As provas e as contra provas
Se Pôncio Pilatos, cuja existência é real e historicamente comprovável, que estava no centro dos acontecimentos da época como governador da Judéia, ignorou completamente a existência tumultuada de Jesus, é que de fato ele não existiu. Alguém que, pelos atos que lhe são atribuídos, chega mesmo ao cúmulo de ser aclamado “Rei dos Judeus” por uma multidão exaltada, como ele o foi, não poderia passar despercebido pelo governador da região. O imperador Tibério, inclusive, jamais soube de tais ocorrências na Judéia. Estranho que ninguém o informasse de que um povo, que estava sob o seu domínio, aclamava um novo rei. Ilógico. A ele, Tibério, é que caberia nomear um rei, governador ou procurador. Prosper Alfaric, em L’Ecole de la Raison, assinala as invencíveis dificuldades do cristianismo em conciliar a fé com a razão. Por isso, a nova crença teve de apoderar-se das lendas e crenças dos deuses solares, tais como Osíris, Mitra, Ísis, Átis e Hórus, quando da elaboração de sua doutrina.
Expôs, igualmente, que os documentos descobertos em Coumrã, em 1947, eram o elo que faltava para patentear que Cristo é o Crestus dos essênios, uma outra seita judia. O cristianismo nada mais é, então, do que o sincretismo das diversas seitas judias, misturadas às crenças e religiões dos deuses solares, por serem as religiões que vinham predominando há séculos. A palavra “evangelho” em grego significa “boa nova”, já figura na Odisséia de Homero, Século XII, a.C.. Foi depois encontrada também numa inscrição em Priene, na Jônia, numa frase comemorativa e de endeusamento de Augusto, no seu aniversário, significando a “boa nova” no trono. E isto ocorreu muito antes de idealizarem Jesus Cristo.
Conforme já mencionamos anteriormente, no inicio do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia. Tal número indica perfeitamente as várias formas de interpretação local das crenças religiosas da orla mediterrânea acerca da idéia messiânica lançada pelos sacerdotes judeus. Sem dúvida, este fato deve ter levado Irineu a escrever o seguinte: “Há apenas 4 Evangelhos, nem mais um, nem menos um, e que só pessoas de espírito leviano, os ignorantes e os insolentes é que andam falseando a verdade”. A verdade da Igreja, devo acrescentar.
Havia, então, os Evangelhos dos naziazenos, dos judeus, dos egípcios, dos ebionistas, o de Pedro, o de Barnabé, entre outros, os quais foram queimados, restando apenas os 4 sorteados e oficializados no Concílio de Nicéia. Celso, erudito romano, contemporâneo de Irineu, entre os anos 170 e 180, disse: “Certos fiéis modificaram o primeiro texto dos Evangelhos, três, quatro e mais vezes, para poder assim subtrai-los às refutações”. Foi necessária uma cuidadosa triagem de todos eles, visando retirar as divergências mais acentuadas, sendo adotada a de Hesíquies, de Alexandria; e de Pânfilo, de Cesaréía e a de Luciano, de Antióquia. Mesmo assim, só na de Luciano existem 3500 passagens redigidas diferentemente. Disso resulta que, mesmo para os Padres da Igreja, os Evangelhos não são fonte segura e original.
Os Evangelhos que trazem a palavra “segundo”, que em grego é “cata”, não vieram diretamente dos pretensos evangelistas. A discutível origem dos Evangelhos explica porque os documentos mais antigos não fazem referência à vida terrena de Jesus. Nos Evangelhos, as contradições são encontradas com muita freqüência. Em Marcos, por exemplo, em 1:1-17:“a linhagem de Jesus vem de Abraão, em 42 gerações”; ao passo que em Lucas 2:23-28 lê-se que proviera diretamente de Adão e Eva, sendo que de Abraão a Jesus teriam havido 43 gerações.
Eusébio, comentando o assunto e não sabendo como dirimir a questão, disse: “Seja lá o que for, só o Evangelho anuncia a verdade”.(?) Tais divergências, entretanto, parecem indicar que os Evangelhos não se destinavam inicialmente à posteridade, visando tão-somente a catequese imediata de povos isolados uns dos outros. Os escritos destinados a um povo dificilmente seriam conhecidos dos outros.
O Evangelho de Mateus teria sido destinado aos judeus, arranjado para agradá-los. Por isso, não fala nos vaticínios nem no Messias. Por isso ainda é que puseram na boca de Jesus as palavras seguintes: “Não vim para abolir as leis dos profetas, mas sim para cumpri-las”. Tudo indica ter sido feito em Alexandria, porquanto, o original em hebraico jamais existiu. Baur provou, entretanto, que as Epístolas são anteriores aos Evangelhos e o Apocalipse, o mais antigo de todos, do ano 68. Todos os escritos do cristianismo desse tempo falam apenas no Logos, o Cordeiro Pascoal, imolado desde o princípio dos tempos, referindo-se à personalidade ideal de Jesus Cristo.
Justino, filósofo e apologista cristão, escrevendo em torno do ano 150, não emprega a palavra Evangelho nem uma vez. Isto mostra que ele, ainda nessa época, ignorava-a, não tendo conhecimento de sua existência. Justino ignorava igualmente as paulinianas, Paulo e os Atos dos apóstolos, o que prova que foram inventados posteriormente. Marcião, no ano de 140, trouxe as Epístolas a Roma, as quais não foram inicialmente consideradas merecedoras de fé. Sofreu rigorosa triagem, sendo cortada muita coisa que não convinha à Igreja.
Marcião fora contemporâneo de Justino. As Epístolas trazidas por ele eram endereçadas aos Romanos, aos Gálatas e aos Coríntios. Apresentavam Jesus como um Deus encarnado. Teria nascido de uma mulher e sofrera o martírio para resgatar os pecados da humanidade, isto é, dos ocidentais, porque os orientais não tomaram conhecimento da personalidade de Jesus, seus milagres e sua pregação e do seu romance religioso.
Engels constatou que as Epístolas são 60 anos mais novas do que o Apocalipse. E, ainda, os cristãos contrários ao bispo de Roma rejeitaram-nas durante séculos. Foi o que se deu com os ebionitas e os severianos, conforme Eusébio escreveu e Justino confirmou. O Apocalipse fala em um cordeiro com sete cornos e sete olhos, o qual foi imolado desde a fundação do mundo (13-8). O Apocalipse foi composto apenas em 68, sendo o mais antigo de todos os escritos cristãos. Lutero e Swinglio disseram que o Apocalipse foi incluído nos Evangelhos por engano, tendo a Igreja de inventar, por isso, a ordem cronológica dos seus livros.
34 respostas para "As provas e as contra provas"
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janeiro 6th, 2009 em 19:46
Filon q era um ilustre judeu em sua época não comentou sobre Jesus, agora alguem me responda, não foram justamente os “ilustres” judeus dessa época q mandaram matar Jesus ?? e alguem acha q esses ilustres iriam comentar algo ?? fora q Jerusalem foi destruida em 70 d.c, e muito material histórico tb foi destruido, ou vcs acham q não ?? E Kd provas das tais falsificações de Flávio Josefo, q só se encontram em sites como esses ?? pq na wiki não fala nada ?? já sei a wiki é cristã e jamais falaria isso.
janeiro 6th, 2009 às 20:08
Filon q era um ilustre judeu em sua época não comentou sobre Jesus
Pois é. Só Fílon era historiador na época, né?
agora alguem me responda, não foram justamente os “ilustres” judeus dessa época q mandaram matar Jesus ?
Segundo a Bíblia. O mesmo livro que fala de dragões e unicórnios.
e alguem acha q esses ilustres iriam comentar algo ?
Não é engraçado que a maior fonte usada pela crentalhada (já provada como falsa) era de um judeu?
fora q Jerusalem foi destruida em 70 d.c, e muito material histórico tb foi destruido, ou vcs acham q não ?
Vc especula. Eu posso dizer que foi o Godzila que comeu todas as provas. E aí?
E Kd provas das tais falsificações de Flávio Josefo, q só se encontram em sites como esses ?
Onde estão as provas que demonstram a veracidade?
pq na wiki não fala nada ?? já sei a wiki é cristã e jamais falaria isso.
Talvez pq a wikimérdia seja uma fonte tão escrota que diz:
Cloroplastos? HAHAHAHAHAHAHAHHAHA
Pára de mimimimimimi e posta as provas de suas alegações.
janeiro 15th, 2009 em 08:33
O cara não existiu mesmo. Tá na cara.
janeiro 22nd, 2009 em 00:22
andre seus argumentos sobre a veracidade das provas é tão amadora que chega ser patético.Garoto se tu es ateu tudo bem;o problema é teu;mas ver se estuda mais um pouco para fazer comentarios mais inteligentes
janeiro 22nd, 2009 às 00:44
Roberto, se vc, meu caro analfabeto funcional, tivesse LIDO o artigo teria percebido que não fui eu quem escreveu. Ah, e eu tb não sou ateu, filhote. Sua crendice tosca o impede até mesmo de LER, meu perclaro analfabeto.
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Parabéns, isso mostra o quanto a sua laia ridícula merece atenção.
fevereiro 3rd, 2009 em 11:38
OI,
não entendi esses trechos. Pode explicar melhor, por favor?
Engels constatou que as Epístolas são 60 anos mais novas do que o Apocalipse. E, ainda, os cristãos contrários ao bispo de Roma rejeitaram-nas durante séculos. Foi o que se deu com os ebionitas e os severianos, conforme Eusébio escreveu e Justino confirmou. O Apocalipse fala em um cordeiro com sete cornos e sete olhos, o qual foi imolado desde a fundação do mundo (13-8). O Apocalipse foi composto apenas em 68, sendo o mais antigo de todos os escritos cristãos. Lutero e Swinglio disseram que o Apocalipse foi incluído nos Evangelhos por engano, tendo a Igreja de inventar, por isso, a ordem cronológica dos seus livros.
E reafirmando meu questionamento anterior, se Marcião foi quem levou as Epístolas dos Corínrios até Roma, e que ele até poderia ter sido quem escreveu, como falaria mal dele mesmo com o batismo pelos mortos?
Abraço
fevereiro 3rd, 2009 às 14:25
Pra mim o texto está bem claro nas suas afirmações.
Marcelo respondeu:
fevereiro 3rd, 2009 às 18:03
@André,
Claro a começar por Engels, em nenhum momento antes citado nem dito quem era ou de que lado estava.
Aí diz que os documentos são 60 anos mais novos do que o documento mais novo que acabou de citar.
Segue com um “E, ainda” que não é aditiva, mas adversativa.
Para só no final dar a explicação do parágrafo inteiro.
Dá para entender sim, mas não está nem um pouco claro.
Marcelo respondeu:
fevereiro 3rd, 2009 às 18:05
@Marcelo, Ah, sim, sem falar na citação de “O Apocalipse fala em um cordeiro com sete cornos e sete olhos, o qual foi imolado desde a fundação do mundo (13-8)”, sem a mínima explicação de por que está aí inserido.
Marcelo respondeu:
fevereiro 3rd, 2009 às 18:06
@Marcelo,
Mas, agora vamos ao mais importante:
acho que esqueceu da resposta a minha pergunta:
E reafirmando meu questionamento anterior, se Marcião foi quem levou as Epístolas dos Corínrios até Roma, e que ele até poderia ter sido quem escreveu, como falaria mal dele mesmo com o batismo pelos mortos?
fevereiro 3rd, 2009 às 20:03
Vc não leu a bibliografia sugerida. Preste atenção à passagem:
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Pergunta: Onde diz no texto a contradição a qual vc se refere?.
Marcelo respondeu:
fevereiro 3rd, 2009 às 23:12
A pergunta mais importante é a Primeira. As demais, se tiver resposta, ótimo. Se não, o ônus da provacabe aos Cristãos.
1 - Do capítulo “A falta de evidência Histórica para Jesus”, pg 4 (lembra, é tudo uma série):
Agora voltamo-nos para as epístolas supostamente escritas por S. Paulo. A Primeira Epístola de S. Paulo a Timóteo avisa contra o trabalho Marcionista conhecido como Antithesis. Marcion foi expulso da Igreja de Roma em c. 144 D.E.C. e a Primeira Epístola de S. Paulo a Timóteo foi escrita pouco depois. Como se vê, temos novamente um caso claro de pseudepigrafia.
Só que “Marcião (ou Marcion) teria sido o autor dos escritos atribuídos ao inexistente Paulo” (acredito que para ter sido aceita pela igreja, foi antes da expulsão). Ou seja, ele escreveu contra ele mesmo. Aí está a incoerência.
2 - Seguindo a bibliografia sugerida neste questionamento, fui a wiki e ela remetia para “1 Corinthians 15:29″ e a única coisa que diz neste versículo é de uma seita que batiza pelos mortos. O marcionismo era uma delas. Porque não podia falar de outra anterior, como os essênio para os cristãos? Outro problema de lógica e não falta de informação.
3 –Idem para novamente “A falta de evidência Histórica para Jesus”, pg 4, que indica I-Timoteo 4. Ok, fala sobre uma seita, mas necessariamente o marcionismo? Assim como existiram os essêncios antes de Cristo não pode ter havido os que pensavam como Marcion antes dele, que Jeová era incoerente com o Deus Cristão do amor e perdão?
4 – O problema maior dos itens 2 e 3 é que se a alusão aos marcionistas não é direta, apenas uma inferência, a datação pode estar errada, e a datação foi o argumento usado como prova de que “Paulo” não poderia ter escrito essas epístolas antes de 144 dC. (Lógica)
5 – Além do mais, um de seus maiores argumentos neste capítulo é que houve manipulações posteriores aos textos originais por interesse da igreja. Vamos dizer que a seita referida por “Paulo” seja mesmo a marcionista. Não pode ter sido esta alteração feita depois, contra o movimento agora surgido, adicionando elementos ao texto original de “Paulo”? É dito que as 3 epístolas pastorais foram escritos pelo mesmo autor na mesma data, mas como sabem que não há uma versão anterior? Até acharem os manuscritos do mar morto, não sabiam que existiam versão tão antiga do Velho Testamento. (Lógica, chega a uma tese por hipóteses que podem não ser exatas)
fevereiro 3rd, 2009 às 23:44
Eu sugeri o livro de Bart Erhman (O que Jesus disse, O que Jesus não disse. Quem mudou a Bíblia e porque). Ele diz textualmente na página 34:
Aqui ele deixa uma nota de rodapé.
Continando do ponto que ele parou antes da marca da nota…
Não houve apenas um redator nas epístolas paulinas. ESTE é o ponto.
Aqui vc pode ver um tesxto falando da pseudonímia nas epístolas paulinas. O PPT original vc baixa do site da Arquidiocese de São Paulo: http://www.arquidiocese-sp.org.br/cursos/CATP_07_deuteras.ppt
Assim, todo o seu questionamento cai, pois as cartas são duvidosas. Cada uma com um redator. Atribui-se todas elas a Paulo, o que não quer dizer nada. Erhman ainda continua, nas páginas 67-68:
Qualquer argumento que contraponha versículos de epístolas diferentes (ou mesmo dentro de uma MESMA epístola) não vale de nada. Pq elas são contraditórias per se
fevereiro 3rd, 2009 às 23:48
Complementando:
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Só que “Marcião (ou Marcion) teria sido o autor dos escritos atribuídos ao inexistente Paulo” (acredito que para ter sido aceita pela igreja, foi antes da expulsão). Ou seja, ele escreveu contra ele mesmo. Aí está a incoerência.
.
O texto não fez uma afirmação peremptória. E as epístolas são colchas de retalhos que se contradizem de versículo pra versículo, de capítulo pra capítulo. Entendeu? por isso eu sugeri bibliografia. Não dá pra citar vários estudos, vários livros etc em curtos espaços de comentários. Eu sugeri a Wiki apenas por causa da bibliografia que vinha nela. Just That.
Marcelo respondeu:
fevereiro 4th, 2009 às 08:18
Obrigado, André,
muito esclarecedor.
Dá uma nova perspectiva sobre os argumentos.
De fato, ainda não fica provado que as cartas teriam sido escritas depois de 144dC, já que ainda não há relação direta com os marcionistas (e olha que vc citou muitos livros), mas acho que nunca ficará, principalmente sabendo que várias cartas desapareceram. E, pelo fato das epístolas serem colchas de retalho fica difícil que se aceite evidências que usam seu texto como prova.
Mas, as evidências são tão grandes e tantas que fica até difícil não acreditar. Só preciso tomar cuidado para não ter fé de que Jesus realmente não existiu.
Agradeço novamente pelo seu tempo,
Abraço
fevereiro 4th, 2009 às 14:10
Como eu disse, não dá para passar todo material que tenho por comentário. Mas, os livros que indiquei dão boas pistas. O que mata neste Brasil é o preço absurdo dos livros.
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O texto aqui esboça muitos arugmentos, e não provas definitivas (tal coisa é impossível, dada a falta de documentos). Mas, é curioso que uma figura tão comentada, de incrível recionhecimento (como é citado pelos evangelistas) não seja citado em outras cartas dos diversos historiadores.
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Pesquisadores como Crossan até aceitam que possa ter existido algum camarada que se mostrava ciomo Messdias (coisa comum naquela época, como ainda hoje). O que eles discutem é a veracidade do Jesus Bíblico. Isso, nenhum deles aceita como real.
Marcelo respondeu:
fevereiro 5th, 2009 às 07:16
@Marcelo,
Mas e como negar o INRI Cristo (risos)
fevereiro 3rd, 2009 às 18:09
Desisto! Vou tomar uma cerveja.
fevereiro 3rd, 2009 às 18:08
Cara, vc não compreendeu uma coisa. Vc lê cada um dos artigos como se fossem únicos, mas isso segue uma s´[erie. Por isso ele diz “E ainda”. Sugiro que vc leia toda a série. Já te indiquei site que tem bibliografia, te citei um livro específico etc. Se quiser, posso sugerir: “O que Jesus disse e o que Jesus não disse” e “Um judeu marginal”.
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Nem tudo dá pra explicar por comentários, senão ficará maior que o artigo em si.
Marcelo respondeu:
fevereiro 3rd, 2009 às 18:23
@André,
1 - Beleza, evitarei novas questões que peçam explicações mais detalhadas.
2 - Ainda acho que este parágrafo poderia ser reescrito, só isso, uma sugestão para melhoria. Seria melhor para todos os leitores. Mas o site é teu, você é quem sabe.
3 - Quanto ao livro, acredite, não tem na Biblioteca Nacional. Mas tem na Saraiva, vou dar uma passada lá.
4 - O site que vc me deu, a wikipedia, não respondeu a minha outra pergunta. Insisto nela, porque não é questão de buscar mais informações, mas por haver uma contradição, de modo que para uma afirmação ser verdadeira, a outra tem que ser falsa. Gostaria e sugiro que revisse isso para melhorar ainda mais seu texto. Ou que veja o que estou interpretando errado para sanar minha dúvida.
Abraço
fevereiro 3rd, 2009 às 20:07
Detestoi gente se fazendo de coitado…
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1 - Beleza, evitarei novas questões que peçam explicações mais detalhadas.
.
Explicações que já foram explicadas por meio de sugestão bibliográfica, diga-se de passagem.
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2 - Ainda acho que este parágrafo poderia ser reescrito, só isso, uma sugestão para melhoria. Seria melhor para todos os leitores. Mas o site é teu, você é quem sabe.
.
Se for assim, todos os livros deverão ser alterados, pois tem sempre alguém que não entende.
.
3 - Quanto ao livro, acredite, não tem na Biblioteca Nacional. Mas tem na Saraiva, vou dar uma passada lá.
>
Pérola! Todo livro editado no Brasil tem um exemplar na Biblioteca Nacional. Se o funcionário lá tem preguiça, é outra história.
.
4 - O site que vc me deu, a wikipedia, não respondeu a minha outra pergunta. Insisto nela, porque não é questão de buscar mais informações, mas por haver uma contradição, de modo que para uma afirmação ser verdadeira, a outra tem que ser falsa. Gostaria e sugiro que revisse isso para melhorar ainda mais seu texto. Ou que veja o que estou interpretando errado para sanar minha dúvida.
.
Eu disse, vou repetir: esta é uma série. Tem que ver TODO o contexto. E não, não fui eu quem a escreveu. Não vi cvontradição nenhuma, mesmo porque eu sugeri bibliografia adicional.
Marcelo respondeu:
fevereiro 3rd, 2009 às 18:38
Cara,
você escreve um livro reunindo informações que desmentem toda a história ocidental. As afirmações são baseadas em uma pesquisa histórica e lógica. Aí, quando questionado sobre uma contradição você diz que desiste e que vai tomar uma cerveja? Eu não quero pegar erros, eu quero uma solução para a lógica que valide o texto.
fevereiro 3rd, 2009 às 20:10
você escreve um livro reunindo informações que desmentem toda a história ocidental.
.
Não fui eu quem escreveu, isso não é um livro e não desmente TODA a história Ocidental. Nenhum historiador sensato acredita no mito do Cristianismo conforme descrito na Bíblia. E nisso eu incluo historiadores CRISTÃOS, como John Dominic Crossan.
As afirmações são baseadas em uma pesquisa histórica e lógica.
Pesquisa que vc tá se recusando a fazer tb.
Aí, quando questionado sobre uma contradição você diz que desiste e que vai tomar uma cerveja?
Sim, rapaz, pq eu já te passei bibliografia a respeito, pombas. Depois, eu sou nervoso e estressado…
Eu não quero pegar erros, eu quero uma solução para a lógica que valide o texto.
Vc fala “texto” mas refere-se a uma frase que não compreendeu.
Marcelo respondeu:
fevereiro 3rd, 2009 às 23:23
@André,
1 -Pesquisa que vc tá se recusando a fazer tb.
Só fui até a biblioteca nacional ter acesso ao livro e abri a wiki, como vc sugeriu.
2 - Eu não quero pegar erros, eu quero uma solução para a lógica que valide o texto. _ Vc fala “texto” mas refere-se a uma frase que não compreendeu.
Não, a pergunta que eu fiz logo após ao texto que eu não compreendi, e vc ignorou para não adimitir não ter resposta.
3 - Ainda acho que este parágrafo poderia ser reescrito, só isso, uma sugestão para melhoria. Seria melhor para todos os leitores. Mas o site é teu, você é quem sabe.
.
Desculpa, seu texto é perfeito e imutável.
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4 - Pérola! Todo livro editado no Brasil tem um exemplar na Biblioteca Nacional. Se o funcionário lá tem preguiça, é outra história.
.
Pérola! Basta entrar no site e fazer uma busca.
4 - Eu disse, vou repetir: esta é uma série. Tem que ver TODO o contexto. E não, não fui eu quem a escreveu. Não vi cvontradição nenhuma, mesmo porque eu sugeri bibliografia adicional.
A pergunta foi refeita mais uma vez acima, justamente trazendo os outros capítulos do todo.
fevereiro 3rd, 2009 às 23:50
Acabei de responder a tudo isso. E sim a BN TEM o livro. Tem que ter, filhote. Se o site não traz, o site está errado. Simples.
FabioK respondeu:
fevereiro 4th, 2009 às 10:28
@Marcelo,
O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse?
* Editora: Prestígio
* Autor: BART D. EHRMAN
* ISBN: 8599170988
* Origem: Nacional
* Ano: 2006
* Edição: 1
* Número de páginas: 248
* Acabamento: Brochura
* Formato: Médio
O livro tem ISBN
Fabiano respondeu:
fevereiro 4th, 2009 às 12:53
@Marcelo, até meu trabalho de conclusão para o curso de jornalismo tem o ISBN e um exemplar foi para a Biblioteca Nacional. Qualquer livro publicado no Brasil e, claro, feito da maneira correta, segue esse processo.
Marcelo respondeu:
fevereiro 5th, 2009 às 07:43
@Marcelo,
FabioK e Fabiano,
obrigado pelo esclarecimento.
Mas o livro do qual estava falando não é esse, mas o sugerido antes pelo André, Teologia do Novo testamento, de Bultmann.
Como disse, podem ir ao site da BN e ver que ele não está listado no prgrama de busca, e a busca na biblioteca utiliza o mesmo site, de forma que podem averiguar o que disse.
Como eu já estava meio cético, fiquei puto e em vez de pedir que o bibliotecário desse uma olhada em algum outro cadastro que eu não tenho acesso, voltei para casa e procurei em site de livrarias, onde descobri que o livro existe sim. Então, na próxima vez que for ao centro, aproveitarei e passarei na BN e darei uma olhada no livro.
Para, André,
de novo, obrigado pela resposta.
Acho que o motivo das perguntas merece uma explicação:
Achei e continuo achando conveniente fazer perguntas ao seu blog, pois seus criadores estão se mostrando dispostos a esclarecer o tema ao reunir todos estes textos. Só que essa “cruzada” é sua e não da maioria dos leitores. De modo que vc tem muito mais informações para dar base aos argumentos do que qualquer leitor. A ___maioria___ entra, lê um pedaço, acredita cegamente ou repudia cegamente, mas não analisa, questiona. Fica com preguiça e desiste. Analfabetos funcionais. Até porque, saber disso, não vai fazê-las mudar o mundo, então para quê perder tempo?
Para alguém que se interesse um pouco mais do que esses, mas não tanto como vcs, fica o ônus de ler a bibliografia, é óbvio. Só que quem disse que a bibliografia é confiável? Quem se contenta com ela tem uma falsa sensação de que está respaldado. Então, temos que ler a bibliografia da bibliografia, aprender seus métodos, e contestar cada uma de suas afirmações com um método que aprendemos por “correspondência”. Podemos nos valer de cargos acadêmicos para saber a confiabilidade do autor, mas vejamos Tübingen Universitat, por exemplo. É uma escola teológica, mas que esse tipo de estudo já teve muito mais força do que hoje. Porque perdeu um pouco de força? E temos o manuscritos do mar morto, que mostram diferentes “estilos”
do velho testamento, que podem explicar imprecisões no uso da análise do estilo que foram usadas como evidência na falsificação.
Resumindo, no fim das contas, eu vou ter que confiar em vcs mesmo, mesmo que não seja cegamente. Por isso considerei os mediadores do blog os mais indicados para explicar e complementar seu ponto de vista.
Abraço a todos
fevereiro 5th, 2009 às 14:59
Resumindo, no fim das contas, eu vou ter que confiar em vcs mesmo, mesmo que não seja cegamente.
.
Pelas pedras de Júpiter, não faça isso! Não confie em nós. O que eu falo é baseado em bibliografias, as quais eu cito, e estudos que eu fiz por aí. Isso não faz de mim algo plenamente confiável. Confie nas várias pesquisas e verifique se o que eu falei é verdadfe. Quem confia em alguém só pq esse alguém disse que um autor falou tal coisa não significa nada. Quem acredita assim são os crentes.
.
E sim, eu gosto de questionamentos, mas eu faço por onde os co-comentadores pesquisem tb.
fevereiro 3rd, 2009 em 16:57
Ainda acho, que, o importante não é fixar-se nas figuras imaginárias ou não de Jesus, maria, ou seja lá, quem for, ainda acho importante, deixar tudo isso, de lado, quado o assunto, é o amai-vos uns aos outros, e compartilhar com as pessoas, o respeito, a humildade, cooperação, paciencia, tolerância, camaradagem, acima da crença, da etnia, da raça, dos ganhos materiais, pois não é o que toda religião, e filosofia, prega, quando diz, que devemos ter com o outro, o respeito, que queremos que tenham conosco?
então, como explicar, o fato de que religiosos, travam guerras santas, u não, contra quem não pensa como eles, não adora, como eles, e nao acredita, como eles?
Onde fica o respeito, nessas horas? Esquecido, em algumas belas linhas de edifiação moral, misturadas à centenas de linhas políticas, racistas, violentas, mentirosas e abusivas?
Marcelo respondeu:
fevereiro 5th, 2009 às 07:46
@mirtes,
Perfeito.
E lembremos que não devemos culpar instituições que tiveram uma criação baseadas em bons princípios, por homens que dela fazem parte e que em seu nome vão contra os mesmos.
mirtes respondeu:
fevereiro 5th, 2009 às 15:11
@Marcelo, instituições, são virtuais, o que as faz existir, são os homens que frequentam-nas e o que as faz dignas, ou não, são as atitudes destes homens.
Marcelo respondeu:
fevereiro 5th, 2009 às 15:24
@mirtes,
Concordo.
Mas os princípios são institucionais (mesmo que crados por homens de sua origem e alterados por outros ao longo do tempo). Tais princípios deveriam guiar os homens das instiuições e não ser atropelados por eles, como acontece nos exemplos que vc deu.
mirtes respondeu:
fevereiro 5th, 2009 às 15:47
@Marcelo, ainda esttá longe da humanidade deixar seus interesses pessoais escusos, em favor de principios institucionais.
Está longe o dia, em que politica, religião, saúde, educação, assistências, serão 100% utilisados, não de maneira a encher o bolso de uma minoria corrupta, mas para o crescimento da humanidade, eu tenho a impressão de que estamos nos desviando do assunto, e o sagrado senhor do ceticismo (vulgo André), já andou puxando orelhas, então tomemos cuidado.