É lamentável quando vemos a degradação do ser humano. Não que, de uma maneira geral, sejam ou foram éticos, uma boa parcela não é, e a história humana é pontilhada de atos de barbarismo. O problema da Ética é que ela é baseada em conceitos subjetivos e, como eu costumo dizer, qualquer conceito inexiste no mundo real (em breve, um artigo sobre isso). Mas quando vemos dois adolescentes da Inglaterra – que deveriam estar jogando vÃdeo-game ou lendo revistas educativas no banheiro – cometendo atos de extrema violência, a ponto de agredir outras crianças, a ponto de causar a morte de uma delas, é para deixarmos de lado a visão Pollyana da vida e encararmos o mundo real, Neo. Esta é a segunda edição da SEXTA INSANA.
Ano 2018. As famÃlias de um soldado e de um suboficial americanos recebem da firma Millibots Inc. US$ 100 milhões por perdas e danos. Os dois militares, usados como escudos humanos por insurgentes afegãos que acabavam de se apossar de sua bateria móvel de mÃsseis, foram “sacrificados” pelo robô autônomo JCN 3000 encarregado de proteger o comboio. Ao destruir a bateria e seus operadores, o robô quis prevenir um risco iminente de utilização dessas armas, que poderiam causar um número maior de mortos no campo aliado. Foi o que tentou alegar a Millibots Inc., quando o caso foi divulgado - antes de sacar seu talão de cheques.



