Indiscutivelmente, Carl Sagan foi um dos maiores– senão o mais famoso – divulgador cientÃfico da Era Contemporânea. Sua inesquecÃvel série Cosmos (disponÃvel na sua rede P2P favorita) foi responsável por muitos jovens quererem seguir a carreira cientÃfica, como este que vos escreve. Sua frase mais emblemática talvez tenha sido “Para se fazer uma torta de maçã, é necessário que se crie o Universo”, seguido de “Estamos na praia do Oceano Cósmico(…) e a água parece convidativa”.
Stephen Hawking é uma das maiores mentes em termos de FÃsica Teórica da atualidade. Nem mesmo a doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica) foi capaz de parar sua mente, desvendando mistérios do inÃcio do Universo.
Estes dois juntos formam a sÃntese do moderno cientista, que não se esconde mais em porões de castelos, mas que quer que toda a humanidade descubra as maravilhas da Natureza. Agora, podemos transformar dois dos maiores astros (trocadilho mais que adequado) da Ciência em música? Sim, podemos e foi isso que foi feito.
A conexão entre música e matemática tem fascinado os estudiosos por séculos. Mais de 2000 anos atrás, Pitágoras descobriu que os agradáveis intervalos musicais podem ser descritos utilizando proporções simples. E a chamada musica universalis, ou música das esferas, emergiu na Idade Média por meio da idéia filosófica de que as proporções nos movimentos dos corpos celestiais - o Sol, a Lua e os planetas - poderiam ser visualizadas na forma de música, inaudÃvel, mas perfeitamente harmoniosa.



