Imaginem-se, meus perclaros, na sua condição atual. Sentados em seus sofás, apreciando o mundo vendo novela e BBB, tendo uma vida compartilhada com seus familiares, vizinhos e indo pro trabalho pra encontrar idiotas débeis mentais imbecis colegas de trabalho. Este modo de vida tido como “moderno” não é tão moderno quanto você pode imaginar. Cientistas pesquisando o sÃtio arqueológico de Gesher Benot Ya’aqov, na região norte de Israel chegaram à conclusão que esse modo “moderno” já existia 500.000 anos antes de nós, pobres Homo Sapiens chegarmos com nossas malas e cuias.
Há 40 anos, em 20 de julho de 1969, o astronauta americano Neil Armstrong tornou realidade o sonho mais antigo das civilizações humanas quando se converteu no primeiro homem a caminhar na Lua.
Enquanto 500 milhões de pessoas em torno do mundo esperavam ansiosamente aglomoradas junto a rádios e telas de televisão de imagem borrada, Armstrong desceu a escada do módulo sobre a superficie lunar.
“Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”, recitou Armstrong com a voz levemente distorsida pela distância e pelos equipamentos de comunicação, uma frase que ficaria gravada para sempre nos livros de história da Terra.
Um espelho gigante vaga lentamente pelo espaço entre a superfÃcie da Terra e o Sol, interceptando os raios solares antes de atingirem a Terra e refletindo-os para longe com segurança.
O espelho, feito de milhões de chips de silÃcio, situa-se em um ponto do espaço onde a gravidade da Terra e do Sol se cancelam. Com o tempo, a vasta estrutura, construÃda trabalhosamente por anos por espaçonaves, vaga naturalmente para longe de seu ponto de partida, mas sistemas complexos a bordo a fazem voltar gradualmente para onde exerça seu papel vital de nos manter seguros.
Você se lembra de quando a vida era mais simples, e a alimentação não era repleta de alimentos processados e compostos quÃmicos? Não, não falo dos anos 50. Cada vez mais, estamos desenvolvendo nostalgia por uma época muito anterior: o Pleistoceno, quando humanos viviam em pequenos grupos de caçadores-coletores e não se preocupavam com o colesterol.
Terça-feira, 23 de setembro de 2008 - marquem essa data. Foi o “dia da superação”, o “earth overshoot day” do ano. A data em que a população humana esgotou os recursos produzidos em um ano pela fina camada viva que envolve a Terra - a biosfera ou ecosfera. Desde então, estamos além do que o planeta nos oferece - sua biocapacidade.
Como identificamos essa terça-feira fatal com tamanha precisão? Graças à organização não- governamental canadense Global Footprint Network, fundada em 2003, que trabalha para quantificar a “pegada ecológica” dasatividades humanas. Esse instrumento de análise, espécie de “cesta da faxineira” global, ou de PIB ao contrário, foi implementado depois da Cúpula da Terra do Rio em 1992, pelos professores universitários William Rees e Mathis Wackernagel. Hoje, ele é reconhecido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), embora sempre criticado e reavaliado.



