A corrida por memórias mais rápidas, de maior capacidade e cada vez mais miniaturizadas parece não ter fim. E provavelmente não terá. Mas agora começou uma nova corrida, à medida que cresce a preocupação com a manutenção dos dados digitais para a posteridade.
A humanidade tem gerado dados e informações que superam anualmente o que havia sido criado durante séculos de história. Contudo, os meios de armazenamento digital estado-da-arte não duram mais do que 100 anos. E os dados são simplesmente perdidos para sempre, seja por ação do magnetismo natural do ambiente, da umidade ou da simples deterioração pelo tempo. Um DVD de última geração não dura mais do que 30 anos.
Segundo a opinião de todos, meu avô, Nathan, tinha as ambições cômicas de um Jack Benny, mas o talento cômico de um John Kerry. Sem desanimar, ele sempre guardava um bloquinho de papéis no bolso. Caso ele ouvisse uma boa piada, sempre haveria um lugar para anotá-la. Como eu gostaria de saber onde Nathan guardava os papeizinhos.
Um novo estudo com camundongos sugere que experiências da infância materna podem afetar as funções cerebrais de sua prole. Pesquisadores descobriram que mães de camundongos, fisicamente ativas, estimuladas e que mudavam seus hábitos de vida com freqüência quando jovens davam à luz filhotes com melhor memória que aqueles nascidos de mães criadas em ambientes sem atrativos.
Apenas um neurônio na região frontal do cérebro é capaz, sozinho, de guardar memórias por um minuto e possivelmente mais, revela um estudo realizado por cientistas americanos. A pesquisa é a primeira a identificar o sinal que estabelece uma memória celular não permanente e a revelar como o cérebro guarda informações temporárias.
Área em que memória é processada pode nos fazer acreditar em recordações falsas. Achado ajuda medicina, causa impacto nos tribunais e dá desculpa para marido esquecido.



