Eu vejo com reserva certas atitudes. Não creio eu que ritos religiosos devam ser misturados de qualquer jeito ou pode acabar em problemas, e a experiência mostra que isso é mais regra que exceção. Um exemplo é quando misturam rituais católicos (como missas, por exemplo) e ritos africanos. Os dois têm tanto amor conjunto como um judeu hassídico adoraria participar de uma reza numa mesquita sunita.
Em Corumbá, Mato Grosso do Sul, isso fica bem evidenciado como uma ideia (ao meu ver, não muito esperta) pode acabar em saia justa, quando o bispo de lá resolveu cancelar a Santa Missa e impediu seguidores do Candomblé de participar de rituais da Igreja Matriz da referida cidade. O que se faz agora? Reclama-se com um cardeal?
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Muitos de nós somos familiarizados com o inferno. Este faz parte de nossa perfurante herança judeu-cristã, e tem se tornado uma parte tão aceitável de nosso entendimento de Deus e Justiça, que alguns param para analisar quão horrenda é essa idéia de fato. É como crescer perto de um abatedouro, o cheiro e os sons que revoltam os outros são dificilmente notados por nós que vivemos lá por toda a vida. Ao invés de olharmos com nojo das práticas das culturas pagãs primitivas, adoradores de Satã e Comunistas, enquanto ignorando o grande ultraje moral do inferno de nossa religião. Até o mais sanguinário e cruel dentre nós não poderia aspirar o que o Deus Cristão tem esperando para seus Filhos.
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