Florestas na Indonésia estão arrasadas para plantação de palma, ameaçando os orangotangos de extinção. Se formos ver o número de orangotangos mortos por madeireiros e/ou vendidos no mercado negro de bichos de estimação, chegamos ao absurdamente estúpido número de mais 20 mil. Parece pouco? Então, meu caro, saiba que só restam cerca de 50 mil de orangotangos de Bornéu (Pongo pygmaeus), ameaçados de extinção, segundo a Lista de Espécies Ameaçadas. Isso é a metade da população desses primatas que havia há 60 anos. O orangotango de Sumatra (P. abelii), primo do Bornéu, também ameaçado, tem uma população estimada de apenas 7 mil e 300, uma queda de 80% nos últimos 75 anos.
Um artigo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, em setembro dete ano, escrito por uma equipe de ecologistas, incluindo Robert Booth, professor adjunto de Ciências Ambientais na Universidade de Lehigh, examina alguns dos possÃveis problemas com os métodos de previsão atual, e solicita a utilização de uma vasta gama de abordagens para predizer o impacto da mudança climática sobre os organismos.
Segundo Booth e seus colegas, um dos maiores desafios que os ecologistas possuem hoje é tentar prever como a mudança climática terá impacto sobre a distribuição dos organismos no futuro.
Sob a perspectiva do prato, os alimentos que consumiremos no futuro provavelmente terão aparência e gosto semelhantes aos alimentos que comemos hoje. Mas olhe mais de perto e o jantar de amanhã se tornará de fato muito diferente. Cientistas agrÃcolas que definem o futuro dos alimentos dizem que, à medida que o aquecimento global altera padrões de temperatura, chuvas e concentrações de dióxido de carbono no ar, as fazendas devem evoluir. O aquecimento global vai afetar a agricultura de várias maneiras: algumas regiões e fazendas vão ser beneficiadas; outras vão sofrer. Para lidar com as mudanças nas condições de cultivo, agricultores vão precisar reverter décadas de homogeneização de safras e diversificar as linhagens de plantas, dizem os cientistas agrÃcolas.
O cenário é dramático. Na metade do atual século milhões de pessoas poderão estar fugindo de mares que se elevam, de secas ou enchentes devastadoras e de outros desastres naturais, em busca de locais mais seguros onde possam sobreviver.
Seria o maior processo migratório na história. O culpado? As mudanças climáticas globais. O mais preocupante é que tal panorama não está em um livro ou filme apocalÃptico, mas sim em um documento produzido por cientistas ligados à Organização das Nações Unidas e à Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, entre outras instituições.
O abacateiro pode ser uma nova alternativa para a produção de biodiesel, de acordo com estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Segundo eles, o abacate apresenta vantagem em relação a outras oleaginosas estudadas ou usadas para a produção de biocombustÃvel, como a soja. O motivo é que do mesmo fruto é possÃvel extrair as duas principais matérias-primas do biodiesel: óleo (da polpa) e álcool etÃlico (do caroço).
É melhor esperar que o controle de volume do aquecimento global não chegue ao 11. Agora que a mudança climática parece ter se tornado audÃvel, esse marco tomado de empréstimo ao filme “Spinal Tap” talvez venha um dia a representar a maneira definitiva de avaliar o grau de catástrofe climática que teremos de enfrentar.
De acordo com um novo estudo, agora se tornou possÃvel ouvir o avanço do aquecimento global em forma de tempestades maiores, mais intensas e surgidas a intervalos cada vez mais frequentes - sinais de mudança climática, na interpretação de muitos cientistas.
Experimentos em grandes altitudes são testes de avaliação planejados pelo programa de Exploração e Processamento por Medição de Radiação Infravermelha e Ondas Milimétricas (Premier, na sigla em inglês), uma das candidata da missão Earth Explorer da Agência Espacial Européia (Esa). Essas missões visam coletar informações sobre o nosso planeta, a partir do espaço.
A Premier é uma das seis candidatas a missão Earth Explorer cujo projeto preliminar já está completo. O conceito dessa missão, bem como das outras cinco, foi apresentado à comunidade cientÃfica em Reunião de Consulta Pública realizada em Lisboa, no inÃcio do ano. Em seguida, o Comitê para Observação Terrestre da Esa deverá selecionar até três missões para a próxima etapa (estudo de viabilidade). Posteriormente, uma sétima missão está prevista para ser lançada por volta de 2016.
A recente tendência de aquecimento observada no Oceano Atlântico se deve em grande parte a reduções nas quantidades de poeira e de emissões vulcânicas nos últimos 30 anos, segundo estudo publicado no site da revista Science.
Desde 1980, a temperatura no Atlântico Norte tem aumentado em média 0,25 ºC por década. O número pode parecer pequeno, mas tem grande impacto em furacões, que preferem águas mais quentes. Um exemplo: 2005 teve recorde no número de furacões, enquanto em 1994 foram poucos eventos, mas a diferença na temperatura oceânica entre os dois anos foi de apenas 1 ºC.
O gás natural encerrado no retÃculo cristalino de moléculas de água pode ser uma fonte de grandes quantidades de energia, além de ser livre de emissões poluentes também. Essa “mistura” é chamada de “clatrato” e trata-se de uma molécula pequena ou átomo grande, como metano, xenônio, óxido nitroso que ficam presos em cavidades de cristais quando a solução é resfriada e um dos componentes se cristaliza.
Às vezes, eles são erroneamente chamados de “hidratos”, mas considerando que as respectivas moléculas e/ou átomos estão dispostos no interior do retÃculo formado pela molécula de água, tal terminologia é considerada errônea, posto que hidratos são substâncias que contém água, não que estão presas nela. Sendo assim, eles serão referidos aqui unicamente como “clatratos”.
Céu azul? Nem tanto. Pelo menos não como costumava ser há apenas três décadas, segundo pesquisa publicada nesta sexta-feira (13/3) pela revista Science. O estudo, feito por pesquisadores das universidades de Maryland e do Texas, nos Estados Unidos, analisou dados de concentrações de aerossóis desde 1973 e apontou que a visibilidade sobre os continentes tem caÃdo seguidamente. Vocês podem ler o resumo AQUI.
Aerossóis são partÃculas sólidas ou lÃquidas em suspensão na atmosfera, que podem ser, por exemplo, fuligem, poeira e partÃculas de dióxido de enxofre. Ou seja, poluição, principalmente derivada da queima de combustÃveis fósseis.



