ago 30
Eu não gosto de televisão. Nada contra, eu só não aprecio o que é apresentado em maioria. No máximo, eu curto filmes e documentários. Eu ADORO documentários. Vejo de tudo, nem que seja para falar mal depois, frente ao monte de besteiras que são apresentadas (estou olhando para você, Zeitgeist!) Nunca pensei em computadores como ferramentas para aprendizado, apenas. Eu, particularmente, acho que eles mais atrapalham do que ajudam, e isso é devido à mentalidade de alunos e de alguns professores. Como toda ferramenta, o PC pode ter dois usos, e se você acha que ferramentas não inspiram usos errôneos, pergunte ao macaco que descobriu que usar um osso da perna para baixar a porrada nos seus coleguinhas o que ele acha.
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abr 13
Tenho uma triste notícia para vocês, amiguinhos: o mundo é uma merda e o cerumano é, foi e sempre será canalha. Escravidão é algo corrente em muitas sociedades ainda hoje. No passado, a bola da vez eram os negros, os quais eram escravizados por outros negros e vendidos aos brancos. Isso chegou até mesmo em acabar em guerra, nos Estados Unidos. Para dar um vislumbre maior sobre o processo de venda de escravos, uma professora de Norfolk, EUA, em uma aula sobre a Guerra de Secessão, usou os próprios alunos como exemplos. Ela separou as crianças brancas, negras e mestiças em grupos, fazendo com que as negras representassem os escravos e fossem "vendidas". Começou o bafafá e as pollyanas quase surtaram, pois isso fere os floquinhos de neve.
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fev 25
Este é o Teorema do Relógio. Diz o Teorema do Relógio que: "Até mesmo um relógio quebrado está certo duas vezes por dia". Vemos muitas sandices psicopedarretardadas diariamente. Também vemos políticos fazendo besteiras, votando sandices e se confundindo na hora de votar o valor do salário mínimo, só para dizer depois que seus passos foram friamente calculados. Em contrapartida, há sempre um tênue alvorecer nas trevas da ignorância e um perfeito exemplo disso foi o parecer dado pelo Conselho Municipal do Rio de Janeiro que disse o ensino religioso não deve ser encarado como área de conhecimento e, segundo minha interpretação, deveria ser enfiado no rabo de quem o defende.
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fev 05
Eu comecei a ler um artigo da Folha e comecei a assentir, pois é fato que ninguém em juízo perfeito quer ser professor neste país. Só que meu assentimento ficou no título quando eu li: "Queda entre 2005 e 2009 atinge os que concluíram cursos de Pedagogia e Normal Superior".
É compreensível a confusão, onde o pessoal da Folha confunde pedagogos com professores de verdade. Aliás, Normal Superior? Qualquer um que tenha lidado com aquelas criaturas sabe que estão bem longe do que se entende por "pessoa normal". Eu realmente espero que os formados na pseudociência chamada Pedagogia (que está para o Ensino assim como Homeopatia está para Medicina e Astrologia está para Astronomia) diminuam de quantidade até que esta desgraça seja erradicada como a varíola, já que são bem similares em essência.
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dez 24
Qual a diferença entre cientistas de verdade e idiotas falaciosos? Cientistas de verdade não têm medo de colocar a cara à tapa e publicam suas pesquisas em periódicos indexados, com revisão por pares (o chamado peer review). O máximo que criaBURRIcionistas conseguem é publicar suas besteiras em sites religiosos ou postar videozinho babaca no YouTube (de preferência, desabilitando os comentários, para não passarem vergonha). Um grupo de estudantes fez um projeto de ciências e descobriram que as abelhas podem ser treinadas para reconhecer cores em busca de alimento.
Que estudantes conseguem publicar seus estudos em periódicos científicos não é novidade. A novidade é que os referidos estudantes são alunos da Escola Primária Blackawton, e têm entre 8 e 10 anos. Resumindo: estas crianças possuem mais periódicos científicos publicados que a soma de todos os criaBURRIcionistas juntos. CHUPA, SABINO! (ops, ele pode levar a sério)
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nov 28
Tomando pelo título do artigo, imagino que os leitores estarão pensando em muitos motivos, mas lamento ter que jogar um balde de água fria, pois, no Brasil, não há motivo nenhum para se estudar ciências nos colégios. Pelo menos, mediante nossa atual visão educacional.
Obviamente, posso imaginar a expressão de incredulidade de quem leu o primeiro parágrafo, mas pensem bem: por que motivo seria necessário estudar ciências, perante nosso atual modelo educacional (dizem que existe um, pelo menos). Vamos analisar segmento a segmento e vocês perceberão aonde quero chegar, mas antes tenho que fazer uma ressalva: quando falo de “ensinar ciências”, estou me referindo à disciplina Ciências, uma forma reduzida de se referir às Ciências Físicas, Químicas e Biológicas. Mesmo porque, matemática é ciência, assim como a geografia também o é. Língua portuguesa é ciência? Não, mas linguística o é. Só que não se ensina linguística nos colégios, pelo menos, não como linguística propriamente dita, mas estou me dispersando. Maiores aprofundamentos acarretaria em alguma tese de mestrado, que seria vista com olhares torcidos por muita gente, posto que não sou de ficar citando pensamentos de outrem para respaldar minhas próprias opiniões. Como nem mesmo concorrerei ao prêmio Nobel por este artigo, melhor seguir em frente.
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nov 20
E aqui vamos nós descendo a ladeira. Se antes o Conselho Nacional de Educação quis cercear o uso de livros racistas e de apelo ao ódio, só faltando ter uma suástica na capa (maldito Goldwin!), como o de Caçadas de Pedrinho, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proibiu que a obra Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século continue sendo entregue a alunos da rede estadual paulista. Por causa de que? Por que o livro atenta contra a moral e os bons costumes, pois tem "elevado conteúdo sexual, com descrições de atos obscenos, erotismo e referência a incesto". Eu realmente preciso citar Orwell de novo?
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nov 09
Estamos chegando ao fim. Do ano, do ano letivo, da linha e da noção de ridículo de nossos (seus; eu moro em Tuvalu) políticos e os tecnocratas da nação. A Educação está mais que zoneada e não poderíamos encerrar a gestão do Primeiro Molusco sem mais uma cangancha (calma, ainda temos1 mês e 22 dias apara mais besteiras governamentais). Dessa vez foi com o glorioso ENEM, organizado pela competentíssima equipe do ministério que acha que Educação não leva a nada.
Desde juízas (sim, plural) suspendendo as provas do ENEM até questões ridiculamente mal-feitas e acusações de alunos xingando muito no Twitter durante a prova, temos um real e genuíno (com U e não O) retrato de como as coisas são “organizadas” no Brasil. Não leia a seguir, ou você será infectado pela imprensa golpista que quer que você estude e não faça parte dos membros pró-revolução, quando entraremos no Governo e assumiremos o Planalto. O Snowball já está sendo caçado e será morto assim que nossos cães o encontrarem.
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out 29
O MEC é uma das mais fantásticas áreas do Governo, onde o absurdo é algo comum e a bizarrice é a ordem do dia. Antes, eles queriam acabar com o problema da repetência com o sistema de aprovação automática, a secretária do MEC acha que escolas não servem pra nada e o PNAD mostrou o lixo como as coisas andam. Mas você achou que nada de pior podia acontecer, mas aconteceu: O MEC acha que Monteiro Lobato era um escritor racista e resolveu banir os seus livros das escolas públicas, pois eles incitam preconceito, chauvinismo, maus tratos com animais e até pedofilia… Ok, a parte da pedofilia é um tanto de exagero, mas convenhamos que falta pouco.
Defrontando-se com a ignorância e o analfabetismo governamental, esta é a sua SEXTA INSANA!
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set 22
Convenhamos, a população média dos Estados Unidos está num grau de desinformação tão grande quanto o Brasil. Estamos exportando nossa burrice ou até isso nós copiamos dos yankees? É o Paradoxo Tostines revisitado. Uma pesquisa feita recentemente com alunos de diversos cursos de graduação, perguntando coisas como se eles acreditavam que ETs vinham nos visitar (não necessariamente em Ipuaçu) e ajudar na construção das pirâmides. A resposta foi que em alguns cursos a resposta foi sim, ETs sem ter o mínimo do que fazer foram ao Egito, construíram as pirâmides e ralaram peito sabe-se lá para onde o Stargate levou. Com questões sobre astrologia e outras pseudociências o resultado não foi diferente. Difícil não associar com o filme Idiocracia, que eu já considero como uma obra profética.
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