Atacama, no Chile, é um lugar desolado. É considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo, onde em algumas partes não chove há centenas de anos e a baixíssima umidade torna-o não só um lugar completamente inóspito, como o paraíso dos astrônomos. Um dos maiores pesadelos para alguém que vasculha o firmamento, em busca de corpos celestes é a umidade, que causa distorções ópticas nas imagens trazidas pelos caríssimos telescópios. Dessa forma, cientistas preferem um lugar onde haja pouca umidade atmosférica e o Atacama é um verdadeiro Nirvana para isso.
O ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) é um telescópio móvel, formado por três antenas que podem ser rearranjadas conforme a necessidade, localizado a 5 mil metros de altitude, na região norte do Chile. Assim, conforme a necessidade, os técnicos fazem os telescópios movimentarem-se, de modo a vasculhar com detalhes uma curta região do espaço (curta em sentido astronômico, obviamente), ou com uma grande abertura, captando imagens de vastas áreas (e quando eu falo “vasto”, é vasto MESMO!). Clique aqui para ler o restante deste artigo »
O deserto Atacama situa-se na borda ocidental da América do Sul, cobrindo grande parte do norte do Chile e partes da Argentina. É o mais próximo possível de “chegar a Marte” permanecendo aqui na Terra. No alto do topo do vulcão de Socompa, na extremidade oriental do deserto do Atacama, a atmosfera é fina, a radiação ultravioleta é intensa, e o clima é seco. No entanto, o improvável foi encontrado: Vida.
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