nov 10

Para quem estranhou o uso do termo “desinstalar” no título, que poderia facilmente ser substituído por qualquer outro sinônimo mais adequado ao ser humano, informo que o uso foi intencional para que pudesse se adequar à seguinte analogia da era da informática: “Deus e as religiões são vírus residentes na memória, instalados junto com a bios e que têm proteção contra a desinstalação. Por isso a sua remoção é difícil pois, se mal feita, poderá ocasionar defeitos de funcionamento ou o travamento do PC“. Isto não lhes parece familiar?

Pois é mais ou menos assim que funciona a idéia de Deus e a do seguimento de uma religião. Essas necessidades são implantadas na memória das pessoas, desde a mais tenra idade, de tal forma que, ao chegarem à idade adulta, equiparam-se ao funcionamento de um vírus, de difícil remoção. Para desinstalá-lo, só existe um caminho: determinação, perseverança e conhecimento. Se estes três requisitos não estiverem presentes como antivírus, é melhor não arriscar e deixar o vírus dentro da bios. Pelo menos assim o seu PC vai funcionar. Controlado e sem autonomia, mas funcionando, limitadamente. E entre não funcionar e funcionar com limitações, as pessoas, por covardia ou comodismo, escolhem sempre a segunda opção, se é que se pode chamar isso de “opção”. Para os que querem libertar-se, mesmo possuindo os pré-requisitos determinação e perseverança, nada conseguirão se não tiverem o terceiro e mais difícil requisito: o conhecimento.

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set 01

O ensino religioso que aborda uma doutrina específica pode gerar discriminação dentro das salas de aula, segundo o sociólogo da Unesp (Universidade Estadual Paulista), José Vaidergorn. “O ensino religioso identificado com uma religião não é democrático, pode ser considerado discriminatório”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Segundo Vaidegorn, o ensino voltado para uma determinada religião pode constranger os alunos que não compartilham dessas ideias. O professor ressalta ainda a possibilidade de que, dependendo da maneira que forem ministradas, as aulas de religião podem incentivar a intolerância entre os estudantes. “Em vez da educação fazer o seu papel formador, o seu papel de suprir, dentro das suas condições, as necessidades de formação da população ela passa a ser também um campo de disputa política e doutrinária.”

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ago 25

Este é mais um artigo para abrilhantar a semana com mais uma insanidade, que esta sendo prolífica de notícias do mundo crental (e não estou me referindo aos evangélicos, mas sim a todos aqueles que possuem religião no qual possuem crenças em seres imaginários).

Mas sei que a religião é a ferramenta perfeita para os seres humanos tentarem desenhar uma quadradura no círculo (para tomar emprestada uma das frases favoritas de Christopher Hitchens), e temos aqui mais um caso, no qual uma criança de apenas 11 anos de idade foi traumatizada por um padre (como se não bastassem as centenas de milhares, como podemos ver o que aconteceu na Irlanda - e há quem diga que a maioria da população irlandesa já foi molestada por religiosos).

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mai 13

De Amanda Gefter
Editora da New Scientist

Tenho que admitir, que quando peguei o telefone para ligar a Michael Heller, o polonês cosmologista e padre católico, a quem foi atribuído o Prêmio Templeton de US$ 1,6 milhões, fiquei um pouco desconfortável. Estou fortemente comprometida com a idéia de que a ciência e a religião não se misturam, enquanto que o prêmio é atribuído pela Fundação Templeton para “os avanços na investigação ou descobertas sobre realidades espirituais”.

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abr 10

Como já falamos, religiosos têm uma tendência a se oporem a um conceito social muito relevante: a Liberdade. Religiosos acham que o conceito de Liberdade remete-se apenas quando é adequada sos seus próprios interesses, mas nunca é extendida a outras pessoas, principalmente quando essas outras pessoas possuem uma visão filosófica/religiosa diferente.

Isso pode ser facimente observado no mundo, como no caso em que a Justiça espanhola obrigou um pai divorciado a levar o filho às procissões da Semana Santa. Tal ordem veio por causa de um processo judicial em que a mãe da criança abriu um processo judicial porque, sendo católica, ela quer porque quer que o filho seja católico também. Em contrapartida, o pai recusava-se a ir com a criança em eventos religiosos, o que imagino que isso ocasionara a separação dos dois pombinhos.

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abr 08

Durante um ano, os olhos negros de Fátima Mohand Abdelkader não cruzaram com os de nenhum homem que não fosse seu pai ou o dirigente da seita Takfir Wal Hijra (Anátema e Exílio), que a capturou e aliciou no bairro muçulmano de La Cañada, o mais deprimido e abandonado de Melilla. Depois de deixar os estudos, rezava em casas abandonadas, afastada dos olhares mundanos, vestia-se de preto, cobria os cabelos e pensava em adotar a pudica “burca” que seu mestre sempre lhe oferecia. Suas amigas já tinham feito isso.

Fátima, que tinha então 16 anos, engoliu a isca. Fugiu de seu namorado e sua família e se entregou ao serviço da seita mais clandestina e radical do jihadismo, que odeia os muçulmanos que não pensam como eles, que permite roubar os infiéis e disfarçar-se para não despertar a suspeita dos serviços de inteligência. Um restrito e perigoso clube do ódio que conta com acólitos em La Cañada e no bairro vizinho marroquino de Farhana, a pequena distância do muro que separa a Espanha do Marrocos.

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mar 19

“Eles o manipulam e lavam seu cérebro, sentindo-se que são os eleitos.” É o relato de um ex-membro das Doze Tribos, organização espiritual que tenta viver no estilo dos primeiros cristãos. A Bíblia é o único livro que seus adeptos podem ler, e eles obedecem rigidamente à doutrina de Elbert Spriggs, um americano que se autoproclama apóstolo e diz receber ordens diretas de Yashua (Jesus em hebraico). Os membros têm de abandonar seu trabalho e seus bens para viver em comunidade, afastados da influência “satânica” da sociedade. Não mandam seus filhos à escola e são acusados de bater nos menores com uma vara de madeira.

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mar 16

As pessoas mais idosas tinham ditados eficiente e que retratavam bem o mundo, mas infelizmente as pessoas não costumam dar ouvidos, e a ICAR é uma boa prova disso.

“Passarinho que come pedra sabe o cu que tem”, já dizia o adágio. Só que algumas bestas não sabem o cu que têm e comem além de sua cota de pedras, tendo um desfecho pra lá de indigesto, como foi o caso da menina de nove anos grávida de gêmeos mostrou. Vendo que a opinião pública se voltou contra seus dogmas idiotas, o Império do Mal voltou-se contra um de seus Siths, mostrando que, como todo bom predador, eles não desdenham voltar-se contra um de seus membros (ops), quando o caldo entorna.

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fev 09

Astrofísico argelino, Nidhal Guessoum é professor na universidade americana de Sharjah (Emirados Árabes Unidos). Ele se apresenta como um “cientista muçulmano”. Sua obra, “Réconcilier l’Islam et la science moderne: l’esprit d’Averroès” [Reconciliar o Islã e a ciência moderna: o espírito de Averróis], acaba de ser publicada pela Presses de la Renaissance. A seguir, vocês poderão ler a entrevista que ele deu ao Le Monde.

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jan 02

Estamos no início do ano, ainda com ressaca da festa de reveillon e uma boa notícia a ser saboreada neste fim de semana. Os toscos Camelinhos de Alá, na sua escrota vontade de fazer com que o mundo seja islâmico, querem banir críticas à sua religião de qualquer modo

Desde a publicação das caricaturas do misógino do deserto (aka Maomé) há dois anos, ameaçam partir pra porrada de vez na conferência anti-racismo da ONU, planejada para o próximo ano. Só que a União Européia não deu a menor bola pra isso e rejeita sugestões da Argélia - apoiadas por outros países muçulmanos e africanos. Estas “sugestões” impõem limites à liberdade de expressão, sendo necessários para barrar a publicação de artigos e imagens que aqueles débeis mentais de turbante acharem ofensivos (quase tudo, como bem sabemos).

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