Bolsa Família. É mesmo necessário?

Pesquisadores tentam justificar o mito acerca da abertura do Mar Vermelho
O analfabetismo científico norte-americano

bolsa-familia

Quando se fala no governo Lula, inevitavelmente pensamos nos programas sociais que ele proclama ser de sua autoria, mas raras vezes pensamos em qual o efeito real que isso causa na sociedade e tampouco pensamos se isso é realmente necessário para manter a população pobre num nível de subsistência.

Uma coisa que os petistas e pseudosocialistas não param para pensar é que essas tais bolsas são programas que só atrapalham a vida econômica das pessoas, principalmente as que recebem o tal benefício.

Não entendeu? Eu explico.

O dinheiro do Bolsa Família sai da contribuição que você dá ao governo enquanto consome a energia elétrica e a Internet que está gastando para ler esse post.

O Bolsa Família é um programa que serve para redistribuir a renda no Brasil – um propósito nobre-  e que beneficia aquelas famílias que tem renda per capta de até 140 reais.

O Benefício varia de R$ 20,00 até R$ 200,00 para essas famílias, dependendo de quantas pessoas existam na casa.

Por exemplo: Uma família de 7 pessoas, sendo 3 crianças (até 15 anos) mais dois adolescentes (até 17 anos) que receba até 980 reais por mês, tem direito a um benefício de 132 reais, ou seja, essa família vai receber, no fim do mês, a quantia de R$ 1112,00.

Esse Bônus de 132 reais parece ser uma puta grana para quem tem uma renda abaixo dos mil reais, mas vamos calcular quanto essa família já mandou para o Governo?

Vejam só o que essa família gasta por mês, só com os produtos da Cesta Básica:

image

CORREÇÃO: Só os impostos que as pessoas pagaram para o Governo somaram R$ 73,71 Reais

Pra piorar a situação os impostos só estão aumentando até hoje:

image

Finalmente? O Bolsa Família é um programa de enganar trouxas. Se houvessem menos impostos sobre os alimentos, por exemplo, essa família teria o mesmo  (ou maior) poder aquisitivo que tem com os 900 e poucos reais, que tem hoje com 1100 e poucos.

Pra concluir:

BOLSA FAMILIA

Saiba mais sobre nossos queridos impostos no OxenTI 😉

E AÍ, Você concorda com o programa ou acha que o Governo está só jogando tinta para mascarar nossa grande e bela carga tributária?

Pesquisadores tentam justificar o mito acerca da abertura do Mar Vermelho
O analfabetismo científico norte-americano

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  • Wallacy

    @Joseph K,

    Certo, mais como eu disse, só posso falar baseado em no que conheço de fato.
    Sinceramente já leio muitas dessas noticias de forma muito cética, tanto essa quanto a ultima que saiu dizendo que empregadas já estavam com salário para comprar carro zero.

    Me parece um caso tópico em buscar o que no final é economicamente mais rentavel para a familia. Isso demonstra que muito mais que o tal programa, nosso meio rural paga mal, muito mal.

    Principalmente quando você demonstra que a colheita não é feita, afinal conheço pequenos ranchos que já se modernizaram e usam mais o modelo da época da escravatura onde toda a colheita é manual.

    Me parece um problema maior de quem administrativa mal a fazenda que de fato da população que vive em uma região pobre que não depende mais exclusivamente da verba do Latifundiário, que nunca se modernizou porque podia contratar mão de obra barata em regime semi escravista.

    Quanto ao medo de se registrar, curiosamente isso só beneficia quem contrata, que pode pagar menos. Nesse caso, se o medo permanece é porque o contratante não ofereceu nenhum beneficio real além de um possível beneficio futuro na previdência social, que paga muito pouco.

    Joseph K respondeu:

    @Wallacy,
    Certo, mais como eu disse, só posso falar baseado em no que conheço de fato.
    Não entendi. vale citar FT.com mas não a Folha de São Paulo?

    Me parece um caso tópico em buscar o que no final é economicamente mais rentavel para a familia. Isso demonstra que muito mais que o tal programa, nosso meio rural paga mal, muito mal.
    Não apenas isso. Se o objetivo dos programas sociais é dar mais açúcar e gordura aos pobres, então ele está bem; mas se o preço a se pagar por isso é a desestabilização de uma ativade econômica, então está um pouco caro.
    Não fazer confusão entre as pequenas e médias propriedades citadas no artigo (com cento e poucos trabalhadores braçais) com as grandes plantações de soja do Centro Oeste. O pequeno e médio produtores estão sempre com a “corda no pescoço”, não sendo justo acusá-los pela baixa renda dos trabalhadores rurais, como se fossem exploradores do trabalho alheio e parasitas.
    os grandes latifúndios, apesar de ocuparem quase metade da área plantada, não são grandes empregadores; a grande maioria dos trabalhadores rurais (85% deles) trabalha nas pequenas propriedades, segundo o IBGE. (1)

    Principalmente quando você demonstra que a colheita não é feita, afinal conheço pequenos ranchos que já se modernizaram e usam mais o modelo da época da escravatura onde toda a colheita é manual.
    Tem razão, já que ninguém quer trabalhar na colheita, que se implante a colheita mecanizada e esses “trabalhadores” poderão continuar vivendo com seus benefícios, enquanto não chega a aposentadoria especial.
    falando sério, agora, como a situação econômica do Nordeste permitiria a mecanização, em larga escala, das culturas? Mais uma vez, não estou falando dos grandes proprietários, que nem empregam tanta gente, mas dos pequenos.

    Me parece um problema maior de quem administrativa mal a fazenda que de fato da população que vive em uma região pobre que não depende mais exclusivamente da verba do Latifundiário, que nunca se modernizou porque podia contratar mão de obra barata em regime semi escravista.
    Ou será o contrário? Seria um efeito Tostines?
    Se você tem muita oferta de trabalho, o valor pago por ela cai, e o desemprego é grande e a renda pequena.
    Ninguém, em uma região pobre, vai abrir vagas de trabalho não qualificado e pagar uma fortuna, por isso (e o pequeno proprietário não o poderia fazer, mesmo se quisesse muito). Não estou procurando a origem da desigualdade, nas Capitanias Hereditárias, estou falando do momento atual.
    Cem reais em uma cidade como São Paulo não representa muito dinheiro, mas no interior do Nordeste teria o MESMO valor?
    “Escravatura”? Está parecendo conversa de comunista de boteco, sem querer ofender.

    Você tem a concorrência entre duas opções mutuamente excludentes: trabalhar com registro em carteira, se aposentando mais tarde OU trabalhar sem registro, tendo a aposentadoria especial.
    Tal dilema era a favor do registro, até que o Bolsa Família atingiu os moradores dessa região (a partir de 2007, segundo o artigo), pois foi a partir disso que os “trabalhadores” desistiram do registro, com a inevitável conseqüência de aumentar o déficit da previdência social, uma vez que essas pessoas que não estão registradas não estão contribuindo, mas terão a aposentadoria mais cedo. (Isso é um “custo invisível” desses programas sociais)
    Como a riqueza dessa região é menor, pequenos acréscimos de renda podem afetar o equilíbrio do mercado de trabalho, refletindo na atividade econômica.

    Quanto ao medo de se registrar, curiosamente isso só beneficia quem contrata, que pode pagar menos.
    Não. Não beneficia quem contrata, de modo algum pois, como a matéria cita:
    “A Folha já havia constatado o problema em Brejões e em outras regiões em 2007.
    Na época, fazendas ainda tentavam sobreviver contratando ilegais. Após multas e o aumento da fiscalização do Ministério do Trabalho, muitas desistiram da atividade.”(grifo meu)
    Dá para ver que houve a desestruturação da economia local.

    Nesse caso, se o medo permanece é porque o contratante não ofereceu nenhum beneficio real além de um possível beneficio futuro na previdência social, que paga muito pouco.
    Hum? Se os empregadores passassem, automaticamente, a cada benefício estatal, a aumentar os salários dos empregados, estaria solucionado o problema da distribuição de renda; mas (grande “mas”) de onde viriam os recursos para isso? Como isso afetaria o equilíbrio do mercado de trabalho? Mais importante ainda: não é assim que funciona o mercado de trabalho. As vagas são ofertadas, e os trabalhadores oferecem sua força de trabalho, mas o preço do trabalho é definido pela oferta e demanda, não pela intervenção estatal. (Não estou falando de pisos e salário miséria, digo, mínimo)

    Isso é relevante, uma vez que metade das famílias atendidas estão no Nordeste. Qual o efeito que esses programas estão tendo sobre a economia regional? Ah, tá, sei que as pessoas estão consumindo mais. O que estou perguntando é: como elas estão GERANDO riqueza?
    Evolução social implica em geração de riqueza. Como as pessoas de Brejoões estão gerando riqueza? A matéria cita “outras regiões em 2007”, cabe uma reflexão sobre quais seriam essas “regiões”, e estudos para se descobrir o que acontece.

    (1) Censo Agro 2006: IBGE revela retrato do Brasil agrário

  • Ah… Vamos lá, acho que você não entendeu de novo… Eu não me referia aos pobres e sim aos ricos! Que citei logo acima…

    Ah, bem… estes tb não pagam. 😀 São inúmeras empresas que não repassam o recolhimento da Previdência. Times de futebol, por exemplo.

    Pois sim, pelos motivos já citados, com relação a desigualdade econômica.

    Argumento previamente desconstruído.

    Quanto ao errado tenho que discordar, porque mesmo considerando tais gatos ou coisa assim, ainda pagam impostos nos outros produtos.

    Exemplo?

    Temos uma carga tributaria de quae 60%, não é uma ajuda de 15% do salário vai eliminar isso.

    Tá começando a entender o ponto. QUEM paga pela carga tributária?

    O que citei ser análogo ao link que postei no primeiro comentário, é o unico “caso” que conheço pessoalmente, já que também tenho contato em algumas pequenas cidades brasil a fora.

    Previamente descontruído. Sorry.

    Como ressaltei, em grandes cidades esse dinheiro não cumpre seu papel, sobre meu ponto de vista.

    Isso eu sei. O que reforça meu argumento sobre a ingerência.

    O Lixo da TV mesmo…

    Mais livros, menos TV.

    Certamente, porém não elimina o caso do problema tostines citados, onde existe um problema muito mais imediato, como você mesmo citou o exemplo da Oi, que é algo muito mais enraizado na política Brasileira.

    Agree.

    Sendo assim assim programas com um foco temporário é uma alternativa enquanto não se resolve o problema “real” de forma definitiva.

    A receita: “Tome, Totó. Olha que belo osso! Agora, JÁ PRO QUINTAL!”

    Sim e não, muitas vezes mesmo que ele vá a escola publica e tente crescer sozinho lá dentro, sem um apoio financeiro por trás ele provavelmente irá se render a marginalidade.

    Agree again. Por causa de quê? Pela falta de oportunidade dos pais e dar cheque-cidadão, vale-gás etc etc não resolve. Se resolvesse, não seria necessáriuo continuar dar o assistencialismo, o que não vai acontecer.

    Estudei boa parte da minha vida em escola publica, e sei que com interesse de fato é possível conseguir algo, eu consegui, mais porque não precisei parar de estudar para comprar comida pra casa.

    Deixe-me adivinhar: seus pais tinham um emprego decente, por causa de uma certa qualificação?

    O exemplo dos coronéis é valido, porém as poucas cidades que conheço do interior de Goiás e algumas do nordeste me mostram que grande parte ainda tem seu destino certo.

    As poucas cidades que vc conhece. Ok, a resposta está em sua própria frase.

    Não acredito que o programa seja a melhor solução, como já disse, porém que compre seu papel nos ambientes em que tive contato.

    Que vc concorda ser apenas uma pequena fração, mas vc não refutou sobre a manipulação política e os escândalos sobre o desvio de verba. Outrossim, lembre-se que a vida nas cidades pequenas do interior são diferentes da vida levada nas cidades médias e grandes.

    Sei que no Rio as coisas são mais complicadas de modo geral que na maioria dos outros estados, mesmo assim ainda ressalto meu ponto de vista, que a priori já excluiu as cidades grandes como Rio e SP, por previamente já não acreditar que nesses estados seria possível implementar tal programa.

    Mas tem que ser levadas em conta, Wallacy, dada a % da população. 6 milhões de pessoas numa cidade não pode ser ignorado. Sobre o desenvolvimento do Nordeste, que suga recursos dos estados mais desenvolvidos… Bem, Bento Gonçalves já falava a esse respeito.

    Wallacy respondeu:

    @André,

    “Exemplo?”

    Roupa, produtos de limpeza… etc…

    “Previamente descontruído. Sorry”

    Nesse caso foi só para esclarecer o ponto de vista, não para tornar tentar convence-lo do mesmo.

    “A receita: “Tome, Totó. Olha que belo osso! Agora, JÁ PRO QUINTAL!””

    Não deixa de ser verdade.

    “Agree again. Por causa de quê? Pela falta de oportunidade dos pais e dar cheque-cidadão, vale-gás etc etc não resolve. Se resolvesse, não seria necessáriuo continuar dar o assistencialismo, o que não vai acontecer.”

    Sim eu sei, não resolve como eu disse… Mas mitiga.

    “Deixe-me adivinhar: seus pais tinham um emprego decente, por causa de uma certa qualificação?”

    Meu pai não, minha mãe mais ou menos, afinal, ela se tornou professora como eu citei em outro tópico para você.

    “As poucas cidades que vc conhece. Ok, a resposta está em sua própria frase.”

    Só posso usar a taxa amostral que conheço, sorry. Odeio estudos que provam que 90% do Brasil é rico, depois outro que prova que 90% é pobre! Pelo sim pelo não, fico com o que conheço. Pode não ser muito justo, mais é só o que posso dar sem ter que ficar citando estudos que de fato nem sei se são idôneos.

    “Que vc concorda ser apenas uma pequena fração, mas vc não refutou sobre a manipulação política e os escândalos sobre o desvio de verba. Outrossim, lembre-se que a vida nas cidades pequenas do interior são diferentes da vida levada nas cidades médias e grandes.”

    Achei que não era necessário, por conta do exemplo que citei no primeiro post.
    Nesse caso, acho que a solução é criar um sistema mais eficaz de distribuição e fiscalização que extinguir o programa.

    Não é algo exclusivo do Bolsa Familia e sim do Brasil…

    É como o paradoxo de nossas leis, o que adianta ter as melhores leis do mundo, uma puta mother fucker constituição de um trilhão de linhas, e ninguém as aplica não é?

    “Mas tem que ser levadas em conta, Wallacy, dada a % da população. 6 milhões de pessoas numa cidade não pode ser ignorado. Sobre o desenvolvimento do Nordeste, que suga recursos dos estados mais desenvolvidos… Bem, Bento Gonçalves já falava a esse respeito.”

    Eu sei, eu concordo! Não disse que deveria ser desconsiderada, na verdade gostaria que o programa fosse adaptado para poder contemplar também cidades como essas.

    Administrador André respondeu:

    Roupa, produtos de limpeza… etc…

    Pouco movimento de dinheiro; logo, não-expressivo.

    Sim eu sei, não resolve como eu disse… Mas mitiga.

    Paliativo para enganar pobre e ajudar eleições.

    Meu pai não, minha mãe mais ou menos, afinal, ela se tornou professora como eu citei em outro tópico para você.

    O que não deixa de ser um emprego decente.

    Só posso usar a taxa amostral que conheço, sorry. Odeio estudos que provam que 90% do Brasil é rico, depois outro que prova que 90% é pobre! Pelo sim pelo não, fico com o que conheço. Pode não ser muito justo, mais é só o que posso dar sem ter que ficar citando estudos que de fato nem sei se são idôneos.

    E como vc sabe que os estudos nos quais vc se baseia são idôneos?

    Achei que não era necessário, por conta do exemplo que citei no primeiro post. Nesse caso, acho que a solução é criar um sistema mais eficaz de distribuição e fiscalização que extinguir o programa.

    Rola-se o problema ao invés de resolver o problema. O problema nunca foi o bolsa-whatever.

    Não é algo exclusivo do Bolsa Familia e sim do Brasil…

    Não! Sério?

    É como o paradoxo de nossas leis, o que adianta ter as melhores leis do mundo, uma puta mother fucker constituição de um trilhão de linhas, e ninguém as aplica não é?

    Ahan. Então vc concorda que aplicando as leis o bolsa-família vira o que sempre foi: um engôdo

    Eu sei, eu concordo! Não disse que deveria ser desconsiderada, na verdade gostaria que o programa fosse adaptado para poder contemplar também cidades como essas.

    Assim não se resolve a droga do problema.

    Wallacy respondeu:

    @André,

    “Pouco movimento de dinheiro; logo, não-expressivo.”

    Mais ainda soma no montante de impostos.

    “Paliativo para enganar pobre e ajudar eleições.”

    Não se você considera o beneficio real.

    “E como vc sabe que os estudos nos quais vc se baseia são idôneos?”

    Pensei em deixar claro que não me baseio em nenhum estudo, só no que eu pude presenciar.

    “Rola-se o problema ao invés de resolver o problema. O problema nunca foi o bolsa-whatever.”

    Não entendi, não disse que o problema era a bolsa-whatever, um problema independente da bolsa-whatever.

    “Não! Sério?”

    Pois é, incrível né?

    “Ahan. Então vc concorda que aplicando as leis o bolsa-família vira o que sempre foi: um engôdo”

    Não, que na aplicação existe problema, e não que todo o programa é problema.

    Usando novamente o exemplo da lei: Se a Lei é boa e o problema está na aplicação da Lei, não é com outra lei que se resolve o problema, e sim resolvendo o problema da aplicação da lei, afinal, nada garante que a próxima lei não sofrerá dos mesmos males.

    “Assim não se resolve a droga do problema.”

    Como não? Adaptar uma solução incompleta para torna-la completa me parece algo positivo.

    Administrador André respondeu:

    Mais ainda soma no montante de impostos.

    Diz a verdade: vc não entende nada de Estatística, né?
    Diz a verdade 2: Vc não leu a parte “não-expressivo”, né?

    Não se você considera o beneficio real.

    Para quem? E agora estamos saindo do foco do assunto. Eu produzo e não recebo nada em troca, enquanto isso vc se esquivou dessa parte o tempo todo. Isso não é muito honesto.

    Pensei em deixar claro que não me baseio em nenhum estudo, só no que eu pude presenciar.

    O que vc presenciou e nada é a mesma coisa. Fator não-expressivo. É o mesmo que dizer “uma professora fez sexo com seu aluno, logo todas as professoras fazem sexo com seus alunos”. Falácia, filho. Para fins de debate, o que vc viu ou deixou de ver é totalmente irrelevante.

    Não entendi, não disse que o problema era a bolsa-whatever, um problema independente da bolsa-whatever.

    Entao estamos discutindo o que? Receita? Ah, sim… os trocentos impostos que se paga sem ter benefício, o qual é repassado pequena percentagem para a população (do qual a maior parte é desviado), sem rsolver problema de ninguém.

    Pois é, incrível né?

    Estou estupefato.

    Não, que na aplicação existe problema, e não que todo o programa é problema.

    Todo o programa é errático. Simples assim. E não venha com história tipo “eu vi isso, eu vi aquilo”. Eu me baseio em números.

    Usando novamente o exemplo da lei: Se a Lei é boa e o problema está na aplicação da Lei, não é com outra lei que se resolve o problema, e sim resolvendo o problema da aplicação da lei, afinal, nada garante que a próxima lei não sofrerá dos mesmos males.

    Irrelevante. Todo o programa existe oom fins de assistencialismo político.

    Como não? Adaptar uma solução incompleta para torna-la completa me parece algo positivo.

    Papel aceita tudo. Só que o mundo real e o desenhado no papel são bem diferentes.

  • Wallacy

    @Joseph K,

    “Discordo. Não há almoço grátis….”

    Sim não há, mais vale lembrar que nós somos o Estado (indiretamente falando é claro), se o custo é zero para o estado, é zero para nós.

    Você esta considerando que os gastos indiretos do programa não justificam os benefícios. Ok, se essa é sua visão tudo bem. Mais que fique claro que se a questão é que o programa consome recursos do estado, nesse caso eu não endosso esse visão, o resto do dinheiro do Estado vai continuar sendo gasto seja lá com que porcaria o governo esteja gastando.

    Se o governo gasta 10 e retorna 9, você pode muito bem dizer que 1 já é muito! Ok, não é minha interpretação, já que acredito que 1 é pouco dado o beneficio.

    Sou muito mais um programa desses que os 160 milhões que foram gastos para criar uma ponte (orçada originalmente em 14 milhões) que no final não tornou o transito mais eficiente.

    Ou então os mais de 10 viadutos que o Roriz fez em seu governo, cada um custando aproximadamente 100 milhões. Sendo que só 2 deles melhoram o transito.

    Ai eu pergunto: Quem paga a conta?

    É muito lindo ficar falando do Bolsa Familia, e do seu “pseudo custo” como o grande mal da política Brasileira, porém para mim, se esse de fato fosse o problema do Brasil nós estaríamos em um patamar muito melhor que estamos hoje.

    “Isso é uma falácia sem sustentação.”

    Não me referi ao montante, e sim ao impacto individual do programa. Nesse caso quem ganha 10mil paga mais pelo bolsa familia do que o que ganha 100 reais.

    É obvio que considerando que 90% da população estando nas camadas B< no montante será maior para a classe social, mais não obviamente para o individuo.

    ““Escalada social”? Passar pessoas da classe D para C, inflando a renda, não é “escalada social”, é mascarar um problema.”

    Não me referi que a escalada era dada com a inflação da renda pelo programa, e sim pelos benefícios posteriores do programa. Vide link que postei no primeiro comentário.

    “O programa não “se paga”, da mesma forma que nenhuma atividade do Estado “se paga”: quem paga é o contribuinte, rico ou pobre”

    Isso me lembra daquela historia onde a divida de uma cidade foi extinguida com a visita de um forasteiro e 100 dolares. Se não conhece pesquise.

    É a mesma lógica que uso, se o contribuinte que ganha o beneficio paga mais impostos que os beneficios que ele recebe, de fato na pratica ele não recebeu beneficio, só teve uma redução em sua carga total.

    “Para us 7,5 milhões de famílias no Norte e Nordeste, a Bolsa-Família é renda significativa”

    Sim, mais eu me referia ao caso do Rio citado, onde o custo de vida é maior.

    Mesmo assim, considero que mesmo no caso do Nordeste esse valor é muito inferior ao custo da criança (se é que posso colocar dessa forma). Então ainda é seria uma estupidez em minha opinião faze-lo só por esse motivo.

    Você tem duvidas que essas familias seriam tão numerosas quanto são hoje sem o programa? Uma retrospectiva histórica me diz que não. Minhá vó teve 6 filhos, a mãe dela teve 12….

    Ao que me parece é mais uma questão de pegar um problema já existente (familias pobres com muitos filhos) e atribuir a responsabilidade para algo mais novo (o programa Bolsa Familia no caso).

    Para mim o caso relatado pela Folha de São Paulo é só mais uma questão de atribuir uma explicação para um problema pegando qualquer coisa que se encaixe.

    Joseph K respondeu:

    @Wallacy,
    Sim não há, mais vale lembrar que nós somos o Estado (indiretamente falando é claro), se o custo é zero para o estado, é zero para nós.
    HAHAHAHAHAHA!
    Me desculpe, mas não dá para levar uma coisa dessa a sério, acho que me equivoquei, ao entrar nessa discussão.
    “se o custo é zero para o estado, é zero para nós.”… então temos uma boca livre.
    Isso está até me lembrando a Revolução dos Bichos.

    Você esta considerando que os gastos indiretos do programa não justificam os benefícios. Ok, se essa é sua visão tudo bem.
    Me desculpe, novamente, mas ONDE eu disse que os custos não justificam os benefícios?

    Mais que fique claro que se a questão é que o programa consome recursos do estado, nesse caso eu não endosso esse visão, o resto do dinheiro do Estado vai continuar sendo gasto seja lá com que porcaria o governo esteja gastando.
    Isso é uma falácia (mais uma). Que tal dizer: “se os políticos vão mesmo roubar o dinheiro, é melhor que eu roube”?

    Se o governo gasta 10 e retorna 9, você pode muito bem dizer que 1 já é muito! Ok, não é minha interpretação, já que acredito que 1 é pouco dado o beneficio.
    Hum? E onde eu disse que “1” é muito?

    Sou muito mais um programa desses que os 160 milhões que foram gastos para criar uma ponte (orçada originalmente em 14 milhões) que no final não tornou o transito mais eficiente.
    Maravilha. Expresse sua opinião, afinal você vive em uma democracia. Vá até seu representante eleito. Vá à Assembléia Legislativa de seu estado, vá à sua Câmara Municipal, mande email para seu congressista. Mostre a eles que o dinheiro, o seu dinheiro, não foi bem gasto e você está irritado e vai chutar a bunda dele nas urnas; é seu direito.

    Ou então os mais de 10 viadutos que o Roriz fez em seu governo, cada um custando aproximadamente 100 milhões. Sendo que só 2 deles melhoram o transito.
    Se é tão ruim (eu desconheço), você está dando mais um exemplo de programa de governo que deveria ter sido reavaliado, antes de posto em prática. Obrigado por ilustrar como o dinheiro pode ser mal utilizado em programas de governo.

    Ai eu pergunto: Quem paga a conta?
    O contribuinte, sempre. Não existe essa coisa de “custo zero”.

    É muito lindo ficar falando do Bolsa Familia, e do seu “pseudo custo” como o grande mal da política Brasileira, porém para mim, se esse de fato fosse o problema do Brasil nós estaríamos em um patamar muito melhor que estamos hoje.
    ONDE eu disse que os programas sociais são o “grande mal da política brasileira”?
    Acho que estou com perda de memória recente.
    No mais, se você acha que o Bolsa Família tem um “pseudo” custo, deveria ter um argumento melhor que esse do custo zero, isso é coisa de ignorância (no sentido acadêmico) em economia.

    “Isso é uma falácia sem sustentação.”
    Não me referi ao montante, e sim ao impacto individual do programa. Nesse caso quem ganha 10mil paga mais pelo bolsa familia do que o que ganha 100 reais.
    Então, que se expressasse mais claramente, oras. Dê uma olhada no que você escreve agora, e antes:
    “Vale ressaltar que a renda percapta do Brasileiro é de cerca de 8 mil dolares! Sendo assim, proporcionalmente o maior valor desse imposto é retirado de camadas sociais ainda mais altas, as mesmas que em grande essa quantia é “troco de pinga”.”
    Quanto ao “impacto individual”, a CPMF, antigo IPMF, também tinha um baixo “impacto individual”, e deu no que deu.

    É obvio que considerando que 90% da população estando nas camadas B< no montante será maior para a classe social, mais não obviamente para o individuo.
    O indivíduo. Sempre o indivíduo…

    ““Escalada social”? Passar pessoas da classe D para C, inflando a renda, não é “escalada social”, é mascarar um problema.”
    Não me referi que a escalada era dada com a inflação da renda pelo programa, e sim pelos benefícios posteriores do programa. Vide link que postei no primeiro comentário.
    E eu ilustrei com um exemplo de economia afetada (para não dizer destruída) pelo programa.

    “O programa não “se paga”, da mesma forma que nenhuma atividade do Estado “se paga”: quem paga é o contribuinte, rico ou pobre”
    Isso me lembra daquela historia…
    Não muda em nada, o que disse.

    Se não conhece pesquise.
    Isso é uma variante da Típica Justificativa Religiosa nº 62.
    Se você acha que sua historieta é tão relevante à discussão, cite-a ou coloque o link para a referência; não aja como os crentescos.
    Historieta retirada dos autos.

    É a mesma lógica que uso, se o contribuinte que ganha o beneficio paga mais impostos que os beneficios que ele recebe, de fato na pratica ele não recebeu beneficio, só teve uma redução em sua carga total.
    PROVE que quem recebe esses auxílios paga MAIS tributo, decorrente disso, que o valor do auxílio E PROVE que o consumo dele poderia ser o mesmo, sem o benefício OU PROVE que quem paga por esses benefícios paga MENOS imposto que antes.

    “Para us 7,5 milhões de famílias no Norte e Nordeste, a Bolsa-Família é renda significativa”
    Sim, mais eu me referia ao caso do Rio citado, onde o custo de vida é maior.
    E daí? Estou apontando um fato relevante: metade dos beneficiários vive no Nordeste, isso não é mais expressivo que o Rio de Janeiro?

    Mesmo assim, considero que mesmo no caso do Nordeste esse valor é muito inferior ao custo da criança (se é que posso colocar dessa forma). Então ainda é seria uma estupidez em minha opinião faze-lo só por esse motivo.
    É mesmo? E qual a renda per capita no interior nordestino? Qual o custo que as famílias têm, a mais, por par de braços para trabalhar?
    Melhor ainda, ONDE que eu disse qualquer coisa sobre aumentar o número de filhos, para pegar a grana?

    Você tem duvidas que essas familias seriam tão numerosas quanto são hoje sem o programa? Uma retrospectiva histórica me diz que não. Minhá vó teve 6 filhos, a mãe dela teve 12….
    Você está se contradizendo…
    De qualquer modo, não falei NADA sobre isso, mesmo.

    Ao que me parece é mais uma questão de pegar um problema já existente (familias pobres com muitos filhos) e atribuir a responsabilidade para algo mais novo (o programa Bolsa Familia no caso).
    Hum? Famílias numerosas em um contexto rural de baixa renda, instrução e capacitação é uma das estratégias para sobreviver.
    Mas… ONDE é que eu estava falando de famílias numerosas?

    Para mim o caso relatado pela Folha de São Paulo é só mais uma questão de atribuir uma explicação para um problema pegando qualquer coisa que se encaixe.
    Baseado em quê, você afirma isso?
    A reportagem traz entrevistas e dados numéricos, e você usa de achismo.
    Quais são as evidências que levam a pensar que a reportagem está equivocada?
    Não seria melhor dizer que essa situação limite foi favorecida pela queda do preço do café, que tirou a competitividade da região, e que os auxílios foram apenas o prego do caixão?

    Espero que essa conclusão “Para mim o caso…” não seja decorrente do desenvolvimento anterior, sobre as famílias numerosas, assunto não abordado na matéria.

    Por falar em “se não souber, pesquise”, se você seguisse seu próprio conselho não teria dito que “se a renda per capta chega a esse nível, demonstra que existem uma vasta gama de pessoas com salário altíssimos, promovendo então muita desigualdade.”.

    Para terminar, eu não disse que esses programas socias, bolsas isso ou aquilo, ou o que for, são o câncer da sociedade, e quem os defende deve ser crucificado, muito menos disse que sejam uma panacéia, e deveriam ser criados mais deles.
    Tudo o que fiz foi apontar o que considero falhas de argumentação (sua), e de planejamento e execução (do Estado), na esperança (agora frustrada) de um debate racional, não argumentos do tipo “é melhor gastar com isso que com um viaduto”, ou “se o Estado tem custo zero, também o temos”.

  • Hugo L

    Há alguma pretensão de compilar os dados apresentados nos comentários ou até de montar outro post sobre o Assistencialismo?

    O debate acima foi muito bom.

    Administrador André respondeu:

    Não de minha parte.

    Rodrigo Souza a.k.a. Sargento respondeu:

    @Hugo L, Vou te dizer que até me passou isso pela cabeça. Passou e foi embora.

  • Joseph K

    Para descontrair um pouco e aliviar a tensão, uma historinha light 😀

    “Atire a vaca no precipício

    Quando o Mestre e discípulo peregrinavam por distantes pastagens, certa vez foram acolhidos por uma família pobre, muito simpática mas que vivia em condições de miséria. Embora fossem boas pessoas, seus recursos materiais eram muito limitados. Sustentavam-se graças à sua uma vaca magricela que fornecia o leite para se alimentarem e o pouco que sobrava vendiam para ganhar uns trocos. Na hora da despedida, o discípulo com pena daquelas pessoas perguntou ao mestre se não podiam fazer nada por eles. O Mestre em sua sabedoria disse:
    – Atire a vaca pelo precipício.
    – Mas Mestre …
    – Atire a vaca no precipício ou suma com ela! – disse o Mestre.
    O discípulo, sem compreender a intenção do Mestre cumpriu seus desígnios ainda que muito contrariado. E assim a família ficou sem a vaca.
    Os anos se passaram e o discípulo, cheio de remorsos pelo que fizera, não voltou a ter paz. Para se redimir e pedir perdão à família resolveu voltar àquela região. Mas para seu espanto não conseguiu reconhecer a região. Onde antes havia uma região árida, encontrou terras cultivadas. Próximo de onde era o casebre encontrou um palacete. Angustiado supôs que a família fora obrigada a vender a casa e o terreno, pois já não tinham a vaca para sobreviver. Aproximou-se da bela casa e encontrou seus proprietários na piscina, divertindo-se. Para seu espanto verificou que estas eram as mesmas pessoas que antes encontrara, agora com aparência mais saudável e feliz. Sem entender nada, o discípulo perguntou que milagre tinha ocorrido naquele lugar. Com um sorriso no rosto o pai respondeu:
    – Milagre, nada! Um dia nossa vaca desapareceu. Tivemos de procurar um novo meio de subsistência. Trabalhámos muito e procurámos formas alternativas. Ao longo dos tempos fomos prosperando.
    Então o Discípulo compreendeu a sabedoria do Mestre. ”

    Retirado de: http://contoseparabolas.no.sapo.pt/03outros/varios1.htm

    Administrador André respondeu:

    Sugiro atirarmos o Lula de um precipício. Quem está comigo?

    Guz respondeu:

    @André,

    ahahahahahahahahahahahahahahahaha

    Rodrigo Souza a.k.a. Sargento respondeu:

    @André, Se levarmos em conta o quanto de gente merece ir pro precipício, acho que vamos aterrar uma falha geológica…

  • Wallacy

    @Joseph K

    “HAHAHAHAHAHA!…”

    Bem, aí é questão de interpretar, geralmente eu não explico muito as coisas por achar que está implícito, é um erro eu sei, porém a idéia por trás é bem simples.

    Se o estado repassa o custo para “nós” e para o mesmo estado não existe custo(considerando a questão da balança entre benefícios x impostos), logo deixa de existir custo a ser repassado para nós (pessoas que não participam do programa).

    “O contribuinte, sempre. Não existe essa coisa de “custo zero”.”

    Talvez o problema ai seja questão de semântica.

    Se dobram meu salário, porém “dobram” tudo que eu consumo, ou seja meu poder de compra se mantém o mesmo, para mim não recebi aumento de salário, no máximo reajuste.

    O mesmo vale para o caso citado (não o da ponte), se o que individuo paga mais imposto que ele recebe em beneficio, não ouve de fato custo no beneficio.

    A não ser é claro que você considere que deixar de ganhar é perder. Entendo, porém não aplico isso a esfera governamental pois a principio considero que os impostos já são demasiados, acima do que de fato é gasto (na pratica não no que consta na planilha do contador).

    “É mesmo? E qual a renda per capita no interior nordestino? Qual o custo que as famílias têm, a mais, por par de braços para trabalhar?
    Melhor ainda, ONDE que eu disse qualquer coisa sobre aumentar o número de filhos, para pegar a grana?”

    Se o custo de vida é suficiente para manter o filho com esse valor, considerando do momento do nascimento até o fim dos estudos (o programa exige que o aluno esteja estudando), então é um valor bem baixo para manter uma criança na escola. Se a perspectiva é somente do ponto de vista de força de trabalho, então essa criança iria nascer independente do programa bolsa-familia.

    “Você está se contradizendo…
    De qualquer modo, não falei NADA sobre isso, mesmo.”

    Tratar problemas diferentes de forma diferente não é contradição. E apesar de explicitamente você não dizer isso, ao citar esse como um problema, você está dizendo implicitamente.

    “Baseado em quê, você afirma isso?”

    Em minha observação pessoal.

    Não sei você, porém sempre uso como contraponto com toda ou qualquer informação. É estúpido se dizer cético se você se baseia somente em estudos alheios e não contrapõem com o que você observa.

    “Quais são as evidências que levam a pensar que a reportagem está equivocada?”

    Eu disse, o fato do problema existir antes mesmo do programa, os numeros apresentados não apóiam a conclusão, pois uma simples retrospetiva historica mostra que as familias sempre foram numerosas, logo você não pode afirmar que elas estão numerosas hoje por causa do programa.

    Logo sobre meu ponto de vista parece uma falácia, um “Argumentum ad Logicam”.

    “Espero que essa conclusão “Para mim o caso…” não seja decorrente do desenvolvimento anterior, sobre as famílias numerosas, assunto não abordado na matéria.”

    Na verdade foi direcionado a premissa anterior por você apresentada que e esse seria um motivador, para esse comportamento.

    “Por falar em “se não souber, pesquise”

    Na verdade a questão ai é de simplificação, existem varias variantes da mesma historia, “googlar” seria mais justo para você poder escolher a variente que bem entender.

    “se você seguisse seu próprio conselho não teria dito que”

    Teria, meu vizinho ganha 450 mil reais por mês (o lugar onde eu moro é estranho eu sei). Eu ganho 750 reais! Atribuir a desigualdade social o fato de existir numeros tão dispares da realidade de 90% da população me parece a conclusão lógica.

    “Para terminar, eu não disse que esses programas socias, bolsas isso ou aquilo, ou o que for, são o câncer da sociedade, e quem os defende deve ser crucificado, muito menos disse que sejam uma panacéia, e deveriam ser criados mais deles.”

    Que bom, não foi a idéia que você me passou porém é interessante o esclarecimento, assim como estou a tentar fazer o mesmo.

    “Tudo o que fiz foi apontar o que considero falhas de argumentação (sua), e de planejamento e execução (do Estado), na esperança (agora frustrada) de um debate racional, não argumentos do tipo “é melhor gastar com isso que com um viaduto”, ou “se o Estado tem custo zero, também o temos”.”

    Vale lembrar que a semântica que você atribuiu a esses (e outros) trechos não é necessariamente a que eu tentei apresentar. Falha minha? Possivelmente.

    Em momento algum eu quiz dizer que esses eram a justificativa para se apoiar o programa, e sim a “contra justificativa” dos problemas do programa.

    Se alguem me diz que meu carro é uma bosta, eu posso concordar, porém se alguem me diz que meu carro é uma bosta porque ele não tem banco, eu não vou concordar, e sim vou dizer que o carro tem banco. Não estou negando a “bosta” do carro, só que o problema apresentado é de fato o causador da “bostialidade”.

    Joseph K respondeu:

    @Wallacy,
    porém a idéia por trás é bem simples.
    Simples e equivocada. 😀
    Você Diz que “nós somos o Estado (indiretamente…)” e que “se o custo é zero para o Estado, é zero para nós”.
    Você igualou a entidade “Estado” a “nós”, fazendo uma macarronada semântica, um sofisma com um jogo de palavras.

    Se o estado repassa o custo para “nós” e para o mesmo estado não existe custo(considerando a questão da balança entre benefícios x impostos), logo deixa de existir custo a ser repassado para nós (pessoas que não participam do programa).
    Já percebi que você não está falando sério, então vou levar na brincadeira, também.
    Sujeito “A” paga $1.000 em tributos ao Estado: Estado teve receita de $1.000.
    Sujeito “B”,”C” e “D” recebem os $1.000 em auxílio do Estado: “B”, “C” e “D” auferiram renda de $1.000, ao todo.
    O Estado teve custo zero, logo “A”, que é, indiretamente, o Estado, também teve custo zero. Hum… tá certo.

    Se dobram meu salário, porém “dobram” tudo que eu consumo, ou seja meu poder de compra se mantém o mesmo, para mim não recebi aumento de salário, no máximo reajuste.
    Imagino que você esteja falando de um regime inflacionário hipotético, no que estaria correto: a mera reposição inflacionária não configura ganho real.
    Mas o problema é que não é assim que funciona, no mundo real.
    Mais uma falácia que cai por terra ao levar em consideração
    1) a capacidade de poupança em função da renda;
    2) a incidência de impostos sobre consumo (em % da renda) em função da renda e
    3) a incidência de impostos sobre renda (em % da renda) em função da renda.
    (Itens 2 e 3 dizem respeito à aplicação da justiça na tributação)

    O mesmo vale para o caso citado (não o da ponte), se o que individuo paga mais imposto que ele recebe em beneficio, não ouve de fato custo no beneficio.
    Errado por três motivos:
    1) O consumo dele teria aumentado,
    2) você está misturando os entes, ao falar em “custo” e
    2) você não demonstrou que o beneficiário dos programas acaba tendo uma renda líquida menor que sem eles. (os sujeitos “B”, “C” e “D”)
    Antes que você diga que não é a isso que se refere, por favor reler o meu comentário anterior.

    A não ser é claro que você considere que deixar de ganhar é perder.
    Dependendo do contexto, sim; mas, mais uma vez, não vejo como isso pode se aplicar ao que escrevi.

    Entendo,
    Entende o quê? ONDE eu disse isso que você escreveu?

    porém não aplico isso a esfera governamental pois a principio considero que os impostos já são demasiados,
    Yeap. 100% contigo nessa.

    acima do que de fato é gasto (na pratica não no que consta na planilha do contador).
    Hum? É natural que o Estado arrecade mais do que gaste, isso, dentro de certa margem, é saudável por criar reservas; o problema é quando o Estado gasta mais do que arrecada, criando déficit e uma espiral decadente.
    Baseado em quê, você afirma que o superávit em contas não é registrado?
    Antes que você tire conclusões apressadas, não estou concordando NEM discordando, apenas perguntando, por curiosidade -uma vez que você está afirmando-, quais os gastos públicos que não estão registrados no ativou ou patrimônio? Ou você está falando de roubo de dinheiro do contribuinte?

    “É mesmo? E qual a renda per capita no interior nordestino? Qual o custo que as famílias têm, a mais, por par de braços para trabalhar?
    Melhor ainda, ONDE que eu disse qualquer coisa sobre aumentar o número de filhos, para pegar a grana?”
    Se o custo de vida é…
    Em suma, eu não disse nada sobre isso, e você está tentando desviar, certo?
    Se você quiser discutir o ponto do custo de vida (e número de filhos) do trabalhador rural, com ou sem relação aos auxílios, terei prazer em participar, mas em outra thread, não no meio dessa.

    Tratar problemas diferentes de forma diferente não é contradição. E apesar de explicitamente você não dizer isso, ao citar esse como um problema, você está dizendo implicitamente.
    Wtf? “Dizendo implicitamente” o quê, cara-pálida? Apontar problemas, baseado em informações, não achismos, é crítica construtiva, caso você não saiba. Pensei que haveria um debate racional, não um joguinho a la crental, com preconceitos e mania de perseguição. Não é melhor recomeçarmos?

    “Baseado em quê, você afirma isso?”
    Em minha observação pessoal.
    Mostre as evidências, compartilhe as informações.
    “Observação pessoal”, “experiência pessoal”, “revelação” e outras expressões assim não satisfazem o pensamento cético, que você alega ter: isso é coisa de fé.

    Não sei você, porém sempre uso como contraponto com toda ou qualquer informação.
    Ótimo! Quais são os contra-pontos às informações que citei?

    É estúpido se dizer cético se você se baseia somente em estudos alheios e não contrapõem com o que você observa.
    Prestenção: eu estou apresentando informações, debatendo como gente, não estou usando de preconceitos; mais ainda: estou dando a você a chance de fazer o mesmo, apresentando os dados que tenha.
    Se você está dizendo que o IBGE, a Associação Comercial da Bahia, a Folha de São Paulo e a Agência Estado não dispõe de credibilidade para escreverem o que citei, gostaria de saber os motivos.

    Esperar que todo o conhecimento seja feito com base no contraste com a experiência pessoal e o senso comum fariam o quê, com a física quântica?
    Estúpido é dizer que estou me baseando em “estudos alheios” e não contrasto com o que observo, afinal você nem sabe quem sou, nem qual minha vivência ou bagagem sobre esse assunto.
    Estúpido é me acusar de um comportamento enquanto baseia sua argumentação em fé e UMA fonte, que foi repetida à exaustão: FT.com; não é mesmo?
    Então, vamos com mais calma, com os adjetivos, certo?

    “Quais são as evidências que levam a pensar que a reportagem está equivocada?”
    Eu disse, o fato do problema existir antes mesmo do programa, os numeros apresentados não apóiam a conclusão, pois uma simples retrospetiva historica mostra que as familias sempre foram numerosas, logo você não pode afirmar que elas estão numerosas hoje por causa do programa.
    Acho que você tem um sério problema de interpretação de textos.
    ONDE na matéria é dito que o problema é causado pelas famílias numerosas? Ess é o assunto central do artigo?
    Em segundo lugar qual problema existia ANTES do programa, na reportagem? Uma dica: a partir de 2007.
    Terceiro: fala a verdade, você não entendeu nada da reportagem ou está obcecado com a idéia de fazerem filhos para receber dinheiro.

    Logo sobre meu ponto de vista parece uma falácia, um “Argumentum ad Logicam”.
    Mais uma vez, você morre pela boca.
    “Falácia “Olha o Avião”
    Comete-se essa falácia quando alguém introduz material irrelevante à questão sendo discutida, fugindo do assunto e comprometendo a objetividade da conclusão.”
    Pense nisso, ao querer continuar nessa linha de “famílias numerosas”, quando falar dessa reportagem.

    “Espero que essa conclusão “Para mim o caso…” não seja decorrente do desenvolvimento anterior, sobre as famílias numerosas, assunto não abordado na matéria.”
    Na verdade foi direcionado a premissa anterior por você apresentada que e esse seria um motivador, para esse comportamento.
    Wtf? ONDE eu faço isso, por gentileza?
    Acabei de reler meu comentário e me perdi, pois não encontrei isso que você diz.

    “Por falar em “se não souber, pesquise”
    Na verdade a questão ai é de simplificação, existem varias variantes da mesma historia, “googlar” seria mais justo para você poder escolher a variente que bem entender.
    Coversa mole, meu caro.
    Não se deve apresentar um exemplo para um argumento, e esperar que as pessoas corram atrás dele: ele é um exemplo, não uma gincana.
    Veja como eu apresento os textos e/ou as fontes para o que escrevo.
    Isso é elegante e respeitoso, mandar pesquisar é grosseiro e crental.
    No mais, se há variação na narrativa, é mais um motivo para citá-la, para não deixar ambiguidades.

    “se você seguisse seu próprio conselho não teria dito que”
    Teria, meu vizinho ganha 450 mil reais por mês (o lugar onde eu moro é estranho eu sei). Eu ganho 750 reais! Atribuir a desigualdade social o fato de existir numeros tão dispares da realidade de 90% da população me parece a conclusão lógica.
    Lá-lá-lá, mais um erro cometido pelo senso comum, de quem não teria procurado se informar, pesquisar, certo?
    De qualquer maneira, você truncou minha frase e a descontextualizou mas não vou ficar me repetindo, deixe estar.

    Que bom, não foi a idéia que você me passou porém é interessante o esclarecimento, assim como estou a tentar fazer o mesmo.
    Excelente!
    Resolvido esse assunto, ainda afirmo que
    1) os programas de auxílio têm efeitos danosos sobre (pelo menos) uma economia regional, impedindo as pessoas de gerar riqueza, ou seja, apenas comendo mais açúcar e gordura, sem produzir mais: um ciclo vicioso;
    2) não há almoço grátis (exceto para quem recebe o auxílio 😉 );
    3) não disse coisa alguma relacionada com “famílias numerosas” como sendo origem dos problemas; nem, tampouco, o fez a Folha, na reportagem citada;
    4) gostaria de saber porque as entidades que citei não têm credibilidade para tratar do assunto;
    4) não creio que seja aceitável rebater uma reportagem com uma “profissão de fé”;
    5) não entrei, ainda, no mérito da idealização nem da aplicação dos programas.

    ERRATA
    A DISTRIBUIÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA: QUEM PAGA A CONTA?
    http://www.direitosociais.org.br/_arquivos/2009/223__distribuicao_da_carga_tributaria.pdf

    Bolsa-Família não vence extrema pobreza no NE
    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100601/not_imp559760,0.php

    REPERCUSSÕES DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA NA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DAS FAMÍLIAS BENEFICIADAS
    http://www.ibase.br/userimages/ibase_bf_sintese_site.pdf

    Censo Agro 2006: IBGE revela retrato do Brasil agrário
    http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1464&id_pagina=1

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  • Wallacy

    Nossa me perdi mesmo…. Fiquei doente, não visitei o tópico e como odeio resgatar assunto morto, melhor deixar pra lá.

    Me dou por vencido, serio mesmo, relendo meus comentário percebi que a linha de raciocínio que tentei seguir não chegou nem perto de expressar a ideia inicial do que propus com o primeiro comentário, tanto o André quanto o Joseph estavam corretos com relação aos comentários feitos com relação a logica por mim usada.

    Acho que é dupla personalidade, sei lá, relendo o que escrevi não vejo como consegui tirar conclusões tão precipitadas sobre alguns aspectos. Eu queria dizer A, disse B, defendi C, e conclui D.

    Pois é, vai para minha lista de Fail pessoal.

    Depois, com tempo, em outro tópico preferencialmente, posso tentar esclarecer melhor meu ponto de vista.

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  • Paulo Vitor

    o que? Não acredito que sou o primeiro a comentar esse texto?
    nossa que absurdo!
    ótimo Texto André.. não tinha parado para olhar pro bolsa família dessa forma.
    realmente você tem toda razão.

    Pryderi respondeu:

    Na verdade, vc não é o primeiro. Só que qdo eu migrei pro Disqus, alguns comentários deixaram de aparecer.

  • Lismar Cardoso

    Aí então tu confrontas quem defende o bolsa família com esses dados e eles respondem: “Isso é indignação de burguês opressor, porque não se conforma que o pobre agora come filé e anda de avião!!”

    Pryderi respondeu:

    Pobre compra filé. Aham

  • cloverfield

    Eu mesmo nunca havia pensado no bolsa-família dessa forma.
    Ainda mais que o artigo foi escrito a quase 6 anos atrás quando a inflação era bem menor que hoje.

  • Jean

    Eu havia postado Mises aqui uma vez e fui chamado de estúpido, mas isso é uma das coisas mais forte do libertarismo, menos imposto = mais dinheiro na mão dos contribuintes.
    O povo teima em acreditar que liberalismo/libertarismo é bom para rico, quando é justamente o contrário. Grandes empresários amam Estados grandes, para proteger seu mercado e ainda por cima ganhar grandes obras/serviços, sem contar nas concessões, “privatizações”.
    Bolsa familia só é mais um exemplo do Estado “corrigindo” um problema que ele mesmo causou.

    HeDC respondeu:

    Fora o absurdo das patentes, “direitos” autorais e outras formas de corrupção institucionalizadas pelo Estado anticidadão.

  • Fora os custos mais difíceis de calcular que é a ENORME bur(r)ocracia sobre o Setor Produtivo que acaba “caindo” na população em geral.
    Bolsa Família do jeito que é nada mais que “política da gambiarra”.