jan 11

Muitas vezes, quando se escreve sobre elos entre as espécies e ancestrais comuns, acabamos dando informações que parece mágica, já que pela Lei de Clarke, qualquer tecnologia avançada é indistinguível de magia.Quando me fazem uma pergunta do tipo "Alguém consegue me dizer se o DNA humano tem alguma semelhança com o DNA de uma planta? E de quanto é essa semelhança?", basta saber quando o ancestral se dividiu (já que ninguém seria tão idiota em querer saber o percentual de diferença exato entre um ser humano e uma planta). Para isso, faço uso do Time Tree.

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dez 13

Estamos em dezembro e todos estão escrevendo cartinhas pro velho tarado de vermelho (me refiro ao Papai Noel, aquele pedófilo comunista). Fico imaginando as pobres criaturinhas que acreditam em cobras falantes e pedem em tudo que é site por provas (mais?) da Evolução, pedindo trocentos elos perdidos. Papai Noel ainda não voa a jato pelo céu, e precisa alegrar os amados seres que puxam sua carroça, digo, trenó. Assim, o que temos? Temos, escondido no sapatinho, que pesquisadores da Faculdade de Medicina de Harvard (ou Harvard Medical School – HMS) desenvolveram uma técnica onde podem prever a estrutura de uma determinada proteína que será codificada por um trecho do DNA. Qual o processo que usaram para isso? Adivinhe!

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out 26

O DNA Lixo é, ao meu ver, um dos piores nomes que alguém num laboratório empoeirado poderia inventar. Ele dá a entender que… bem, é um lixo de DNA, algo que só serve para ir pro esgoto (não que algumas vezes nosso DNA não vá parar lá; e eu estou falando de quando escovamos os dentes. Comprenez vous?). O DNA Lixo — ou Junk DNA, in Shakespeare language — sempre foi visto com um pé atrás pois, ao que se sabia, ele não servia para nada, pois não codificava nenhuma proteína.

Hoje sabemos que ele foi responsável por muitas coisas e, pelo visto, ele é o que nos separa dos nossos "primos" primatas: os chimpanzés. (como sempre digo: Evolução nunca quis dizer melhoria)

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ago 09

Convenhamos, ninguém gosta de morcegos. Aquilo que parece ser o anjo da guarda dos ratos mete medo até em criminoso de Gotham (salvo algumas espécies que proliferaram nos anos 1960). Os filhotes de Lúcifer são tudo o que não queremos ter por perto, ainda mais os pertencentes à família Phyllostomidae, subfamília Desmodontinae. Como qualquer um dos seus primos quirópteros, morcegos-vampiros despertam medo, aversão e sói serve de tira-gosto para roqueiros mais radicais.

Mas o que é feio para Narciso, posto que não é espelho, pode ser a chave para muitas informações. Pesquisadores da Universidade da Califórnia estudam o modo que os tão odiados morcegos vampiros captam o calor do sangue de suas vítimas, de forma a se orientar até seu alvo e poderem fazer o seu banquete. Mantenham as estacas e os crucifixos a postos, pois Nospheratu esta na sua cola, mortal idiota.

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jul 25

Se existe uma cervejaria famosa na Inglaterra é a cervejaria Green King, em St. Edmunds, perto do laboratório Cavendish e em frente a Escola de Medicina em Downing Street, cujos moradores mais ilustres vivem no número 10. Dois rapazes entram lá; um é tipicamente inglês e o outro é americano. Ambos soltam a bomba: "Nós desvendamos o segredo da Vida!". James Watson e Francis Crick ficam imortalizados por uma das maiores descobertas do século XX: a estrutura da hélice dupla do DNA. O que pouca gente sabe é que a história não é bem assim. Uma história de competição que, por muito pouco, não conferiu mais um prêmio Nobel a um americano pacifista, de sorriso simpático, com mania de se encher de vitamina C: Linus Pauling, e por pura desonestidade não foi conferido no devido tempo à pessoa certa. Esta é a história de quem realmente descobriu o segredo escondido no DNA: Rosalind Franklin.

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mai 19

robo_dna.jpgAgora é o momento de entrarmos em pânico! Os malditos cientistas, na sanha de tentar reverter a ordem natural das coisas, criaram o prenúncio do Skynet. Nós, seres humanos, estamos ferrados, nossos senhores em breve dominarão a nossa vontade e ficaremos iguais a formigas, servindo aos nossos mestres-robôs. Isso porque os primeiros nanorrobôs feitos de tiras de DNA já deram o primeiro passo, selando o nosso destino. Ao longe, ouvimos o berro enlouquecido bradando: IT’S ALIVE! IT’S ALIVE! Santa Sarah Connors, rogai por nós, pecadores.

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mar 10

aepyornis.jpgAlgumas pessoas acreditam em milagres. Feitos ditos como impossíveis e atribuídos a entidades mágicas. Mas a Ciência é a arte de fazer o impossível tornar-se possível. Se antes não sabíamos o que era responsável por cada uma das características dos seres vivos, hoje sabemos que é o DNA. Se antes não sabíamos como ordenar este DNA, hoje sabemos. Se antes não tínhamos como extrair o DNA de criaturas mortas há séculos ou mesmo milênios, hoje já podemos.

Não só isso, mas cientistas executam coisas que é impossível mesmo no ramo do impossível: a extração do DNA do pássaro pertencente ao gênero Aepyornis da família Aepyornithidae, família de aves extintas conhecidas por pássaros-elefante, aves-elefante ou vorompatras. Onde está o impossível? Os pesquisadores extraíram a informação genética de cascas de ovos do referido pássaro!

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jan 20

ebola.jpgSe você curte cinema, deve ter se lembrado do filme Epidemia, onde Dustin Hoffman estava com uma enorme batata quente na mão, tentando descobrir uma vacina para conter o contágio em níveis apocalípticos numa cidade dos Estados Unidos. Como todo filme, o mocinho resolve o problema no final, pegando o macaco que serviu de hospedeiro (o filme é velho, se você ainda não tinha visto, problema seu) e usando seu sangue para fazer a vacina.

Deixando as atrocidades científicas que o filme comete (a única coisa verdadeira lá são os laboratórios do CDC), talvez agora saibamos como age o Ebola, já que pesquisadores da Universidade Estadual de Iowa, Estados Unidos, descobriram como o mortal vírus do Ebola é… bem… é mortal.

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jan 03

arabidopsis_thaliana.jpgSe me perguntarem como pode-se resumir Evolução Biológica em apenas três coisas, eu responderia com muita facilidade: Mutação, Seleção Natural e Tempo.

As mutações são a base de tudo e serve de mola mestra para o processo evolutivo. Tio Darwin sabia disso, hoje nós sabemos disso, criaBURRIcionistas negar-se-ão até a morte em saber disso. Não faz mal, o processo ainda está lá.

Mendell sabia que caracteres eram hereditários e passavam de pais para filhos. Quando ele fez suas experiências, ele propiciou mudanças no código genético de algumas plantas (como as ervilhas), modificando como os descentes seriam. Com isso, ele ia selecionando artificialmente as mudas. Preciso dizer o nome desse processo? Bem, como as mudanças que Mendell fez não afetava na capacidade da planta de sobreviver, os espécimes continuavam gerando descendentes, levando adiante as alterações genéticas em seu genoma, embora Mendell sequer imaginasse o que viria a ser descoberto e batizado com a sigla DNA.

Muitos anos mais tarde, colegas conterrâneos de Mendell, que trabalham no Instituto Max Planck de Biologia do Desenvolvimento em Tübingen, na Alemanha, juntamente com pesquisadores da Universidade de Indiana, em Bloomington, já foram capazes de medir pela primeira vez, diretamente a velocidade com que novas mutações ocorrem nas plantas. Suas descobertas lançam uma nova luz sobre um processo fundamental da Evolução. Eles explicam, por exemplo, por que a resistência a herbicidas pode aparecer dentro de poucos anos. A pesquisa foi publicada na edição de 1º de janeiro deste ano que se inicia da revistaScience. Eu até faria alguma piadinha sarcástica sobre ciraBURRIcionistas e sua visãozinha estreita do mundo, levando mais uma marretada no quengo, mas estou bondoso. Direi apenas: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH BANG!! Mais um tiro de canhão no barquinho feito de papel-bíblia.

Continuemos com a programação normal após o break.

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nov 21

Cientistas da Universidade de Wageningen publicaram a maior árvore filogenética de nematóides, em cooperação com o Dutch Plant Protection Service e da Universidade da Califórnia na edição de novembro da revista Nematology. Ele contém mais de 1.200 espécies e é inteiramente baseado na análise de dados da seqüência do DNA.

As diferenças na apreciação dos nematóides têm resultado em inúmeras classificações e isso confunde muito a comunicação científica. Uma vantagem da utilização de dados moleculares é que ela permite uma enorme expansão do número de caracteres. Os autores apresentaram então, uma árvore filogenética baseada em 1215 pequenas subunidades de sequências de DNA ribossomial, abrangendo uma vasta gama de táxons de nematóides. Clique aqui para ler o restante deste artigo »