mar 08

Cristãos fundamentalistas são um pé-no-saco. Como ninguém dá muita bola pra eles (o que pode ser perigoso), eles resolveram deixar o coitado do Darwin em paz (por enquanto) e resolveram atacar climatologistas que estudam os efeitos do chamado Aquecimento Global. Adivinhem só a principal “arma” de argumentação dos toscos? Que o AG é apenas uma teoria e não foi provado ainda, sem nenhuma base científica. Pois, é. Vocês já ouviram essa história antes.

Os débeis mentais que se acham no direito de criticar o ensino da Evolução, mesmo sem saber NADA de biologia, resolveram entrar em ação em alguns Estados norte-americanos (claro, sempre eles, sob o comando da ridícula Fundação Templeton e do Discovery Institute) alegando que o tema do aquecimento global deveria ser abordado de duas maneiras diferentes e contraditórias, deixando os alunos escolherem o que melhor lhes aprouver. Sim, eu sei: mais do mesmo.

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mar 02

Eu sempre tenho que ouvir a mesma ladainha. Principalmente a Típica Justificativa Religiosa 71 (Por que os ateus pensam tanto em Deus) e a TJR 25 (Por que Cristo/Deus te incomoda?). Não, religiosos não possuem massa encefálica suficiente para discernir que não é Deus, ou Jesus ou a Jumenta de Balaão que nos incomoda. Não é a religiosidade, o sentimento e devoção ao divino, que irrita a nós, céticos (não necessariamente ateus). É a religião e seus efeitos que incomodam. A ignorância que vem e molda a mente das pessoas. Não apenas o cristianismo, mas qualquer atitude fanática que leva as pessoas a cometerem atos tresloucados, insanos, loucos e, por fim, assassinos.

Francisco Lotero, de 56 anos, e Miriam Coletti, de 23 anos eram argentinos. Moravam na cidade de Goya, sendo Lotero oriundo da cidade de Esquina (este é o nome mesmo da cidade). Por pura loucura fanática, o casal temia os efeitos do aquecimento global. Assim, eles mataram a tiros o filho de dois anos, balearam a filha de sete meses e se suicidaram no último sábado, dia 27/02.

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dez 12

Está havendo uma corrida para diminuir os efeitos do aquecimento global. Duas classes estão em disputa: Os eco-chatos – para quem tudo tem que ser “verde” e “orgânico” (isopor é uma substância orgânica, caso não saibam), preocupados em sequestrar carbono, pedindo sua alma como resgate – e os eco-céticos, que afirmam que o mundo é assim mesmo, sempre foi e sempre será.

É bem verdade que a Terra passa por ciclo climáticos, mas também é fato que desde a Revolução Industrial estamos jogando pra atmosfera toneladas de CO2 e, sim, ele ajuda na absorção de energia térmica, intensificando o Efeito Estufa, que é natural. Isso aliado ao metano, amplia os efeitos do Efeito Estufa e podemos dizer que sim, há interferência humana no clima. A construção de uma hidrelétrica muda totalmente o clima da região, já que temos uma grande massa de água, a qual foi responsável pela remoção de árvores e vida nativa. Tal massa de água vai evaporar, transformar-se em vapor e, dependendo do local, ajudará no que eu chamo Efeito Sauna.

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dez 03

O aumento de gás carbônico (CO2) na atmosfera não causa apenas intensificação do efeito estufa (não confunda efeito estufa com aquecimento global). O aumento da concentração de CO2 afeta a química dos oceanos também, produzindo maior quantidade de ácido carbônico (H2CO3) e, de quebra, pode fazer com que alguns crustáceos se tornem maiores e mais fortes, conforme sugere pesquisa da Universidade de North Carolina em Chapel Hill.

A descoberta pode ter implicações importantes para a cadeia alimentar marinha (além de nos dar a sensação que algum alien do Distrito 9 apareça para dar um “olá”).

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set 26

“Eu não pertenço ao time dos céticos.” Em princípio, não haveria motivos pelos quais Mojib Latif começasse assim sua apresentação durante a Conferência Mundial do Clima, realizada pela ONU em Genebra, na Suíça.

Afinal de contas, ele não estava fazendo uma apresentação para mais de 1.500 dos principais cientistas do clima do mundo todo por acaso - ele próprio é um dos autores diretos dos estudos feitos pelo IPCC, o órgão da ONU que vem alertando há anos sobre o aquecimento global e a participação do homem nesse aquecimento.

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jul 28

Um estudo de sedimentos encontrados na região de Cuzco, no Peru, sugere que o antigo Império Inca se beneficiou de um período de aquecimento global que durou cerca de 500 anos - exatamente na época em que aquela civilização conheceu seu maior apogeu. O estudo, coordenado pelo pesquisador Alex Chepstow-Lusty, do Instituto Francês de Estudos Andinos em Lima, capital peruana, analisou como a evolução social e econômica verificada durante os anos incas se relacionam às mudanças climáticas nos Andes no mesmo período.

A conclusão é que séculos de temperaturas elevadas melhoraram as condições agrícolas e permitiram o cultivo de alimentos para sustentar uma população crescente e um exército poderoso. O estudo analisou uma seqüência de sedimentos do lago Marcacocha, localizado 12 km ao norte de Ollantaytambo, um dos grandes assentamentos incas, contendo evidências das mudanças climáticas ao longo de milênios. A pesquisa foi publicada no número atual na revista científica Climates of the Past .

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jun 29

Sob a perspectiva do prato, os alimentos que consumiremos no futuro provavelmente terão aparência e gosto semelhantes aos alimentos que comemos hoje. Mas olhe mais de perto e o jantar de amanhã se tornará de fato muito diferente. Cientistas agrícolas que definem o futuro dos alimentos dizem que, à medida que o aquecimento global altera padrões de temperatura, chuvas e concentrações de dióxido de carbono no ar, as fazendas devem evoluir. O aquecimento global vai afetar a agricultura de várias maneiras: algumas regiões e fazendas vão ser beneficiadas; outras vão sofrer. Para lidar com as mudanças nas condições de cultivo, agricultores vão precisar reverter décadas de homogeneização de safras e diversificar as linhagens de plantas, dizem os cientistas agrícolas.

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jun 11

Rochas vulcânicas a grandes profundidades ao longo da costa dos estados da Califórnia, Oregon e Washington podem ser, de acordo com um novo estudo, um dos melhores lugares para estocar as emissões de dióxido de carbono relacionadas ao aquecimento global. Na verdade, a mesma instabilidade que ocasiona terremotos e erupções, aumenta a proteção contra o escape do CO2.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês) e outros especialistas, inclusive do G8 (grupo dos líderes das oito nações mais ricas), consideram o sequestro e estocagem do carbono uma medida crítica na luta contra as mudanças climáticas. Basicamente, esse procedimento aprisiona o CO2 e outros poluentes emitidos quando o carvão ou outros combustíveis fósseis são queimados. O CO2 é comprimido até se liquefazer e depois bombeado para o subsolo onde é aprisionado.

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jun 04

É melhor esperar que o controle de volume do aquecimento global não chegue ao 11. Agora que a mudança climática parece ter se tornado audível, esse marco tomado de empréstimo ao filme “Spinal Tap” talvez venha um dia a representar a maneira definitiva de avaliar o grau de catástrofe climática que teremos de enfrentar.

De acordo com um novo estudo, agora se tornou possível ouvir o avanço do aquecimento global em forma de tempestades maiores, mais intensas e surgidas a intervalos cada vez mais frequentes - sinais de mudança climática, na interpretação de muitos cientistas.

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mai 26

Uma parada prolongada na atividade solar levou os astrofísicos a dedicar atenção especial aos seus telescópios para determinar o que o Sol fará a seguir - e de que maneira o clima da Terra pode responder.

O Sol vem apresentando seu menor nível de atividade em décadas e sua menor luminosidade em 100 anos. A pausa solar faz com que alguns cientistas tomem como paralelo a Pequena Era Glacial, um período de frio incomum na Europa e na América do Norte que se estendeu de 1300 a 1850.

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