jan 10

Por desconhecerem o funcionamento do cérebro e da mente humana, a maioria das religiões pregam que existe dentro de nós coisas não-materiais, como alma, espírito, sopro de vida, etc. Ninguém jamais viu tais coisas e jamais foram detectadas por qualquer instrumento científico, por melhor que os cientistas tenham tentado. Para a ciência, as únicas coisas que sabe-se da existência são o cérebro, a mente e a consciência.

O CÉREBRO é uma máquina computacional de processamento paralelo (bilhões de neurônios processam dados ao mesmo tempo) e é evolutiva (incontáveis redes neuronais competem entre si em um sistema darwiniano, que evolui adaptando-se às informações que entram no sistema). Existem no cérebro trilhões de sinapses nervosas, cada uma contendo um fragmento de toda a informação que armazenamos ao longo de nossas vidas.

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dez 15

O mundo antigamente era menos complicado. Acordava-se de manhã cedinho, ia pra labuta (eu disse “labuta”), parava-se um pouco para comer, voltava-se ao batente e ia pra casa de noite, onde uma refeição quentinha (ou não) estava esperando, junto com uma esposa quentinha (ou não). Pelo visto, não se mudou muita coisa ao longo da história.

O homem não sabia grandes coisas, não tinha acesso à informação, não sabia nada. Outra coisa semelhante aos nossos dias, com a diferença que hoje somos bombardeados com todos os tipos de informação, como TV, rádio, jornais, revistas da Avon, propagandas, outdoors, galhardetes, placas, carros de som, celulares, fax, homens-sanduche, animadores de lojas etc. Com o tempo, chegou a Internet, com e-mail, websites, vídeos pornô de amadoras educativos, documentários, TV do restante do mundo, conteúdo pirateado e até um vídeo com a vergonha que você passou na formatura, quando bebeu todas e quase morre afogado na privada, devidamente postado no Youtube por algum “amigo seu”. É muita informação. Mas quanto dela é realmente útil? O quanto dela é realmente conhecimento (informação NÃO É conhecimento).

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dez 01

Uma equipe de Cracóvia, na Polônia, utilizou imagens de ressonância magnética funcional (fMRI) para avaliar a atividade do cérebro de 40 voluntários ao serem mostradas várias imagens. De acordo com o estudo, os cientistas determinaram o óbvio: Homens e mulheres possuem mais uma diferença (fora aquela). Homens e mulheres respondem de forma diferente ao perigo, e isso é fácil de perceber apenas colocando uma barata no ambiente.

O estudo, apresentado à Sociedade Radiológica da América do Norte, encontrou mais atividade nos centros emocionais do cérebro das mulheres, enquanto que os homens apresentaram atividade em áreas que tratam de medidas que deve-se tomar para evitar ou enfrentar o perigo. Isso, no modo de pesquisa entomológico significa que ao ver a monstruosa barata, as mulheres berram feito loucas e homens procuram logo um chinelo para acertar a maldita (a barata e não a sua devotada esposa).

Com licença, enquanto eu tomo umas vassouradas, já que não sou uma barata.

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ago 02

Um robô capaz de abrir portas e encontrar sozinho tomadas elétricas para se carregar. Vírus de computador implacáveis. Pequenas aeronaves que, apesar de ainda controladas por seres humanos, chegam perto de uma máquina com autonomia para matar.

Impressionado e alarmado pelos avanços na área de inteligência artificial, um grupo de cientistas da computação está debatendo se deve haver limites nas pesquisas que possam levar à perda do controle humano sobre sistemas computacionais cada vez mais usados na sociedade de hoje – de guerras a conversas por telefone com clientes.

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jul 31

O cérebro humano pode adaptar-se às novas necessidades, mesmo na idade adulta. Neurocientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) já encontraram provas de que mudando com insuspeitada velocidade. As conclusões sugerem que o cérebro dispõe de uma rede de ligações silenciosas que fundamentam a sua, digamos, “plasticidade”.

Uma pessoa com um braço amputado possui “sensações” no membro perdido quando ele(a) é tocado no rosto. Os pesquisadores acreditam que isso acontece porque a parte do cérebro que normalmente recebe a informação do braço começa se referindo a sinais próximos da região do cérebro que recebe a informação da face.

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jun 11

O ex-presidente americano George W. Bush fez uma contribuição inesperada para a ciência quando se esquivou dos sapatos que foram atirados nele, em dezembro de 2008 em Bagdá, por um repórter iraquiano, segundo revela um estudo publicado hoje na revista Current Biology.

Os reflexos de Bush e a falta de reação que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, que estava ao lado do ex-presidente, manteve durante o incidente comprovam a teoria de neurocientistas da Universidade de Washington de que “existem duas vias independentes no sistema visual humano”.

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mar 25

Segundo a opinião de todos, meu avô, Nathan, tinha as ambições cômicas de um Jack Benny, mas o talento cômico de um John Kerry. Sem desanimar, ele sempre guardava um bloquinho de papéis no bolso. Caso ele ouvisse uma boa piada, sempre haveria um lugar para anotá-la. Como eu gostaria de saber onde Nathan guardava os papeizinhos.

Assim como muita gente, eu nunca consigo lembrar de uma piada. Eu ouço, ou leio, algo hilário, rio alto o suficiente para constranger todo mundo na biblioteca, mas instantaneamente esqueço tudo - menos o fato, sempre popular numa mesa de jantar, de que eu “ouvi uma piada ótima hoje, mas agora não me lembro como era”.

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mar 04

Cientistas dos Estados Unidos e da França anunciaram a descoberta de um tecido cerebral de 300 milhões de anos - o mais antigo exemplar do tipo já encontrado.

O tecido foi recuperado de uma bolha dentro da caixa craniana do fóssil de um precursor extinto das quimeras, conhecido como iniopterygian , e foi achado no Estado americano do Kansas (isso mesmo, Kansas, a terra dos criacionistas americanos !).

Em artigo na revista Proceedings of the National Academy of Science , os pesquisadores afirmaram que a descoberta abre um novo caminho para o estudo da evolução dos peixes e do desenvolvimento do cérebro em animais vertebrados.

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fev 22

Um estudo brasileiro acaba de contestar uma ideia largamente aceita desde o século XIX: a de que a maior capacidade cognitiva do ser humano se deve a seu cérebro relativamente avantajado. Os resultados mostram que o tamanho e o número de neurônios do cérebro humano são compatíveis com os de um primata de nosso porte - nem maiores, nem menores do que o esperado.

Os pesquisadores, liderados pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram que o cérebro humano tem 86 bilhões de neurônios - e não 100 bilhões, como se acreditava anteriormente. Esse número - na verdade apenas uma estimativa de ordem de grandeza - era amplamente difundido até então, tanto que batiza um livro e a coluna que Roberto Lent - professor da UFRJ e co-autor do trabalho - mantém na Ciência Hoje On-line.

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jan 28

Apenas um neurônio na região frontal do cérebro é capaz, sozinho, de guardar memórias por um minuto e possivelmente mais, revela um estudo realizado por cientistas americanos. A pesquisa é a primeira a identificar o sinal que estabelece uma memória celular não permanente e a revelar como o cérebro guarda informações temporárias.

Segundo um dos responsáveis pelo estudo, o psiquiatra Don Cooper, o estudo ajuda a entender de que forma o cérebro guarda informações que se alteram constantemente. Ele também disse que o estudo mostra paralelos entre a forma como o cérebro e os computadores guardam informações.

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