As mais antigas fibras usadas por humanos foram descobertas por um grupo internacional de cientistas na Geórgia, república do Cáucaso localizada na fronteira entre Europa e Ásia. As fibras, de linho (Linum usitatissimum), eram usadas há mais de 30 mil anos, como descreve artigo publicado na revista Science.
Julio Mercader é arqueólogo da Universidade de Calgary. Por sinal, ele é um dos poucos pesquisadores no mundo a estudar a cultura material dos parentes vivos mais próximos dos seres humanos: os grandes símios. O Dr. Mercader está reunindo os seus colegas para criar uma nova disciplina dedicada à história da utilização de ferramentas por todas as espécies de primatas espécies, a fim de compreender melhor a evolução humana.
Mercader é co-autor de um novo trabalho intitulado “Arqueologia Primata”, publicado recentemente na revista Nature. Mercader é um dos 18 co-autores que argumentam que as recentes descobertas de ferramentas utilizadas por uma grande variedade de primatas selvagens – bem como evidências arqueológicas de chimpanzés usando ferramentas de pedra de milhares de anos – está forçando os especialistas a repensar a tradicional linha divisória entre os seres humanos e outras espécies de primatas, assim como a crença que o emprego de ferramentas é domínio exclusivo do gênero Homo (em latim: homens, como humanidade; e não, não tem nada a ver com homossexuais diretamente).
Um fóssil de um animal que viveu há 47 milhões de anos, fora encontrado há alguns anos na Alemanha. Agora, o fóssil foi analisado com mais profundidade, determinando as características de um primata que conduziu ao ramo evolutivo de macacos, símios e seres humanos. Isso n]ão significa dizer que o fóssil era de um macaco, mas de um ancestral comum a macacos e humanos. Alguns humanos toscos e especistas acham que isso os diminui em termos de importância. Eu, por outro lado, vejo que ser parente de seres que destroem o seu ambiente, agem com selvageria, matando-se mutuamente, é o um xingamento pior.
Descrito como o “mais completo fóssil primata já descoberto,” o fóssil mostra o que seria uma fêmea jovem, do tamanho similar ao de um pequeno macaco. Somente o membro inferior esquerdo está faltando, mas a preservação é tão notável que pode-se ver os vestígios de pele e flexibilidade do corpo.
Pesquisadores encontraram em Ileret, Quênia, pegadas de cerca de 1,5 milhões de anos, pertencentes a hominídios e publicaram na revista Science um artigo descrevendo a descoberta dessas antigas pegadas. O resumo você pode ler AQUI. Tal descoberta dá uma visão clara aos antropólogos de como os pés de nossos ancestrais se pareciam; e elas parecem bem… humanas! Mas, antes, vamos entender um pouco sobre o que significa andar sobre duas patas/pés.
O processo evolutivo nos permitiu um diferencial imenso: o bipedalismo, isto é, a capacidade de andar em duas pernas, numa postura ereta. Tal ocorrência nos possibilitou equilibrar nosso grande cérebro, apesar de cobrar um preço: maiores tendências a sofrermos com dores nas costas e problemas nos joelhos, já que a carga de nossa massa corporal divide-se sobre as articulações do joelho. Você já viu algum cachorro com problema no menisco? Em contrapartida, nossas mãos estão livres para explorar e manipular o ambiente, apesar que nossos pés, diferentes de muitos símios, não são capazes de segurar em galhos. A Evolução nos dá, a Evolução nos toma: Louvada seja a Evolução.
Cientistas encontram diferenças estruturais entre espinha dorsal de homens e mulheres. Alterações parecem ter surgido há cerca de dois milhões de anos.
Alegrias da maternidade à parte, carregar um bebê no ventre é um peso – literalmente. E para se adaptar a um organismo em crescimento em frente a uma coluna projetada inicialmente para animais quadrúpedes, as mulheres tiveram que sofrer algumas mudanças, de acordo com um estudo divulgado nesta semana. Os pesquisadores encontraram alterações estruturais na coluna de mulheres, que não existem nem em homens nem em macacos, feitas especialmente para abrigar uma nova vida com conforto para a futura mamãe. Clique aqui para ler o restante deste artigo »



