Antes que vocês pensem besteira, o artigo não tem nada a ver com artigos de sex-shop. Pesquisadores brasileiros desenvolveram pelÃculas comestÃveis que prometem conservar melhor alimentos frescos, protegendo-os da ação de microrganismos por mais tempo. Produzidas em forma de filmes, essas embalagens comestÃveis são uma espécie de plástico natural que retarda a perda de água dos alimentos e as trocas gasosas entre o alimento em questão e o ambiente, dobrando o tempo de vida do produto.
Sob a perspectiva do prato, os alimentos que consumiremos no futuro provavelmente terão aparência e gosto semelhantes aos alimentos que comemos hoje. Mas olhe mais de perto e o jantar de amanhã se tornará de fato muito diferente. Cientistas agrÃcolas que definem o futuro dos alimentos dizem que, à medida que o aquecimento global altera padrões de temperatura, chuvas e concentrações de dióxido de carbono no ar, as fazendas devem evoluir. O aquecimento global vai afetar a agricultura de várias maneiras: algumas regiões e fazendas vão ser beneficiadas; outras vão sofrer. Para lidar com as mudanças nas condições de cultivo, agricultores vão precisar reverter décadas de homogeneização de safras e diversificar as linhagens de plantas, dizem os cientistas agrÃcolas.
O Dr. David Kessler serviu a dois presidentes dos Estados Unidos como diretor geral da Food and Drug Administration (FDA, agência federal norte-americana que regulamenta alimentos e remédios) e encarou batalhas difÃceis contra o Legislativo e as grandes empresas de tabaco durante esse perÃodo. Mas o médico, um pediatra formado pela Universidade Harvard, descobriu que ainda assim não era capaz de enfrentar o poderio das bolachas de chocolate.
Até 25% da produção mundial de alimentos pode ser perdida até 2050 em razão do impacto conjunto da mudança climática, da degradação do solo, da escassez de água e das pragas, alertou a Organização das Nações Unidas na terça-feira.
A redução atingirá o planeta no momento em que haverá 2 bilhões de pessoas a mais no mundo, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), segundo o qual a produção de cereais permanece estagnada no mundo e a de pescado vem diminuindo.
E se a expressão “comida local”, em Nova York ou Xangai, quisesse dizer obter verduras e legumes frescos a cinco quarteirões de distância? E se os arranha-céus crescessem fora da grade das ruas, como torres verdejantes e auto-sustentáveis nas quais os elegantes moradores urbanos cultivariam sua própria comida?
Dickson Despommier, professor de saúde pública na Universidade Colúmbia, em Nova York, espera transformar em realidade sua visão de “legumes no céu”. O projeto predileto de Despommier é o da “fazenda vertical”, conceito que criou em 1999 com os alunos de pós-graduação em sua classe de ecologia médica, o estudo investigou como o meio ambiente e a saúde humana interagem.



