Antecipando tentações pode-se reduzir comportamentos anti-éticos

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Uma das perguntas mais comuns em termos de psicologia comportamental é por que pessoas boas se tornam verdadeiros FDP. Stanley Milgram já tinha feito experimentos com isso. Agora, uma série de experimentos tenta responder a pergunta: "Será possível evitar que as pessoas façam besteiras?".

O dr. Oliver J. Sheldon é professor assistente de Gerenciamento e Mercado Global da Universidade de Rutgers. O currículo dele está até em PDF. Você já pode contratá-lo para sua instituição, ou matar a curiosidade, mesmo.

O dr. Sheldon se interessa por algumas coisas, mas lecionar Evolução para os fundamentalistas do Texas não é uma delas; entretanto, ele está interessado em saber por que diabos algumas pessoas possuem comportamento anti-ético, mesmo sendo de boa índole. Milgram atribuiu isso à figura de autoridade, mas o dr. Sheldon não sai do seu ponto: Como pode-se impedir isso?

Em uma série de experimentos, as cobaias os estudantes da faculdade de Administração foram divididos em pares como comprador e vendedor de algumas casas históricas. Antes do exercício de negociação, metade do grupo foi lembrado de tentações éticas, sobre como quebrar regras era útil de vez em quando. Os "vendedores" foram informados de que a propriedade só devia ser vendida a um comprador que preservaria essas casas históricas, e não destruí-las para um novo empreendimento. No entanto, os "compradores" foram informados que seu cliente planejava meter a marreta nas casas e construir um hotel de alto padrão, mas esses compradores foram obrigados a esconder essa informação do vendedor. 67% dos compradores no grupo de controle mentiu sobre os planos dos hotéis para que pudessem fechar o negócio, em comparação ao restante dos compradores que tinham sido lembrados sobre tentação no exercício de escrita.

Os participantes que anteciparam a tentação de agir de forma antiética eram menos propensos a se comportar de forma antiética, em seguida, em relação àqueles que não fizeram. Estes participantes também eram menos propensos a endossar o comportamento antiético que oferecia benefícios de curto prazo, tais como roubar material de escritório ou baixar ilegalmente material protegido por copyright, aka, piratão.

A pesquisa foi publicada no periódico Personality and Social Psychology Bulletin.

Então, vamos analisar. Haverá uma tendência a agir corretamente se você souber que haverá casos em que você pode se dar bem por meio de trapaça. Mas se for assim, todo mundo sabe que trapacear é errado. As leis estão bem à vista da sociedade e, mesmo assim, ela é violada. A pesquisa é interessante, mas segundo meu ponto de vista, ainda está meio longe de explicar por que pessoas boas fazem coisas erradas. Se for para eu resumir, direi que é a tendência natural do ser humano fazer merda, mesmo.

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Narciso L. Junior

    bittorrrent, baixaki, e minhateca nas outras abas, não me odeiem eu não preciso de culpa preciso de tratamento.