Evolução vs Criacionismo Parte V
Parece, mas não é…
O Design Inteligente é algo que realmente se pode chamar de “inteligente”. Não que ele seja realmente algo que se deva levar em conta em termos de Ciência, mas porque seus defensores conseguiram usar de muitas falácias para esconder o que ele realmente é: Criacionismo disfarçado.
Aliás, falácias é o que não faltam no Criacionismo e no Design Inteligente. E é por causa disso que eles são chamados de criaBURRIcionismo e Design InteliJUMENTO, por pessoas que são familiarizadas com o conteúdo dessas falácias.
A principal base do DI remete no século XVIII, através do que se chama Falácia de Paley. William Paley nasceu em 14 de julho de 1743 e faleceu em 25 de maio de 1805. Era um teólogo e filósofo britânico, que nos brindou com uma das maiores besteiras, mas de uma forma um tanto… digamos, poética.
O argumento de Paley para demonstrar a existência de um Criador se baseava numa experiência mental. Nada de errado nisso, já que o próprio Einstein usava muito desse artifício antes de partir para as contas. Segundo seu experimento mental, Paley dizia que se nós encontrássemos um relógio no campo (sem sequer termos visto um relógio antes), concluiríamos, pela perfeição de suas funções e pelo intrincado de suas estruturas, que o relógio mencionado foi deliberadamente construído por um projetista. Afinal, algo tão belo e bem feito como um relógio, com suas rodas dentadas, seu mecanismo preciso, sua forma de mostrar o andamento do tempo, sua função útil (marcar as horas) seria definitivamente uma prova que “alguém” o construiu. Que o relógio veio de um relojoeiro, de um projetista inteligente.
Da mesma forma – afirmava Paley – quando olhamos para o intrincado e para a perfeição do mundo biológico, não nos resta mais nada a não ser concluir, como com o relógio, que ele também é o produto de um projetista, este projetista inteligente, fora do mundo natural.
Sou obrigado a dar um crédito a Paley. Não é culpa dele por ter falecido 50 anos antes da publicação da Origem das Espécies. Sua visão do mundo, lindo e belo, realmente seria fantástico, SE o mundo fosse belo e perfeito.
Mas, não é.
Um campo florido realmente é algo lindo de se ver. Mas, um vulcão em erupção é algo que só é “bonito” quando estamos a milhares de quilômetros de distância, assistindo confortavelmente numa poltrona macia, através de um documentário da National Geographic. Ir lá, ninguém quer. Ninguém poderia dizer que a explosão do Krakatoa em 27 de agosto de 1883 foi algo bonito, nem mesmo a alma pia de Paley afirmaria isso. Só uma mente doente, idiota, estúpida, ridícula e completamente imbecil afirmaria isso, ou que isso se deveu à alguma punição por um pecado qualquer.
O Universo é lindo também, através das lentes do Hubble e das imagens cedidas pela NASA. A explosão de uma supernova é algo realmente belo não é? Não, sinto em dizer, mas não é não.
Quando uma estrela muito massiva entra em colapso, as reações nucleares em seu núcleo não são mais contidas pela gravidade exercida por sua massa. A estrela explode violentamente. Qualquer coisa relativamente próxima (milhões de quilômetros) será brutalmente aniquilada pela energia liberada. Talvez alguma civilização inteligente seja riscada do mapa galáctico. Talvez, uma promessa de vida que esteja se iniciando é ceifada de forma voraz. Só achamos legal porque está bem longe de nós, mas daqui a uns 5 bilhões de anos, nossa estrela particular, o Sol, não terá força suficiente para equilibrar as forças internas e ele se tornará uma gigante vermelha. Ele devorará Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte. Se não desenvolvermos um meio de cair fora daqui (supondo que ainda haverá seres humanos), seremos cozidos para o bel-prazer de outra civilização. Muito provavelmente, caso exista uma civilização inteligente, dotada de tecnologia adequada para tal observação, eles dirão: “Olhe que bonito! Como o universo é lindo”. E não restará nada de nós para contar sobre nossa história, nossas realizações e nossas falhas, nossa cultura, nossa música, poesia, literatura, arquitetura, nossos medos e anseios, nossa esperança no futuro. Nada disso restará. Desapareceremos como uma tênue nuvem que se desfaz no céu por um vento forte, durante o verão. Triste, mas é essa a verdade.
Mas, os criacionistas não vêem isso. Seu antropocentrismo acha que o mundo existe porque eles estão nele. Surge aqui a famosa falácia da “poça d’água”.
Um dia, durante uma obra na rua, fizeram um buraco. Choveu e nesse buraco surgiu uma poça. Como em toda fábula, essa poça cria consciência. Ela olha em volta e se sente tranqüila. Assim, a querida poça diz: “Oh, que legal! Como eu me adapto bem aqui, como este buraco foi feito adequadamente para me conter aqui. Com certeza, ele é obra de algum projetista inteligente para que eu ficasse confortável aqui. Esse projetista é esperto e caridoso para comigo e preciso rezar pra ele, agradecendo por esta dádiva.”
Bem, esta história continuaria, mas o serviço Tapa-Buraco da prefeitura veio, tirou a água e tampou o buraco. Shit happens.
Acham que as criancinhas são criaturinhas lindas e perfeitas. Aqueles desenhos de crianças brincando nos panfletinhos coloridos são belíssimos. Mas, quando mostramos crianças subnutridas na África, ou com deformidades, como a criança que nasceu com dois rostos ou a nasceu com quatro pernas, mas foi operada, ficam horrorizados e dizem que nós somos ruins e desejamos o mal. Fui eu que fiz aquilo? Alguns débeis mentais virão com besteiras que aquilo é alguma punição causada pelo pecado original, outros queé um evento cármico ou que é para servir de exemplo a outras pessoas.
E EU é que sou ruim, né? É fácil falar este monte de besteira quando se é perfeitinho e está com tudo nos conformes. Mas, se fosse algum membro de alguma igreja, falariam dos mistérios da fé e como é maravilhoso ver um mártir do Senhor. Bleargh!
É muito engraçado ver que as tentativas de mostrar que tudo teve um desenhista inteligente. As alegações são como a distância exata da Terra à Lua, afim de gerar marés adequadas, que a distância da Terra ao Sol nos coloca numa região de conforto, não muito quente, nem muito frio e por aí vai.
O que isso implica? Exatamente na Seleção Natural.
Um desenhista perfeito faria coisas perfeitas; nada mais natural, não é? Vamos usar nossa imaginação e criar um Desenhista realmente inteligente. Ele possivelmente faria coisas assim:
1. Um Sistema Solar onde o Sol fica no centro. Nada de elipses, as órbitas dos planetas seriam círculos milimetricamente perfeitos.
2. Cada um dos 10 planetas existentes nesse sistema teria satélites que seguissem a seqüência de Fibonacci (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34 e 55 satélites), contados a partir do mais próximo até o mais distante), girando também em círculos perfeitos ao redor de seu planeta-mãe.
3. Cada um dos planetas seria uma esfera absolutamente perfeita, com precisão de centésimos de milímetro. Assim como seus satélites.
4. Cada um dos planetas teria um ecossistema próprio, dispondo de inúmeras formas de vida; todas elas coexistindo pacificamente.
5. As galáxias seriam esferas perfeitas, contendo bilhões de sistemas solares exatamente iguais ao supracitado, com planetas absolutamente iguais, e disposta milimetricamente equidistantes.
6. Seres vivos não teriam problemas de doenças, já que um planejador inteligente jamais faria algo que pudesse morrer com apenas uma espetada de um prego de ferro enferrujado.
7. Nenhum planeta seria bombardeado por eras e eras com meteoros gigantescos, aniquilando a quase totalidade das formas de vida.
8. Os seres de todos os planetas estariam se comunicando amistosamente.
9. Todos os seres vivos se respeitariam e não se matariam por diferenças.
10. Não haveriam religiões, posto que todos teriam certeza sobre quem os criou e porque, através de mensagens simples e claras e não por frases obscuras e de sentido ambíguo.
O que vemos no Universo é uma mixórdia! Planetas desabitados, com tempestades que duram séculos, atmosferas tóxicas, onde ácidos extremamente fortes estariam suspensos no ar, corroendo qualquer coisa que apareça por lá. Explosões violentas, choques de astros, galáxias em rotas de colisão e nenhuma evidência sequer que haja vida em outros planetas, que dirá vida inteligente.
O finado cientista Carl Sagan tinha uma resposta para estarmos sozinhos no Universo: “Talvez estamos realmente sozinhos, posto que alguma civilização tem que ser a primeira civilização tecnológica. Por que não a nossa?”
Alegar que todo o Universo foi feito para nós bajularmos um suposto desenhista inteligente é o cúmulo da arrogância. Nem sequer podemos ver o Universo a olho nu. No máximo, alguns milhares de estrelas, o que é muito, muito pouco perto dos bilhões de estrelas em nossa galáxia. Qual a resposta que os defensores do DI têm pra isso? Nenhuma.
Mas, diferente dos criacionistas, o pessoal que defende o DI tem alguma coisa em que se basear, a título de argumentos. Na próxima página veremos como o Dr. Behe tentou sustentar isso e foi, por isso, tido como incompetente perante o tribunal de Dover.
O Julgamento de Dover
Em 2004 no condado de Dover, na Pensilvânia, EUA, um Conselho Escolar teve a idéia de violar a própria Constituição do país, onde se prevê a separação da Igreja e Estado. Para isso, eles queriam impor que se lesse uma declaração de um minuto, dizendo que a Teoria da Evolução não passava disso: uma teoria, iniciando o festival de besteiras. Na seqüência, que havia uma nova teoria científica, à qual chamavam de Intelligent Design (Design Inteligente).
Como se podia esperar, os professores de Biologia recusaram-se terminantemente a isso. E entraram com um processo contra esta determinação.
Os defensores do DI alegaram que, ao contrário do criacionismo, o DI não segue a cronologia da Bíblia, afirmando que o suposto “desenhista” não era necessariamente o Deus bíblico. Alguns de seus teóricos dizem até que o poder superior pode ser um ser extraterrestre. Mas, como sempre, mentira tem perna curta. Vocês podem ver um documentário completo que a NOVA fez acessando AQUI.
Este documentário mostra como os advogados dos professores viram que o livro sugerido pelos defensores do DI “Sobre Pandas e Pessoas” era o mesmo que um documento anterior que fora sugerido e rejeitado, mas onde a palavra “Deus” aparecia, tinha sido substituído por Designer. E eu que pensei que a Bíblia proibisse mentirosos… Se bem que em um dos versículos diz-se que pode-se mentir desde que seja para pregar as besteiras do Evangelho. Assim é fácil, né?
Os defensores do DI chamaram como testemunha Michael Behe, autor do livro “Caixa Preta de Darwin”.
Neste livro, Behe traz o conceito de “Complexidade Irredutível”, onde afirma que algumas partes dos organismos vivos são tão complexos que não poderiam surgir de simples evolução por Seleção Natural e sim por obra de um “Projetista”. Como exemplo, ele citou o olho humano e o sistema imunológico.
No tocante ao sistema imunológico, Behe passou vergonha ao afirmar que não havia nenhuma pesquisa que explicasse o surgimento do nosso sistema imunológico. Para sua vergonha, os advogados colocaram vários livros, documentos, publicações, teses etc. sobre a mesa à sua frente, demonstrando que ele, ou não tinha conhecimento sobre nada em termos de ciência ou que ele não fora honesto quanto a isso. Ignorância e desonestidade são coisas comuns entre os defensores do DI.
Até mesmo a metáfora usada por Behe foi usada contra ele. Ele afirmou que, como uma ratoeira não funciona se qualquer de suas partes for removida (a velha falácia de Paley). Infelizmente para ele, este é mais um argumento furado e Richard Dawkins soube rebater muito bem e sem esforço. Ele simplesmente usou o conceito de uma ratoeira, uma máquina simples usada para mandar ratos para o Éden dos roedores.
Começamos com a “ratoeira” mais simples possível – um simples pedaço de isca deixado sobre o chão. Quando o rato se aproxima da isca, acertamos ele com um martelo. Bonk! Simples e funcional, certo? (é um experimento mental, nenhum animal foi ferido ao idealizar isso)
Agora, vamos fazer uma pequena modificação. Basta que coloquemos a isca em um pequeno buraco na parede. Isto tem a vantagem de momentaneamente confundir o rato quando o surpreendemos na isca, já que leva um tempo até que o rato encontre a saída do buraco, dando-nos mais tempo para acertá-lo com o martelo.
Outra modificação leve – colocamos uma pequena porta dobradiça de metal cobrindo a abertura do buraco, a qual balança livremente para trás e para frente. Isto confunde o rato um pouquinho mais e leva um pouco mais de tempo para encontrar a saída – dando-nos um tempinho a mais para acertá-lo com o martelo.
A seguir, adicionamos um mecanismo de mola que pode ser armado pelo rato assim que ele pega a isca, deste modo fazendo com que a porta se feche atrás dele. A vantagem é que não temos mais que esperar lá quando o camundongo entra – ao invés, o rato é agora confinado e pode ser acertado por nós através do martelo em qualquer momento conveniente mais tarde.
Outra modificação: viramos o aparato todo em 90 graus assim é apoiado horizontalmente ao invés de verticalmente. Em outras palavras, nosso buraco com isca está agora no chão ao invés da parede. Isto tem a vantagem de permitir que o rato aborde nossa armadilha de qualquer direção, ao invés de limitar o acesso em apenas um lado da parede.
Outra modificação: eliminamos o buraco e simplesmente colocamos a aparato de porta dobradiça no chão de modo que, quando armada, a porta da armadilha bate fortemente no chão onde o gatilho está localizado, esmagando o camundongo para nós quando ele tropeça no gatilho. A nova vantagem é que não temos mais que acertar o camundongo com o martelo – a armadilha nova na prática faz isto por nós.
Uma modificação final. Cortamos a parte do chão que cerca nossa armadilha e afixamos o mecanismo de armadilha diretamente a ela. Isto permite que levemos nossa armadilha para qualquer lugar que quisermos, ao invés de limitá-la a um local.
E assim desenvolvemos passo a passo algo que deveria ser “irredutivelmente complexo”. Cada passo é completamente funcional por si mesmo, e em cada passo, o resultado pretendido é conseguido — um rato morto. Cada passo sucessivo é construído sobre o precedente através de pequenas modificações, no entanto cada passo é mais eficiente de algum modo que seu predecessor.
Outra variação da falácia de Paley (imagino que qualquer criacionista tenha um pôster dele pendurado na parede) foi proposta por Fred Hoyle, onde comparou a probabilidade do processo evolutivo ocorrer com a possibilidade de um vendaval ocorrer sobre um ferro velho e de lá sair um 747.
Fred Hoyle nasceu em 24 de junho de 1915 em Bingley, Yorkshire (Inglaterra), e faleceu 20 de agosto de 2001. Ele foi uma figura polêmica, mas não menos respeitado no meio científico. Sua área era a cosmogonia e um feroz opositor ao Big Bang. Não, ele não tinha formação em Biologia e vocês podem imaginar aonde isso vai levar…
Segundo Hoyle, o Universo era eterno e essencialmente imutável, ainda que apresentando galáxias que se afastam umas das outras. A teoria do Universo Estacionário de Hoyle apoiava-se na formação de matéria entre as galáxias de tempos em tempos, de modo que mesmo que as galáxias se afastassem umas das outras, novas galáxias que se desenvolviam entre elas enchiam o espaço que elas deixavam vago.
Mas, Hoyle fez uma grande contribuição para a Teoria do Big Bang: ele a batizou
Pois é, não foi Hubble que deu este nome, que os criacionistas muitas vezes nem conseguem escrever, confundindo com Big Ben, o relógio instalado na torre do Paralmento Inglês (na verdade, este nome é apenas do sino do relógio e não do relógio em si). Quem pouco estuda…
Hoyle não entendeu a diferença entre expansão e explosão e daí veio a confusão toda; e para mostrar que ele devia ficar escrevendo ficção científica, ele tornou-se um feroz crítico de teorias de evolução química para explicar a origem da vida de maneira natural (não, isso AINDA não tem nada a ver com o processo evolutivo das espécies). Com Chandra Wickramasinghe, Hoyle promoveu a teoria de que a vida surgiu no espaço, espalhando-se pelo universo via “panspermia”, e que a evolução na Terra é dirigida por um fluxo constante de vírus que chegam via cometas.
Ele só “esqueceu” de dizer COMO estas formas de vida surgiram. C’est l avie.
A partir da próxima página entraremos na reta final e veremos as atuais pseudorrefutações dos criacionistas e mostraremos como derrubar cada besteira alegada por eles.
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28 respostas para "Evolução vs Criacionismo Parte V"
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1. roberto disse:
fevereiro 11th, 2009 em 15:13você cita a maioria dos deuses,mas no final só condena o DEUS BÍBLICO,e antes que você pergunte que DEUS;O Deus de Abraão,de Izaque,de Jacó;quanto ódio em garoto…quando você diz que iria mostrar os argumentos dos criacionistas que refutam a Teoria Evolucionista, você cita comentários sem conteúdo com piadinhas e que nada condizem com a verdade pois os CRIACIONISTAS falam em algo muito superior.Uma pergunta:onde está o elo perdido?onde estão as espécies de transição que nunca foram encontrados,não deveriam existir aos milhares?Darwin afirmou que se sua teoria estivesse certa isso deveria acontecer ;isso você não cita nas suas piadinhas.Você escreve que os Criacionistas são ignorantes e desonestos;mas não foram eles que pregou uma mandibula de macaco em um crânio humano para simular a Evolução da espécie no desespero de provar algo que não existe.
André respondeu:
fevereiro 12th, 2009 às 08:00Fósseis transicionais são o que não falta. O Tiktaalik roseae é um bom um exemplo. Vai estudar.
FabioK respondeu:
fevereiro 12th, 2009 às 09:55@roberto,
“Uma pergunta:onde está o elo perdido?onde estão as espécies de transição que nunca foram encontrados,não deveriam existir aos milhares?Darwin afirmou que se sua teoria estivesse certa isso deveria acontecer”
Deus das lacunas: vai estudar, talvez evite pagar esses micos.“mas não foram eles que pregou uma mandibula de macaco em um crânio humano para simular a Evolução da espécie no desespero de provar algo que não existe.”
Sim, pessoas desonestas exitem em qualquer lugar, mas o método científico possui mecanismos para detectar e eliminar essas fraudes (afinal, ninguém exibe essa montagem como verdadeira, em nossos dias: FOI detectada E divulgada a fraude), o mesmo não pode ser dito dos religiosos, que ainda exibem a prova da existência de gigantes, no Oriente Médio…Que Rá retire sua cegueira.
Racionalismo já respondeu:
fevereiro 12th, 2009 às 16:04@roberto,
Abraão não foi aquele cara que entregava a própria esposa para os reis dos países em que ele andava, dizendo que ela era sua irmã?
Isaque não foi aquele rapaz que o “bondoso” jeová queria que fosse imolado e queimado?
Jacó não foi aquele que “roubava” o próprio sogro com a ajuda “justo” jeová?
Se foi mesmo o deus destes caras que criou o universo, então nós estamos mesmo é f………Fabio K respondeu:
fevereiro 12th, 2009 às 16:30@Racionalismo já,
Legal do cara que vendia a esposa é que o javezão ficava puto com o cara que comprava
Também não podemos nos esquecer das filhas que dão um pileque no pai pra “conhecê-lo no sentido bíblico”….
Mesmo que não tenha sido o deus desses cara que criou o universo, eles estão querendo nos f…ZzXx respondeu:
março 23rd, 2009 às 20:24Não fizeram aquela fraude para provar a teoria da evoluçao, vossa retardadice deveria pensar(sei q deve doer para você) antes de vir aqui postando besteiras você por acaso acha que qndo um animal vai morrer ele se enfia num pote de formol para ser estudado milhares/milhões de anos depois? e qual resposta vc tem para os 98% do DNA do chipanzé que é igual o nosso? acho que pra você soh vale o velho “vai estudar” que todo mundo tah falando, q eh oq você precisa.
Agildo Matos respondeu:
maio 24th, 2009 às 00:18@roberto,
Conheço os criacionistas. Mesmo que hajam provas irrefutáveis (o que não existe para a Ciência) eles não as aceitarão como provas.
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2. Gustavo disse:
abril 19th, 2009 em 14:08Quanta besteira e falta de entendimento. Deus não pode ser conhecido baseando-se em suposições de como ele é, de que tudo o que ele faz é geométrico etc.
Existe na fisica, uma grandeza chamada entropia, que mede a desorganização da matéria. O postulado da entropia diz que a entropia so tende a aumentar. Isto quer dizer, por exemplo, que se misturarmos leite com café, nunca mais o leite voltara a se separar do café.
Tenho muitos argumentos que me fazem crer que Darwin era um audacioso e nao um cientista, mas vou citar soh um agora, pois uma discussao somente deve ser levada a diante quando alguma das partes esta disposta a ser convencida do contrario.
Ainda que tenha havido o Big Bang (e nao digo que nao houve), e os planetas tivessem surgido, nao consigo engolir a hipotese de que as substancias se juntariam de tal forma que viessem a formar o primeiro ser vivo ou a primeira célula. O homem, dotado de todo o seu saber e com toda tecnologia que atinge niveis abaixo do microscopico, não consegue criar uma célula se nao for a partir de uma que ja existe. E ainda que por um acaso( tido como impossivel) a primeira célula tivesse surgido do nada, como se pode esperar que tal célula viesse a se organizar de tal maneira que formasse organismos como o humano? Nosso organismo é extremamente complexo e ainda se conhece muito pouco do seu funcionamento. Muitas das teorias de neurociencias sao baseadas em meras hipoteses, que são constantemente revisadas.
Por fim, acredito que a disposiçao que existe para se provar que Deus nao existe origina-se na rebeliao, na falta de vontade de obedecer os mandamentos de Deus. Porque, se voce conseguir convencer a todos (ou pelo menos a si mesmo) de que Deus nao existe, nao precisaria obedecer seus mandamentos. Também nao ha sentido para se viver.
Infelizmente, ainda que consiga ficar convencido dessa ladainha, nao podera escapar do destino reservado aos que nao creem.
André respondeu:
abril 19th, 2009 às 14:31Se o ridículo aí resolver ler TODO o texto verá que eu previamente refutei esta besteira, mas não seja por isso:.
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TEC Parte 13 – Física e Matemática
TEC Parte 14 – Cosmologia
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Pronto, vai estudar e pare de falar merda. E ficar me ameaçando com seu inferninho de merda e nada pra mim é a mesma coisa, crentinho. -
3. bm disse:
abril 28th, 2009 em 17:59sobre halos de polonio voce fala,fala e nao refuta nada pois tenho em minhas maos um video em vhs com 40 cientistas(phd em geologia) refutando robert gentry e nenhum deles consegue
André respondeu:
abril 28th, 2009 às 18:05Questão simples: outras datações mostram que a Terra tem bilhões de anos. O decaimento de polônio é só MAIS UM. Vc não vai ser tão idiota de só enxergar os tolos “halos” enquanto fecha os olhos pros demais testes, vai?
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–> Sim, vai.
Joseph K respondeu:
abril 28th, 2009 às 20:21@bm,
É dessas frases que você está falando?Gentry não relata a presença dos halos que correspondem ao decaimento de Polônio–215 e de Polônio–211 (Decaimento Urânio–235); ou Polônio–216 e Polônio–212. Por quê?
(…)
A verdade é que Gentry primeiro cometeu uma fraude, pois disse que tinha amostras do mundo inteiro quando só tinha de 2 minas radioativas canadenses, virou chacota no mundo todo e perdeu a credibilidade por isso;(…)
Mito, fantasia, falácia, besteira e, enfim, DESONESTIDADE. Gentry foi absolutamente reprovado no teste da falseabilidade de Popper.Para mim, ficou bem claro que a metodologia usada por Gentry é furada, isso já garante que não tem como ser levada em consideração.
Caso isso seja pouco, para você, o autor criacionista Hugh Ross afirma que outro geólogo tentou acompanhar Gentry, em um tour aos locais originais, onde ele encontrou as rochas, mas Gentry foi vago e evasivo sobre a origem das amostras; em seu livro “Creation and Time: A Biblical and Scientific Perspective on the Creation-Date Controversy” (http://www.amazon.com/exec/obidos/redirect?path=ASIN/0891097767&link_code=as2&camp=1789&tag=skepticfriend-20&creative=9325), ele afirma achar que Gentry achou os halos em rochas jovens, e não em antigas rochas metamórficas.
Nesse site, uma tentativa de reproduzir os resultados experimentais de Gentry:
http://www.talkorigins.org/faqs/po-halos/violences.htmlSinto muito, mas ao que indica, Gentry é, para dizer o menos, metodologicamente errado.
Joseph K respondeu:
abril 28th, 2009 às 20:32@bm,
Para ajudar ainda mais, Gentry entra em problemas quando é confrontado com a evidência acumulada em diversos campos apontando para uma idade grande, para a Terra, tal como a datação radiométrica; para contornar esse problema, ele argumenta que o decaimento radioativo variou com o tempo (1), e forçosamente conclui que o decaimento para os isótopos de polonio continuaram constantes, enquanto dúzias de outros isótopos radioativos eram muitas ordens de grandeza diferentes, o que leveou a inconsistências.
Provas dessa variação no decaimento? NENHUMA.
Acho que isso diz tudo, não?(1) Gentry, Robert V., 1992, Creation’s Tiny Mystery, Earth Science Associates, Knowville, TN, 3rd Edition.
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4. bm disse:
maio 2nd, 2009 em 21:24caramba josef k e andre ,porque voces dois não estao na conferencia para desmascarar esse criacionista?pois nenhum cientista phd conseguiu,voces devem ser o maximo!prestem atenção somente voces acreditam nesta baboseiras que voces escrevem pois quando mostro as refutações feitas nesse site por parte desses evoluBOBOCAS para pessoas que realmente tenham formação a cerca do assunto eles fazem comentários que se trata de estudantes mal informados e que querem mostrar que estudam e estão prontos para debater assuntos diversos sobre o tema,mas na verdade voces(andre,fabio k e companhia) são uns boboquinhas que tentam em vão pregar algo ficticio.
André respondeu:
maio 2nd, 2009 às 21:52Por gentileza, mostre as publicações INDEXADAS em que ele publicou suas besteiras. Se o que ele propôs não conseguiu ser refutado, deve ter VÁRIAS publicações que passaram por peer review. Tente a Nature, Science, ou um artigo publicado na Universidade onde ele é professor, sim? No aguardo.
Abbadon respondeu:
maio 2nd, 2009 às 22:15@bm,
E vc tem algum argumento ou refutacao, em vez de falar mal dos outros ?
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Nao ?
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Ja imaginava isso… apenas mais um criacionista sem argumentos. -
5. Johhan disse:
julho 21st, 2009 em 09:39- NÃO PRECISA PUBLICAR, ESPERE O AUTOR -
” Se bem que em um dos versículos diz-se que pode-se mentir … ”
André, não existe nenhum versículo bíblico que afirme isso, eu também
pensei que era mas, um dia ouvi sendo lido em voz alta e percebi que
é apenas um erro de entendimento em português.O trecho citado se encontra em Mateus 5.11 :
” Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. ”
Isso acontece por que o existe no versículo o “sujeito indeterminado”, que nesse caso é o que pratica todas as ações. O sujeito simples, no caso os
discípulos, são os que desde o início do versículo sofrem a ação:
-> Bem-aventurados->injuriados->perseguidos->malditos[e injustiçados].Isso ocorre com todos que lêem a bíblia por causa do seu texto ser
traduzido. Principalmente entre os cristãos por fazerem muito uso dela.Até …
André respondeu:
julho 21st, 2009 às 09:56Filipenses 1:18 – Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, OU COM FINGIMENTO OU EM VERDADE, nisso me regozijo, e me regozijarei ainda.
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Alguma pergunta? Por favor, leia o texto TODO.Johhan respondeu:
julho 21st, 2009 às 20:07- ? -
Na verdade é preciso voltar dois versículos para se descobrir
qual o “fingimento”, ou seja, onde está a origem para esse versículo
e por quem é realizada essa ação.O “fingimento” seria o ato ou efeito de fingir-se, isso não quer dizer
“mentir” na relação a informação prestada e sim, dissimular.Ex: Alguém querendo ter acesso a um lugar ou a qualquer benefício
usando informações verdadeiras para o seu objetivo. Um bom exemplo
é quando alguém descreve uma pessoa importante, diz o que ela faz,
fez, sempre mostrando intimidade aparentando ter relação íntima.
André respondeu:
julho 21st, 2009 às 20:14Acho que não. Colocarei os versículos em discurso corrente a partir do versículo 12:
E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho; de maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana, e por todos os demais lugares. E muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor.
.
Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda.Sua interpretação leva certo grau de correção. Ainda assim, ele não se importa finja ou deixe de fingir, o que interessa é que o evangelho seja pregado. Séculos mais tarde isso seria a base dos escritos de Maquiavel.
Joseph K respondeu:
julho 21st, 2009 às 21:21@Johhan,
Você está tentando dar gradações para a mentira.
Mentirona, mentira, mentirinha, mentirinhazinha, mentira cabeluda… qual o limite entre elas?
Fingir, dissimular é… mentir!
Essa é a ética para o evengelismo, a dos “fins justificam os meios”?
Pelo jeito, odem falar que esse deus é de amor e vida, mas não da verdade e honestidade. -
6. Joseph K disse:
agosto 19th, 2009 em 17:27Uma boa notícia para dar aos criacionistas:
(Da Folha Online, 16-8-2009, traduzido do Financial Times
A new twist on life
By Clive Cookson
Published: August 11 2009 03:00 | Last updated: August 11 2009 03:00
http://www.ft.com/cms/s/0/218c31d4-860e-11de-98de-00144feabdc0.html)“A um passo da vida sintética
Avanços na tecnologia de manipulação genética permitirão, nos próximos meses, fabricar DNA em laboratório e torná-lo “autônomo” do ponto de vista evolutivo
CLIVE COOKSON
A biologia está se aproximando de sua “hora Frankenstein” -a criação da vida a partir do zero. Em algum momento dos próximos meses, é provável que cientistas anunciem ter criado uma célula viva com ingredientes que podem ser adquiridos no varejo.
Pesquisadores liderados por Craig Venter, a mais destacada figura na biologia molecular, sintetizaram no ano passado um genoma bacteriano completo -todas as instruções genéticas de que uma célula precisa para viver e se reproduzir- partindo de produtos químicos de laboratório.
Também converteram uma espécie de bactéria em outra por meio de um “transplante de genoma”. O próximo passo é inserir o genoma artificial em uma célula vazia e “carregar” a mensagem genética, criando o primeiro micróbio completamente sintético do mundo.
(…)
“Trata-se do primeiro exemplo de um sistema químico artificial capaz de produzir evolução darwiniana”, diz Steven Benner, o diretor do projeto.
No momento, os estudantes precisam alimentar o sistema com produtos químicos para mantê-lo operacional, mas Benner espera que, dentro de dois anos, ele seja capaz de evoluir e se sustentar sem ajuda -uma forma primitiva de vida sintética. (…)
.
Esperar para ver, o que dirão os crias, que adoram dizer que nenhuma “vida” foi criada em laboratório (ou mesmo que nem se sintetizaram as bases de DNA).Joseph K respondeu:
agosto 19th, 2009 às 18:26@Joseph K,
Uma observação: vi, aqui mesmo, no cet.net, um artigo relacionado, mas demorou um pouco para me lembrar onde, aí vai o link:
http://ceticismo.net/2008/01/25/equipe-sintetiza-genoma-artificial/ -
7. fred.egito disse:
janeiro 30th, 2011 em 12:28Último “parágrafo” da quinta alegação:
O correto é espontaneamente. -
8. Douglas RR disse:
janeiro 1st, 2012 em 12:44Olá a todos.
Acompanho o Ceticismo.net há algum tempo e gosto de seus textos, acho-os informativos e de fácil leitura.
Hoje, numa olhada no Facebook, vi um comentário (http://www.facebook.com/mauricio.abdalla/posts/277547105636346) divulgando um vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=iyISSDqtTJo&feature=related) sobre “a crise do Darwinismo”, inclusive falou-se de um livro de um professor brasileiro sobre esta “crise” (http://www.amazon.es/latente-darwinismo-Mauricio-Abdalla-Guerrieri/dp/8493787116). E fala-se das pesquisas de um biólogo chamado Máximo Sandín, que critica o Darwinismo.
Como não tenho conhecimentos profundos em biologia, não entendi quase nada sobre. Porém, ficaram perguntas como: realmente, existe uma “crise do Darwinismo”? E os argumentos apresentados são válidos?
Desde já agradeço a leitura e me desculpo, se tudo o que escrevi não passa de mero papo furado.
André respondeu:
janeiro 1st, 2012 às 13:04Simples de responder.
1) Não existe Darwinismo, portanto, não existe nenhuma crise.
2) A Teoria Sintética da Evolução está mais do que provada, queiram a burrada ou não. Não será postagem no Facebook que mudará isso.
3) Procurei por Maximo Sandín no site da Nature e encontrei… nada. Procurei na Science e encontrei… também nada. Creio que vemos o “peso” das declarações dele, não é?
4) Quem é este Maurício Abdalla? Sobre Maurício: Professor de Filosofia e escritor. Tradução: alguém que não entende PORRA NENHUMA de biologia.
Icarus respondeu:
janeiro 1st, 2012 às 14:14E olha que interessante, do currículo Lattes dele:
“O reino de Deus e o poder político. Vida Pastoral, v. 47, p. 12-20, 2006.”
“Espiritualidade cristã e ação histórica. Vida Pastoral, v. 45, p. 12-20, 2003.”
“A formação do cristão: desafios de ser cristão a partir dos tempos atuais. 2010. (Apresentação de Trabalho/Conferência ou palestra). ”
Ou seja, mais um que precisa escrever abobrinha para defender uma agenda religiosa que nem a igreja católica endossa mais.
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fevereiro 6th, 2012 em 22:30
[...] Vamos supor que eu tivesse uma legião de "Claras Boehr" montando moléculas com o kit de Química do papai. Vamos dizer que cada vez que ela traga uma molécula eu diga se ela pode continuar ou parar, pois a molécula não pode existir. Assim, ela iria, passo-a-passo, adicionando mais complexidade à montagem, se sequer saber do que aquilo se tratava. Suponha que a molécula simplesmente não se encaixasse se não fosse possível, onde as muitas meninas Claras fossem saindo de cena, restando apenas a única molécula que pode existir em nosso mundo. Sabem o que temos? O que Richard Dawkins chamou de "relojoeiro cego", o puro processo evolutivo em nível molecular, onde a complexidade ia crescendo gradativamente, tal qual uma ratoeira. [...]