Acidez nos oceanos oferecem perigo a diatomáceas

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Diferente de nosso Ministro da Ciência e Tecnologia, eu não tenho nenhuma dúvida sobre o aquecimento global. Altas emissões de gás carbônico levados para os oceanos, juntamente com óxidos de enxofre causam a acidificação dessas águas. O pH vem caindo cada vez mais e isso implica em várias coisas ruins, até mesmo na fauna marinha[1] [2] [3].

Como desgraça pouca é bobagem, pesquisadores demonstram que a acidificação dos oceanos também fazem o favor de causar impactos sobre algas diatomáceas no Oceano Antártico. Ê AQUECIMENTO GLOBAL MARAVILHOSO! GLÓRIA ALELUIA!

A drª Clara Hoppe é pesquisadora do Centro de Pesquisas Marinhas e Polares do Instituto Alfred Wegener. A distinta pesquisadora tem uma clara esperança em descobrir o que anda acontecendo por todos os mares do mundo. Segundo testes de laboratório, Hoppe (que nunca teve nada a ver com fábricas de lingerie) e seus colaboradores determinaram que, sob condições variáveis ??de iluminação, algas diatomáceas crescem mais lentamente em água ácida.

As diatomáceas formam um grupo de algas, que estão entre os tipos mais comuns de fitoplâncton. São em sua maioria seres unicelulares, cuja característica marcante é sua parede celular feito de sílica. Os restos mortais dessas algas é chamado de "terra de diatomito", "terra de infusórios" ou kieselguhr. Esse "defunto de alga" foi usada por Alfred Nobel para servir como estabilizante para a nitroglicerina, que explode só de olhar feio pra ela. Foi assim que ele inventou a dinamite!

Deixando o assunto tão explosivo, as diatomáceas cumprem um papel importante no sistema climático da Terra ao absorver grandes quantidades de dióxido de carbono, o qual é levado para as profundezas do oceano. O problema é que com a acidez dos oceanos, o dióxido de silício (a silica), que é um óxido anfótero, tem o equilíbrio deslocado, formando o gelatinoso ácido silícico, fazendo a diatomicinha passar para o grandioso céu das algas e sentar no colinho de Jesus.

Os experimentos conduzidos pela drª Gema drª Clara analisou como as diatomáceas Chaetoceros debilis na Antártida crescem em constante mudança de luz e como os efeitos dessas diferentes condições de luz mudam com o passar do tempo, bem como analisou como é esse crescimento em água do mar cada vez mais ácida. O que foi evidenciado é que, em um cenário futuro caracterizado pela água mais ácida sob variantes intensidades de luz, a produção de biomassa  das diatomáceas poderia ser drasticamente reduzida. Em outras palavras, um algicídio!

Os resultados também revelam que, sob a acidificação dos oceanos, as diatomáceas são especialmente sensíveis quando sujeitas a fases de maior quantidade de luz. A uma certa intensidade, a luz, na verdade, começa a destruir parte da cadeia de fotossíntese. Nestas fases, as células das algas têm que investir uma grande quantidade de energia para desfazer os danos causados ??pela luz. E a acidez da água, além de destruir as camadas silicosas, catalisam esta reação.

A pesquisa foi publicada no periódico New Phytologist, e pode parecer "meh, apenas uma alga, aquela porcaria que esverdeia minha piscina". Mas elas são importante no ciclo da cadeia alimentar. E como todo bom dominó, caiu um, vai todo o resto.

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Ignominious

    Na edição número 100 da Scientific American há um artigo falando também da acidificação dos oceanos,prejudicando o desenvolvimento morfológico e reprodutivo de diversos seres marinhos; por exemplo,na formação de embriões de caracóis, ou até mesmo dificultando a percepção de alguns seres,como o peixe palhaço, que se vale da diferenciação de odores para “escolher” um recife ou anêmona para viver.