Encontradas bactérias velhas, mas imunes a antibióticos modernos

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Bactérias são os seres mais estranhos, malévolos e fascinantes da Terra. Não são a forma de vida mais antiga, mas assim que surgiram, antes dos organismos fotossintetizantes, fizeram a diferença no mundo. Ainda hoje bactérias são muito importantes, desde agir como agentes decompositores até lhe dar alguma doença séria (você é apenas um traço em termos de espécie viva. Não se sinta especial).

Agora cientistas descobrem algo bem interessante: o que pode ser a cepa de bactérias mais resistente do mundo, inclusive aos antibióticos mais poderosos. Só coisa pra comemorar, né?

A drª Hazel Barton é professora do Departamento de Biologia da Universidade de Akron, chefiando o Laboratório Barton, cujo nome deve ser por algum motivo obscuro que não consigo divisar. Sua pesquisa é voltada para a compreensão de interações microbianas e adaptações à limitação de nutrientes, conforme experimentado por ecossistemas em ambientes de cavernas subterrâneas profundas (li isso na página dela).

Em outras palavras, Barton quer saber como ficar nas profundezas da Terra limita as bactérias, já que fonte de alimentos não é algo muito abundante por lá. Não, gente, bactéria não pede comida por delivery!

A equipe da drº Barton encontrou algo bem interessante, escondido a 305 metros de profundida na da caverna Lechuguilla no Novo México, que não fica no México, mas nos EUA. Sim, eles têm site próprio.

Essas bactérias do gênero Paenibacillus estavam escondidas lá por mais de 4 milhões de anos, o que mostra que essas diabinhas são bem resistentes. Não só isso, ao serem testadas com vários antibióticos, elas se mostraram resistentes a uma bela gama deles, o que demonstra que não é necessário ser expostos a eles para criar resistência. Evolução não implica em algo direcionado. Essas bactérias já tinham a resistência e essa codificação genética não a impedia de continuar sobrevivendo, então ficaram lá.

Barton e seus colaboradores descobriram mecanismos únicos de resistência que nem sequer emergiram em bactérias que nós conhecemos. Isso é muito ruim na hora de tratar infecções causadas por essas criaturas vindas das profundezas; mas também ajuda a entender como se dá os processos de desenvolvimento de resistência microbiana.

Would you like to know more? Então dá uma lida no artigo publicado na Nature Communications.

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Sobre André Carvalho

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