nov 28

Por que estudar Ciências atualmente?

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Bibliografias, Biologia, Ciência, Comportamento, Cultura, Economia, Engenharia, Fí­sica, História, Literatura, Matemática, Mitos Desmascarados, Polí­tica, Quí­mica, Tecnologia
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Tomando pelo título do artigo, imagino que os leitores estarão pensando em muitos motivos, mas lamento ter que jogar um balde de água fria, pois, no Brasil, não há motivo nenhum para se estudar ciências nos colégios. Pelo menos, mediante nossa atual visão educacional.

Obviamente, posso imaginar a expressão de incredulidade de quem leu o primeiro parágrafo, mas pensem bem: por que motivo seria necessário estudar ciências, perante nosso atual modelo educacional (dizem que existe um, pelo menos). Vamos analisar segmento a segmento e vocês perceberão aonde quero chegar, mas antes tenho que fazer uma ressalva: quando falo de “ensinar ciências”, estou me referindo à disciplina Ciências, uma forma reduzida de se referir às Ciências Físicas, Químicas e Biológicas. Mesmo porque, matemática é ciência, assim como a geografia também o é. Língua portuguesa é ciência? Não, mas linguística o é. Só que não se ensina linguística nos colégios, pelo menos, não como linguística propriamente dita, mas estou me dispersando. Maiores aprofundamentos acarretaria em alguma tese de mestrado, que seria vista com olhares torcidos por muita gente, posto que não sou de ficar citando pensamentos de outrem para respaldar minhas próprias opiniões. Como nem mesmo concorrerei ao prêmio Nobel por este artigo, melhor seguir em frente.

Afinal, quando começou-se a dar ênfase ao ensino de ciência? Por causa da Segunda Grande Guerra, que foi seguida pelo começo da Guerra Fria. Os norte-americanos viram que precisariam de cientistas e técnicos futuramente. Entre os cientistas do Projeto Manhattan estavam Albert Einstein (alemão), Enrico Fermi (italiano) e Robert Oppenheimer (diretor do projeto, nascido em Nova York, mas de ascendência alemã). Se não fosse por Wernher von Braun, muito provavelmente as missões Apolo não teriam sequer saído do papel. O fato de Von Braun ter sido o responsável pelas V2 que aterrorizaram Londres é secundário.

Os norte-americanos precisavam aumentar o número de engenheiros, técnicos, físicos, químicos etc. A União Soviética pensava da mesma forma e pelas mesmas razões, mas o “lado” era o oposto. No embate Ocidente x Oriente, ganharia quem dispusesse de melhor tecnologia, e só com cientistas poderia manter-se o fiel da balança em equilíbrio, já que vitória decisiva estaria fora de questão.

Por outro lado, o Japão havia sido praticamente destruído por causa das bombas atômicas. Malditos cientistas, não é? Se bem que não havia nenhum cientista pilotando os aviões que bombardearam Pearl Harbor, a decisão mais estúpida que o Japão tomara na guerra. Se bem que eu nunca vi lógica no porque do Japão ter se aliado à Alemanha, por mais que me “expliquem”. Não que as guerras sejam movidas pela lógica, é claro.

Continuando, a História costuma ser irônica, às vezes, pois os inimigos de ontem são os aliados de hoje. Durante a Guerra da Coreia, o Japão deu apoio aos Estados Unidos. O Japão abriu seu mercado para as indústrias internacionais, oferecendo mão de obra mais barata e elevado índice produtivo, associados a incentivos fiscais para empresas estrangeiras se instalarem no país. Com a grana que recebera no pós-guerra, ele não investiu em monumentos lindinhos, investiu na Educação! 60 anos depois e sabemos no que o Japão se tornou. Exemplos semelhantes foram a Coreia do Sul e Singapura.

O Brasil seguiu os moldes dos EUA e começou a focar no ensino de ciências, a ponto do Ensino Médio já ter sido chamado de “Científico”, onde os alunos tinham que escolher um curso profissionalizante. Hoje, não é mais assim e vemos a bagunça que se tornou, onde a qualidade do Ensino decresce a olhos vistos.

Mas qual o motivo disso? Simples: foco. Pare dois minutos pra pensar e me dê um bom motivo pros alunos terem aula de Física, Química e Biologia no Ensino Médio. A resposta é uma única palavra: vestibular. O dia que tirarem tais disciplinas do vestibular, os colégios param de oferecer.

Farei uma outra pergunta: Em que isso muda a vida dos alunos? Não muda. Querem um exemplo? Vi uma aluna, certa vez, comentar que tomava diariamente suco de clorofila. Eu questionei o porque dela beber algo tão inútil para nós, mamíferos . A resposta: “é muito bom”. Continuei, na minha tolice, argumentando que tal coisa era totalmente inútil, pois somente plantas necessitavam da clorofila, porque ela é substância catalisadora de fotossíntese. Algumas plantas não fazem fotossíntese e, portanto, não precisam (como não possuem) clorofila, não sendo verdes, portanto. A aluna redarguiu dizendo que eu não sabia de nada. Ok, melhor não discutir.

Então, vejamos: os alunos tiveram aula sobre fisiologia vegetal e animal. Estudaram ação dos nutrientes no organismo e como se dá o processo metabólico. Se – e apenas se – o que foi ensinado tivesse se convertido em aprendizado, nenhum aluno diria que um animal mamífero teria necessidade de ingerir suco de clorofila. Seria o mesmo que comer capim, coisa que ninguém o faz, apesar de merecer fazê-lo. A saber, o único animal que faz fotossíntese é a Elysia chlorotica, que é um verme, ou seja, um animal inferior. Especismo? Sim, desculpem, mas é a verdade: a seleção natural me fez o animal mais evoluído (se bem que Evolução não significa melhoria, mas estou me dispersando de novo). No caso da referida aluna, ela estudou tudo o que foi ensinado, teve nota boa na prova e provavelmente conseguirá uma boa colocação no vestibular, o qual nunca teve a presunção de medir conhecimento de ninguém. Com o ENEM aconteceu a mesma coisa.

Hoje em dia, muitos colégios possuem a idéia insana que treinar seus alunos pro vestibular já no sexto ano do Ensino Fundamental (antiga Quinta Série)! O treinamento é na base da solução de exercícios, e isso está mais para o ensino matemático da antiga Babilônia. Quando Al-Khwarizmi (c. 780 – c. 850 E.C.) idealizou um método de resolver todos os problemas iguais por meio de um único processo de raciocínio, este tipo de aprendizado quedou-se na obsolescência. Resumindo, o que faz-se hoje é um método de ensino obsoleto há mais de mil anos!

Podemos ficar enchendo nossos alunos de repetições, isso não os fará aprender o que aquilo significa. É o mesmo que fazê-los repetir res publica non dominetur, que nem papagaios. Faremo-los decorar que isso significa “O que é do povo não possui dono”. Só que eles não aprenderão o que isso significa e, pior, não o praticarão. Podemos fazer os alunos decorar o hino nacional, uma coisa linda que só se lembram em dia de jogo do Brasil, mas não entendem quem é o sujeito da primeira estrofe, escrita na voz passiva. Algum professor de português se deu ao trabalho de mudar para a voz ativa, de forma que pudéssemos ler “As margens plácidas ouviram, do (rio) Ipiranga, o brado retumbante de um povo heroico”? Eu desafio qualquer professor de literatura ou língua portuguesa a questionar seus alunos o que significa “lindo pendão da esperança, símbolo augusto da paz”.

Com a ciência acontece a mesma coisa. Ensinamos fatos, mas fatos não servem para muita coisa. Está certo que a ciência se baseia em fatos, assim como uma casa é feita de tijolos. Mas um conjunto de fatos não faz uma ciência, da mesma forma que um monte de tijolos não é uma casa. É preciso método e técnica; coisas que não são ensinadas, pois isso não cai no vestibular.

Uma crítica é inútil se não vir com uma sugestão. Portanto, minha sugestão é: cortem a metade do conteúdo programático e atirem-na aos chacais!

Não é incongruência ensinar melhor cortando a quantidade de conteúdo? Não, pois o foco não é a quantidade e sim a qualidade. Para que, em nome de todos os círculos cármicos, das sete consciências de Buda, da sagrada dança de Shiva, do manto branco de Ísis ou das profundezas do Tártaro, temos que ensinar subníveis energéticos? Eu, enquanto químico, nunca precisei disso quando trabalhava na indústria. Eu concordo com o ensino de níveis, pois através deles podemos ensinar como se dão ligações químicas e estas nos dizem muitas coisas. Química é uma praga neste ponto, pois uma coisa depende da outra. Nos métodos pós-modernos de ensino enfatiza-se que a Química é uma linguagem, só que ninguém ensina aos alunos a “gramática” dessa linguagem.

Citemos um exemplo: Eu sei que não se usa Ç antes das vogais E ou I. Logo, qualquer palavra que venha com E ou I, a consoante imediatamente anterior pode ser qualquer uma, menos Ç. Se eu tenho letras que se juntam, formando palavras – mas com regras bem definidas (não se usa M antes de consoantes que não sejam P ou B, e o S tem som de Z entre duas vogais) –, átomos estabelecem ligações entre si, formando moléculas, mas segundo regras bem definidas. Estas regras são as leis da Química e da Física, e você poderá estar em Alfa-Centauro, na galáxia M-31, nos confins do Universo ou até mesmo no Acre que um átomo de oxigênio se ligará a apenas (e somente apenas) dois átomos de hidrogênio, formando água, que só pode existir na forma líquida à temperatura e pressão ambientes por ter um ângulo de ligação de 109º28’.

Você poderá ficar “acelerando” o seu carro quando este estiver parado no sinal vermelho, que isso não o fará sair correndo a 140 km/h e nem um raio não será capaz de lhe fornecer 1,21 GW de energia, diretamente ao seu motor. Em suma, se você fica pisando no acelerador enquanto pensa que é o Ayrton Senna esperando o sinal verde, a única coisa que isso demonstra é você ser um rematado idiota e não aprendeu nada de Física no colégio.

O ingresso às universidades deveria ser revisto, com provas semestrais dadas pelo MEC a todos os colégios ao longo de toda a vida estudantil, cujos resultados não seriam divulgados. Assim, acaba-se com a indústria dos cursinhos (que deveriam ser proibidos), os quais alegam serem eles os responsáveis pela aprovação nos vestibulares. O aluno deve merecer uma vaga não pelo que ele decorou, mas pelo que efetivamente sabe, de forma que as universidades possam cobrar mais e não baixar seus níveis, pois muitos alunos não teriam, em tese, condições de acompanhar. O Ensino não pode ser estagnado, deve ser sequencial e o que foi ensinado no ano passado não pode ser esquecido.

Para tanto, o ensino público precisa deixar de ser esta piada que vemos atualmente, com sistemas de aprovação automática ou métodos insanos que visem mascarar o caos educacional que vivemos. Deve-se parar com o absurdo de oferecer benefícios e/ou abonos a professores que aprovarem mais alunos. Deve-se acabar com a estabilidade e firmar a demissão por incompetência. Se um determinado professor ensinou durante um ano e, mediante uma prova sigilosa, seus alunos tiverem desempenho inaceitável, o professor deve ser responsabilizado. Deve-se parar de punir o professor que reprova muito, pois se o aluno não estudou, não pode ser visto como um pobre coitado. Se eu não der conta de meu trabalho, meu empregador não me verá com compaixão, assim como um cirurgião que executa uma intervenção cirúrgica de uma maneira relapsa é sumariamente responsabilizado pela sua incompetência, podendo ter seu registro cassado. Não se faz omeletes sem quebrar ovos.

Com um modelo único de prova, com a ideia de medir conhecimento e não o de fatos aleatórios e irrelevantes, o ensino será nivelado pelo alto e qualquer aluno poderá mudar de estado da federação sem que tenha sérios problemas com um colégio tido como “forte”, pois viera de um “mais fraco”. Este conceito precisa ser extirpado como o câncer que é. O Ensino tem que ser uniforme, primando a qualidade e não a quantidade. O Ensino tem que ser praticado, não basta ser palavras atiradas numa lousa.

Quando vemos crianças e adolescentes (e por vezes, adultos também) terem aulas sobre coleta seletiva de lixo, e mesmo assim deixam papel de bala em mesas, cadeiras, no chão ou em cima da lixeira (e não dentro dela), o único pensamento é “ok, não aprenderam nada”. E mesmo assim, é bem capaz de eles terem boas notas nas provas de seleção e conseguirem passar para alguma universidade federal, onde continuarão a jogar seus lixos em qualquer lugar, comerão em locais duvidosos e sequer lavarão a mão depois de usarem o banheiro.

Na sua visão eles aprenderam algo? Na minha, não. Logo, fica a pergunta: o que foi ensinado, então? Não importa; eles saberão o macete das provas da UFRJ, USP ou qualquer outra “U”, e é isso que interessa aos cursinhos, colégios, alunos, pais e professores que não estão nem aí pro que seus alunos farão com as besteiras que foram jogadas na sala de aula, seguindo determinações de um ministério cuja secretária acha que escolas não salvarão o mundo ou que a chave é a aprovação automática.

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43 respostas para "Por que estudar Ciências atualmente?"

  1. 1. Forfou disse:

    Na escola aprende só quem quer aprender… Problema quando quem quer aprender sente se marginalizado. :!:
    Sobre professores, na “escola” que frequentei tiveram professores bons, e professores muito ruins, até lembro me de uma auto intitulada educadora, que revendia produtos da avon na sala de aula durante sua aula, e voltava outros períodos pra pegar a catalogo da avon que deixava com alunos (enquanto deveriam estar olhando para o quadro negro, liam as ofertas da avon).
    Ano sim, ano não tínhamos greve, a diretora vinha a escola 1 vez a cada 4 dias e revezava entre manhã, tarde e noite.
    Durante o segundo ano do segundo grau uma professora foi abduzida (na verdade viajou, teve uma infecção estomacal, parente morreu, ficou para velório, namorou um rapaz, e depois voltou). Como não tinha professor substituto para matemática ficamos 1 mês sem ter nada o que fazer, 25 dos 32 alunos estavam enforcados quando ela resolveu voltar. Fez um sorteio por ai e decidiu repetir apenas 3.

  2. 2. Brisola disse:

    Não sei até que ponto os vestibulares são seletivos. Muitos alunos entram na faculdade sem saber resolver equações do primeiro grau do tipo 0 = Fx + 45 + 32. Sim, já vi alunos travarem nessa parte e mesmo depois de explicado como resolver, eles travam de novo (seria um bug mental? Acho que eles clicam em não enviar o relatório de erros) e percebo que a dificuldade não é só em matemática, mas em interpretação também.
    E isso não é só em instituições de ensino particulares, mas em também em públicas, quando o curso não é tão concorrido. Na faculdade em que trabalho, o número de vagas oferecidas nos antigos cursos praticamente dobraram nos últimos 3 anos e foram criados ainda novos cursos.
    Entretanto, não há alunos preparados o suficiente para preencher essas vagas. Nisso, muitos professores acabam nivelando o ensino pelo meio, o que faz com que os alunos despreparados não consigam acompanhar e ao mesmo tempo cause desânimo nos bons alunos.
    Atualmente, está em moda o curso de Engenharia Mecatrônica (aprender mecânica e eletrônica em 5 anos?), esse era o curso mais procurado em uma universidade em que trabalhei. O erro já está na duração do curso, visto que se fosse somente Engenharia Mecânica, já demoraria 5 anos. Somado a isso, pessoas que não têm nenhuma base matemática para acompanhar um curso, devido ao fato dos vestibulares de instituições de ensino particulares facilitarem a entrada do cliente, quer dizer, aluno.
    Quando eu olhava a formatura dessas turmas, chegando a centenas de pessoas por semestre, só ecoava uma pergunta na minha cabeça: quem vai pegar o lixo da frente de casa?
    A graduação está se tornando a mesma piada do ensino médio e fundamental. Em escolas públicas. o décimo quarto, ou bônus mérito é aumentado ou diminuído em função das notas que os alunos atribuem à Faculdade e ao número de alunos que são aprovados. Aí não tem jeito, quando se coloca dinheiro na jogada, o mais natural é aprovar para ganhar. E dessa forma, abrem-se muitas vagas, criam-se mais escolas e o coitado do ensino perde a qualidade, enquanto políticos utilizam isso como propaganda.
    Em suma, o problema da base, que é o ensino fundamental, se não resolvido, acaba gerando problema no ensino médio e não é muito difícil prever o que acontece nos próximos níveis de ensino. Alguém se beneficia com isso? Creio que não, afinal não existem cursinhos, nem universidades particulares, nem políticos que querem um povo fácil de manipular. Além disso temos pedagogos extremamente competentes no ministério da educação, que se empenham em manter a tradição científica do Brasil, um dos países mais avançados com relação a educação no mundo.

  3. 3. AutorGuz disse:

    Sem mais.

    Talvez a gente precise de uma guerra para melhorar o ensino.

    voix69 respondeu:

    @Guz,

    Eu diria que uma guerra iria melhorar várias coisas. :razz:

  4. 4. Mari. disse:

    Ainda defendo o ensino de Ciências nas escolas. Tenho a visão utópica de que é possível que o cidadão ao se deparar com os fatos maravilhosos que formam nosso universo irá se interessar pela matéria e dessa curiosidade poderá desenvolver uma profissão, uma carreira. Eu assumo que penei, chorei, e estudei arduamente física durante meu ensino médio, frenquentava a escola das 6h15 até 20h30 porque ficava em grupos de estudo para entender a matéria que eu nem sequer conseguia decorar as fórmulas, mas reconheço que é uma matéria fascinante e tenho profunda inveja dos meus colegas que fazem dela suas carreiras em faculdades.

  5. 5. Sorete disse:

    Quem vende clorofila para consumo humano não teria vantagem financeira se o consumidor não souber o que ela é e pra que serve?

    Se eu tivesse uma fábrica de suco de clorofila, pagaria para meus publicitários estudarem e praticarem pedagogia.

    Também produziria frapê de clorofila. “Desperte o mamífero em você!”. (e com leite de soja)

    Administrador André respondeu:

    Eu fiquei tentado a apagar este comentário, pq é bem possível que algum retardado ache que vc estava falando sério.

    Sorete respondeu:

    @André, até gostaria que pensassem isso…

    Uma guerra para forçar a melhora do ensino causaria prejuízo por conta das mortes. Já essa molecada perceber que sua burrice está sendo explorada por oportunistas e que, quando adultos, estarão dependentes de um sistema repleto de incompetentes, é um incentivo melhor. Eu acho… :roll:

  6. 6. NadadeSanto disse:

    A verdade tem que ser dita:
    Tese é de Doutorado e não de Mestrado;
    é o vestibular que tem que se adequar ao sistema educacional e não o contrário;
    se não tivesse Quimica, Física e Biologia no Ensino Médio, várias pessoas (professores) estariam desempregadas – inclusive eu – o que acarretaria em outro problema social;
    uma pessoa tomar suco de clorofila não quer dizer que ela não aprendeu nada, pior se ela tivesse bebendo, fumando, ect.
    No mais…

    Administrador André respondeu:

    Tese é de Doutorado e não de Mestrado;

    O que seriam das piadas sem as pessoas incapazes de compreendê-las?

    se não tivesse Quimica, Física e Biologia no Ensino Médio, várias pessoas (professores) estariam desempregadas – inclusive eu – o que acarretaria em outro problema social

    Mais ou menos. Eu posso trabalhar em indústria e biólogos em suas atividades específicas. Só físicos é que não possuem profissão regulamentada. De qq forma, a função de um colégio não é prover solução do desemprego, por exemplo, eu sou contra “professores” que ficam lecionando Economia, Sociologia e Filosofia em colégios. São coisas inúteis. Seria melhor se fosse a antiga “Técnicas Comerciais” ou, o que seria de suma importância, “Programa de Saúde”.

    uma pessoa tomar suco de clorofila não quer dizer que ela não aprendeu nada, pior se ela tivesse bebendo, fumando, ect.

    Concordo plenamente. Vamos ter aulas de radiestesia, homeopatia e astrologia. Tomar suco de clorofila está no mesmo juízo de valor que ter palestras sobre os malefícios das drogas, e professores saindo da palestra falando que o palestrante estava exagerando e que não era nada daquilo (sim, eu presenciei isso). O raciocínio é que uma erva natural não pode te prejudicar (não a você. Percebi que tenho que explicar-lhe minhas expressões), então deveríamos comer comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia seguine).

    NadadeSanto respondeu:

    Acho que vc levou muito a sério essa onda de interdisciplinaridade, misturou Filosofia, História, Biologia, entre outras, para tentar justificar um sério problema social brasileiro (o deficit do ensino público), quando a questão é tão simples. Falta Políticas Públicas; e no final de tudo vc não disse nada.
    Vc se referiu a redução de assuntos das disciplinas e se estendeu tanto pra esplanar um assunto tão elementar; meio contraditório não acha.
    A temática é boa, mais os seus argumentos nem tanto.
    E mais ou menos assim:
    Se mexer, pertence à Biologia. Se feder, pertence à Química. Se não funcionar, pertence à Física. Se ninguém entende, é Matemática. Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia. Se não mexe, não fede, não funciona, ninguém entende e não faz sentido… Com certeza é esse seu TEXTO!!!

    Administrador André respondeu:

    Acho que vc levou muito a sério essa onda de interdisciplinaridade, misturou Filosofia, História, Biologia, entre outras, para tentar justificar um sério problema social brasileiro (o deficit do ensino público), quando a questão é tão simples.

    Mais um vez, fica demonstrado que vossa senhoria tem problemas com relação a leitura e interpretação de texto. Tio André explica:

    1) Não falei de interdisciplinaridades. Falei de DISCIPLINAS isoladas, pois muitos colégios no Rio de Janeiro oferecem tais disciplinas separadas, à guiza de ajudar o aluno escolher qual carreira seguir.

    2) O texto não fala em nenhum momento única e exclusivamente sobre o enino público.

    Falta Políticas Públicas; e no final de tudo vc não disse nada.

    Se a princesa não entendeu que a abordagem não é o ensino e sim sobre a aprendizagem, a culpa não é minha. RTFA.

    Vc se referiu a redução de assuntos das disciplinas e se estendeu tanto pra esplanar um assunto tão elementar; meio contraditório não acha.

    Primeiro, explanar é com X. Segundo, o artigo não é contraditório, bastando lê-lo. Não foi o seu caso que viu interdisciplinaridades e críticas apenas ao ensino público.

    A temática é boa, mais os seus argumentos nem tanto.

    Sua opinião. Vc tem o direito de tê-la e eu de descartá-la.

    E mais ou menos assim:
    Se mexer, pertence à Biologia. Se feder, pertence à Química. Se não funcionar, pertence à Física. Se ninguém entende, é Matemática. Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia. Se não mexe, não fede, não funciona, ninguém entende e não faz sentido… Com certeza é esse seu TEXTO!!!

    O Alt+F4 é a serventia da casa. Se o texto não serviu, procure outra freguesia, pois não me lembro de ter-lhe enviado um e-mail implorando por sua leitura. Muito menos por sua compreensão, que mostrou-se nula.

    Vai pela sombra.

    NadadeSanto respondeu:

    Não falei de interdisciplinaridades. Falei de DISCIPLINAS isoladas, pois muitos colégios no Rio de Janeiro oferecem tais disciplinas separadas, à guiza de ajudar o aluno escolher qual carreira seguir.

    E nem eu disse isso. vc apenas a usou ( e eu que tenho problema de interpretação)

    O texto não fala em nenhum momento única e exclusivamente sobre o enino público.

    Realmente, na verdade ele não fala de NADA. atentem para o “ENINO PÚBLICO”

    Se a princesa não entendeu que a abordagem não é o ensino e sim sobre a aprendizagem, a culpa não é minha. RTFA.

    Falar de aprendizagem sem falar de ensino e a mesma coisa de um carro sem as rodas, ou seja, não serve pra nada.

    Primeiro, explanar é com X. Segundo, o artigo não é contraditório, bastando lê-lo. Não foi o seu caso que viu interdisciplinaridades e críticas apenas ao ensino público.

    Falta de coerência e coesão também são exemplos de erros de Portugues e vc não apresentou nenhuma no seu amontoado de palavras que denominou de artigo.

    Sua opinião. Vc tem o direito de tê-la e eu de descartá-la.

    Proxima!!!

    O Alt+F4 é a serventia da casa. Se o texto não serviu, procure outra freguesia, pois não me lembro de ter-lhe enviado um e-mail implorando por sua leitura. Muito menos por sua compreensão, que mostrou-se nula.

    Quem disse que o texto não serviu? me diverti muito!!!

    Administrador André respondeu:

    E nem eu disse isso. vc apenas a usou ( e eu que tenho problema de interpretação)

    Então, preste atenção ao que escreve:

    Acho que vc levou muito a sério essa onda de interdisciplinaridade, misturou Filosofia, História, Biologia, entre outras, para tentar justificar um sério problema social brasileiro

    Onde eu falei em interdisciplinaridades, senhor professor-de-biologia-que-precisa-de-aulas-de-português?

    Realmente, na verdade ele não fala de NADA. atentem para o “ENINO PÚBLICO”

    Estranho vc comentar sobre o nada. Esquizofrenia?

    Falar de aprendizagem sem falar de ensino e a mesma coisa de um carro sem as rodas, ou seja, não serve pra nada.

    Principalmente para quem não entende de mecânica automotiva. :D

    Falta de coerência e coesão também são exemplos de erros de Portugues e vc não apresentou nenhuma no seu amontoado de palavras que denominou de artigo.

    Ahan. Ok, não vou discutir. Senta lá, Claudia.

    Quem disse que o texto não serviu? me diverti muito!!!

    Normal. É o que meus alunos dizem quando não conseguem entender a matéria, dada suas incapacidades intelectuais comprometidas. (note que o “suas” lhe serve bem.

    Frequências de comunicação fechadas, troll.

  7. 7. NadadeSanto disse:

    Bom, em linha gerais, seu texto é irrelevante, descartável e não acrescentou nada para a comunidade Acadêmica.
    Sem mais no momento!!!

    Administrador André respondeu:

    Em linhas gerais, troll, eu estou CAGANDO para a CUmunidade acadêmica e eu tinha deixado isso claro. Pelo menos, para as pessoas alfabetizadas, meu caro prufeçor-de-biolojia-qui-num-çabi-potugueiz. :mrgreen:

    Sem mais, nem menos. NO TROLLS ALLOWED!!

    Icarus respondeu:

    @NadadeSanto,

    “Bom, em linha gerais, seu texto é irrelevante, descartável e não acrescentou nada para a comunidade Acadêmica.”
    Será que o nosso ilustre professor não entendeu a finalidade de um Blog?

    OU seria o nosso ilustre professor algum antigo freguês com um novo apelido, chateado com o André, louco para dar um troco? :evil:

  8. 8. Sotele disse:

    Se eu não tivesse estudado a Teoria da Evolução das Espécies em ciências, eu provavelmente estaria rezando toda a noite antes de dormir…

    Administrador André respondeu:

    O que tem o reto a ver com a vestimenta masculina?

    Sotele respondeu:

    @André, você não acha que se pararem com a matéria ciências, isso não fara com que nós voltemos a uma época aonde a Igreja católica dominava as pessoas, pois elas não sabiam o porque das coisas e buscavam respostas absurdas na religião?
    É nesta questão que eu acho a ciência importante (além do vestibular)

    Administrador André respondeu:

    Não foi isso que vc disse. Vc disse que parou de rezar por causa do ensino da Evolução, como coisa que o ensino de Evolução conduza ao ateísmo.

    E quem disse que a ICAR deixou de exercer sua influência? Mesmo pq, ela reconhece a Evolução como a teoria definitiva que explica o surgimento das espécies.

    Sotele respondeu:

    @André, Para mim, a teoria de Darwin foi o primeiro passo para o ateísmo. Respondeu várias perguntas minhas que não eram respondidas.

    A ICAR não deixou de exercer influência. Mas, ela se enrola ao dizer que a teoria de Darwin é compactível com a bíblia.

    PS: Me expressei mal no 1º comentario, mas em suma, é o que eu esclareci no 2º

    Administrador André respondeu:

    Para mim, a teoria de Darwin foi o primeiro passo para o ateísmo. Respondeu várias perguntas minhas que não eram respondidas.

    O que tem o cu com as calças? Isso significa que Ken Miller não pode ser biólogo evolucionista por ser cristão? Eu poderia fazer a seguinte declaração: por uma ordem divina, a especiação se deu pelo método de mutação e seleção natural. Isso não prova que deuses não existam, e ao forçar o sentido neste ponto só dará munição à direita cristã que não se ensine TE nos colégios.

    A ICAR não deixou de exercer influência. Mas, ela se enrola ao dizer que a teoria de Darwin é compactível com a bíblia.

    E é, se formos ver bem. Em nenhum momento a Bíblia diz como as espécies sofrem modificações. Origem da Vida é uma coisa, TE é outra.

    PS: Me expressei mal no 1º comentario, mas em suma, é o que eu esclareci no 2º

    Esclareceu uma posição despropositada sobre o assunto.

  9. 9. MXuinguel disse:

    Só um detalhe, André: a 1ª estrofe do Hino está na voz ativa, mesmo (só muda a ordem dos elementos, o sujeito é indeterminado). :wink:

    Infelizmente, a falta de preparo resultante de um sistema de ensino falho retroalimenta um ciclo vicioso em que o indivíduo não consegue desenvolver a capacidade crítica para entender as consequências de sua falta de conhecimento (isso é notório no dia-a-dia, quando se verifica os preconceitos vigentes).
    O estudo de ciências de uma forma mais completa (com observação, experimentos, contraposição de hipóteses, etc) é melhor ferramenta para o exercício do raciocínio crítico, pois faz com que o aluno aprenda a aprender.
    É uma pena que a questão do custo prevaleça em detrimento da qualidade da formação de um cidadão. Pipocam pelo Brasil cursos em que basta uma sala de aula e um retroprofessor (termo demodèe, eu sei :mrgreen: ), enquanto os laboratórios, com todos os seus equipamentos, são sucateados.

    MXuinguel respondeu:

    Ops!… Correção em tempo: cismei com uma crase inexistente em “as margens plácidas”, o que me fez errar ao corrigí-lo em relação ao sujeito (que passa ser “margens”). :oops: … Mas a voz é ativa. :mrgreen:

    Administrador André respondeu:

    Que não tem crase, eu sei. ;)

    Administrador André respondeu:

    Sim, voz ativa. Certo, erro meu.

  10. 10. Sotele disse:

    André, de qualquer forma, valeu por me corrigir.
    Tentarei ser mais claro nos próximos comentários

  11. 11. Eduardo Resende disse:

    André, muito bom o texto. Sempre tive opinião parecida. Pra mim os principais problemas atuais do sistema de ensino são 2:

    1 – Exesso de coisas ensinadas sem uso pratico no dia a dia de quem está estudando, o que leva a uma necessidade de decorar, que por sua vez leva a necessidade de colar, resultando em uma inutilidade total.

    2 – A forma de avaliação. Se preocupa muito mais com as notas do que com o aprendizado, Isso em todos os niveis, até mesmo nos niveis superiores. Voce precisa da nota pra passar e isso acaba sendo o objetivo principal. Se desenvolvem metodos mirabolantes de enganar o professor e tirar nota boa. Já vi uma pessoa que comprou sua monografia.

    Já pensei em avaliação pelo MEC com provas semestrais, mas essa ideia de não divulgar os resultados foi ótima, assim o aluno nao sabe quantos pontos faltam pra ele passar e isso deixa de ser o objetivo.

    Grande Abraço!

  12. 12. Edemilson Lima disse:

    Foi descoberta uma nova forma de vida que não compartilha da mesma base genética do resto dos seres vivos na Terra:

    http://gizmodo.com/5704158/

    Renato Kistner respondeu:

    @Edemilson Lima, E tinha um monte de gente achando que a descoberta era, na verdade, de vida fora da terra…

  13. 13. Xandaum_SP disse:

    O problema nem é ensinar ou não ciências, mas sim O QUE ensinar em Ciências, Quimica, Física e Biologia.
    Eliminar uma matéria da grade só irira aumentar o fosso onde nossa educação se encontra.
    Infelizmente, a educação brasileira tem uma visão conteudista de suas disciplinas, temos planos a seguir, conteúdos mínimos que já vêm estabelecidos dos orgãos superiores de educação.
    Acredito que em Ciências os alunos podem ter uma boa base de como o “mundo e as coisas funcionam”, saber porque as coisas acontecem, como elas acontecem, causas, efeitos…
    Até porque sabemos muito bem que são raras as famílias onde os pais perdem tempo “ensinando” os filhos, cabendo à escola preencher essa lacuna.
    Posso ter divagado, e perdido um pouco o fio da meada, mas se o ensino das diversas ciências focassem o cotidiano, seria muito mais relevante para os alunos e mais útil para a sociedade, afinal ninguém espera que saiam do ensino médio Biólogos, Físicos e Químicos, mas de lá podem sair pessoas interessadas nessas áreas, uma vez que tiveram contato com esses conhecimentos e com algum deles tenham sentido afinidade.
    Ou pelo menos pessoas que não se deixem enganar por sucos de clorofila, pulseiras do equilíbrio, dietas milagrosas ou mensagens psicografadas.

    Administrador André respondeu:

    mas de lá podem sair pessoas interessadas nessas áreas, uma vez que tiveram contato com esses conhecimentos e com algum deles tenham sentido afinidade.

    Isso se os alunos QUISESSEM, coisa que não acontece.

    Ou pelo menos pessoas que não se deixem enganar por sucos de clorofila, pulseiras do equilíbrio, dietas milagrosas ou mensagens psicografadas.

    Conheço muitos graduados que acreditam até em acumpuntura e homeopatia. Até aí…

    Xandaum_SP respondeu:

    @André, bommm, se vc for esperar os alunos quererem alguma coisa, melhor fechar todas as escolas e mandar todo mundo prá casa, jogar videogame e navegar no Orkut… hehehe…
    Por incrível que pareça, já hove alguns (raríssimos) casos de alunos que foram para áreas ligadas à biologia (biomedicina, veterinária, e mesmo biologia) e entraram em contato comigo depois para contar como o interesse pelo conteúdo das minhas aulas os influenciou na escolha.
    Tenho prá mim que se, de 400 alunos que passam na minha mão por ano, eu puder inspirar uns 4, meu trabalho valeu à pena.
    Até porque sei que pelo salário e pelo status ele não vale lá muita coisa.

  14. 14. cesar disse:

    pensando na educação no brasil me lembrei do meu vestibular (1972), eu que vinha de um curso científico de 2 anos, aliás onde comecei a questionar meu querido e paciente professor de física (colégio zaccaria – rj).
    bom, em pleno vestibular, para horror de minha família, resolvi passar de engenharia à astronomia, como se passasse da água para o vinho; é claro que nessa onda as notas e aproveitamento seguiram a tendencia do menor esforço, já que no curso de astronomia do Valongo, à epoca, as vagas eram maiores que os candidatos, e sendo assim, resolvi optar entre química inorgânica e orgânica, ficando do lado da inorgânica, que me parecia possuir uma lógica intrinseca.
    a bem da verdade, o curso de química organica do vestibular era cantado, sim vc aprendia as cadeias de carbono decorando as musiquinhas feitas pelo professor.

  15. 15. prof_Thays disse:

    Adorei seu post e como professora de ciências, concordo plenamente com você…
    Só teremos qualidade no momento em que reduzirmos o currículo.
    Eu já faço isso… Não me preoupo em “dar o livro”, prefiro me deter ao que acredito ser mais relevante.
    É isso!
    Abraço.

  16. 16. marciel disse:

    Notei o spoiler de certa ficção cinematográfica aqui: “Você poderá ficar “acelerando” o seu carro quando este estiver parado no sinal vermelho, que isso não o fará sair correndo a 140 km/h e nem um raio não será capaz de lhe fornecer 1,21 GW de energia, diretamente ao seu motor. ”

    Como bem colocado, isso é ficção, mas as pessoas não tem compreensão disso.

    Administrador André respondeu:

    JURA que não se pode viajar no tempo?

    marciel respondeu:

    @André, precisa lembrar que vi essa bobagem naqueles filmes da série “De volta para o futuro”?

    Administrador André respondeu:

  17. 17. Olecram disse:

    “Uma crítica é inútil se não vir com uma sugestão.”

    Um argumento que é raro hoje em dia. Fiquei satisfeito em ler algo que sempre digo!

  18. 18. Tom T@vares disse:

    everton.f.tavares@gmail.com
    189.106.233.54

    Deveria ter satisfação em ler algo que desconhece!

    Administrador André respondeu:

    Só quando vc tiver vergonha na cara e aprender a escrever direito.

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