Se você curte cinema, deve ter se lembrado do filme Epidemia, onde Dustin Hoffman estava com uma enorme batata quente na mão, tentando descobrir uma vacina para conter o contágio em nÃveis apocalÃpticos numa cidade dos Estados Unidos. Como todo filme, o mocinho resolve o problema no final, pegando o macaco que serviu de hospedeiro (o filme é velho, se você ainda não tinha visto, problema seu) e usando seu sangue para fazer a vacina.
Deixando as atrocidades cientÃficas que o filme comete (a única coisa verdadeira lá são os laboratórios do CDC), talvez agora saibamos como age o Ebola, já que pesquisadores da Universidade Estadual de Iowa, Estados Unidos, descobriram como o mortal vÃrus do Ebola é… bem… é mortal.

Bactérias são seres vivos que dependem de hospedeiros. Todos nós temos essas criaturinhas incrÃveis que ajudam a nossa absorção de nutrientes (sim, seu corpo está cheio de bactérias). O problema é que nosso corpo não vê com bons olhos estes seres e tratam de atacar qualquer coisa estranha. No entanto, bactérias se defendem de nossos sistemas de defesa, já que elas não querem ser destruÃdas.
Uma enzima sensÃvel ao oxigênio foi encontrada desempenhando um papel fundamental na forma como a criação de muitos genes diferentes proteÃnas que compõem os nossos corpos. O achado mostra que a enzima, denominada Jmjd6, intervém diretamente no processo em que o DNA dos nossos genes sofrem uma espécie de Ctr-X/Ctrl-V, isto é, os genes possuem certas partes recortadas, para serem coladas em outro lugar, propiciando instruções para a criação de proteÃnas especÃficas.
Um grupo de cientistas do Scripps Research Institute criou o equivalente microscópico das Ilhas Galápagos, um ecossistema artificial dentro de um tubo de ensaio onde moléculas evoluem para explorar diferentes nichos ecológicos, semelhante aos famosos tentilhões de Darwin, descritos em “A Origem das Espécies”, 150 anos atrás.



