Europa caminhando para geração de eletricidade por meios renováveis

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A cada dia, nós temos mais e mais fome de energia elétrica. Nossas cidades crescem, a população depende cada vez mais de smartphones, GPS, tablets, notebooks, PC do tipo desktop etc. Temos televisões, geladeiras, freezers, micro-ondas, lâmpadas, chuveiros e até o seu fogão convencional tem um plugzinho para ser ligado na tomada para que o acendedor automático funcione. Tudo isso alimentado por eletricidade (curiosamente, antigamente os acendimentos automáticos dos fornos eram por meio de cristais piezelétricos, sem precisam ligar na tomada. Nossos avós eram mais espertos). Quando carros elétricos se tornarem populares, este consumo será maior. Quem vai gerar tudo isso?

Portugal conseguiu ficar 107 horas com geração 100% de recursos renováveis. Entre as 6h45min da manhã de 7 de maio, e as 17h45min de 11 de maio, não foi preciso recorrer a nenhuma fonte de produção de eletricidade por meio de centrais térmicas a carvão ou a gás natural. Nossos amigos lusitanos chamaram isso de emissão zero, mas sabemos que não é bem assim. Pelo menos, não houve mais gás carbônico lançado na atmosfera, recorrendo basicamente à geração por usinas hidrelétricas para alimentar as casas de 10,46 milhões (em 2011, a população da cidade de São Paulo era de mais de 11 milhões de habitantes).

Devemos lembrar que o inverno por lá em terras d’Além Mar é muito mais rigoroso, e a população necessita aquecimento elétrico, já que energia solar é impraticável nessa época (adivinhem o porquê). Parte de sua energia vem de usinas hidrelétricas, biomassa, eólica, solar (ok, já mencionei o problema do inverno) e até geotérmica, que fica em Açores.

O Brasil, sempre na contra-mão, não investiu no setor elétrico o que acarretou em usar termelétricas, o que gerou as famigeradas bandeiras amarela e vermelha, enfiando na população o aumento da irresponsabilidade. E isso porque mais de 85% da geração de energia do país é renovável, mas parece que está sendo muito pouco. Somos o 10º maior produtor do mundo de eletricidade por meio de usinas eólicas, além de termos uma boa capacidade de geração por meio de energia geotérmica, mas ainda assim acabamos sem energia elétrica e a culpa, claro, é dos consumidores.

Isso sem falar que podemos gerar trocentos gigawatts com usinas nucleares, que acabam sendo mais limpas, mas por causa de um acidente como o do Japão, condena-se esse tipo de geração, como se um tsunami de 30 metros fosse criação dentro da usina.

A Alemanha estuda formas de armazenar melhor energia térmica, por meio de usinas solares, em que pesquisadores do Centro Aeroespacial Alemão, estão trabalhando em novas maneiras de produzir mais calor do por meio de usinas solares. Só que isso não basta. Quando a energia elétrica não estiver sendo consumida, o que se faz com o excedente? Baterias? A curva de desenvolvimento das baterias não segue a demanda por mais energia. Reclamam que os celulares tipo Nokia 3310 tinham baterias que duravam semanas. Mas parecem esquecer que ele no máximo mandava SMS e tinha o jogo da cobrinha. Os de hoje funcionam como GPS, sintonizam rádio e TV, rodam filmes em FullHD (para que, eu não sei, se com a tela minúscula você não vê tanta diferença assim), manda foto, vídeo e mensagens via aplicativos de e-mail e redes sociais etc. Dizem até que eles fazem e recebem chamadas telefônicas.

Mas a tecnologia da bateria não está acompanhando a curva ascendente da necessidade de alimentação. Muito dificilmente você sai com seu celular com uma bateria que dure até à noite, mas, claro, sempre depende de como você usa o aparelho e qual aparelho é. Os mais top de linha tem polpudas baterias que atendem a um usuário médio, mas devemos tr em conta que escalonar isso para o tamanho de uma única casa nos dará uma bateria imensa. Claro, que em casas afastadas – sem todos os recursos que uma casa de classe média alta tem nas grandes cidades – tem bom rendimento, mas, e quando for para alimentar uma cidade?

Assim, os filhotes de dona Merckel foram por outro processo. Eles estão armazenando calor por meio de sais e compostos. O sistema de armazenamento térmico é acoplado a uma central solar que tornaria mais fácil competir páreo-a-páreo com os grandes vilões que são os geradores de eletricidade que usam carvão e/ou gás natura. Em alguns lugares, as pessoas ganham tantos descontos que a concessionária paga a essas pessoas por gerar eletricidade. No Brasil, o máximo que se consegue é usar o lixo para conseguir descontos na tarifa de eletricidade. Então, as concessionárias, que como toda empresa gosta de ganhar dinheiro e não de dar, estão pensando em armazenar esta energia produzida, na linha de “produzimos a mais? Mete no estoque”.

Obviamente, o Brasil não tem essa visão. Mais fácil cobrar a mais do brasileiro sempre que for possível. Não investiu no setor elétrico? Vamos culpar o brasileiro, cobrar multa e não investir o dinheiro arrecadado para melhorar o sistema. Daí, quando chegar o ano que vem, com uma população maior e mais empresas, o risco de apagão fará com que criem mais taxas extras, que nem condomínio.

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Claudio Roberto Cussuol

    O Nokia só fazia mandar SMS, tinha o jogo da cobrinha, e a bateria durava uma semana…..

    …. SE você não passar horas jogando o jogo da cobrinha, é claro.