fev 23

Um dos conceitos mais difundido de forma errada é o de fósseis. As pessoas pensam em fósseis como um bando de ossos encontrados em algum buraco numa terra inóspita, esquecido por todos os seres vivos que pisam lá todos os dias. Se isso fosse verdade, teríamos perdido bilhões (sim, bilhões) de anos de evidências. Não teríamos nem mesmo registros de insetos (grande revelação: insetos não possuem ossos. OHHHHH). Registros fósseis de ossos são minoria, e se você quiser "fazer" seu próprio fóssil junto com crianças, pegue massinha de modelar, e "imprima" nelas algumas conchas, pés de galinha ou peixes de plástico. Ao tirar as peças, teremos uma evidência que ali tinha um ser "vivo"; pois fósseis são evidências que um ser vivo deixou para trás.

Até mesmo pegadas são consideradas como registros fósseis, e várias delas foram achadas no deserto árabe, registrando uma trilha de antigos elefantes que viviam na região.

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fev 28

Pesquisadores encontraram em Ileret, Quênia, pegadas de cerca de 1,5 milhões de anos, pertencentes a hominídios e publicaram na revista Science um artigo descrevendo a descoberta dessas antigas pegadas. O resumo você pode ler AQUI. Tal descoberta dá uma visão clara aos antropólogos de como os pés de nossos ancestrais se pareciam; e elas parecem bem… humanas! Mas, antes, vamos entender um pouco sobre o que significa andar sobre duas patas/pés.

O processo evolutivo nos permitiu um diferencial imenso: o bipedalismo, isto é, a capacidade de andar em duas pernas, numa postura ereta. Tal ocorrência nos possibilitou equilibrar nosso grande cérebro, apesar de cobrar um preço: maiores tendências a sofrermos com dores nas costas e problemas nos joelhos, já que a carga de nossa massa corporal divide-se sobre as articulações do joelho. Você já viu algum cachorro com problema no menisco? Em contrapartida, nossas mãos estão livres para explorar e manipular o ambiente, apesar que nossos pés, diferentes de muitos símios, não são capazes de segurar em galhos. A Evolução nos dá, a Evolução nos toma: Louvada seja a Evolução. Clique aqui para ler o restante deste artigo »