Muito se discute sobre a presença de símbolos religiosos em tribunais. Essa questão é importante, pois na verdade não são simplesmente símbolos religiosos, mas apenas símbolos religiosos cristãos ou, melhor dizendo, apenas símbolos religiosos da Igreja Católica Apostólica Romana – que não são os mesmos símbolos da Igreja Católica Ortodoxa Russa, ou Grega ou outra “católica”, muito menos protestantes ou neo-pentecostais (favor não confundir as duas coisas).
A decisão da liminar – oriunda de uma ação civil pública proposta por Daniel Sottomaior e baseava-se no caráter laico do Estado – coube à juíza federal Maria Lúcia Lencastre Ursaia, da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, e esta decidiu que os símbolos católicos poderão permanecer nos órgãos públicos, negando assim o pedido do Ministério Público Federal para a retirada dos mesmos desses locais.

Fátima costuma usar a expressão “ainda há juízes em Berlim”. Pelo visto, ela tem razão; e não são só os juízes, mas a população em geral, já que mais de metade dos eleitores mostraram o dedo médio pros Siths do Império do Mal e pros Orcs de Mordor. Eles votaram “NÃO” num referendo sobre a obrigatoriedade das aulas de religião nas escolas de Berlim, anunciaram fontes oficiais, quando já estão contados 95 por cento de quase 710 mil votos expressos.
A escola primária Macias Picavea não parece um foco de revolução. Mas o despretensioso edifício de tijolos na sonolenta cidade industrial de Valladolid se tornou um campo de batalha na guerra cada vez mais intensa que opõe Igreja e Estado na Espanha.
Até que enfim, uma notícia sobre algo inteligente que os americanos fizeram: A Corte de Apelações Federal americana, em total respeito aos princípios de laicidade que a Constituição dos Estados Unidos prega, determinou que um treinador de futebol americano (sabe aquele futebol que a bola parece um caroço de azeitona? Pois é) estava terminantemente proibido de se ajoelhar e rezar com sua equipe.



