Um estudo realizado na Nova Zelândia sugere que a evolução molecular dos mamíferos é mais acelerada em regiões de climas mais quentes. Os pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Auckland analisaram pares de mamíferos da mesma espécie e descobriram que o DNA dos que vivem em climas quentes muda com mais rapidez.
Essas mudanças em que uma parte do código genético é substituída por outra - são conhecidas como “microevoluções” e representam o primeiro passo em direção à evolução. Segundo os pesquisadores, o estudo ajudaria a explicar a riqueza da biodiversidade dos trópicos, já que a taxa de evolução seria maior nessas regiões mais quentes.
A conclusão, colocada como título desta matéria, é de um estudo feito por pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos, que modelaram em computador o cérebro de um primata que viveu há cerca de 54 milhões de anos. O modelo virtual foi montado a partir de um crânio fossilizado encontrado no Wyoming, nos Estados Unidos. A análise será publicada esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
A análise de fósseis encontrados na Índia lança uma nova hipótese para o surgimento dos cetáceos. Esse grupo de mamíferos marinhos, do qual fazem parte as baleias e os golfinhos, teve como ancestral mais próximo um animal terrestre herbívoro do tamanho aproximado de um quati, que viveu há 48 milhões de anos e passava grande parte de seu tempo na água, provavelmente para fugir de situações de perigo.



