Há algo de podre do Reino de Mordor, também conhecido como antro de ladrões, repositório de meliantes, Gangsteres de BÃblia na Mão e Igreja Universal do Reino do Roubo. Os homens do oeste, er… quero dizer, o Ministério Público de SP resolveu passar um pente fino nos Uruk-Hai de gravatinha e acabar com sua festa profana. A Justiça recebeu no dia 10/8denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
A denúncia, aceita pelo juiz Glaucio Roberto Brittes, da 9ª Vara Criminal de São Paulo, resulta da mais ampla apuração sobre a movimentação financeira da igreja já feita em seus 32 anos de existência. Para os Orcs da Universal, Agosto é mais que mês de desgosto, é Mês de Cachorro Louco mesmo. E aqui começa mais uma historinha que não tem final feliz (ainda), mas nossos paladinos não descansam. Peguem suas flechas e juntem-se aos Elfos, pois agora vamos dar uma olhadinha nos acontecimentos.
E vamos olhar beeeem de perto.
Senhoras e senhores, bem-vindos à sexta-feira insana. Normalmente tiramos este dia para publicar as loucuras concernentes ao mundo religioso que beiram à loucura e insanidade. Mas não garanto que somente às sextas o mundo da loucura será mostrado aqui.
Ah, o doce aroma no ar… Um aroma raro e doce… O aroma de justiça sendo feita!
Na América Latina se rompeu o monopólio da fé. O pluralismo e a concorrência dominam o cenário religioso; o proselitismo assume as leis do mercado - e as técnicas de comunicação multimÃdia - e parte de uma paróquia tradicional ou nominalmente católica passa para as igrejas evangélicas. Falar em transferência maciça não é exagerado: calcula-se que entre 10% e 20% da população sul-americana sejam protestantes, de 20% a 30% na América Central e mais de 31% na Guatemala. Exemplos do fenômeno do fundamentalismo cristão, as novas igrejas latinas arrastam massas populares e começam a exportar pastores. Também para a Espanha: os imigrantes reproduzem suas comunidades religiosas ou as criam novamente, o que os ajuda a salvar-se do isolamento da imigração. Surgem “como cogumelos” - nas palavras de um pastor protestante - igrejas livres, autônomas, informais, o que também representa um risco de penetração de seitas ou grupos de filiação duvidosa.



