Em 1798 Thomas Robert Malthus fez uma previsão famosa que ganhos de curto prazo nos padrões de vida, inevitavelmente seriam desestabilizados à medida que o crescimento da população mundial superasse a produção de alimentos, e assim levando os padrões de vida a voltar aos níveis de subsistência. “Estamos condenados pela tendência de a população crescer em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética”, comentava na época.
Durante 200 anos, economistas afirmaram que Malthus ignorou o avanço tecnológico, o que teria permitido que a curva de crescimento da população se mantivesse à frente da curva de alimentos. O argumento é que a produção de alimentos pode na verdade crescer geometricamente porque além da terra, a produção depende também do know-how. Com os avanços na produção de sementes, nutrientes do solo, reposição de nutrientes – como fertilizantes químicos –, irrigação, mecanização e outros, os suprimentos de alimentos podem permanecer bem à frente da curva de crescimento da população. Em outras palavras, os avanços tecnológicos em todos seus aspectos – agricultura, energia, uso da água, manufatura, controle de doenças, gerenciamento de informação, transporte, comunicações – permitem que a produção de alimentos cresça mais rápido que a população. Clique aqui para ler o restante deste artigo »
Tenho repetido à exaustão o grave problema que afeta hoje o mundo inteiro: o fato de que a humanidade demanda recursos naturais em quantidade muito maior (30% a mais) do que a capacidade de reposição do globo terrestre. E o que é pior: nem por isso a humanidade tem um nível satisfatório de vida. Basta ver que há 1,4 bilhão de pessoas vivendo abaixo do nível de pobreza para concluir que, se superarmos esse nível, o desgaste dos recursos naturais será ainda mais insuportável.
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