Não é de hoje que filósofos, pensadores e pedantes metidos a intelectuais se preocupam com a definição de Ética. Alguns alegam que ela aparece nas sociedades animais, mas é bem certo que esses filósofos nunca presenciaram a Natureza; pois, se o fizessem, veriam que a Natureza não tem nada de ética ou moral, pois tudo isso são conceitos humanos, de humanos para humanos, variando de sociedade para sociedade; mesmo porque, são conceitos particulares. PoderÃamos, portanto, empregar conceitos de Ética e Moral para simples máquinas? Bem, é o que cientistas de Portugal e da Indonésia pesquisam, de modo a descrever uma abordagem para a tomada de decisões automáticas, mas com senso de moralidade. É o que a pesquisa, baseada em lógica computacional, descreve na última edição do International Journal of Reasoning-based Intelligent Systems.
Este é mais um artigo para abrilhantar a semana com mais uma insanidade, que esta sendo prolÃfica de notÃcias do mundo crental (e não estou me referindo aos evangélicos, mas sim a todos aqueles que possuem religião no qual possuem crenças em seres imaginários).
Mas sei que a religião é a ferramenta perfeita para os seres humanos tentarem desenhar uma quadradura no cÃrculo (para tomar emprestada uma das frases favoritas de Christopher Hitchens), e temos aqui mais um caso, no qual uma criança de apenas 11 anos de idade foi traumatizada por um padre (como se não bastassem as centenas de milhares, como podemos ver o que aconteceu na Irlanda - e há quem diga que a maioria da população irlandesa já foi molestada por religiosos).
A guerra na Pré-História era frequente e altamente letal, mas essa luta constante está ligada ao surgimento de comportamentos altruÃstas na espécie humana. E quando os grupos humanos atingiram determinado tamanho, criava-se o potencial para uma revolução no comportamento e na cultura. É o que indicam dois estudos publicados na edição de hoje da revista cientÃfica Science.
De Amanda Gefter
Editora da New Scientist
Tenho que admitir, que quando peguei o telefone para ligar a Michael Heller, o polonês cosmologista e padre católico, a quem foi atribuÃdo o Prêmio Templeton de US$ 1,6 milhões, fiquei um pouco desconfortável. Estou fortemente comprometida com a idéia de que a ciência e a religião não se misturam, enquanto que o prêmio é atribuÃdo pela Fundação Templeton para “os avanços na investigação ou descobertas sobre realidades espirituais”.
Refutar criaBURRIcionista à s vezes é divertido, mas tem hora que enche o saco ficar repetindo sempre a mesma coisa, ainda mais que esse pessoal parece que evoluiu de certos ofÃdios, já que são surdos e não enxergam muito bem, só movimentos (dos braços de pastor, balançando a BÃblia).
Não temos a mÃnima pretensão de fazer esse pessoal aprender algo, ainda mais quando persistem na ignorância, afirmando que “redondeza” e “esfera” são a mesma coisa.
No artigo Evolução vs. Criacionismo expusemos as bases de cada um, com uma abordagem clara, desde o que é Ciência até refutações sobre algumas barbaridades que criaBURRIcionistas costumam dizer.
Mas é tanta idiotice que esse pessoal fala que se fez necessário organizar uma listagem com as TÃpicos Erros Criacionistas, pra ver se param de encher o saco e ficar melhor de refutar (sua besteira é a TEC nº X. Taqui a refutação: LINK).
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Alguns dos experimentos mais famosos em psicologia são aqueles que expõem o esqueleto sob a pele, a aparente covardia ou perversão que existe em praticamente todo ser humano. Essas descobertas obrigatoriamente trazem uma questão. “Eu realmente faria aquilo? Eu poderia trair meus próprios olhos, meu julgamento, até minha humanidade, só para concluir algum experimento?”.
A resposta, se for honesta, geralmente leva a comentários sobre as crueldades, seja bombas suicidas, tortura ou brutalidades de gangues. Então um experimento de psicologia – um exercÃcio simulado, testando comportamento individual – pode se tornar outra coisa, um prisma através do qual as pessoas vêem a cultura de forma mais ampla, para o bem ou para o mal. Continue lendo »
Por Marcos de Almeida
É possÃvel que haja uma moralidade sem religião? É necessário existir um deus ou deuses de modo a que isso se torne indispensável para a moralidade? O fato de que algumas pessoas não são religiosas, as impedem de ser, automaticamente, morais? E se a resposta a estas questões exigirem a crença em uma divindade, qual das religiões é o real fundamento para a moralidade? A grande constatação é que ao olhar-se o quadro mundial dos dias de hoje, é possÃvel afirmar que existem conflitos em número equivalente ao das religiões e pontos de vista religiosos.
Por Bertrand Russel
Os conceitos da vida e do mundo que chamamos “filosóficos” são produto de dois fatores: um, constituÃdo de fatores religiosos e éticos herdados; o outro, pela espécie de investigação que podemos denominar “cientÃfica”, empregando a palavra em seu sentido mais amplo. Os filósofos, individualmente, têm diferido amplamente quanto à s proporções em que esses dois fatores entraram em seu sistema, mas é a presença de ambos que, em certo grau, caracteriza a filosofia. Continue lendo »



