Um Jesus Cristo não histórico
Para ficar de acordo com as previsões testamentárias, João 19:27 diz que Jesus teve sede e pediu água. Em 19:30, ao beber a água, disse que era vinagre e exclamou: “Tudo se cumpriu”. Em 19:32-37 diz que não lhe quebraram nenhum osso, apenas o feriram com a lança para verificar se havia expirado. E isto também estava predito.
Por ai, percebe-se que tudo ali é puro simbolismo, e que Jesus foi idealizado apenas para cumprir as escrituras. Está ai uma prova de que a existência de Jesus nada mais é do que uma fabulação evangélica. Do mesmo modo que inventaram as profecias, inventaram alguém para cumpri-las. Tanto é verdade, que os judeus que ainda hoje acreditam em profecias, não aceitaram Jesus como tendo sido o Messias prometido pelo Talmud. Além disso, os seus escritores esgotaram todos os argumentos possíveis com o fim de provar que Jesus não foi um acontecimento palestino, e que não passou de um romance escrito pelos judeus dispersos e dos que se aproveitaram do messianismo judeu para criar uma empresa comercial, como tem sido o Vaticano.
O messianismo não foi uma lenda que tenha atingido a todas as classes sociais judias. Essa lenda foi criada pelos sacerdotes judeus visando com isso ajudar ao povo da rua a suportar melhor as agruras da pobreza e não reagir contra as classes privilegiadas.
Essas promessas são cumpridas pelos sacerdotes, a seu modo, a fim de que o pobre viva de esperanças e não sinta que o rico continua metendo as mãos em seus bolsos, impunemente. O homem do povo raramente compreende a finalidade desse tipo de engodo. O Talmud traz uma porção de profecias, e ao mesmo tempo critica aos que lhes dão crédito. A crítica representa uma evolução do pensamento das lideranças judias.
Um estudo comparado do judaísmo e do cristianismo mostra a enorme quantidade de crendices dessas religiões forjadas pelos seus líderes e afastadas pela evolução do conhecimento. Em nossos dias, o conhecimento atingiu um ponto em que a própria Igreja começou a relegar para um canto os seus ídolos de aspecto humano. O conhecimento humano terminara por vencer definitivamente, provando que todos os deuses e ídolos têm os pés de barro.
Nossos antepassados viram muitos ídolos cair. Certas práticas e crenças religiosas ainda permanecem válidas porque os sacerdotes, como bons psicólogos que são, observam o desenvolvimento mental do povo e sabem que uns encontram a verdade, enquanto outros, jamais conseguiram alcançá-la. Idealizando um Jesus Cristo adaptado às profecias talmúdicas, criaram um personagem incoerente e inseguro, o que nos dá a medida exata do quilate mental dos seus criadores. Podiam ser espertos, mas nunca inteligentes ou cultos.
Não deve ter sido tarefa das mais fáceis adaptar um Cristo vindo para cumprir as profecias no fanatismo das populações ignorantes. Foi um trabalho de titãs não acorrentados à verdade, nem à sinceridade que o homem deve ao seu semelhante. Nunca foi fácil transformar uma fantasia em realidade. Por isso, o cristianismo teve de valer-se da espada de Constantino e das armas de seus legionários para impor dogmaticamente o que a razão e o conhecimento jamais aceitariam passivamente.
Nos dois primeiros séculos do cristianismo, cada qual queria ser o primeiro e mandar mais e, se possível, ficar sozinho. Tivemos muitos reis e Papas analfabetos, atestando o primarismo dos judeus dispersos, como dos lideres europeus da época do lançamento do cristianismo. Tentando racionar a teologia do judaísmo e do cristianismo, fizeram de Jeová um deus absurdo e de Jesus um ser irreal, ambos incoerentes, o que se tornou a essência do Talmud e dos Evangelhos.
Através de Jesus Cristo, valorizaram as profecias do pretenso profeta Isaías, revitalizando assim o judaísmo e dando seriedade ao Talmud, fazendo dos Evangelhos um amontoado de mentiras e de impossibilidades humanas. Assim é que criaram um relato inconsistente, que desmorona completamente confrontado com uma análise mais profunda.
Scherer escreveu que Jesus não foi um filósofo nem fundador de uma religião. Foi apenas Messias. O sentido da vida de Jesus era apenas dar cumprimento às profecias messiânicas, e tal idéia é o centro dos fatos evangélicos, a razão de ser Jesus. Tendo vindo ao mundo somente para cumprir as profecias, deixou de ser humano e tornou-se um fantasma, ou um símbolo do que nunca teve existência real.
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9 respostas para "Um Jesus Cristo não histórico"
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1. Tharcio disse:
março 22nd, 2009 em 18:38Oi pessoal
Estou sentindo falta de referências bibliográficas que possam ser conferidas. Isso daria mais força as afirmações e possibilitaria o prosseguimento da pesquisa para fontes mais primarias. Se poderem me mandar agradeço.
Um abraço
Tharcio
André respondeu:
março 22nd, 2009 às 18:49Sugiro a leitura dos livros de Bart Ehrman, Karen Armstrong, Harold Bloom e John Dominic Crossan
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2. webcodigo disse:
maio 31st, 2009 em 12:03“Foi este o retrato feito de Jesus Cristo pelo cristianismo, e que ainda hoje milhões de pessoas adoram. Entre nós, são bem poucos os que põem em dúvida a veracidade desse romance contado pelos judeus da diáspora e aproveitado por seus seguidores latinos. No entanto, a razão e o conhecimento estão se encarregando de destruir a pretensa veracidade desse conto. Muitas coisas consideradas como milagres são hoje conseguidas naturalmente através da ciência, da tecnologia moderna, da medicina, do conhecimento científico em todas as suas modalidades, e mesmo através de hipnose.”
Se possivel,poderia ser criado um artigo explciando o que a ciencia explcia sobre esses fatos,acima?
André respondeu:
maio 31st, 2009 às 14:04Quais fatos? Os milagres? Eu nunca vi nenhum. Os que aparecem na TV são puro sensacionalismo.
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3. webcodigo disse:
maio 31st, 2009 em 19:43Concordo…
Mas disse isto no tópico:
“Muitas coisas consideradas como milagres são hoje conseguidas naturalmente através da ciência, da tecnologia moderna, da medicina, do conhecimento científico em todas as suas modalidades, e mesmo através de hipnose”Eu gostaria de saber o que a ciência diz destas coisas que foram declaradas milagres.Como ditas acima
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4. webcodigo disse:
maio 31st, 2009 em 20:11Dos que você mesmo disse no tópico.Por trás das frases…
“Muitas coisas consideradas como milagres”
E sobre estas que qeuro saber…
André respondeu:
maio 31st, 2009 às 21:411) O texto não é meu.
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2) Vc nunca ouviu falar em generalização não?Joseph K respondeu:
maio 31st, 2009 às 22:02@webcodigo,
Se possivel,poderia ser criado um artigo explciando o que a ciencia explcia sobre esses fatos,acima?
Acho que está ficando meio confusa, a discussão, mas pelo que entendi, você tem interesse nos “milagres” e como eles podem ser explicados (desmascaradas as fraudes) e gostaria de um artigos específico sobre isso.
Na minha opinião, isso seria um esforço inútil, uma vez que “milagres” teimam em aparecer a toda hora, em todo lugar (um exemplo).
De qualquer modo, há uma lista razoável de milagres e outras cascatas, aqui mesmo, é só dar uma pesquisada.
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dezembro 8th, 2009 em 11:20
[...] “arrebatamento” jamais vai acontecer, e o Jesus também nunca retornará, pois o mesmo nunca existiu na História como personagem real. São mitos. Não aparecerá nenhum disco voador para levar os santíssimos [...]