estar ligado aos sintomas de ressaca. O metanol permanece no sangue quando as concentrações de etanol já diminuíram bastante, justamente quando a ressaca se instala. Outros fatos que suportam esta afirmação é que bebidas com altos teores relativos de metanol, uísques e brandies, estão associados a terríveis ressacas além do que a administração de etanol diminui os sintomas.

<strong>Fatores pessoais</strong>

Alguns estudos mostraram interessantes ligações entre traços de personalidade e a gravidade dos sintomas de ressaca. Entre as pessoas mais propensas a ter graves ressacas são aquelas com traços de neurose, raiva e comportamento defensivo. Experiências negativas e sentimentos de culpa quanto ao consumo de álcool podem trazer sintomas piores na manhã seguinte (então não adianta se arrepender da bebedeira, isto só vai piorar sua ressaca!).

<strong>A mistura</strong>

A questão da mistura de fermentados e destilados é um pouco complexa, várias situações podem acontecer. É comum que as pessoas somente misturem após estarem “de fogo”, portanto não têm mais muita noção do quanto realmente beberam. Outras após ingerir bebidas fermentadas que possuem teores modestos de álcool (3 a 12% em média), bebem as destiladas (com teores em torno de 40 a 50%) na mesma velocidade, digamos um copo de 200mL a cada 15 minutos. Logo, ingerem etanol muito mais rápido, daí se embebedarem rápido e se arrependerem depois.
Outra circunstância digna de nota está relacionada à cerveja e ao champanhe, pois o gás carbônico das borbulhas aumenta a taxa de absorção de álcool, daí elas embebedarem mais rápido.

<strong>Conclusão</strong>

A verdade é que nem os especialistas sabem qual o efeito exato da mistura de bebidas no tamanho da sua ressaca. O mais provável é que se você chegou ao ponto de misturar é porque a ressaca já está bem encomendada. O tamanho da sua ressaca vai depender mesmo é da quantidade ingerida de álcool (seja a bebida destilada ou fermentada) e de congêneres. E quanto à mistura de congêneres, ainda não existe evidência de que ela tenha algum efeito.

<em><strong>Referências</strong></em>

<em><a href=”http://www.niaaa.nih.gov/publications/arh22-1/54-60.pdf”>Alcohol Hangover Mechanisms and Mediators – Robert Swift, MD, Ph.D.; and Dena Davidson, Ph.D.</a>
<a href=”http://www.annals.org/issues/v132n11/pdf/200006060-00008.pdf”>The Alcohol Hangover – Jeffrey G. Wiese, MD; Michael G. Shlipak, MD, MPH; and Warren S. Browner, MD, MPH</a>
<a href=”http://www.newscientist.com/hottopics/alcohol/alcohol.jsp?id=ns99991717″>New Scientist – Champagne does get you drunk faster</a>
<a href=”http://www.newscientist.com/hottopics/alcohol/alcohol.jsp?id=lw238″>New Scientist – Party Spirit</a>
<a href=”http://www.sciam.com/askexpert_question.cfm?articleID=0001A537-8D0E-1E5F-A98A809EC5880105″&gt; Scientific American – Why do hangovers occur?</a></em>

<em>Fonte: <a href=”http://www.projetoockham.org/boatos_ressaca_1.html”>http://www.projetoockham.org/boatos_ressaca_1.html</a></em&gt;

Cientistas propõem novo método matemático para cortar bolo

Por Carlos Orsi

Autores dizem que a técnica é melhor que a clássica ´eu corto você escolhe´.

Quando um matemático e um cientista político americanos se unem a um economista austríaco para estudar um problema, é de se imaginar que a questão seja importante, complexa e desafiadora. Como esta, por exemplo: qual a melhor forma de cortar um bolo? Continuar lendo “Cientistas propõem novo método matemático para cortar bolo”

Teste de Turing e a “Sala Chinesa”

Este teste foi inventado por Alan M. Turing (1912-1954) e descrito pela primeira vez em seu artigo de 1950. O arranjo básico para o teste inclui duas pessoas e a máquina a ser testada. Uma pessoa é um interrogador e a outra pessoa e o computador são os interrogados. O interrogador e os interrogados ficam em salas diferentes e portanto fisicamente separados. O interrogador pode apenas fazer perguntas utilizando um teclado (por exemplo um terminal de computador). Cada interrogado deve tentar convencer o interrogador de que ele é humano, e não a máquina. Turing sugeriu que o teste deveria durar aproximadamente cinco minutos, mas a duração precisa do teste é um pouco irrelevante.

Diz-se que a máquina passou no teste se o interrogador não pode diferenciar os interrogados, ou “chuta” qual dos interrogados é a máquina. A máquina não passa no teste caso o interrogador consiga identificá-la. A visão de Turing era que qualquer máquina que passa no teste deve ser considerada inteligente, ou mais precisamente, com a habilidade de “pensar”. Em outras palavras, Turing propôs que o teste é um critério adequado para avaliar inteligência artificial.

Muitos outros contestaram a validade do teste de Turing para avaliar inteligência, como Searle, com sua experiência mental da “sala chinesa” , primeiramente formulada em 1980 em seu artigo Minds, brains and programs, para combater a idéia de inteligência artificial “forte”, ou seja, que um computador adequadamente programado não é simplesmente uma simulação ou modelo de uma mente, mas sim uma mente de fato. Isto significa que o computador pensa, apresenta compreensão e estados cognitivos.

Suponha a existência de um computador que se comporta como se compreendesse a língua chinesa. Em outras palavras o computador toma como entrada símbolos em Chinês como entrada(pergunta), consulta um algoritmo e então produz outros símbolos em Chinês como saída (resposta). Suponha também que o computador executa essa função de maneira tão convincente, que passaria facilmente no teste de Turing, ou seja, seria capaz de convencer um nativo da língua chinesa de que ele também fala chinês, e o interrogador pensa que o computador é na realidade um outro chinês. Os defensores da IA(inteligência artificial) forte diriam que o computador realmente compreende o chinês, exatamente como uma pessoa.

Agora Searle nos pede para imaginá-lo no lugar do computador, ou seja, ele agora é quem recebe a entrada, e utilizando o algoritmo produz uma saída. Apesar de produzir a saída, Searle, que não fala chinês, não entende absolutamente nada. Então seu argumento é que, assim como ele, o computador não entende nem a entrada nem a saída, apesar de poder produzí-la. Eles são então apenas manipuladores não conscientes de símbolos. Por exemplo podemos supor que Searle, trancado dentro da sala chinesa, não tivesse sido alimentado por dois dias. Se lhe pedissem uma resposta para uma pergunta em chinês, como “Você quer comer um pato à Peking com rolinhos primavera?” , esta seria respondida por ele, sem a menor compreensão de seu significado, e com certeza sua boca não ficaria cheia de água!

O argumento de Searle é que, como não podemos encontrar onde se encontra a consciência responsável pelas respostas em chinês, tal consciência não existe. Porém há outros pontos de vista em relação a este argumento. Um deles é que o sistema Searle-algoritmo entende chinês, porém cada uma de suas partes em separado não. O contra argumento de Searle a esse respeito é que se o algoritimo fosse memorizado por ele, ainda assim ele não entenderia chinês.


Fonte: Turing e Searle

O que é um buraco negro?

blackhole.gifDe forma muito simplista, um buraco negro é uma região no espaço que contém tanta massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Como a melhor teoria gravitacional no momento ainda é a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, somos obrigados a mergulhar em alguns dos resultados preditos por essa teoria para entender alguns detalhes de um buraco negro, mas vamos começar devagar, pensando sobre a gravidade em circunstâncias relativamente simples. Continuar lendo “O que é um buraco negro?”

Projeto de lei no Senado prevê controle da Web brasileira

privacidade.gifPor Alexandre Barbosa

Lei extinguiria privacidade online; provedores de acesso são contrários à medida.

O Senado brasileiro discute nesta semana, em reunião da Comissão de Constituição e Justiça, na próxima quarta-feira, um projeto de lei que prevê o controle do acesso à internet, a exemplo do que se pretende estabelecer na China, um dos países que mais controla o uso da rede. Continuar lendo “Projeto de lei no Senado prevê controle da Web brasileira”

Religião e Epilepsia

Por Edson Amâncio
Scientific American Brasil –
abril de 2006

cerebro.jpgEstrutura mental da espiritualidade e seu papel evolutivo ainda são um mistério.

Um dos temas atuais mais palpitantes em neurociências é saber “onde” estão as redes neurais cerebrais que codificam a crença (ou a fé). Localizacionistas apostam no lobo temporal, e tal convicção se fundamenta na religiosidade das pessoas que sofreram lesão nessa área. Continuar lendo “Religião e Epilepsia”

Por que alguns animais são tão inteligentes?

por Carel van Schaik
Scientific American Brasil – maio de 2006

Poucos duvidam de que os seres humanos sejam as criaturas mais inteligentes do planeta. Muitos animais têm habilidades cognitivas especiais, que lhes permitem se dar bem em seus hábitats particulares, mas eles não resolvem problemas novos muito freqüentemente. Alguns fazem isso, e nós os consideramos inteligentes, mas nenhum é tão perspicaz quanto nós. Continuar lendo “Por que alguns animais são tão inteligentes?”

Sinto vergonha de mim

Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-Mater da sociedade, a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer custo, buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar”, voltar atrás e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem- se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

– Rui Barbosa

Os mártires cristãos nos Estados Unidos

Por Palmira F. da Silva

«Com ou sem religião existem pessoas boas fazendo coisas boas e pessoas más fazendo coisas más. Mas para que pessoas boas façam coisas más é necessário serem religiosas» – Steven Weinberg

No último post abordei a imagem de marca do cristianismo, a encenação e invenção de perseguições inexistentes contra os cristãos. Para os fundamentalistas cristãos americanos essas perseguições são consequências da abominável «cultura» que trivializou matérias tão inadmissíveis como as uniões de facto, a homossexualidade, o sexo, os contraceptivos e o aborto, a tolerância em relação a apóstatas e, especialmente, foi concretizada em abominações como a recente proposta de alteração das leis anti-discriminação nas escolas da Califórnia. Continuar lendo “Os mártires cristãos nos Estados Unidos”

O Argumento do “Projetista Inteligente” pode ser considerado científico?

Por Lenny Flank
Tradução: Cássia C.C. Santos

Recentemente os criacionistas vêm adotando uma nova tática conhecida como o argumento do “Projetista Inteligente” ou “Aparição Súbita”. As moléculas complexas da vida incluindo o DNA são segundo eles “muito complicadas” e “muito improváveis”, para haver surgido por si mesmas através de processos aleatórios, e portanto devem ter sido postas juntas deliberadamente por um “projetista inteligente” com poderes sobrenaturais. Alguns criacionistas ilustram sua afirmação apontando que as possibilidades da formação de uma cadeia de DNA através de um mero acaso, são as mesmas de um tornado passar por um ferro-velho e formar um Boeing 747 completamente funcional. Continuar lendo “O Argumento do “Projetista Inteligente” pode ser considerado científico?”