out 26
O DNA Lixo é, ao meu ver, um dos piores nomes que alguém num laboratório empoeirado poderia inventar. Ele dá a entender que… bem, é um lixo de DNA, algo que só serve para ir pro esgoto (não que algumas vezes nosso DNA não vá parar lá; e eu estou falando de quando escovamos os dentes. Comprenez vous?). O DNA Lixo — ou Junk DNA, in Shakespeare language — sempre foi visto com um pé atrás pois, ao que se sabia, ele não servia para nada, pois não codificava nenhuma proteína.
Hoje sabemos que ele foi responsável por muitas coisas e, pelo visto, ele é o que nos separa dos nossos "primos" primatas: os chimpanzés. (como sempre digo: Evolução nunca quis dizer melhoria)
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jul 16
Há 50 anos, uma jovem de 23 anos e com belos cabelos dourados, presos num rabo de cavalo, estava embrenhada nas selvas da Tanzânia, África. Ela não tinha formação acadêmica ainda, estava apenas acompanhando uma expedição liderada pelo antropólogo Louis Leakey, da Universidade de Cambridge.
Aquela moça de cabelos levemente desgrenhados, cujo rabo de cavalo se tornou como uma marca pessoal, acabou, mais tarde, se tornando par do reino e uma das mais importantes (senão A mais importante) primatologista do mundo. Seu nome é Lady Jane Goodall, DBE.
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abr 14
Uma equipe de cientistas trabalhando na República do Congo acredita ter conseguido o explicar o mistério do sucesso da “pesca” de cupins realizada pelos chipanzés.
Os macacos usam varas com pontas modificadas, transformadas em “escovas” pelos próprios animais para tornar a ferramenta mais eficiente na coleta de cupins. Os cientistas filmaram primatas selvagens usando os dentes para desgastar as pontas das varas, feitas de ramos ou caules de plantas. Clique aqui para ler o restante deste artigo »
mar 11
As maquinações de um chimpanzé arisco deram aos cientistas o primeiro indício inequívoco de que os humanos não são a única espécie capaz de premeditar ações para o futuro não imediato. O primata em questão, habitante de um zoo sueco, armazenava projéteis para arremessar mais tarde nos visitantes, o que evidencia a capacidade de traçar planos espontâneos para serem concretizados mais à frente.
Esse comportamento foi relatado pelo biólogo Mathias Osvath, da Universidade de Lund (Suécia), em artigo publicado esta semana na Current Biology (ver resumo AQUI). Ele analisou o comportamento do chimpanzé Santino, do Zoológico de Furuvik, durante quase dez anos, e percebeu que o animal tinha o hábito de coletar pedras e produzir discos a partir de pequenos pedaços de concreto para, horas depois, atirar nos visitantes. Clique aqui para ler o restante deste artigo »
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