nov 02

A IBM anunciou no começo do mês passado que vai juntar seus cientistas de quatro especialidades (nanofabricação, microeletrônica, física e biologia) para desenvolver um chip capaz de ler sequências de DNA.

O primeiro sequenciamento do DNA humano foi feito pelo projeto Genoma Humano e custou a pequena bagatela de 3 bilhões de dólares. Hoje o custo do sequenciamento completo é de aproximadamente 100 mil dólares. Se as pesquisas da IBM obtiverem resultados, o sistema poderá reduzir o custo de sequenciamento para algo entre 100 e 1000 dólares. Clique aqui para ler o restante deste artigo »

set 05

O Brasil tem um problema sério com seu jornalismo. Eles deveriam ser um veículo de informação, mas agem no sentido inverso. Quando o STF derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalista, muitos chiaram. Não sei porque. Por que precisamos de jornalistas? Para darem uma informação, uma notícia? Qualquer um pode fazer isso. Um belo exemplo do “qualquer um pode fazer isso” é a costumeira publicação de besteiras que as revistas Veja e Isto É proporcionam. É lamentável que tais veículos tidos como “de informação” consigam transmitir, não só pouco conhecimento, como divulgar bobagens e incorreções, como foi o caso onde a Isto É divulgou um avanço da ciência onde pesquisadores “criaram” uma proteína humana em uma simulação das condições climáticas de Titã, a maior dos satélites naturais de Saturno. Peguem refrigerante e pipoca, pois vamos mostrar um verdadeiro festival de idiotices.

Tudo começa com uma manchete. O que seria dos jornais sem as manchetes? Principalmente, sem os exageros inerentes? Acho que ninguém leria (se bem que a maioria só lê o título mesmo). Assim, a pseudo-reportagem da Isto É começa de modo bombástico: Os domadores de Titã. Algo que parece ter saído direto da mitologia grega, como os nomes dos corpos celestes envolvidos. Examinando a “notícia”, eu me peguei brincando de Jogo dos Vários Erros. Leiam e vamos ver quantos de vocês são capazes de encontrar. Clique aqui para ler o restante deste artigo »

set 04

Eu gosto das reportagens sobre ciência da BBC. O Terra e o G1, também (a bem da verdade, o Terra é mestra em sair kibando todo mundo e o G1 kiba o Terra). Mas jornalistas, salvo raríssimas exceções – e o Sabino não é uma delas – jornalistas entendem tanto de ciência quanto meu hamster entende de combustíveis de foguetes (se bem que meu hamster com síndrome de Down consegue entender mais de ciência que criaBURRIcionistas). Tudo bem, eu aceito que traduzir uma linguagem, de cientistas pouco afeitos a falar com o público leigo é uma tarefa hercúlea; daí temos uma ocorrência inusitada: um cientista que não sabe se expressar para com o público leigo, e o jornalista que sabe, mas não entende do que diabos aquele “louco de jaleco” está falando. Nem todos podem ser Carl Sagan e nem todos podem ser Carl Zimmer. C’est la vie.

O Sábio Senhor do Ceticismo.net responsável pelo setor de Ciência e Assuntos Religiosos (eu, prazer) acha que as notícias sobre ciência devem passar por uma averiguação, checar fontes, postar os links das publicações indexadas e tecer maiores explicações sobre o assunto em questão. Assim, evitamos o caso do Peixe Highlander.

De acordo com notícia da BBC, Um estudo sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA, fazendo de nós mutantes. O problema é que SOMOS mutantes, mas não é de hoje. Se nosso código genético não tivesse mutações ao longo de nossa história evolutiva, ainda seríamos uma ameba (apesar que muitas pessoas pensem como uma ameba). Clique aqui para ler o restante deste artigo »

ago 25

Os biólogos deram um grande passo adiante para adotar um “código de barras” para cada espécie viva do planeta. Um banco de dados contendo códigos de barra de sequências genéticas permitiria identificar facilmente as espécies envolvidas em, por exemplo, embarques suspeitos de animais provenientes de áreas sob proteção ambiental. Descobrir o código de barras mais apropriado para animais foi um procedimento relativamente simples, mas o equivalente vegetal se provou bem mais problemático.

Agora os pesquisadores chegaram a um “acordo comunitário amplo” sobre dois genes que poderiam ser usados para o código de barras vegetal. A aprovação do acordo, delineado em estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, pode estimular grande número de estudos nesse ramo e também oferecer aos biólogos acesso a fundos provenientes de fontes que até o momento relutavam em bancar esse tipo de pesquisa porque os resultados poderiam se tornar ao menos em parte obsoletos com certa rapidez. Clique aqui para ler o restante deste artigo »

jul 21

Uma enzima sensível ao oxigênio foi encontrada desempenhando um papel fundamental na forma como a criação de muitos genes diferentes proteínas que compõem os nossos corpos. O achado mostra que a enzima, denominada Jmjd6, intervém diretamente no processo em que o DNA dos nossos genes sofrem uma espécie de Ctr-X/Ctrl-V, isto é, os genes possuem certas partes recortadas, para serem coladas em outro lugar, propiciando instruções para a criação de proteínas específicas.

A descoberta, relatada na Science por uma equipe liderada por cientistas da Universidade de Oxford e da Universidade Ludwig-Maximilians, em Munique, abre uma nova área de investigação em níveis moleculares de doenças cardíacas e câncer. Clique aqui para ler o restante deste artigo »

jun 27

Um estudo realizado na Nova Zelândia sugere que a evolução molecular dos mamíferos é mais acelerada em regiões de climas mais quentes. Os pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Auckland analisaram pares de mamíferos da mesma espécie e descobriram que o DNA dos que vivem em climas quentes muda com mais rapidez.

Essas mudanças em que uma parte do código genético é substituída por outra – são conhecidas como “microevoluções” e representam o primeiro passo em direção à evolução. Segundo os pesquisadores, o estudo ajudaria a explicar a riqueza da biodiversidade dos trópicos, já que a taxa de evolução seria maior nessas regiões mais quentes. Clique aqui para ler o restante deste artigo »

jun 04

Durante muito tempo, na noite de 12 de junho, jovens adormeciam com a chave de casa debaixo do travesseiro. A esperança era de que sonhassem com o pretendente. Os anos passaram, os caminhos para encontrar o amor se modificaram, mas alcançar esse objetivo ainda é o desejo de muitas pessoas. Embora a busca seja árdua, a ciência descobriu que os genes podem ajudar na procura pela alma gêmea. O termo, aliás, remonta à mitologia grega. O fundamento para a atração entre os casais seria o fato de que, no princípio, havia três sexos: o masculino, o feminino e o andrógino,representado por seres duplos, cuja força e inteligência eram notáveis. Julgando-se perfeitos, ameaçavam os deuses. Para ensinar-lhes a humildade, Zeus decidiu dividi-los. Daí em diante, as metades separadas foram condenadas a vagar em busca da outra parte. Clique aqui para ler o restante deste artigo »

mai 24

A elegante estrutura do DNA tem inspirado químicos durante décadas. Sua composição se restringe a quatro (apenas QUATRO!) bases nucleotídicas (ou simplesmente nucleotídios) que são, a saber, citosina, guanina, timina e adenina. São essas simples substâncias que produzem todas as variações genéticas conhecidas em cada organismo vivo, mediante seu emparelhamento. Com base nesse princípio, os cientistas têm feito alterações no DNA para uma variedade de finalidades. No entanto, um aspecto do comportamento natural do DNA tem sido um mistério que, aos poucos, vem sendo estudado: sua replicação.

DNA polimerases são enzimas que estão presentes tanto em células de procariontes, como eucariontes. Procariontes são indivíduos, cujas células não apresentam uma membrana que proteja seu material genético, isto é, fica tudo junto e misturado, sambando pra lá e pra cá, numa verdadeira mixórdia celular. Eucariontes, por outro lado, possuem uma membrana, chamada “membrana nuclear”. Essas polimerases são responsáveis, entre outras coisas, pelo pareamento das bases nucleotídicas. Clique aqui para ler o restante deste artigo »

mai 15

Uma ampla análise de DNA dos africanos revelou um quadro detalhado sobre a rica diversidade genética da África, bem como traços de sua história evolutiva e das migrações dos diferentes grupos. O trabalho pode ajudar cientistas a identificar as populações mais diversificadas, para novos estudos, e melhorar suas chances de localizar variações genéticas associadas a doenças.

Executado por uma equipe internacional de cientistas ao longo de quase uma década, o estudo sugere que os africanos se tenham originado de 14 grupos ancestrais que se misturaram livremente para resultar nas populações hoje existentes. Os pesquisadores também constataram que os negros dos Estados Unidos tendem a ter ancestrais do oeste da África, como seria de esperar tendo em vista a história do comércio de escravos. Clique aqui para ler o restante deste artigo »

abr 10

Imagine um futuro no qual, quando alguém fizer aquele velho comentário de família sobre crianças fofinhas – “Nossa, é a cara do pai!” –, será preciso perguntar “Do pai número um ou do pai número dois?”.

A mera ideia parece coisa de quem tem um parafuso a menos. Mas, ao menos em princípio, não tem nada de impossível. A descoberta de que qualquer célula do nosso corpo tem potencial para retornar a um estado primitivo e versátil pode significar que homens são capazes de produzir óvulos e mulheres têm chance de gerar espermatozoides. Ou seja, casais gays, de ambos os sexos, podem ter filhos biológicos. Clique aqui para ler o restante deste artigo »