O Brasil se orgulha de ter a maior biodiversidade do planeta. Somadas as riquezas biológicas da Amazônia, cerrado, mata atlântica, Pantanal e caatinga, o PaÃs abriga mais espécies de plantas, animais, fungos e bactérias do que qualquer outro. Ótimo. Mas e daÃ? Para que serve essa biodiversidade? Quanto dessa riqueza biológica está sendo convertida em riqueza econômica e desenvolvimento para o PaÃs - além de render belas fotografias?
“Muito pouco” até agora, segundo especialistas consultados pelo Estado à s vésperas da 61ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que começa hoje à noite em Manaus. As estatÃsticas mostram que o tão alardeado e cobiçado potencial econômico da biodiversidade brasileira ainda está longe de ser capitalizado a contento.
Em 2030, a biotecnologia poderá contribuir com até 2,7% do PIB dos paÃses industrializados e ainda mais nos paÃses em desenvolvimento, de acordo com um novo relatório elaborado pela OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development). Para comparação, hoje a biotecnologia responde por menos de 1% do PIB dos paÃses europeus.
Na noite de 29 de dezembro de 1959, o fÃsico norte-americano



