set 06
Bom dia, senhor Phelps.
Se antes o problema do câncer é que… bem, ele é um bando de células ensandecidas, loucas para lhe devorar de forma voraz e impiedosamente, mostrando como os desígnios do Projetista Inteligente mostram-se bons, justos e misericordiosos. Imagine, senhor Phelps, como seria muito melhor se o seu sistema reconhecesse uma invasão de espiões inimigos, rotulando-os e sabotando-os, de forma que eles mesmos se aniquilasse, protegendo a sua base. Isso não parece uma tarefa difícil, senhor Phelps. É uma missão impossível, mas dois pesquisadores do MIT resolveram aceitar a missão.
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jun 24
Por muito tempo, achou-se que o RNA agia como “garoto de recados” do DNA. É o famoso RNA Mensageiro (RNAm). No entanto, parece que nosso amiguinho é mais importante do que se imaginava inicialmente. Pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC) – que NÃO FICA em Israel -, animados com o Código DaVinci, Código Michelângelo e outros códigos, sugerem agora que há segredos ocultos no RNA, pois há mais coisas ali do que poderia sonhar a nossa vã filosofia.
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jan 20
Se você curte cinema, deve ter se lembrado do filme Epidemia, onde Dustin Hoffman estava com uma enorme batata quente na mão, tentando descobrir uma vacina para conter o contágio em níveis apocalípticos numa cidade dos Estados Unidos. Como todo filme, o mocinho resolve o problema no final, pegando o macaco que serviu de hospedeiro (o filme é velho, se você ainda não tinha visto, problema seu) e usando seu sangue para fazer a vacina.
Deixando as atrocidades científicas que o filme comete (a única coisa verdadeira lá são os laboratórios do CDC), talvez agora saibamos como age o Ebola, já que pesquisadores da Universidade Estadual de Iowa, Estados Unidos, descobriram como o mortal vírus do Ebola é… bem… é mortal.
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dez 28
Cientistas adoram bactérias. Não porque elas podem ser patogênicas ou ajudar no nosso trato digestivo; mas porque são seres vivos simples e nos fornecem dados importantes, onde podemos mapear muito facilmente seu código genético. Alguns cientistas separam as classificações Archaea e Bacteria como dois reinos independentes, mas a maioria ainda classifica ambas como pertencentes ao mesmo reino: o Monera, embora este esteja caindo em desuso.
Archaeas são organismos procariotas (seu material genético não está protegido por uma membrana nuclear, e sim disperso como pedaços de macarrão numa sopa), sobrevivendo em ambientes extremos, como fontes de água quente, lagos ou mares muito salinos, pântanos (onde produzem metano) e ambientes ricos em gás sulfídrico e com altas temperaturas; por isso, são também chamados de Extremófilos. Como são seres muito rudimentares, qualquer deriva genética incapacitará sua aptidão de sobreviver nesses locais. Por isso, sua variância é quase nenhuma, pois as espécies derivadas desses extremófilos não estavam aptos para sobreviver e morreram sem deixar descendentes. A Seleção Natural dá, a Seleção Natural toma.
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nov 30
Bactérias são seres vivos que dependem de hospedeiros. Todos nós temos essas criaturinhas incríveis que ajudam a nossa absorção de nutrientes (sim, seu corpo está cheio de bactérias). O problema é que nosso corpo não vê com bons olhos estes seres e tratam de atacar qualquer coisa estranha. No entanto, bactérias se defendem de nossos sistemas de defesa, já que elas não querem ser destruídas.
Além do sistema imunológico dos hospedeiros, as bactérias ainda possuem outros inimigos naturais, como os vírus bacteriófagos, que, como o próprio nome diz, alimentam-se de bactérias. Para isso, a Seleção Natural determinou que bactérias com uma adaptação que as permitisse lutar contra seus inimigos pudesse resistir mais tempo, gerando descendentes etc. Clique aqui para ler o restante deste artigo »
jul 21
Uma enzima sensível ao oxigênio foi encontrada desempenhando um papel fundamental na forma como a criação de muitos genes diferentes proteínas que compõem os nossos corpos. O achado mostra que a enzima, denominada Jmjd6, intervém diretamente no processo em que o DNA dos nossos genes sofrem uma espécie de Ctr-X/Ctrl-V, isto é, os genes possuem certas partes recortadas, para serem coladas em outro lugar, propiciando instruções para a criação de proteínas específicas.
A descoberta, relatada na Science por uma equipe liderada por cientistas da Universidade de Oxford e da Universidade Ludwig-Maximilians, em Munique, abre uma nova área de investigação em níveis moleculares de doenças cardíacas e câncer. Clique aqui para ler o restante deste artigo »
abr 30
Um grupo de cientistas do Scripps Research Institute criou o equivalente microscópico das Ilhas Galápagos, um ecossistema artificial dentro de um tubo de ensaio onde moléculas evoluem para explorar diferentes nichos ecológicos, semelhante aos famosos tentilhões de Darwin, descritos em “A Origem das Espécies”, 150 anos atrás.
Conforme descrito em um artigo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, PNAS, o trabalho revela alguns dos princípios clássicos da Evolução. Por exemplo, a investigação mostra que quando espécies diferentes concorrem diretamente para o mesmo recurso finito, apenas o mais adaptado sobreviverá.
O trabalho também mostra que, quando administrado uma variedade de recursos, as diferentes espécies evoluem, tornando-se cada vez mais especializadas, cada um preenchendo diferentes nichos dentro do seu ecossistema comum. Clique aqui para ler o restante deste artigo »
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