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Grandes Mentiras Religiosas

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Caderno dos Professores

Para quem quer ensinar e muitas vezes se pergunta como abordar um tema. Como deixar a aula interessante, como levar conhecimento aos seus alunos por meios que pedagogos lhe odiarão, mas serão amados pelos estudantes. Mais »

 

O Vidro

O vidro pode ser considerado como uma das mais belas invenções do homem, sendo não só agradável aos olhos, como ao toque. Sua beleza fascina as pessoas há muito, muito tempo. Desde milênios até a data atual, nada se compara ao vidro, cuja origem de sua descoberta perdeu-se nas brumas do tempo. Há duas versões para a origem do vidro: a primeira sugere que um oleiro do antigo Egito tinha uma enorme partida de vasos a entregar. Malandramente, nosso amigo quis acelerar a secagem da argila fazendo uma enorme fogueira ao redor dos vasos. Com o tempo, nosso oleiro notou que alguns vasos “cintilavam” e ele atribuiu isso ao fato de estar ventando um pouco e alguma areia era jogada nos vasos. Experimentando, ele foi manualmente adicionando mais areia até que chegou até utilizar somente areia, obtendo assim, o vidro. Outra suposição é a de que os fenícios, em 8000 A.E.C., descobriram o vidro durante os longos acampamentos nas praias, e o local onde ficavam as fogueiras que aqueciam os viajantes acabava por ficar com uma “placa” de um material fundido e brilhante. Bom, qual das duas histórias é a verdadeira – se é que alguma delas o é – não se sabe. Fica aqui mais um mistério da humanidade. Mas o que é o vidro e como ele pode ser o que é? Quais as suas propriedades e como podemos melhorá-lo, de forma a servir para quase todas as funções que nossa mente imaginar? Mas temos que nos focar primeiro na pergunta “O que é o vidro?”

Costuma-se definir o vidro como sendo uma mistura formada por, geralmente, silicatos com algumas quantidades de carbonatos e diversos, sendo esta mistura transparente e amorfa, além de ser facilmente moldada a quente. Antigamente, os cientistas rotularam o estado físico do vidro como sendo um “líquido superresfriado”, isto é, uma substância altamente viscosa que não tenha entrado no estado sólido como os demais elementos ou substâncias, possuindo propriedades de fluídos e aparência enganosamente sólida. Em 1995, contudo, o vidro recebeu a designação de “sólido amorfo”, ou seja, que não é formado por retículos cristalinos, mas que, mesmo assim, permite passagem de luz através de suas moléculas, proporcionando a sua transparência.

Um exemplo de substância amorfa no estado sólido é o enxofre. Com o grafite acontece a mesma coisa, pois ele é amorfo e, quando os átomos de carbono estão lindamente organizadinhos numa estrutura tridimensional, temos o diamante, a substância natural mais dura que se conhece. Então, vocês me falarão que nem o enxofre amorfo nem o grafite permitem a passagem de luz, mediante nossas observações das propriedades dos 3 estados físicos, o que, de certa forma, não está errado. Estamos acostumados com o que nos foi ensinado no nível Fundamental, onde a matéria possui três estados físicos (sólido, líquido e gasoso), mas talvez seja hora de abandonarmos este conceito, pois a matéria pode se apresentar de outras formas, como o nosso Sol por exemplo.

Estrelas como o nosso Sol são feitas basicamente de hidrogênio. Sua imensa massa faz com que o gás se atraia mutuamente, por força gravitacional, mesmo sendo esta uma força extremamente fraca, em comparação à força elétrica ou magnética (e eu nem vou levar em conta as forças nucleares forte e fraca). Quanto maior for a massa, maior será a Gravidade, onde os átomos de hidrogênio comprimem-se, formando hélio e outros elementos químicos. Esta é a fusão nuclear e a energia liberada é muito forte. Tão forte que mesmo à distância de cerca de 150 milhões de quilômetros, poderia fritar a Terra, se a atmosfera não filtrasse (ou desviasse, com o auxílio do campo magnético terrestre) boa parte da emissão de ondas eletromagnéticas e partículas de alta energia. Quando gases à alta temperatura se ionizam, estão no estado chamado “plasma” (que não tem nada a ver com “plasma sanguíneo”). O fogo é um plasma. Já, em outro extremo, bem próximo ao zero absoluto (0 K), temos o chamado Condensado Bose-Einstein, que seria mais um estado da matéria.

Com base nisso, devemos ver com cautela a definição que apenas existem 3 estados físicos da matéria, pois a Natureza não é o que gostaríamos que fosse. O fato é que não dispomos de uma resposta segura para a pergunta “o vidro é sólido ou líquido?”. Em termos de dinâmica molecular e termodinâmica, é possível justificar os vários pontos de vista diferentes que apontam o vidro como sendo um líquido altamente viscoso, um sólido amorfo, ou simplesmente que ele é outro estado da matéria que não é nem líquido, nem sólido (um estado que poderíamos chamar de “vítreo”, mas tal terminologia é desdenhada por pesquisadores). A diferença é semântica, mediante nossos pobres conhecimentos. Não existe ainda uma definição clara para a distinção entre sólidos e líquidos altamente viscosos. Temos, inclusive, líquidos que se comportam como sólidos, como é o caso dos fluidos não-newtonianos.

Aquilo que chamamos “estados físicos da matéria”, portanto, não passam de idealizações de propriedades do material real. Entre o que a Física nos diz e o que podemos perceber há uma grande diferença, mas tendemos a trazer tudo para o nosso campo de raciocínio. Indo por esse caminho, podemos dizer simplesmente: o vidro é uma substância sólida à temperatura ambiente; ou, melhor dizendo, trata-se de um sólido amorfo, conforme dito anteriormente.

Entretanto, apareceu alguns mitos sobre ele a esse respeito, como aquele que diz que os vidros “escorrem” bem lentamente com o passar do tempo, e que os vitrais das catedrais antigas ilustram esta suposição, pelo fato da espessura ser maior na base do que no topo da peça, mas isso é um erro.

A questão dos vitrais é muito simples: os vidreiros antigos não dispunham das técnicas de hoje (mais adiante falaremos sobre o vidro “cristal”), e suas peças saíam com espessuras irregulares. Isto é, algumas partes de um “tablete” de vidro saíam mais grossas do que outras. Assim, os vidraceiros (vidreiros fabricavam os vidros, vidraceiros faziam as vidraças, janelas, vitrais etc. Nem sempre um fazia o serviço do outro) eram espertos o suficiente para deixar que a parte mais grossa servisse de base do vitral, os mestres pintores faziam sua arte e depois os vidraceiros preparavam um caixilho sob medida.

É um severo erro se considerarmos o vidro como sendo um líquido, ainda mais se considerarmos o mito de vidros “escorrendo” durante o tempo. Se tal fosse verdade, não poderíamos admirar a beleza da peça à esquerda, a qual é uma peça egípcia datada entre o 3º e o 1º século A.E.C. (clique para ampliar). Da mesma forma, não teríamos um “Vas Diatretvm”, do século IV E.C., como a Taça de Licurgo.  Se o mito que “vidros escorrem com o passar do tempo” fosse verdade, estas peças artísticas já estariam muito deformadas, mas tal não aconteceu; portanto, a história do “vidro escorrido” não passa de crendice.

Com o passar do tempo, aprendemos a fazer vidros com menos imperfeições, mas para conseguirmos vidros plenamente lisinhos demandaria alguns séculos. Há, contudo, muita coisa ainda que devemos saber sobre o vidro e seus constituintes antes de partirmos para os métodos de feitura do mesmo. Por exemplo, vocês devem estar se perguntando porque a peça egípcia não é transparente e sim como se fosse feito de pedra polida. A colorização dos materiais vítreos antigos era feita com “impurezas”, isto é, adicionava-se substâncias coloridas, de forma a conferir cor e beleza às peças. Assim, para se obter vidros de cor azul, empregava-se minerais ricos em cobalto. Para as tonalidades de verde, rochas e minerais contendo óxido de ferro II (FeO). Por outro lado, areias com alta concentração de óxido de ferro III (Fe2O3) apresentavam colorações amareladas indesejadas. Para tanto, empregava-se pequeníssimas quantidades de dióxido de manganês (MnO2) ou de selênio (SeO2). A coloração âmbar (a da garrafa de cerveja) é obtida pela adição de uma mistura de carbono, enxofre e ferro.

O vidro é um dos mais importantes materiais tecnológicos que desenvolvemos. Antes mesmo da Idade do Ferro, o vidro já era conhecido e empregado. Hoje, desde edifícios a instrumentos de laboratório, carinhosamente chamados de “vidraria” e químico que é químico tem as suas próprias vidrarias em casa ao lado de cristais da Bavária ou porcelanas chinesas. Por algum motivo obscuro, minha devotadíssima esposa não acha meus erlenmeyers tão chiques quanto aquelas malditas tacinhas sem graça que mulheres adoram ficar polindo para mostrar para as amigas.

O vidro é durável, bonito, ecológico, reciclável e reaproveitável, além de ser fácil de ser limpo e é empregado em travessas, potes e na tela do seu iPad. Desde aquele copo de geleia que você usa para beber água quando não tem visita em casa até lentes de sofisticados telescópios, o vidro sempre nos acompanhou e só alguém bem burro deixa de usar potes e garrafas de vidro para usar materiais derivados do petróleo. Vidros não poluem o ambiente, plásticos sim.

Na próxima página, estudaremos as propriedades físicas e químicas do vidro e de seus constituintes.

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • cesarcesc

    André, é verdade que o vidro não tem ponto de fusão?

    Administrador André respondeu:

    Claro que não. Principalmente se você não ler artigos.

    cesarcesc respondeu:

    @André, È verdade andré ,não li todo o artigo porque estava no trabalho e nem percebi o restante em outra página, somente agora tive tempo e atenção, mas saiba que leio sempre, porque é foda se dedicar a um artigo e ter que aguentar perguntas e opiniões de quem nem mesmo fez a leitura, mas no meu caso foi desatenção com a página, mas fiz a leitura e constatei a minha resposta, valeu!!!

    marcelusmedius respondeu:

    @cesarcesc, É verdade sim, as esculturas de vidro são todas esculpidas no martelo mesmo. As vezes até marreta.

    Guz respondeu:

    @marcelusmedius,

    Lógico que tem..

    Só que precisa usar os brincos potara ou fazer aquela dancinha

    Administrador André respondeu:

    Fim do desvio de assunto.

  • Guz

    Nem li todas as páginas (ainda), mas tenho uma pergunta:

    Porque tem gente que insiste em falar “Vrido” ?

    Administrador André respondeu:

    Analfabetismo.

    Mr.Darkness respondeu:

    @André, isso só me lembrou do capitão óbvio…

  • Altair5

    Gostei muito do post (embora prefira copos e pratos de porcelana :mrgreen: ).Também é bom ver que da sílica vem o silício e quase toda a eletrônica moderna,pelo menos até o grafeno dominar …

  • Spy

    Muito informativo o artigo, André.

    Mas by the way, se a “Sra. Ceticismo” não gostar dessa caneca, eu desisto.
    http://www.thinkgeek.com/homeoffice/mugs/96c6/

    Administrador André respondeu:

    EU QUERO!!!!!!

  • bvv

    Por causa de artigos como esse dá gosto de entrar no Ceticismo.net.

    Belo artigo, meus parabéns!

    Por erro de digitação tem um “quen” na última página, salvo engano.

    É na frase abaixo:

    “Viu o alvorecer da utilização humana de ferramentas, nem quen estivesse sobre a forma de resíduos vitrificados de lava.”

    Administrador André respondeu:

    Erro corrigido. Obrigado.

    Oliveira respondeu:

    @bvv,

    Blasfêmia! Como ousa corrigir o André!? 😆

    Me lembra meu primeiro dia de trabalho, em uma concessionária. Me mandaram ir pros mecânicos pedir emprestado o martelinho de desentortar vidro. Achei estranho pra caráleo, mas como era o chefe… Estagiário cabaço é foda!

  • Caramba ao terminar de ler o artigo eu pensei: Como sou ignorante! Ao menos serve de consolo saber que agora – após a leitura – sou um pouco menos ignorante. Ah sim, eu também cai na crendice de pensar que o vidro era “meio-liquido” em razão da história dos vitrais das catedrais. Mas após a elucidativa leitura, um mito a menos vive na minhas consciência. Ótimo artigo, parabéns André.

  • André, você deveria escrever um livro. Artigo muito instrutivo, quase enciclopédico.

    Quando ia para igreja (sou ateu ex-católico) admirava os vitrais coloridos com desejos complexos. Agora imagino o trabalhão que dá, misturar as substâncias para dar aquelas cores.

    Outra coisa que imagino: o colorido dos fogos de artifício também são misturas de metais com pólvora?

    Administrador André respondeu:

    Outra coisa que imagino: o colorido dos fogos de artifício também são misturas de metais com pólvora?

    Sim. Uma consequência do Postulado de Bohr e uma aplicação prática do Teste de Chama.

  • Breno Bernardes

    Já tinha ouvido a versão de que o vidro foi descoberto depois que raios atingiram o solo de um acampamento.

    Na fábrica onde trabalho, teve uma palestra de um fornecedor de garrafas para nós do Controle de Qualidade, que disse que o vidro era líquido. Agora sim tirei minha dúvida. Obrigado.

  • Maumau

    Gostei muito do artigo, me fez aprender um pouco mais sobre uma das grandes descobertas da humanidade.
    Não sei por qual razão, mas sempre que começo a ler o livro dos porquês, parece que dá um nó no meu celebro, mas no final fico feliz por estar aprendendo uma coisa nova.

  • Prometeu

    Podia por um botão de “Página aleatória”, no blog.
    Excelentes artigos :mrgreen:

    Devia escrever um Livro [2]

  • Mari.

    Recentemente, a empresa que trabalho comprou o único laboratório completo de análises ambientais de São Paulo e estou aprendendo muito do que há em laboratórios químicos, com isso, quero dizer que só faltou eu rolar aqui de tanto rir ao me ler suas lembranças como estagiário. A diferença é que aqui, cada capela tem sua exaustão, sem contar a exaustão do laboratório em si… Mas consegui visualizar bem a cena e você foi guerreiro na térmita, parabéns!

    Quanto ao artigo, eu ainda tenho a opinião que vidro é um estado físico. Não dá para classificar. E que são belas as tacinhas de cristal que minha mãe poli uma vez por mês, são belas sim. Já até separei os conjuntos que levarei de herança dela u_u (assim como escolhi quais conjuntos de chá pegarei da minha avó).

    Durex, pyrex, duralex, marinex.. Que raios há com o marketing que gostam desse “ex” no final? Fica tão brega :/

    Administrador André respondeu:

    A diferença é que aqui, cada capela tem sua exaustão, sem contar a exaustão do laboratório em si…

    Vc não é laboratorista de verdade. Se eu contar as peripécias que passei no Lab do Museu Nacional, daria vários posts. Qdo cheguei lá, me mostraram vários garrafões com espuma solidificada transbordando, caixas rasgadas e tudo se espalhando.

    Perguntei: O que diabos é isso?
    Resposta: Não sei. Ninguém sabe o que é.
    Perguntei: Show! Quer dizer que isso pode ser arsênio ou cianetos?
    Resposta: Um dar de ombros

    Isso sem NENHUM equipamento de segurança (mas tinha guarda-pó branquinho e passado, do jeito que só as mães sabem fazer e que depois a gente ignora indo todo amarrotado).

    Moral da história, eu recolhi aquilo tudo, chamei a FEEMA, mas ela não veio; entretanto, deram um jeito de sumir com aquilo.

    alguém ainda duvida que eu sou imortal? E olhe que nem mencionei quando passei uma cantada na estagiária de peleontologia, mas esta me deu um cano pois passou a ser amante da (notem o artigo) chefe do Departamento de Entomologia.

    Nihil respondeu:

    @André, Quando crescer quero ser igual a você.

    PS: lá no outro artigo vi que tem duas pessoas me odiando (incluindo você). É um bom começo?

    Administrador André respondeu:

    Eu posso redirecionar o Fale Conosco pro seu e-mail. 😉

    Nihil respondeu:

    @André, Aí seria o fim da Voz dos Alienados. Para responder trolls tem que ser você mesmo 😉 :mrgreen: Espere eu crescer primeiro 😀

    Mari. respondeu:

    @André, e pensar que minha maior emoção na área de química foi quando ganhei um vidro com mercúrio dentro. Nunca me senti tão “sou foda”.

    Administrador André respondeu:

    Sei. E ficou brincando com ele passando de uma mão pra outra (sim, já vi gente fazer isso).

    Mari. respondeu:

    @André, Você acertou. Eu me sentia fora da realidade tendo um vidro do tamanho de um esmalte comum mas tão pesado quanto os livros da Barsa. Foi um peso de papel e enfeite por muitos anos ‘-‘

    Nihil respondeu:

    @Mari., e a minha maior proeza foi acender uma lâmpada com um limão. Mas um vidro com mercúrio nunca ganhei, mas já desmontei termômetro (o que me custou boas palmadas) e derreti chumbo no fogão 😀 Eu era terrível!

    Administrador André respondeu:

    A hora que vc souber que pode explodir sua casa usando açúcar, então…

    Nihil respondeu:

    @André, Hahahaha! Sempre amei experiências caseiras 😀 Já até montei “bombas” de comprimidos efervescente 😀 Hum… Vou pesquisar sobre o açúcar :mrgreen:

    Renato Kistner respondeu:

    @André, Falando nisso, meu tio trabalha na Louis Dreyfus, no porto de Paranaguá. Houve uma explosão no galpão da empresa recentemente, causada pela poeira de açúcar e uma fagulha.

    Administrador André respondeu:

    Isso acontece direto em silos de cereais.

    Mari. respondeu:

    @Nihil, uma vez eu quebrei um termômetro sem querer e achei fascinante o líquido prateado que deixava a colcha da minha avó vermelha. Sem contar que era divertido colocar o dedo na substância e parecer que não tocava nada! Não levei palmadas ‘-‘ mas fiquei extremamente triste em saber que não podia brincar com aquilo. Minhas proezas sempre foram com remédios variados (era daquelas que via a avó tomar mil comprimidos e ia depois escondido tomar também para evitar doenças de velho~ quantas lavagens eu já vi num pronto-socorro? Não sei, mas a mais traumatica foi quando eu achei melhor tomar o vidro de rinosoro do que pingar no nariz)

    Nihil respondeu:

    @Mari., Bem antes do Desafio 10:23 já comia vidrinhos inteiros de remédios homeopáticos :mrgreen: também levei palmadas 🙁

    Nihil respondeu:

    @Mari., você também era danada, heim 😛

  • Mari.

    Nada a ver com o assunto *-* mas ó, aprendi a fazer vidro de açúcar!

    Nihil respondeu:

    @Mari., Uou! Temos vidro orgânico! 😉

  • batled

    Não tive tempo de ler tudo, só dei uma passada de olhos. Mas tenho que comentar sobre as fibras ópticas, que são feitas de vidro também. Eu trabalho com cabos de fibras ópticas e é impressionante você saber que um sinal de luz (um laser) é transmitido pelo núcleo de uma fibra que tem entre 9 micrômetros e 62,5 micrômetros de diâmetro. E o sinal não se perde simplesmente por diferença de índice de refração entre núcleo e casca. O núcleo é dopado geralmente com germânio para isso ocorrer.

    Administrador André respondeu:

    Sim, devido às propriedades ópticas de reflexão interna, coisa que pode ser simulada com uma garrafa PET furada com água.

    Nihil respondeu:

    @André, Desculpe a pergunta de leigo. Como esses cabos não se quebram?

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  • sergiobiju

    andre sou astronomo amador e gostei do texto sobre o vidro, a grande dificuldade é encontrar vidro com espessura maior que 25mm aqui no Brasil para fazer espelhos maiores de 200mm (diâmetro) possuo um trelesco de 200mm e é fascinante observar o universo com ele grande abraço honorio 😯 😉

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