nov 02

A IBM anunciou no começo do mês passado que vai juntar seus cientistas de quatro especialidades (nanofabricação, microeletrônica, física e biologia) para desenvolver um chip capaz de ler sequências de DNA.

O primeiro sequenciamento do DNA humano foi feito pelo projeto Genoma Humano e custou a pequena bagatela de 3 bilhões de dólares. Hoje o custo do sequenciamento completo é de aproximadamente 100 mil dólares. Se as pesquisas da IBM obtiverem resultados, o sistema poderá reduzir o custo de sequenciamento para algo entre 100 e 1000 dólares.

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jul 01

A corrida por memórias mais rápidas, de maior capacidade e cada vez mais miniaturizadas parece não ter fim. E provavelmente não terá. Mas agora começou uma nova corrida, à medida que cresce a preocupação com a manutenção dos dados digitais para a posteridade.

A humanidade tem gerado dados e informações que superam anualmente o que havia sido criado durante séculos de história. Contudo, os meios de armazenamento digital estado-da-arte não duram mais do que 100 anos. E os dados são simplesmente perdidos para sempre, seja por ação do magnetismo natural do ambiente, da umidade ou da simples deterioração pelo tempo. Um DVD de última geração não dura mais do que 30 anos.

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jun 01

Estão vendo a caneta ao lado? E o pontinho na extremidade? (clique para ampliar). Não, aquilo não é a invasão das canetas BIC, e nem estão nos escravizando com implantes de chips esquisitos. Aquilo é apenas para você ter noção do tamanho do chip que, implantado sob a pele, medirá a glicose no sangue e carregará informações médicas do diabético.

Pode parecer ficção científica, você poderá erguer uma das sobrancelhas e dizer que não vê lógica nisso, Jim. Mas pesquisadores da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, se aproximam da confecção de um aparelho que promete simplificar o tratamento do diabetes tipo 2, doença cerca de 10 vezes mais recorrente do que a do tipo 1, sobretudo após os 40 anos de idade.

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jan 23

A ideia (agora, com essa chatice de acordo ortográfico, é sem acento) é produzir circuitos e telas para uso em roupas “inteligentes”, por exemplo. Uma nova técnica permite produzir chips mais maleáveis, inovando no que costumam chamar de “eletrônica flexível” - o tipo que pode ser usado em em telas dobráveis (como as da foto ao lado) capazes de fazer da leitura do jornal online algo mais parecido com a leitura do exemplar impresso - ainda está longe de ser uma realidade no nosso dia-a-dia. Porém, cientistas da Coréia do Sul (um lugar que não é insano em cortar verbas de pesquisa no ramo tecnológico como aqui) relatam um avanço significativo em direção ao desenvolvimento de tais dispositivos.

Em um artigo publicado na Nature, Jae-Young Choi, do Instituto Avançado de Tecnologia da Samsung, Keun Soo Kim e Byung Hee Hong, da Universidade Sungkyunkwan, e colegas, descrevem uma técnica para produzir eletrodos finos e flexíveis a partir de grafeno (leia o resumo AQUI).

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out 04

Na noite de 29 de dezembro de 1959, o físico norte-americano Richard Phillips Feynman (1918-1988) proferiu a palestra de encerramento do encontro da Sociedade Americana de Física, naquele ano organizada pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, o famoso Caltech. No auditório do Hotel Huntington-Sheraton, no centro de Pasadena, aproximadamente 300 pessoas aguardavam ansiosamente a palestra, que, como sempre, deveria ser divertida e provocativa, como só Feynman era capaz de proporcionar. E outra coisa não se poderia esperar de uma palestra intitulada “Há muito espaço lá embaixo”. Clique aqui para ler o restante deste artigo »