Em qualquer debate em que se questione a veracidade do relato bíblico, em especial o Novo Testamento, esbarramos num simples pedido: evidências. Provas que atestem que os escritos evangélicos são verdadeiros, marcas encontradas ao longo do tempo, livros, manuscritos, relatos ou uma simples carta, peça de cerâmica, mapas etc que possam sustentar as histórias bíblicas. No caso de Jesus de Nazaré temos um sério silêncio. Não temos relatos, não temos indicações, a geografia no relato de Lucas está errada, as descrições de eventos não batem, Gerasa (ou Gadara) não fica próxima ao mar, como é dito em Lucas cap. 8, escrito pelo mesmo autor que no capítulo 5 disse que o telhado das casas era de cerâmica (ou barro cozido), quando Marcos diz que eram tetos normais, isto é, tetos de palha, já que cerâmicas eram algo meio caro na época.
Temos, portanto, que o relato bíblico é cheio de erros (o recenseamento proposto por Quirino no ano 6 E.C. não envolvia a Galileia e José não precisava ir até o "local de seus antepassados", pois o recenseamento, se feito, era no próprio local) e Lucas é o pior deles que comete anacronismos e grosseiros erros geográficos. Assim, só nos resta pedir fontes extra-bíblicas que possam corroborar com o relato para analisar a autenticidade do texto bíblico, mas debatedores apologéticos raramente aparecem com algo que sirva. Dizer que o texto menciona Caifás e realmente haver um sumo sacerdote Caifás não garante nada ou, no máximo, incorre no que eu chamo de Falácia do King Kong: "O filme mostra King Kong subindo o Empire State Building. EXISTE um Empire State Building; logo, o King Kong existiu de fato".
Outros debatedores apologéticos da linha de Josh McDowell ou F. F. Bruce aparecem com figuras estranhas, como Flávio Josefo, Suetônio, Tácito, Mara Bar-Serapion entre outros. Volta e meia, em debates, estas figuras um tanto fantasmagóricas aparecem para assombrar pela total falta de sentido e são colocadas sob análise, mas preferi agora estudá-las e ver o porque de elas não poderem ser usadas como prova que o relato bíblico ser verdadeiro. Alguns deles eu já falei a respeito em As mil faces de Jesus: O mau-caratismo religioso, mas o tema era um pouco diferente. Sendo assim, e para fins de organização, eu repetirei alguns daqueles argumentos, para colocar outros argumentos sobre outras fontes.
ÍNDICE
- Flávio Josefo
- Cornélio Tácito
- Thallus (Talo)
- Flégon ou Flegão (Phlegon)
- Mara Bar-Serapion
- Justino Mártir
- Tertuliano, Orígenes e Cia. Ltda.
- Públio Lêntulo (Pvblivs Lentvlvs)
- O Talmude
- Outros autores
Sim, é um texto grande, mas leitura não mata ninguém. Continue lendo aqui >>
Vikings são um dos povos que mais desperta curiosidade. Desde seus rituais sangrentos durante uma cerimônia fúnebre, segundo o mentiroso Heródoto (o qual pode ter relatado muitas coisas, mas também inventou um monte de besteiras, além de colocar deuses e divindades no meio de acontecimentos que ele sequer presenciou), até o proverbial – e igualmente fantasioso – capacete com chifres, os vikings sempre despertaram mais que a curiosidade, mas até mesmo sensos nacionalistas, chegando ao ponto de servirem de inspiração para Himler, que usou a
Eu sempre admirei a história do império romano, na mesma medida que gosto da história egípcia. Creio que quase todos nós sonhamos, quando crianças, ver as maravilhas que eram as pirâmides (não que maravilhas tenham deixado de ser), visitar o Circo Romano e presenciar os triunfos. A civilização romana moldou o que os pedantes chamam de "cultura ocidental", ainda mais se levarmos em conta que o sistema jurídico do Brasil segue os preceitos do Direito Romano. Mesmo com tanta importância que teve a civilização romana, pouco sabemos sobre as pessoas comuns. Não os patrícios, mas povo comum, mesmo. Agora, pesquisadores analisam o povão e estas pessoas simples têm muita história pra contar.
Uma das maravilhas químicas que aconteceram na Terra, ao meu ver, foi quando o oxigênio passou a existir na atmosfera. Até então, apenas bactérias anaeróbias, fungos e alguns toscos que caem de paraquedas aqui poderiam “respirar”. Quando eu falo de “respirar” não quero dizer estufar o peito e encher os pulmões de ar, já que há cerca de 3 bilhões de anos ninguém tinha pulmão, nem mesmo sapos tinham e por motivos óbvios. Aos poucos, isso foi mudando, até chegarmos na maravilhosa mistura de oxigênio e nitrogênio que temos hoje; entretanto, novas pesquisas indicam que o aparecimento do oxigênio pode ter acontecido antes do que se imagina. Saberemos mais sobre isso com o Livro dos Porquês.
Os plesiossauros são animais fantásticos. Ou eram, já que estão todos extintos. Por algum tempo ele foi confundido com um lagarto, pois William Conybeare disse que ele (o plesiossauro, e não Conybeare) tinha mais aparência de réptil do que algo similar ao ictiossauro, outro réptil descoberto um tanto antes (não, o ictiossauro não é um peixe com megalomania). Assim, para o "genial" Conybeare, o ictiossauro não era réptil de verdade e o plesiossauro estava mais próximo dos lagartos. Ele não era muito espero (Conybeare, e não o plesiossauro). Mais uma coisa: plesiossauros não eram dinossauros.
Ciência no Brasil sempre foi motivo de piada. A única piada que ninguém ri. Enquanto o governador passeia pra lá e pra cá, mediante benesses de empresários, a sede do Instituto de Arqueologia Brasileira tomou como reconhecimento uma ordem de despejo de forma que seu Centro de Estudes rale peito da Casa da Fazenda Capão do Bispo, depois de 37 anos.
Roma pode não ter sido o maior dos impérios, mas foi o mais fantásticos, em minha opinião. Sua sociedade, sua política e até sua religião (e não as da Grécia) são peças que ainda hoje podem ser encontradas na cultura ocidental de hoje. Todo o sistema judiciário brasileiro foi baseado no Direito Romano e não aquela babaquice de não cobiçar a mulher do próximo, como se ela fosse mais um utensílio como gado, terras, casa etc.
Simcha Jacobovici está no mesmo naipe do INRI Cristo, mas sem as gostosas em volta (e aposto que perderia na sinuca pro coroa). Suas besteiras são A-MA-DAS pela crentalhada retardada ao dizer que encontrou a tumba de Jesus, provando definitivamente a existência do Jóquei de Jegue. O problema acarretado é que a Bíblia fala que Jesus saiu voando pros Céus Amigos de Javé e não ficou corpo nenhum por acá. Ainda em seus delírios biblicistas, Jacobovici alegou que encontrou provas do Êxodo, mostrando estelas que não dizem o que ele afirma ser. Egiptólogos e arqueólogos bíblicos o acham um farsante e eu não o tenho em melhor cotação.
A British Library é a biblioteca nacional do Reino Unido e uma das maiores do mundo (a maior biblioteca do mundo é a Biblioteca do Congresso dos EUA). Seu acervo consiste em cerca de 150 milhões de ítens de todos os idiomas conhecidos (sim, tem de Tuvalu também, mas não reconhece o Acre), recebendo todas as publicações produzidas pelo Reino Unido e das sagradas terras da Irlanda. Desde manuscritos até mapas, jornais diários, revistas, livros, desenhos e músicas,a Biblioteca Britânica tem de tudo, incluindo CD e DVD até rolos fonográficos do século XIX.
Enquanto o pau come lá no Oriente Médio, chega até nós mais uma notícia surpreendente. Durante a ação das forças da ONU contra o insano (e mau vestido) Muammar Kadafi — ou Gaddafi, como chamam aquele destaque de escola-de-samba de 3º grupo –, um carregamento descoberto por soldados da coalizão acaba de trazer uma das maiores descobertas arqueológicas: Tábuas com hieróglifos que demonstram sem a menor sombra de dúvidas a existência de Moisés. Fato ou ficção?
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