Ficar trocando mensagens durante a noite prejudica o sono de adolescentes. SÉRIO?

Pesquisadores caçam o esconderijo da Peste Negra
Por que é tão difícil quebrar hábitos?

Eu adoro certas pesquisas. Apesar de serem feitas por pesquisadores sérios, suas pesquisas acabam sendo… como direi? uma piada! Óbvias, até. Dignas do IgNobel. Um exemplo é a pesquisa que estuda a ocorrência peculiar de virar a noite mandando SMS, mensagens de texto, WhatsApp, Facebook Messenger entre outros tipos de mensagem de texto durante a noite faz com que o desempenho dos adolescentes durante o dia seja péssimo, já que eles ficam sonolentos e bocejando muito.

Sério, eu jamais imaginaria uma ocorrência desse tipo!

A drª Xue Ming, além de homônima de jogadoras de voleibol, é professora de Neurociência e Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade Rutgers, em de New Jersey. Ela estuda os hábitos noturnos na troca de mensagens de adolescentes norte-americanos quando deveriam estar dormindo, relacionando com o (péssimo) desempenho escolar e condições de saúde. A conclusão dela é algo que eu jamais imaginaria: passar longas horas tagarelando besteira (ou mesmo coisas úteis) pela madrugada adentro deixa o pessoal com sono no dia seguinte, mandando a concentração pro Inferno.

Sim, é chocante, eu sei.

Depois de analisar um formulário que alguns adolescentes preencheram, num espectro de cerca de 1530 adolescentes, a drª Ming a impiedosa descobriu que os estudantes que desligavam seus aparelhos paravam de trocar mensagens menos de 30 minutos depois de apagar as luzes tiveram um desempenho significativamente melhor na escola do que aqueles que enviaram mensagens por mais de 30 minutos depois de luzes apagadas. Claro, não foi levado em conta os adolescentes que mentiram e colaram na prova. toda pesquisa tem margem de erro, vocês sabem.

A drª Xing Ling, digo, a drª Ming ficou pensando o que seria a causa dessa sonolência durante o dia, com bocejos excessivos. Hummm, o que poderia ser? Ahá!!! Só pode ser por causa dos efeitos da “luz azul”, emitida a partir de smartphones, tablets whatever! Não é o caso, CLAAAAAAAAAAAAARO, que os aborrecentes passaram a bosta da noite em claro. Sim, isso mesmo! É a luz azul. Vamos acabar com luz azul, controlando a “temperatura” dessa luz e nossos floquinhos de neve dormirão bem e no dia seguinte acordarão hiperbem dispostos, acertando todas as perguntas, e tirando dez em tudo. Geneal, Ming, sou seu fã!

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Child Neurology e é preciso de uma publicação dessas para provar que a porcaria do seu filho precisa largar a bosta do celular e ir dormir.

Pesquisadores caçam o esconderijo da Peste Negra
Por que é tão difícil quebrar hábitos?

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Quer opinar? Ótimo! Mas leia primeiro a nossa Polí­tica de Comentários, para não reclamar depois. Todos os comentários necessitam aprovação para aparecerem. Não gostou? Só lamento!

  • Quem deu dinheiro para que fosse feita essa pesquisa deve ter ficado bem orgulhoso do resultado final.

    Anyway, mais um prego no tampo do caixão daquela desilusão de que “Internet melhora o desempenho escolar dos alunos”.

  • NestorBendo

    Thanks, Captain!

  • Lismar Cardoso

    Pesquisa vencedora do selo The Master of The Obvious!!

  • Carl,le Sceptique

    Nossa,certas pesquisas não precisam realmente serem feitas já que o óbvio já evidencia em si próprio.Dei muitas risadas lendo o artigo,parece que a dra.Xing Ling não tem muitas pesquisas pra fazer mesmo e foi passar o tempo fazendo pesquisas inúteis.
    Sem querer ser chato Dr.André,há um erro ali em “mensagens de testo”.

    Rafael Rodrigues respondeu:

    Na grafia de WhatsApp tb…

    Pryderi respondeu:

    Idem

  • Não entendi.

    NestorBendo respondeu:

    O vegano desocupado que criou quatro contas para comentar no artigo Veganismo Desmascarado não fica dizendo que os smartphones são essenciais para o desenvolvimento humano e para a nossa sobrevivência como espécie?

    Lismar Cardoso respondeu:

    Sério? É aquele lá que tem um fetiche por estupro de animais?!

    NestorBendo respondeu:

    Pois não é? Por mais que seja uma pesquisa digna do IgNobel (mero bom senso escrito – coisa que falta a qualquer vegano, e ainda mais um que solta tamanho disparate), é uma pesquisa, e podemos nos valer de seus resultados.

  • Slade

    Depois você fica irritado quando eu faço à piada dos cientistas desocupados. Esse é o exemplo emblemático…

    Pryderi respondeu:

    Se não fosse um cientista desocupado, ao invés de inventar a Internet, teríamos, seu lá, a cura do câncer. Jogue seu computador fora em protesto

    Slade respondeu:

    Tio André. Existem bons cientistas que utilizam adequadamente seu tempo e suas verbas, e outros, que, bem, fazem pesquisas como essa. Não generalize meu comentário.

    Pensador Livre respondeu:

    Eu acho que bem la no fundo esse tipo de pesquisa pode ter uma utilidade: Para aqueles falsos céticos não poderem contestar o fato pesquisado (apesar de que, mesmo tendo provas, eles contestam…).

    Errr, sei lá, tentei achar algum motivo pra essa pesquisa, acho que não deu certo, foi mal 🙁

    NestorBendo respondeu:

    Você já teve o desprazer de ler os comentários dos veganos desocupados no artigo Veganismo Desmascarado? Eles são uns camaradas que forçam este tipo de pesquisa a ter justificativa.

  • Pensador Livre

    Eu devo ter algo errado (ou certo), pois, mesmo ficando as noites em claro eu não noto perda de rendimento (sim, estou me gabando e, à menos que o André não aprove meu comentário, lide com isto ;D )

    Julio Cesar Ferranti respondeu:

    Você não nota perda de rendimento? OK. Qual o parâmetro? Será que você não teria um rendimento melhor, sei lá, dormindo melhor?

    Pensador Livre respondeu:

    Vou revelar meu segredo : Eu durmo duas vezes ao dia 3 horas em cada vez 😀
    Dá uma ilusao de que eu aproveito mais o tempo…

    Pensador Livre respondeu:

    O post nao fala sobre nao dormir, fala sobre nao dormir a noite kkkk

  • NestorBendo

    Vale a pena o esforço. Aprender é viver!